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Games memória: Street Fighter - parte V (final)

31 de dezembro de 2009 15
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É com muito orgulho que, para fechar o ano, chegamos ao final dessa longa jornada pelo mundo de “Street Fighter“, o maior game de luta de todos os tempos. Foi uma super-sequencia de posts lembrando os mais saudosos e curiosos detalhes de todas as versões deste clássico. Um verdadeiro trabalho arqueológico, tentando fazer jus ao apelido de “Arqueólogo dos Games“.
 
E claro, mesmo assim, muita coisa ficou esquecida ou passou despercebida. Todo mundo que joga um game com a importância de um SF – sobretudo aqueles que viveram seu tempo de criação e de popularização – tem história para contar. Infelizmente, nem deu tempo de relembrar tudo, mas o espaço dos comentários está aí, para quem quiser complementar as análises.
  
PARTE V – ENFIM, STREET III (E IV)
  
Street Fighter III
  
Depois de longa, longa, looooonga espera, enfim os gamers puderam conhecer o Street Fighter III. A primeira versão do game, chamada Street Fighter III: New Generation trouxe uma série de novos personagens, novo chefão e nova história para o enredo da franquia. A exemplo de Street II, SF III teve sequências sem mudar de “número” – Street Fighter III 2nd Impact: Giant Attack e Street Fighter III 3rd Strike: Fight for the Future.
 
Esperado durante quase 10 anos desde que o SF II se tornou um dos jogos mais populares de todos os tempos, SF III foi mais ou menos como, acredito, a Capcom temeu que fosse: não fez muito sucesso, não virou história, não conseguiu lançar personagens carismáticos e marcantes. As sequências tiveram mais ou menos o mesmo relativo insucesso do primeiro SF III.
 
Não me entendam mal, eu gosto do jogo. Permite algum bom divertimento, tem gráficos e animações legais, inovações como o sistema de “bloqueio” e contra-ataque nas investidas adversárias, a possibilidade de selecionar qual golpe especial será desferido pelo lutador. O jogador também pode dar aquela “provocadinha” e chamar o inimigo para briga – coisa presente em jogos como o Capcom vs. Marvel, por exemplo. No 3rd Strike ainda era possível escolher entre duas opções de adversário para cada luta.
  
“Então por que reclamar e falar em relativo insucesso?”, você pode estar se perguntando. É simples: o problema é que, com a demora entre o lançamento de SF II e SF III, o pessoal esperava mais. Nem sei o que poderia ter sido esse mais, mas teria que ser mais. Street III é um jogo de luta comum, parecido com outros da Capcom (ou com os da SNK).
  

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Um dos grandes erros da Capcom, na minha opinião, foi não colocar personagens clássicos no game. As duas primeiras versões traziam, de SF II, apenas a dupla Ryu e Ken. Somente no 3rd Strike reapareceram Chun-Li e Akuma. Os personagens novos, por sua vez, não eram assim tão novos. Boa parte “imitava” os guerreiros clássicos: tinha o Necro, cara que não era o Dhalsim, mas esticava os membros; Alex, que não era o Zangief, mas dava “pilão” nos inimigos; Yang, que não era o Fei Long, mas lutava artes orientais e soltava gritinhos… Deu pra entender, né?
  
Para os mais nacionalistas, o melhor de Street Fighter III foi que, apesar de perdermos o monstrengo verde Blanka, ganhamos dois novos representantes verde-amarelos. Um brasileiro chamado Sean (?), que gosta muito de basquete (?) e que se mudou para os Estados Unidos (?) e Oro, um guerreiro tão fodástico que luta literalmente com uma mão amarrada nas costas para não machucar muito os inimigos. Para fechar, havia ainda Elena, que – embora não brasileira – usava os movimentos da nossa tradicional capoeira.
  
Street Fighter IV
   
Street Fighter IV é um game de 2009. Ainda falta muito para essa versão ficar depositada em estratos da história dos games, e por isso, como “arqueólogo”, não me atrevo a comentar muito. Ainda assim, dá para opinar um pouco.
  
Uma das características mais importantes, acredito, é o resgate, por parte da Capcom, dos personagens clássicos e marcantes da série. Nada de uma trupe de desconhecidos, Street Fighter IV traz de volta os 12 herois que fizeram história. Mas, para isso, foi preciso driblar a própria cronologia: em SF III, M. Bison está morto; então, SF IV se passa antes do SF III.
   
