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Celular com GPS + Google Maps = usuário que nunca se perde

17 de dezembro de 2009 4
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Guilherme Neves

Jornalista, fã de gadgets e traquinanas tecnológicas em geral. Linux user convicto, mas não xiita.

Dia desses alguém parou para me perguntar como chegava na rodoviária. A vontade que me deu foi de dizer: “compra um celular com GPS”, mas segurei a vontade e expliquei da forma mais simples possível – quando chegar na praça, vira à direita e segue em direção ao viaduto, passa por baixo daí é só ir sempre reto (rota em Porto Alegre).

Um celularzinho nessa hora resolvia o problema. Aparelhos com GPS estão cada vez mais comuns e acessíveis – custam de R$ 50 a R$ 2.000, dependendo da marca e do plano contratado.
                   
Atenção, leitores, este é um texto para usuários não iniciados neste universo.
                   
Como usar um GPS? Há celulares que já vêm com um software e com os mapas para utilização do recurso. Outros, não. A dica que funcionou para mim é baixar o Google Mobile Apps. Trata-se de um pacote de aplicativos com barra de pesquisa, e-mail e mais importante, o Google Maps, que é o que procuramos.
                   
Em sua versão móvel, o Google Maps tem os mesmos recursos do desktop via browser, com a vantagem da integração com o GPS. Na prática, ele localiza o usuário e oferece possibilidades de rotas de carro ou a pé, além de informações do trânsito e de transporte público (não disponível em todo o Brasil). Tudo isso, claro, com o GPS ativado.
                   
Algumas observações: nos testes feitos em aparelhos com GPS aqui na redação (iPhone 3GS; HTC Magic e Moto Q11), a localização dentro de prédios se dá pela antena de celular que está emitindo o sinal mais forte. Assim, o “Seu local” é aproximado, num raio de 700 a 900 metros. Na rua, os três funcionaram bem, dando a localização exata a cada deslocamento de cerca de 100 metros.
                   
Mas, vale ressaltar que o próprio Google Maps avisa, sobre as rotas: “use com cautela”.
                   
Vamos a um exercício prático: estou na Av. Erico Verissimo 400, em Porto Alegre. No “meu local”, ele me situa a algumas quadras, na direção leste – perto da janela, a localização foi exata. Abro o campo de pesquisa e digito o nome de um restaurante com uma das melhores e mais econômicas a la minutas do meu bairro. Feito!
                   
Endereço, três opções de rotas (a pé, carro e ônibus), distância, tempo estimado, telefone, resenhas e algumas informações extra sem perguntar nada para ninguém. Vale o investimento.
                   
Não é o mesmo que aqueles GPSs de carros modernos que já em alguns táxis aqui na capital gaúcha, mas para a caminhada nossa de cada, vale.
                   
Uma última dica: se você for investir num celular buenaço, opte por modelos com tela maior e interface touchscreen, são bem mais interessantes de se navegar do que os aparelhos com teclado físico QWERTY e sem sensibilidade na tela.
                   
Pois é…. sabe aquela história de que os homens não gostam de parar para pedir orientação no trânsito? É porque eles têm celular com GPS.

Comentários

comentários

Comentários (4)

  • André diz: 17 de dezembro de 2009

    Tenho um Q11 e o GPS é realmente muito bom. Vale a pena.

    Abraços e feliz natal / ano novo.

  • César diz: 17 de dezembro de 2009

    Ainda bem que você controlou sua vontade de dizer para a pessoa comprar um celular com GPS. Seria uma grande demonstração de grosseria e egoísmo. De fato, o GPS no celular é uma ferramenta muito útil.
    Saúde e Paz !!!

  • Marcelo Rakssa diz: 21 de dezembro de 2009

    Prezados André e Guilherme.

    Tenho a pretensão de adquirir um telefone com GPS, mas uma das gradnes dúvidas que tenho foi dilatada pelo texto deste artigo: A tecnologia GPS se baseia na comunicação direta com satélites, mas algumas vezes vejo falarem de localização por triangulação das antenas próximas. Poderiam diferenciar melhor estas duas técnicas para nós, em uma réplica de comentários?

    Obrigado

    Olá, Marcelo. Tudo bem? O GPS e a triangulação são duas coisas diferentes, com a mesma função: localizar o aparelho. No caso do GPS, os sinais dos satélites são enviados ao aparelho, que calcula o tempo levado para a chegada destes sinais. A partir daí a localização é calculada, com margem de erro de alguns metros. No caso da triangulação, o princípio é similar: recepação de sinais. Em vez de tempo, no entanto, o que vale é a força do sinal. Assim, de três torres, por exemplo, a que tiver o sinal mais forte é, por lógica, a mais próxima. Por isso o celular situa o usuário numa dessas torres (geralmente com precisão de um quilômetro e meio). O que observei no caso dos aparelhos que testei é que quando o GPS não é captado, ou tem interferência, o sinal do celular é o que vale para o Google Maps. Entendeu? GPS é por satélite, com maior precisão. Triangulação utiliza as próprias antenas dos celulares, com uma margem de incorreção maior. Espero ter ajudado. Um abraço. (Guilherme Neves – redator clicRBS)

  • Marcelo Rakssa diz: 11 de janeiro de 2010

    Olá, Guilherme.

    Obrigado pela resposta. Retorno com uma tréplica, pois não deixei a minha dúvida muio clara, que se refere à utilização do GPS (operação gratuita, e que também é triangulação) e a chamada ‘triangulação de antenas’ (que pelo que entendi, é um serviço que necessita de cobrança pelo envio dos dados). Neste caso, em uma aparelho com GPS integrado, existe cobrança pela utilização de GPS (comunicação com satélites)? Se sim, a cobrança é realizada pela simples comunicação com o satélite ou pelo fornecimento de serviços extras, como guias de cidades e download de mapas de arruamentos?

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