Um dizer muito comum sobre a indústria musical quando uma grande banda estourava - e terminava - era: “quando virá o próximo…”. Na prática, se tentava descobrir quando chegaria a próxima revolução. Já na internet, em vez de um substituto, ou até um equivalente, se procura algo mais agressivo: o assassino. ………
Basta ser um sucesso que querem te matar - depois de tentar comprar, claro. ………
Agora, o Wall Street Journal vaticina uma nova tentativa de golpe mortal contra o Twitter. O Google estaria preparando algo para o Gmail com o fim de de terminar o microblog soberano da rede atual. ………
Na prática, pela descrição do jornal, trata-se de um streaming de updates que copia o formato de exibição do Twitter. O Gmail já oferece a opção de atualizar o status, apagando os posts anteriores. Agora, seria possível manter as informações salvas. ………
Será que tem bala na agulha? ………
Minha opinião é que o Twitter não precisa se preocupar com essa suposta ameaça. O Google tenta pegar uma base já fidelizada em um serviço online e atrair para outra. E isso ele faz com todos os seus serviços. ………
Caso se confirme, não deve dar certo, a menos que traga algo de novo.
Um telefone multilíngue. Essa parece ser a ideia do Google ao desenvolver um software para tradução quase simultânea de idiomas em celulares. Usando tecnologias de reconhecimento de voz, o celular sem barreiras linguísticas deve ser lançado em alguns anos - para termos a ideia da dificuldade da coisa.
Segundo o site do jornal britânico The Times, o app pode incluir mais de seis mil línguas e dialetos - eu nem sabia que tinha tanto país assim.
O Google já possui as duas tecnologias: a ferramenta de tradução, que dá aquela mão na roda na hora de traduzir um site do russo, e também uma de reconhecimento de voz - lembra das buscas no iPhone? A questão é juntar as duas e ensina o aparelho a distinguir entre as diferentes dicções, sotaques e até problemas na fala - fanho e gago, como fica?
Complexidades à parte, ficamos na torcida. A internet já é universal, as linguagens de programação e o hardware também. Só falta mesmo é o idioma deixar de ser um obstáculo definitivo, por voz ou por texto.
Depois de Steve Wozniack, o novo astro nerd a referendar o superphone do Google, Nexus One, é Linus Torvalds. Criador do kernel (núcleo) do Linux, o finlandês elogiou o smartphone lançado em janeiro. Auto-declarado descrente com relação aos celulares inteligentes, Torvalds pode mudar de ideia, graças ao Nexus.
“Eu geralmente odeio telefones – esses são irritantes e incomodam quando se está trabalhando, lendo ou fazendo qualquer outra coisa – e um celular, para mim, é apenas uma oportunidade para você se irritar em qualquer lugar. Mas tenho que admitir que o Nexus One é um campeão”, escreve Torvalds.
Apesar do encanto, o Nexus não converteu Torvalds totalmente ao culto à mobilidade. Na verdade, o que mais atraiu o programador foi a unidade de GPS presente no aparelho.
“Eu não tenho mais a sensação de estar levando um celular comigo só para o caso de ter que falar com alguém. Agora eu tenho um dispositivo útil na mão. O telefone é secundário”.
Será que nunca mostraram um iPhone pra ele? - brincadeirinha.
Na entranhas, o Nexus One carrega o DNA do Linux com a plataforma Android, apesar de não rodarem, segundo o site Cnet, sobre o Linux, mas sim tendo como base uma camada parecida com Java, o Dalvik.
Quantas pessoas assistiriam a um comercial exibido na rodada final, quando decisiva, do Campeonato Brasileiro? Não precisa saber a resposta, mas dá para fazer uma comparação com o Super Bowl, final da liga de Futebol Americano nos Estados Unidos. A Google aproveitou para exibir o vídeo Parisian Love (Amor Parisiense) a uma audiência maior - no site, a produção já estava perto de um milhão de visualizações antes do Super Bowl.
Confira o vídeo abaixo.
Postado por Guilherme Neves, às 12:46 Comente aqui
Todo o suspense às vésperas do lançamento ajudou a criar uma grande ansiedade em torno do iPad. Muita gente, segundo a empresa de pesquisas em internet Retervo, já tinha intenção de comprar o aparelho, mesmo sem saber do que se tratava.
Como muitos já leram, o anúncio não foi tão empolgante quanto a expectativa. E as intenções de compra?
Antes do anúncio, 26% dos entrevistados declararam ter ouvido falar do dispositivo e que não tinham vontade de comprar um - sem saber do que se tratava. Após o anúncio - em 27 de janeiro - o número subiu para 52%. O número dos que disseram que comprariam foi de 19%, até o dia 20, e desceu para 9%.
