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Posts de fevereiro 2008

Na história da internet: o trote da TeleRJ

21 de fevereiro de 2008 5

reprodução
Eu sou muito tanso mesmo. Ontem, no post sobre o carro de madeira, citei o internauta %22Luis Pareto%22, sem me dar conta de que o nome era fictício, uma homenagem a um dos mais históricos episódios da internet no Brasil: o trote da TeleRJ.

Não sei se o negócio é montagem ou se rolou mesmo, mas o caso é que um cidadão de nome Luis Pareto tenta ligar para a antiga companhia de telefonia do Rio de Janeiro e, por azar, a ligação vai cair em um banco de investimentos com um pessoal muito sacana, que resolve passar um trote no sujeito.

Os caras, se fazendo passar por funcionários da TeleRJ, dizem que ele tem uma voz fininha de veado. Não adianta ele pedir para falar com superiores, porque todos têm a mesma opinião sobre sua voz. O homem vai à loucura e chama a turma toda de %22filhos da fruta%22, %22chupadores de bochecha%22, diz para irem %22tomate cru%22 e mais um monte de coisas. Em uma tentativa desesperada, Luis Pareto tenta dar um %22carteiraço%22 e revela que é advogado, mas isso só serve de inspiração para mais zoeira.

Dizem que é tudo verdade, que o trote rolou na década de 1980, se popularizou pela internet no começo da década de 1990, e que Luis Pareto morreu em 2006, aos 92 anos. Eu não tenho idéia se quaisquer dessas informações são verídicas, achei tudo pesquisando na internet, mas o caso é que o trote é mesmo muito engraçado.

Assim como o %22sanduíche-iche%22, %22tapa-na-pantera%22, %22gol do Barcelona%22, o trote da TeleRJ (dizem) foi uma febre do seu tempo. Eu não tinha mesmo como saber, na década de 1990 nem tinha computador, só jogava meu (hoje) velho Super Nintendo.

Na real, depois de ouvir, lembrei que conheci esse trote em um CD com um monte de trotes que meu pai trouxe do Nordeste uma vez – o coroa voltou de lá viciado nessas coisas. A história da internet descobri graças ao %22Luis Pareto%22 (o leitor aqui do blog, não o velhinho falecido), que me mandou um e-mail explicando a origem do seu nome. Ele só pediu para manter sua identidade secreta, e comigo o segredo está seguro.

Outra coisa que ele explicou foi a cidade que ele sempre coloca nos seus comentários. %22Paris, Texas%22, é referência ao filme (de 1984) ao qual %22Pareto%22 se refere como %22o grande filme! O cult dos cults!%22 – mais informações, vide internet.

E procurem também o trote da TeleRJ. É muito engraçado e (para quem está a fim de dar umas risadas) vale muito a pena ouvir. Eu não vou colocar link aqui no blog porque o negócio tem vários xingamentos e eu já postei muitos palavrões essa semana (no post sobre o esquema simples para solucionar problemas). Mas é bem fácil de achar, é só fazer uma %22buscazinha%22 rápida.

Postado por André Crespani

1001 reflexões sobre o carro de madeira

20 de fevereiro de 2008 4


Tá, não chegou a 1001 (passou longe, até), mas a matéria sobre o carro de madeira que publicamos no canal de Ambiente na semana passada realmente botou os internautas para refletir. Os comentários bombaram na matéria, com idéias sobre o uso, os cuidados e tudo mais envolvendo a invenção.

Vale lembrar que o assunto é sério. A madeira provém de remanejo e tudo mais. Mas os internautas partiram para o lado cômico da coisa, e uma graça é sempre bem-vinda.

O campeão absoluto de sugestões foi o leitor Luis Pareto (a Paula, que é quem em geral libera os comentários aqui, chegou a cansar de liberar os dele); mas vários outros criativos internautas deixaram sua impressão. Por isso, resolvi colocar aqui uma compilação de algumas dessas valorosas idéias.

Quem quiser saber quem foi que disse o quê, acesse lá a matéria e entre nos comentários, porque eu não vou ficar escrevendo o nome de todo mundo aqui. Mas se o negócio for colocar a sua reflexão sobre a caranga feita de pau, clique nos comentários aí embaixo do post e deixe o seu. Prometo que o que não for %22bagacerice%22 vai ser liberado.

