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Ciberguerras já fazem parte da realidade da rede, alertam especialistas

19 de novembro de 2009 1


A McAfee revela em seu 5º Relatório Anual sobre Criminologia Virtual que a corrida das ciberarmas não é mais ficção. O levantamento descobriu que os ataques com motivação política aumentaram, e cinco países (Estados Unidos, Rússia, França, Israel e China) estão armados agora com ciberarmas.

– A McAfee começou a alertar sobre a corrida global de ciberarmas há mais de dois anos, mas atualmente existem cada vez mais evidências de que isto está se tornando realidade – diz Dave DeWalt, presidente e CEO da McAfee, Inc.

Segundo DeWalt, várias nações estão ativamente engajadas em ataques e preparativos ligados à ciberguerra. As armas atuais não são nucleares, mas virtuais, e todos devem se adaptar a essas ameaças.

O novo Relatório de Criminologia Virtual inclui panoramas de mais de 24 dos melhores especialistas do mundo em relações internacionais, incluindo o Dr. Jamie Saunders, assessor da Embaixada Britânica em Washington D.C. e especialistas em segurança com experiência na Agência Nacional de Segurança dos EUA e do Departamento de Procuradoria Geral da Austrália. Paul Kurtz, antigo conselheiro da Casa Branca, compilou o relatório em nome da McAfee.

O relatório deste ano identifica os seguintes desafios:

A ciberguerra é uma realidade – No ano passado, o aumento dos ciberataques com motivação política gerou maior precaução com alvos norte-americanos que incluem a Casa Branca, o Departamento de Segurança Nacional, o Serviço Secreto e o Departamento de Defesa dos EUA. Países estão desenvolvendo ativamente recursos contra a ciberguerra e estão envolvidos na corrida das ciberarmas, visando proteger redes governamentais e infraestruturas críticas. O resultado de um ciberataque dessa natureza pode resultar em danos físicos ou perda de vidas, pois esta não é só uma guerra entre computadores e pode causar uma desvastação real.

Ciberarmas visam infraestruturas críticas – os atacantes não estão apenas criando ciberdefesas, mas ciberataques, visando infraestruturas como redes elétricas, transportes, telecomunicações, o setor financeiro e o fornecimento de água, pois os danos podem ocorrer rapidamente e com pouco esforço. Na maioria dos países desenvolvidos, a infraestrutura crítica está conectada à Internet e não tem funções adequadas de segurança, deixando essas instalações vulneráveis a ataques. Sem a proteção adequada combinada com a falta de preparação, um ataque a essas infraestruturas seria prejudicial e causaria mais destruição do que outros ataques ocorridos anteriormente.

O cibercrime é indefinido
– A ciberguerra envolve tantos participantes diferentes de tantas maneiras distintas que as regras de participação não estão claramente definidas. Além disso, há uma discussão sobre até que ponto é responsabilidade das empresas proteger e conscientizar seus funcionários sobre a prevenção de ciberataques. Sem uma definição adequada, é quase impossível determinar quando uma resposta política ou um tratamento de ação militar será garantido.

O setor privado corre o maior risco – A infraestrutura crítica pertence ao setor privado em muitos países desenvolvidos, tornando-o um grande alvo para a ciberguerra. E o setor privado confia no governo para evitar os ciberataques. Se começar um tiroteio virtual, os governos, as empresas e os cidadãos poderão ser atingidos no fogo cruzado. Sem conhecer a estratégia de ciberdefesa do governo, o setor privado não consegue ser proativo e tomar as precauções adequadas. Por isso, os especialistas estão convocando para uma discussão pública sobre a ciberguerra, para colocar tudo às claras.

– Nos próximos 20 a 30 anos, os ciberataques se tornarão cada vez mais um componente de guerra. O que eu não consigo prever é se a Rede também estará tão desprotegida que as operações da ciberguerra irão vencer – afirma William Crowell, ex-diretor adjunto da Agência de Segurança Nacional dos EUA, no Relatório sobre Criminologia Virtual.

Comentários (1)

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