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O que é que o fisl11 tem? Maddog responde

22 de julho de 2010 3
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Guilherme Neves

Jornalista, fã de gadgets e traquinanas tecnológicas em geral. Linux user convicto, mas não xiita.


Ontem, eu estava quase fechando o expediente no Fórum Internacional Softawre Livre, que se realiza até sábado na PUCRS, quando vi o Jon maddog Hall (o senhor na foto acima) na Sala de Imprensa. Bati um breve papo com ele – parte da conversa está transcrita na matéria de hoje sobre o fisl em Zero Hora. Além das explicações sobre as vantagens do software livre sobre o proprietário, aproveitei para perguntar o que o Fórum de Porto Alegre tinha de especial.

Só para relembrar, maddog percorre o mundo, e o Brasil, em eventos sobre software livre – na verdade, um e-mail com algumas perguntas enviado para ele na véspera do Fórum foi respondido horas antes de ele embarcar em um ônibus “lotado de estudantes” para viajar de Florianópolis para a capital gaúcha.

Com vocês, a resposta:

– O fisl equilibrou empresas, governos, estudantes, hackers. Ele juntou todo mundo para que todos vejam do que se trata o Software Livre.

Maddog contrastou o fórum de Porto Alegre com outros grandes eventos, especialmente o Linux world, nos Estados Unidos. Segundo o evangelista, o evento, que começou pequeno, cresceu e começou a ser conduzido como um negócio.

– Os caras queriam ganhar dinheiro com ele. Em pouco tempo, o ingresso era tão caro que os pequenos empresários e as ONGs tinham dificuldades em participar. Sem falar na absurda proibição de menores de 21 anos. Muitos hackers têm menos de 21 anos.

Coincidentemente, ou não, Sady Jacques, embaixador do evento e da Associação Software Livre (ASL), usou os mesmos argumentos ao defender a preferência pelo Fórum de Porto Alegre. Em três anos seguidos de evento, só não concordo plenamente com eles porque nunca frequentei outros grandes eventos de Software Livre, mas tá na cara que o pessoal que circula no fisl se caracteriza pela empolgação com o evento.

O igualmente empolgado maddog ainda arrematou:

– De todas as conferências que eu vou, acho que esta é a melhor.

No final da conversa, aproveitei para tirar a foto que vocês conferem acima. Depois de darem uma conferida, sugiro que votem na enquete abaixo, uma pequena forma de avaliar o evento neste ano, que não tem Lula, Stallman e outras “celebs” do mundo Linux, mas tem o mais importante: o usuário.

Comentários

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Comentários (3)

  • Rogério Rosa diz: 22 de julho de 2010

    Esse evento é para a elite geek e nerd, o preço do ingresso desistimula os interessados e afugenta quem não conhece e gostaria de conhecer! Resultado, perdem negócios, atrasam a divulgação e a evolução do SL, lamentável…

    Deveriam buscar patrocínio do estado, trazer o evento para o centro da cidade, como o Gazômetro, por exemplo, e tornar o ingresso simbólico.

    Eu uso linux e SL, mas jamais vou num evento tão caro como esse…

  • George Bentovich diz: 23 de julho de 2010

    Parabéns defensores do software livre. A idéia de discutir e fomentar a idéia de uma sociedade livre de licenças de software é realmente válida. Quando possibilitamos a liberdade do software estamos criando condições de aumentar a competitividade do mercado, fazendo com que empresas criativas possam criar novos métodos mais eficientes para gerar receita a partir da criação de software. Uma sociedade livre, com menor intervenção do governo é o ambiente ideal para que o software livre cresça. As pessoas devem ter o direito de escolher como lidarão com a propriedade intelectual que criam, seja através da abertura completa do código, ou da proteção do código através de mecanismos digitais (e não legais!), ou lucro através da venda de serviços, autenticação pela Web, etc etc. Infelizmente vejo, na maioria dos defensores do software livre, um viés político não compatível com as idéias “libertárias” de uma sociedade completamente livre, a qual só pode existir através de uma minarquia (ou, na idéia mais utópica – porém teoricamente viável considerando o comportamento de interesse-próprio intrínseco ao ser humano, vide Rothbard – um anarco-capitalismo).

  • Ismael diz: 23 de julho de 2010

    @Rogério

    “Deveriam buscar patrocínio do estado, trazer o evento para o centro da cidade, como o Gazômetro, por exemplo, e tornar o ingresso simbólico.”

    Se for na página de patrocínios, vai ver que tem muita ajuda governamental, além das também várias contribuições de empresas privadas.

    Eu discordo que deveria abrir para o povão. Claro que é bom democratizar, e sempre melhor se o preço baixar.

    Mas é um fórum, não feira. A maioria das palestras é técnica, de coisas que as vezes mesmo quem só está iniciando em informática tem alguma dificuldade.

    Existem algumas palestras de temas menos técnicos, como casos de sucesso ou padrões abertos. Mas mesmo essas, se você pretende seguir/implantar o que foi exposto, vai precisar correr atrás de know how técnico.

    Simplesmente é outro perfil, não é uma exclusão deliberada.

    Além disso, o evento costuma prestar contas depois. Infelizmente a estrutura custa bem caro. Talvez se conseguissem passar para o porto(com segurança) ou outro lugar público, o preço baixe bastante.

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