Mais uma dado, sobre a pergunta “pelo que você ouviu do tablet, você precisará dele?”
Antes do dia 27, a resposta era NÃO para 49%. Depois, 61%. Felizmente, para a Apple, o SIM passou de 3% para 5%.
Não resta dúvida de que a Apple terá que convencer o público da necessidade do aparelho. O iPhone foi mais fácil - muitas pessoas nunca tinham visto nada igual. Já com o iPad - ou iPod Touch gigante - o fator novidade é menor. Além disso, os conteúdos que rodam no iPad já têm suas plataformas nativas, sejam livros, games, filmes, revistas ou mesmo a internet.
Se a gente trocasse mexicana por chinesa no título acima, a surpresa seria nula - e a notícia sem muita força. Mas como é no México, de onde não vêm muitas notícias de restrições à conteúdos na rede, achei que valia o comentário no Infosfera. Los Twitteros - como ficaram conhecidos certos usuários - podem ser processados no país por certos usos da ferramenta de microblog.
De acordo com o site Seattle PI, muitos cidadãos mexicanos têm utilizado os tweets para desviar de barreiras policiais.
A coisa funciona assim. Você mora perto, passa por ou até é parado em uma barreira policial. Depois, twitta a informação. Assim, todos os seus seguidores, e outros, leitores de retweets, saberão por onde não passar. Parece uma ideia muito boa - fugir da polícia via rede social.
Mas, no caso de motoristas que abusem de bebidas alcoólicas, dá para imaginar o prejuízo. Com certeza ninguém quer ser responsável pela twittada que manteve um bebum na estrada na hora em que ele provocar um acidente.
A lei em estudo no país deve punir usuários que infrinjam a lei ou forneçam informações que levem a infrações. Será que vão banir o Twitter? Punirão usuários por certos posts? O debate opõe liberdades civis (twittar o que quiser) e a segurança da população (ajudar contraventores a driblar e escapar da polícia). De qual lado você fica nessa história?
Postado por Guilherme Neves, às 15:54 1 comentário
Sabe a mudança na home que aos poucos o Facebook está disponibilizando? Segundo o site TechCrunch envolve mais do que uma alteração de interface. A intenção seria, pelo escreve Michael Arrington, lançar um serviço de e-mail na rede social, redefinindo todo o produto de updates.
Muitas alterações já foram feitas no Facebook para aperfeiçoar o sistema de troca de mensagens e updates. Agora, matar o Gmail!
Quais as chances do FB? São 400 milhões de usuários da rede social, contra um número não encontrado na internet por este redator de cadastrados no Gmail.
Base é muito, mas qualidade do produto será mais, com certeza. Tanto Facebook quanto Google lutam pela permanência do usuário conectado. Ser a sua página inicial, e final, é o objetivo. Conseguem? E-mails são serviços de pouca interação. Você manda, depois recebe. E não tem muita emoção além de esperar um e-mail cheio de pressa.
O Gmail tenta dar uma agitada nas mensagens.Games, conversas e mais várias extensões podem deixar o uso do correio eletrônico mais interessante.
Lembra da história de o Windows 7 matar o XP e dar a volta por cima no mico do Vista? Está começando a virar realidade. Relatório da empresa de estatísticas da internet NetApplications.com indica que o novo sistema da Microsoft terminou janeiro com 7,5% de participação, algo que seu antecessor não fez até 11 meses depois do seu lançamento, em janeiro de 2007.
Os dados são obtidos a partir do tráfego em sites cadastrados com a NetApplications.
Durante janeiro, a média de uso do Windows 7 subiu de 7,2% para 7,4%, depois para 7,6%, atingindo por fim 8% na última semana. Curiosamente, o Windows 7 tem picos nos finais de semana e feriados quando os usuários domésticos acessam a rede - sinal de que no meio corporativo o XP ainda não é passado.
Nos últimos meses, XP e Vista perderam participação. Em janeiro, o XP caiu para 66,3%. Já o Vista fechou o mês com 17,4%, queda de 0,5 ponto percentual em relação a dezembro. A participação do Vista caiu pela quarta vez em cinco meses.
Segundo a NetApplications, se a tendência dos últimos três meses persistir, o Windows 7 tomará o lugar do Vista como segundo sistema operacional mais popular em junho.
Postado por Guilherme Neves, às 16:54 Comente aqui
Alô, alô, o episódio 65 do podcast Backup faz uma “cópia de segurança” dos principais assuntos de tecnologia na semana com André Crespani, Diego Guichard e Guilherme Neves. Ainda no clima do iPad (e lembrando o Homem-Aranha, ou Star Wars), falamos sobre a guerra dos clones e os rumores sobre uma versão maior do tablet da Apple. Também comentamos o mercado de browsers, com o crescimento do Chrome, e a queda do Internet Explorer 6.