Novos lutadores também foram adicionados em SF IV, mas em número reduzido. Nenhum guerreiro de SF III está presente, mas as versões para consoles têm personagens como Fei Long e Sakura, de Super SF II e de SF Alpha, respectivamente.
  

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Os gráficos dão show, como seria de esperar, e embora com profundidade 3D, a jogabilidade segue o clássico 2D que consagrou a série – evitando a cara de imitação de “Tekken”. Os especiais são cheios de animação e efeitos; também é engraçado notar a expressão de espanto dos bonecos quando apanham.
  
Ainda vamos precisar de tempo até saber o que vai mesmo marcar e o que se perderá na história do SF IV. Mas é legal, saudoso, ver a Capcom anunciando o lançamento de uma versão “Super Street Fighter IV” para 2010. É quase como voltar ao tempo dos “super”, “turbo”, “champion”. Quem sabe surge depois um Super Street Fighter IV Turbo Champion Edition?
   
Por enquanto, é o fim.
E, como diz a mensagem da Capcom no final dos jogos…
  
…THANKS FOR READING!!
    
Confira todos os capítulos do Games memória: Street Fighter
Parte IParte IIParte II e ½ - Parte III - Parte IV - Parte V (final)
 
>>>Veja também
Games memória: Street Chaves - a vingança do Seu Madruga
 
Imagens reprodução

Comentários

comentários

Comentários (15)

  • Blumenópolis » Blog Archive » _Jornal de Santa Catarina(RBS)311209 – Blumenau diz: 31 de dezembro de 2009

    [...] Games memória: Street Fighter – parte final [...]

  • Infosfera » Blog Archive » Games memória: Street Fighter – parte I diz: 31 de dezembro de 2009

    [...] do Games memória: Street Fighter Parte I – Parte II – Parte II e ½ - Parte III - Parte IV - Parte V (final)   >>>Veja também Games memória: Street Chaves - a vingança do Seu Madruga    [...]

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  • fossate diz: 31 de dezembro de 2009

    bom pra que jogo game como eu deu pra enterder que o m bison foi resusitado basta jogar game vlw tranks xD..por sinal exelente jogo abraços

  • Wagner diz: 31 de dezembro de 2009

    PQP!
    Cara meus parabéns pelo lindo post, pra quem gosta de street fighter, nem que conheça apenas o SF2, vale a pena ler todos os posts.
    Meus sinceros parabéns e obrigado, muito obrigado pela grande sensação de nostalgia !
    FEliz ano novo pra vc, virei leitor do blog com essa!
    Resposta: Valeu, Wagner, foi trabalhoso mas foi muito legal fazer essa série. Vou preparar outras, pode esperar. Abraço!

  • Luka Tesi diz: 31 de dezembro de 2009

    A Capcom prova que ainda dá conta do recado com SF IV e SSFIV. Mesmo o III não sendo tão querido quanto o II, deu frutos interessantes.

  • Daniel diz: 31 de dezembro de 2009

    A Capcom entrou em crise de criatividade. Um ou outro personagem esquisito tudo bem, faz parte, mas o SF3, apesar da mecânica fodastica, e de ser um bom jogo, exagerou na quantidade de personagens absurdos e esquisitos. Seriam mais adequados ao Mortal Kombat, do que à um jogo que tem como titulo “Lutador de Rua”. Eu pelo menos nunca vi algo parecido com Urien, Necro, Oro, ou Gil pela rua. Tá bem, tb nunca vi alguem parecido com o Blanka, mas era só ele no SF2 de esquisito.

    Vivendo numa era de ultimate fighting, personagens estranhos só mesmo num jogo completamente fantasioso como MK.

  • CROP CIRCLES (parte 1) – ECLISSIA – Viaggio nel Mistero | TRANSNATIC.com diz: 31 de dezembro de 2009

    [...] Infosfera » Blog Archive » Games memória: Street Fighter – parte V … [...]

