Quando comecei a blogar aqui no Infosfera falei sobre o Internet Explorer. Tomei biaba de todos os lados nos comentários. Parecia que eu tinha ofendido a mãe de alguns internautas – na verdade, a minha família é que entrou na roda, toda, e não saiu ilesa.
Depois, foram alguns textos sobre Linux. E dá-lhe mais safanão na orelha.
Teve até uma vez em que apontei defeitos no Windows, alguém falou mal do Linux, e eu acabei sendo achincalhado por ambos os grupos de usuários.
Nesta semana, foi a vez dos macmaníacos. Primeiro, a mea culpa. Sim, eu fiz um texto, em parte, ao menos, apressadamente. Porém, mesmo após correções e atualizações os comentários continuaram somando alfinetadas. E eu, mais furado que almofada de alfinete, li tudo numa boa, e resolvi fazer este texto.
Fã é fã, de futebol, de política, de informática. O fã é um animal. Eu sei porque sou um. Quando aflora o fanatismo, nos convertemos em bichos que atacam vorazmente com suposições equivocadas, que exageram tudo que veem e leem. Se você disser, eu não sou assim, talvez não seja um fã de verdade.
O segredo, caros leitores, é manter a fera domesticada.
Muitas vezes cheguei a redigir textos enormes rebatendo argumentos de leitores. Rindo e ganindo contra o monitor, só imaginando a reação de quem me provocara. Mas no final, depois de um copo de água, ou até uns minutinhos escrevendo sobre outro assunto, via que não valia à pena.
Gosto de chamar isso de manutenção de trolls. Não dos trolls que entram no blog de tempos em tempos, mas sim deste troll que vos escreve. Isso, leitores, é saudável. O que poucos sabem é que, assim como os elogios, as críticas que entram neste blog também são liberadas pelos próprios autores dos posts criticados. No meio dos athrolhos eventuais, sabemos que só fazemos nossa obrigação quanto a ouvir e dar eco às críticas dos internautas.
Mas não esperem que paremos de, eventualmente, mexer nos brios de alguém. Sempre tem um calo escondido onde não se espera.