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Dostoiévski, Excel e livre-arbítrio

15 de dezembro de 2007 2

Esse título assim, que como diria meu professor de Seminário Avançado em Jornalismo, %22articula uma série de significações%22, vem de uma leitura recente de Memórias do Subsolo, de um dos meus autores favoritos e menos lidos por falta de tempo, Fiódor Dostoiévski.

Lá pelas tantas, enquanto filosofa sobre suas agruras, o personagem cita, várias vezes, a segunda palavra mais bonita da informática para usuários doméstico como eu: tabela. A primeira, claro, é internet.

Como não me atrevo a interpretar o autor russo em público, e sóbrio, seguem alguns trechinhos em que as doces planilhas são citadas. Lembremos o mérito do tradutor, Boris Schnaiderman, por este verbete mágico estar aqui. A tradução que estou lendo, pela sexta vez, é da Editora 34.

%22Todos os atos humanos serão calculados, está claro, de acordo com essas leis (as da natureza), matematicamente, como uma espécie de tábua de logaritmos, até 108.000 (…)%22.

%22(…) algum dia hão de descobrir as leis do nosso suposto livre-arbítrio –, então, deixando-se de lado brincadeiras, será possível elaborar uma espécie de tabela, e nós passaremos realmente a desejar de acordo com esta%22.

E aí? Será que nosso destino está num grande e onipresente Excel divino ou até evolucionista?

Postado por Guilherme Neves

Comentários

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Comentários (2)

  • Gogol diz: 15 de dezembro de 2007

    O dost é mestre!!!!

  • Púschkin diz: 17 de dezembro de 2007

    De acordo, Gogol.

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