  • Bruno Azevedo diz: 31 de dezembro de 2009

    Street III TS ainda é um dos jogos mais jogados em campeonatos mundiais, como a EVO. Atualmente a cena ainda é absurdamente forte graças ao 2DF e GGPO. E também temos um dos grandes momentos da história dos games de luta com o chamado “parry madness”, de Daigo contra Justin Wong em uma final da EVO 2K4. Acredito que isso seja prova de que o game foi e é um grande sucesso até hoje.

  • Fábio Almeida diz: 1 de janeiro de 2010

    Parabéns por todos posts sobre a série Street Figher. Ficou muito bom! Joguei praticamente todos, tirando as versões de SF III, que joguei apenas a última, e o jogo do filme, que sequer soube da existência!
    Quanto ao Street Fighter IV, eu jogo e digo, é o melhor junto o Super SF 2!

    Enfim, que tenhas um ótimo 2010!!! E sucesso no infosfera!
    Resposta: Valeu Fábio! Das versões mais antigas, o SSF 2 é meu preferido, então o IV promete mesmo. Tenta achar a versão “movie” para dar uma jogada, vale a pena, nem que seja pra rir um pouco. Abraço e excelente 2010.

  • FuZ diz: 26 de janeiro de 2011

    Adorei seus posts. Você realmente está de parabéns!

    Não conhecia as versões para 8-BIT. Lembro de ter jogado uma vez na casa de um amigo meu, e eu achava bizarro pq tinha mais de 10 rounds se vc ficasse sem fazer nada e os personagens eram minúsculos na tela.

    Faltou você falar sobre algumas coisas, que também são interessantes:

    1) O Akuma foi inspirado em “Sheng Long”, um personagem criado como brincadeira de 1º de abril de uma renomada revista gringa. Lembra que Ryu dizia quando vencia: “You must defeat Sheng Long to stand a chance”? ‘Sheng Long’ era na real o nome do “DRAGON PUNCH” (tanto que nas versões posteriores eles traduziram o nome), e as pessoas se perguntavam: ‘mas quem é esse cara’?! O Sheng Long é muito parecido com o Akuma/Gouki, e posteriormente foi o seu desenho que definiu como é hoje o Gouken, mestre de Ryu e Ken no Street Fighter IV.

    2) Cara, JOGUE Street Fighter EX. É um bom jogo, tem praticamente a mesma jogabilidade da do SF IV, que é a jogabilidade do SFII melhorada. Achei injusto vc ter posto ele no rol das ‘cacas’ da Capcom (como o filme, Senhor os perdoem), pq é um jogo limpo, respeitoso aos clássicos (apesar de não ter o Hurricane Kick, mas uma versão que gerou o chute “losango invertido” do Dan), bacana e é algo que a Capcom deveria mesmo ter feito. Uma pergunta: vale, pela experiência, jogar o SF the Movie? Não vou vomitar?! :D Que emulador roda e onde encontrar a ROM?

    3) Vc chamou o “Hugo” de novato nesse jogo, mas ele é chefão da série Final Fight. Achei estranho vc dizer isso, pois vc começou o post se dizendo fã de jogos desse tipo… Inclusive, existe uma participação da Chun Li em um dos cenários desse jogo.

    4) Por falar em “Hugo”, ele aparece na série SNK vs Capcom, que vc não citou. É um jogo estilo King of Fighters, mas com os personagens da Capcom de um lado (incluindo personagens do maravilhoso Darkstalkers) e da SNK do outro. Ali aparece o “Violent Ken”, uma versão malvada (“tipo Akuma”) dele. E cara, isso é algo que sempre quis saber: como e quando as duas empresas concorrentes deram as mãos e fizeram um jogo?

    5) E por falar tbm em “versões malvadas”, vc poderia ter citado em uma linha que nos jogos iniciais da série Alpha, quando Akuma não era selecionável, era possível transformar Ryu em “Dark Ryu”, que é como o Violent Ken citado acima… Essa coisa de versão malvada depois virou carne de vaca, tendo até mesmo uma versão malvada da Sakura (?!) nas séries de personagens Marvel vs Capcom.

    6) Sabia que existiu um “Street Fighter 2010″? Assista a esse video, pq vai ser muito esclarecedor (e divertido) pra vc ver:

    http://www.gametrailers.com/video/angry-video-screwattack/60452

    té mais!

