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TSE quer hackers testando urna eletrônica. Mas quais hackers?

14 de setembro de 2009 1
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Guilherme Neves

Jornalista, fã de gadgets e traquinanas tecnológicas em geral. Linux user convicto, mas não xiita.

Desde a última sexta-feira, “hackers e cidadãos” podem vasculhar as urnas eletrônicas das eleições de 2010 atrás de falhas de segurança que pudessem resultar em fraudes eleitorais. Algumas contribuições serão premiadas – com R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil, de acordo com a relevância.

– O Poder Judiciário abrirá os sistemas para cidadãos e hackers testarem se as urnas são ou não suscetíveis a fraudes. Qualquer cidadão poderá participar – disse o ministro Ricardo Lewandowski, do TSE

O processo será acompanhado pelo Ministério Público Federal, pela Ordem dos Advogados do Brasil, pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União.

Você deve estar se perguntando se eles querem dizer os hackers programadores, ou os hackers comumente confundidos com crackers (aqueles cometem crimes virtuais). É óbvio que se tratam de programadores.

Duvido que algum cracker que invada o site do Banco do Brasil, por exemplo, vá se aventurar a fornecer dados seus para testar uma urna – se bem que aventura faz parte da ação, certo?

Seja você um hacker hacker, um hacker cracker, ou um cidadão, deverá se inscrever pessoalmente ou via correspondência registrada – apresentando um plano com uma descrição dos procedimentos que desejam realizar – no período entre 11 de setembro e 13 de outubro, das 8h às 19h, no setor de protocolo do TSE.

O formulário de inscrição e de apresentação do plano já estão disponíveis no site do TSE, e a divulgação dos selecionados para a realização de testes será em 26 de outubro.

Comentários

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Comentários (1)

  • Ronaldo Costa diz: 15 de setembro de 2009

    A forma como está sendo proposta tal tentativa visa respaldar a falácia da infalibilidade da urna eletrônica, o que alguns segmentos qualificados da informática nacional já tem indícios que não procede. Com o prometido aparato de acompanhamento de ministério público e polícia federal e os valores de premio anunciado, os pretensos hackers que aparecerão serão estudantes da área de programação e talvez algum professor, isto é, seres com pouca malícia e com saber orientado ao processo de ensino-aprendizagem enquanto o saber necessário para tal tipo de tarefa visa a “pilantragem”. É claro que não interessa a ninguem que esteja no poder ou em torno dele a constatação da falibilidade da geringonça pois isso poria em cheque todo o sitema eleitoral e todos os detentores de cargo eletivo no país.

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