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Será que o Internet Explorer faz bem para a China?

18 de janeiro de 2010 2
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Guilherme Neves

Jornalista, fã de gadgets e traquinanas tecnológicas em geral. Linux user convicto, mas não xiita.

Um de nossos leitores chamou atenção para o fato na semana passada. O governo alemão aconselhou seus cidadãos a não utilizar o navegador Internet Explorer (IE), em qualquer uma de suas versões. A recomendação é recorrer a alternativas como Firefox (Mozilla), Chrome (Google) e Safari (Apple).
          
Tudo por que, conforme admitido  pela Microsoft, uma falha no IE viabilizou os ataques por trás do incidente entre Google e China.
               
Mesmo assumindo a “culpa”, a MS declara que não se trata de uma ameaça para o usuário final, já  que o ataque envolvendo Google – e outras empresas – foi de uma complexidade incomum e teve um foco específico.
             
Em dezembro, Google e outras corporações foram vítimas de um ataque, até agora chamado de Operação Aurora, com o objetivo acessar dados confidenciais de usuários de contas de e-mail. Segundo a empresa de segurança McAfee, o ataque dava acesso a informações armazenadas no computador infectado, explorando a falha no IE.
         
IE já não é o queridinho da Alemanha
             
A recomendação na Alemanha atiça o debate do melhor browser, mais uma vez. Em dezembro, o Interne Explorer chegava a 55,72% do mercado mundial de navegadores de internet – de acordo com os dados do StatCounter. Já o Firefox estava com 31,97% no mesmo mês.
            
Curiosamente, na Alemanha a situação é inversa: Firefox (faixa laranja na imagem ao lado) com 60,52% do mercado, contra 27,49% do IE. O Internet Explorer já não é o preferido entre os alemães mesmo. Ainda assim, o governo se preocupa em alertar a população contra produtos que considera de risco.
             
Enquanto isso, na  China, 89,57% dos internautas acessavam a rede através do Internet Explorer. O segundo colocado? Maxthon (5,54%). O Firefox é o terceiro, com 3,61%.
            
Espera aí, Maxthon?! Ocorre, leitores, que na China, segundo o  pessoal do ReadWriteWeb, se navega de um jeito diferente, sem muito uso do teclado. Tanto que o Firefox tem uma versão chinesa com um incremento no uso do mouse. Pode ser uma das razões para o Maxthon ganhar popularidade no país.
            
De todo modo, fica demonstrado que os gostos quanto ao navegador variam, e muito. Infelizmente, as brechas de segurança também. E nem todo o governo tem a mesma preocupação com a rede. Se na Alemanha o IE é visto como ameaça, por que não se ouve nenhuma crítica na China, sendo um país que tem até campanha anti-pornografia na web?
            
Aqui vai uma pista: para o Google, o próprio governo chinês está por trás dos ataques de dezembro. E os dados confidenciais que a Operação Aurora mirava? Informações sobre ativistas dos direitos humanos.
             
Será que o Internet Explorer faz bem para a China?

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Comentários (2)

  • Infosfera » Blog Archive » França se junta à Alemanha contra o Internet Explorer diz: 18 de janeiro de 2010

    [...] da Alemanha recomendar a troca do Internet Explorer por outros navegadores de internet inspirou a França a [...]

  • França junta-se à Alemanha contra o Internet Explorer « Sérgio Quintaneiro diz: 19 de janeiro de 2010

    [...] 19/01/2010 Sérgio Publicar um comentário Go to comments Boas Depois da Alemanha recomendar a troca do Internet Explorer por outros navegadores de internet inspirou a França a [...]

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