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Facebook divulga relatório de etnias dos usuários da rede

17 de dezembro de 2009 0
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Guilherme Neves

Jornalista, fã de gadgets e traquinanas tecnológicas em geral. Linux user convicto, mas não xiita.

 
A equipe de pesquisas de dados do site de relacionamentos Facebook divulgou nesta quarta-feira um estudo sobre a diversidade dos usuários da rede. Ou seja, o Facebook identificou as raças e etnias de seus usuários para saber qual o perfil dos cadastrados.
                
Mas não bastava olhar a opção marcada no momento do cadastro? Não, o Facebook não pergunta isso para os seus usuários.
                
Como solução, os analistas escolheram um país, os Estados Unidos, para aplicar seu método: análise dos sobrenomes dos cadastrados com o fim de descobrir sua origem – hispânica, branca, asiática, ilhas do pacífico, negra, etc.
                
Resultado: a maioria esmagadora é branca. E já que há muitos usuários desta etnia, o Facebook preferiu analisar com mais cuidado os dados das “minorias” étnicas no seu banco de dados – negros, asiáticos e hispânicos.
                
Em segundo lugar ficaram usuários negros. Depois, asiáticos e, finalmente, hispânicos.
                
E daí? Confira o que o pessoal do Facebook escreveu sobre o potencial dessas análises:
                
“Depois de completar esta análise inicial, nós começamos a utilizar também os nomes dos usuários para aumentar a precisão das nossas predições. Enquanto neste post nós olhamos apenas para a diversidade das pessoas como um todo, nós esperamos utilizar essas informações de raça e etnia para indivíduos, juntamente com as suas conexões na rede (amigos), para entender como estas populações de usuários estão conectadas umas as outas. Nós estamos trabalhando para entender como a diversidade das relações interpessoais tem mudado com o tempo conforme mais usuários cadastram-se no site e encontram amigos”.
                
Em resumo, aos poucos vai se analisar como os brancos “se dão” com os hispânicos e negros ou se os asiáticos se relacionam bem com pessoas vindas das ilhas do pacífico. Imagine os perfis que podem ser gerados quando acrescentados outros indicadores como escolaridade, renda, profissão.
                
Se pessimista, imagino que resultados do tipo brancos ricos não têm amigos hispânicos pobres no Facebook vão acabar aparecendo. É um tipo de dado potencialmente polêmico. Se otimista, há de se imaginar que na internet não há lugar para preconceitos – todos são cidadãos globais conectados. 
                
Será?

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