Aí vai a nata (na minha imparcial opinião) do que foi dito:

%22O grande risco é que este carro seja atacado pelo pica-pau%22

%22Quem estiver dirigindo rápido com este veículo vai poder dizer literalmente: Tô descendo a lenha!!!!%22

%22Quantos paus custará este carro??%22

%22Bater TRÊS vezes na madeira do capô será considerado uma SUPERSTIÇÃO de quem o fez ou uma maneira de fazer um grau????%22

%22E se, por ventura, num churrasco faltar lenha ou carvão e a galera já estiver alucinada do trago???%22

%22Vou mandar um casal de cupim para ele, quero ver até quando o carro agüenta!%22

%22O combustível dele será seiva bruta?%22

%22Ao invés de cera para dar brilho, o que se passa neste carro? Jimo cupim???%22

Postado por André Crespani

Games Memória: Top Gear

19 de fevereiro de 2008 29

Coma minha poeira, loser!
Confesso que nunca me dei muito com jogos de carrinhos. Até gosto de roubar uma caranga no GTA e ficar dando umas bandas pela cidade de vez em quando, mas jogar mesmo, tipo pegar um Need for Speed e ir comprando peças, construindo um carro, nunca foi muito comigo. Na verdade, acho que só existem dois games de carros que eu joguei bastante: Mário Kart (outro dia eu falo nesse) e Top Gear.

 

Há algum tempo, no Canal dos Games, um post falava sobre o Rock%27n Roll Racing. Mas lá embaixo, nos comentários, um internauta lembrou do Top Gear, e é com esse que eu me identifico mais.

Como um monte de outros grandes jogos, o Top Gear surgiu de um jogo do Nintendinho 8-bits, o Rad Racer. No Super Nintendo, ele teve três versões (você pode relembrar todas na galeria de fotos). O Top Gear II tinha esses esquemas modernos de comprar motor, pneus e tal. Também teve o Top Gear 3000, que era no futuro, mas esse eu não joguei muito. Eu gostava mesmo do Top Gear I, o mais roots, era só escolher um carrinho e sentar o pé.

Para despertar o saudosismo, eu e o Guilherme Neves realizamos mais um desafio de redatores. Como era de se esperar, eu, que não sou muito apegado com jogos de carros, perdi. Mas fica a ressalva de que, enquanto ele jogava com um joystick, eu tive de "pilotar" com o teclado (mas na real, acho que eu ia perder de qualquer jeito).

Confere aí!

Esquema simples para solucionar problemas

19 de fevereiro de 2008 3

reprodução
Algum pobre coitado que deve ter tido momentos de grande estresse desenvolveu esse esqueminha. Eu achei muito engraçado e PRECISEI compartilhar aqui no blog.

Uma série de perguntas simples com respostas afirmativas ou negativas para lidar com problemas tecnológicos. Serve para usar com irmãos, colegas de trabalho, de escola, faculdade...

Postado por André Crespani

Televisão camaleão. Muda de cor, lógico

18 de fevereiro de 2008 0

Gêmeos?/reprodução
Pode ser que qualquer semelhança seja mera coincidência. Ou não (como diria Caetano). Mas a primeira coisa na qual eu pensei quando a colega Paula Sperb me mostrou essa nova TV da Philips foi em um camaleão.

Claro, o bichinho muda de cor para se adaptar ao ambiente, mais ou menos o mesmo que a TV faz. Tá, ela não se adapta ao ambiente, mas, conforme a revista Superinteressante, 126 lampadinhas na moldura da televisão seguem as cores exibidas na tela, maximizando o efeito visual. Bah.

Outras características da novidade: 42 polegadas, resolução de 1080 linhas e velocidade de 100 quadros por segundo (que, segundo a revista, é a máxima possível atualmente).

No site da Philips, dá para ver um pouco mais da tal TV. Mesmo que você não vá comprar, como é o meu caso, é legal ficar curtindo os efeitos visuais das mudanças de cores. Dá um baratinho.

Postado por André Crespani

"Cadastre-se e receba e-mails"

15 de fevereiro de 2008 1

No fim da noite de quinta-feira, aqui no tão temido aquário da sala de imprensa da Campus Party, ocorreu uma bela história de inclusão digital, se assim posso chamar. Entre os vários adesivos colados no vidro pelos blogueiros, tirando sarro com a %22velha imprensa%22, na nossa porta envidraçada tem um aviso escrito à mão num papel, coisa bem analógica, feito com caneta esferográfica e tudo.

O aviso para se cadastrar e receber e-mails sobre o evento chamou a atenção da moça que estava no turno da segurança do recinto, de plantão na frente da entrada e fazendo o %22cara-crachá%22, pois no aquário só entra quem tem o crachá laranja, que identifica os profissionais de imprensa (que aí inclui muitos blogueiros também!).

Essa história chegou até mim pela Maysa, da equipe da assessoria da Campus Party que fica aqui dentro também. Ela me contou que a segurança pediu para fazer cadastro. A Maysa explicou que era apenas para os jornalistas ficarem por dentro da agenda do dia, mas que se fosse importante ela faria o cadastro da segurança.  Foi aí que pintou um empecilho! Até vou abrir um novo parágrafo pra seguir a história...

A segurança não tinha uma conta de e-mail. E mais, a Maysa ainda contou que ela sequer sabia direito como funcionava ou o que era e-mail. E agora? Quando soube do ocorrido, cogitei a hipótese de ela ter pensado que entrando no cadastro, ganharia um e-mail (receber e ganhar: concordamos que são sinônimos, né?).

