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Crônica da inclusão digital: André Crespani, um homem do campo

14 de janeiro de 2010 1
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Guilherme Neves

Jornalista, fã de gadgets e traquinanas tecnológicas em geral. Linux user convicto, mas não xiita.

 
Peço licença ao colega André Crespani para relembrar a sua saga digital. Como já comentado no podcast Backup, o bairro em que nosso colega mora, em Porto Alegre, não tem banda larga – e o 3G é ruim. Lembrei dele quando li o percentual de municípios brasileiros com infraestrutura de banda larga no Brasil – 88%.
           
Quando chegará aos 100%? Diz a Agência Nacinal de Telecomunicações (Anatel) que as concessionárias de telefonia fixa têm a obrigação de levar a rede de banda larga à sede de todos os municípios brasileiros até dezembro deste ano.
           
Assim, se a banda larga chega até a sede, e na casa do Crspani só tem discada, o Crespani mora no Interior de Porto Alegre – lógica simples.
          
Na verdade, morar no Interior é uma ótima – quem já morou que sabe – não fosse pelos 56Kbps.
            
Em 2009, quando a internet fez 40 anos, entrevistei Emílio Loures, um dos executivos da Intel, justamente sobre inclusão digital. Apesar de quatro décadas de rede, muitos lugares do mundo onde há banda larga, a velocidade deixa a desejar.
           
No Brasil, por exemplo, muitas ofertas de serviço para banda larga se comprometem contratualmente com 10% da velocidade total anunciada – 1Mb prometido, 100Kbps garantido. Uma margem não muito distante da conexão discada do Crespani.
               
Para Loures, entre as tantas causas para a conexão no Brasil ser tão abaixo do esperado está a falta de um reconhecimento da internet, pelo governo e a sociedade, como um meio de acesso ao conhecimento.
         
– O fundamental é que ela seja uma prioridade de política pública – disse Loures.
        
O próprio índice divulgado pela Anatel é o resultado de uma mudança de postura com relação à rede mundial de computadores.
            
Enquanto as operadoras atenderam à demanda natural por banda larga nos grandes centros, fazer a conexão chegar às áreas mais remotas teve que ter um incentivo do governo chamado Decreto 6.424. A norma alterou o plano de metas da telefonia, estabelecendo a implantação do backhaul -  a infra-estrutura de rede de suporte para conexão em banda larga.
              
É graças às metas deste decreto que a banda larga em 100% dos municípios deve ser uma realidade até o fim de 2010.
            
A questão, no entanto, segue: como fazer a internet chegar às áreas mais remotas, onde não é sede. Lá na casa do Crespani, exemplo?
              
Para Loures, WiMax é uma ótima alternativa. Ouça, abaixo, a entervista, gravada no final de 2009.
              

Comentários

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Comentários (1)

  • israroot diz: 14 de janeiro de 2010

    Já morei num bairro no extremo de Porto Alegre e só tinha discada. Creio que deve ser assim até hoje por lá.
    Uma cliente minha que era vizinha tentou vários 3Gs até que funcionou aquele da operadora que tem fama de ter o melhor sinal. Mas é um pouquinho melhor que a discada.

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