    Resposta: FuZ, excelentes comentários, davam outro post! Muito obrigado pelos elogios. Respondendo (o que eu puder responder):

    1) Não lembrava essa história do Akuma.
    2) Realmente, posso ter sido injusto com o EX. Como disse no post, não cheguei a jogar. Sobre o “movie”, sim, tu vai vomitar, hehehe. Mas se quiser encarar mesmo assim, o MAME roda o jogo.
    3) O Hugo é novato dentro da série Street Fighter, embora seja um personagem com “carreira”. Final Fight foi o primeiro jogo que me viciou no Super Nintendo.
    4) O motivo pode ser esse: dinheiro.
    5) É verdade, as versões “evil” ficaram de fora.
    6) O vídeo ainda não rodou. Mas seria esse aquele game plataforma do Nintendinho?

    Abraço!

  • FuZ diz: 26 de janeiro de 2011

    Ah, outra coisa que rende um novo post até: já notou como a abertura clássica de “briga de rua” do SF2 inicialmente eram um loiro socando um negro e depois, nas versões posteriores, eram dois loiros!?

    Que será que deu na Capcom? Processo judicial?! Ou só receio de parecer preconceituosa? :D

    Outra coisa que nunca entendi do Street Fighter: os personagens NÃO são lutadores de rua, eles são semi-deuses! Briga de rua é pancadaria contra pancadaria, sangue na camisa e pessoal fugindo da polícia, sem essas frescuras tipo Matrix.. ;)

    É muito bom, mas o nome SEMPRE foi errado! :P

    Resposta: Tchê, NUNCA tinha reparado nisso da abertura! Vou conferir depois. Sobre o nome, briga de rua, acho, é porque eles, embora cheios de poderes, de fato saem na porrada no meio da rua – na maioria dos cenários clássicos, pelo menos. Mas ainda bem que nunca entrei em uma briga de rua na qual alguém me soltasse um hadouken : P

  • Street Fighter faz 25 anos e ganha caixa especial edição de colecionador | Infosfera diz: 24 de maio de 2012

    [...] >>Games memória: série relembra todas as versões clássicas de Street Fighter [...]

  • Fernando de Oliveira diz: 7 de abril de 2014

    Olá, André! Ficou sensacional essa série de posts do SF. O game merece!

    Respeitando a opinião do FuZ, tenho q dar a minha a respeito do SF EX: ele te dá uma imersão no 3D bem interessante. Nem tanto nas lutas, mas nos cenários. Fora isso, o jogo não passa de médio. Vale como experiência, e se puder jogar, jogue. Só não confio que tu vai querer ficar jogando por muito tempo.

    Sobre o Akuma, uma revista estadunidense (não lembre se foi a EGM ou a Inquest)fez certa vez uma brincadeira de 1º de abril mostrando uma imagem do Akuma dando uns hadoukens nos zumbis do Resident Evil 2. Inclusive deu as dicas de como desbloquear o Akuma no RE. Faz muitos anos isso e não lembro direito, mas era algo como zerar o jogo sem levar nenhum ponto de dano, ou zerar sem usar cura, ou ainda zerar usando só a pistola… Detalhe: fazer isso com os dois personagens algo em torno de 18 vezes, então o Akuma apareceria pra jogar com ele. Eu, muito ingênuo na época, fiz um #challengeAccepted e fiquei dias jogando RE2 e zerando dúzias de vezes sem levar dano e só com a pistola. Ao final da primeira semana descobri q foi brincadeira de 1º de abril. Tenta, agora, imaginar minha cara de emputecido. rs…

    Qdo eu era adolescente, eu tinha (e tenho ainda) o SF II e mais uns 5 jogos pro SNES. então meu tempo de video game se dividia entre o SF II e o Crono Trigger (ambos originais e q guardo com orgulho até hj, junto com meu querido SNES). Jogava muito contra o computador, então sabia de cor e salteado todos os movimentos q o computador ia fazer com o adversário, isso no nível máximo de dificuldade. Com o tempo eu já estava conseguindo zerar com 100% de perfect, e pude ver todos os finais completos, com “amostras” das lutas durante os créditos, pôster, musiquinhas, etc… Uma maravilha!!! Saudade daquele tempo em q única coisa q eu precisava fazer era me divertir, sem me preocupar com as responsabilidades da vida adulta. Fazer o q? Bola pra frente! ;)

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