A solução? Catar um campuseiro voluntarioso! No caso foi uma campuseira. Uma garota catarinense, participante da Campus Party, se prontificou a criar a conta e também a ensiná-la como operar a ferramenta de comunicação. O resultado é que a nossa segurança noturna ficou feliz em %22ganhar%22 um e-mail, bem feliz.

Legal ela estar no meio de um montão de gente que vive a web e, pelo menos, demonstrar um interesse em %27%27querer se incluir%27%27 nisso, né?!

Postado por Juliano Schüler, de São Paulo,

Blá-blá-bla o tempo todo

15 de fevereiro de 2008 0

Se eu disser que tá todo mundo da Campus Party acompanhando, falando, se organizando, pedindo ajuda, mostrando fotos por um livestream posso estar exagerando. Mas assim como a famosa %22espiadinha do Bial%22 está para o Big Brother, esse livestream está para a Campus Party. Se alguém aqui quiser mobilizar algum das tribos (blogs, robótica, games, desenvovimento, etc...)

Tá querendo ficar por dentro do que os campuseiros estão falando no evento? Clica aí e participa, mesmo à distância...

Postado por Juliano Schüler, de São Paulo,

Fim da fogueira virtual da W3Haus

15 de fevereiro de 2008 0

divulgação
Postamos em dezembro aqui no Infosfera sobre a fogueira virtual da W3Haus. Ela permitia que o internauta escolhesse uma foto do seu desafeto – ou daquela figura que mais irritou no ano – e tascasse fogo, alimentando sua ânsia sádica de vê-la queimar; uma delícia. Mas acabou-se o que era doce: a agência anunciou hoje o fim oficial da brincadeira.

Conforme a W3haus, foram mais de 10 mil acessos; 3.520 internautas incendiaram com lenha, querosene e outras substâncias inflamáveis os mais diversos tipos de imagens. Políticos, namorados infiéis, formadores de opinião, apresentadores de televisão e diversas celebridades figuraram entre os mais queimados. Nós aqui do blog botamos o Bush para queimar, na época.

Agora, quem acessar o endereço poderá assistir à combustão do próprio site. E ainda tem a oportunidade de dar uma última conferida no som do funk Na Fogueira, interpretado pela funkeira Tigrinha.

Esperamos que no final de 2008 tenha mais lenha para nossa fogueira.

Postado por André Crespani

Sexo entre humanos e robôs. Faltam só 40 anos

15 de fevereiro de 2008 23

Garota virtual? O Homem Aranha 2099 tinha a dele/reprodução
Lembram daquele filme alucinógeno %22AI: Inteligência Artificial%22, o Pinóquio high-tech que tinha um gurizinho robô que procurava a Fada Azul (robôs fumam alguma coisa?) para se tornar um menino de verdade? Lembram que um dos personagens secundários era um robô-gigôlo, alegria sexual da mulherada? Pois é. O livro %22Sexo com os Robôs: a evolução das relações entre Humanos e Robôs%22, de autoria de David Levy, diz que isso pode se tornar realidade em 40 anos.

A questão é polêmica, motivo de controvérsia entre cientistas e criticada por sexólogos preocupados com a substituição do contato humano. Certo que a Igreja também deve meter a colher no assunto, se realmente se tornar realidade.

Por agora, a empresa japonesa Axis já desenvolveu, segundo o G1, as bonecas Honeydolls: feitas de resina de silicone, em tamanho real, elas têm sensores nos mamilos e dão gemidinhos de prazer. Que beleza!

Outros exemplos da interação máquina-homem não faltam. Quem lia o Homem Aranha 2099, deve lembrar daquela %22empregada virtual%22 bem gostosinha que ele tinha (alguém aí lembra o nome?), sempre disposta a fazer tudo para deixá-lo relaxado. Ou aquela %22roboa%22 bem parecida do filme %22O 6º Dia%22, com o Arnold Schwarzenegger. Até no Cine-Privê rolava filme de humano com robô.

Sei lá, não posso falar mal nem bem, porque nunca experimentei para saber como é. E vocês, o que acham?

Postado por André Crespani

Música na mesa no Campus Party

14 de fevereiro de 2008 0

Ah, se eu tivesse um desses em casa.../Juliano Schüler
Rolou no início da tarde aqui no Campus Party uma palestra-demonstração da Reactable. Isso aí é um instrumento de música colaborativo, permite vários %22DJs%22 simultâneos coordenando o %22tunt-tunt%22 da batida eletrônica. Para alterar, mudar ritmo, inserir um efeito especial, os usuários posicionam e reposicionam as fichas e cubos transparentes sobre a tela.

Depois da palestra, o equipamento ficou aberto para os campuseiros experimentarem.

Por sinal, a cantora finlandesa Björk usou o Reactable na turnê de 2007.

Postado por Juliano Schüler

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