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Amazon anuncia novo Kindle grafite por US$ 189

29 de julho de 2010 7
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Guilherme Neves

Jornalista, fã de gadgets e traquinanas tecnológicas em geral. Linux user convicto, mas não xiita.

A partir de 27 de agosto, os fãs do e-reader Kindle terão à disposição uma nova versão do gadget. A Amazon.com, desenvolvedora do leitor de livros eletrônicos, anunciou hoje o início das vendas para o mercado internacional. Os preços são US$ 139 (Wi-Fi) e US$ 189 (3G). As encomendas podem ser feitas no Brasil acessando o site de vendas da Amazon.

O novo aparelho é 21% menor e 15% mais leve do que o modelo anterior. Além disso, a tecnologia de carregamento do display é 20% mais rápida.

Mesmo com as dimensões reduzidas, o modelo mantém a proporção da tela – 6 polegadas. Outra novidade: além da cor branca, o aparelho agora vem num modelo grafite – ou preto mesmo, ainda bem que não batizaram de black piano ou outra variação de preto.

Com a nova faixa de preço, a Amazon nivela o Kindle a concorrentes como o Nook, da Barnes and Nobles, que custa US$ 149. E no Brasil? Ainda é caro, como todo eletrônico importado. Porém, recentemente a Justiça Federal reconheceu o direito de um advogado de comprar o leitor eletrônico sem impostos de importação, reduzindo o preço em R$ 450, praticamente metado do total.

A decisão, tomada na Vara Federal de São Paulo, vale apenas para o caso, mas pode servir de jurisprudência para outros processos similares – o processo ainda pode ter recursos.

O argumento foi bom. Aparelhos como o Kindle servem apenas para ler livros, podendo ser enquadrados na mesma categoria de isenção de impostos que outros produtos que contêm conteúdo, sem realizar funções maiores – navegar na internet, multimídia, games.

Bem que poderia virar um canetaço em benefício dos leitores.

No início de julho, um Kindle DX (a linha de 9,7 polegadas do leitor da Amazon, também foi apresentada na cor grafite, custando US$ 379.

Comentários

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Comentários (7)

  • Henrique diz: 29 de julho de 2010

    Se vier um “CANETAÇO”, os fabricantes nacionais de leitores eletrônicos estarão falidos, visto que a Amazon não recolhe Previdencia, FGTS, impostos sobre a folha, para seus empregados em algum lugar do mundo, que fabricam seus aparelhos.
    Os fabricantes nacionais fazem isto, se bem me lembro.

    CANETAÇO é coisa de país sem lei, é desmando, não escreva bobagens apenas para satisfazer seu desejo de compra. Compre o produto e PAGUE o imposto de acordo com a Lei.

    Henrique, nenhuma ilegalidade foi mencionada, ou incentivada, afinal, a Justiça autorizou a isenção de impostos no caso citado. Se é possível, e legal, recorrer a este tipo de recurso, não vejo problema. Não sou contra a indústria nacional, longe disso. Creio que o teu prolema é com o uso da expressão canetaço em si. É o problema de não se descrever detalhadamente o que se quer dizer – abrem-se muitas interpretações. O que eu quis dizer é que, neste caso específico dos e-readers, poderia-se enquadrar os aparelhos na categoria de outros mídias eletrônicas utilizadas para fins educativos. Isso baixaria o preço de um produto importado aqui? Sim. Os aparelhos nacionais teriam que baratear de alguma forma? Sim. Com a concorrência “desleal” pessoas perderiam emprego, negócios quebrariam? Não sei. Torço para que não. Mas, no momento, não existe mercado de e-readers no Brasil, não são dispositivos populares. Um pouco de incentivo me pareceria bastante interesante para todos, consumidores, fabricantes… Enfim. Um abraço. (Guilherme Neves)

  • Gabriel diz: 30 de julho de 2010

    Peraí Henrique… fabricantes nacionais de leitores eletrônicos? Qual fabricante nacional tem um leitor eletrônico com a mesma tecnologia de tela do Kindle, que funciona mesmo na luz do sol?
    E me cita esta fonte de que a Amazon não recolhe nada… cuidado para não lançar essa informação na Nasdaq, senão as ações deles vão cair…

  • Alfredo D. diz: 30 de julho de 2010

    Então os fabricantes nacionais não podem falir…?! O sistema (estado) tem que receber estes exageros de impostos que não retornam em benefício para a sociedade?! Mas os estudantes e demais que não podem abrir mão de mais de 500 reais para adquirir uma tecnologia como esta, estes podem? Oh, Henrique, quando não temos o que falar ficamos de bocas fechadas, ou neste caso, não digitamos. E não venha com este papo que usa quem pode que isso não é uma justificativa sensata. Ou você pensa assim? É por termos esta cultura que temos uma nação excludente que marginaliza mais de 40% da população e depois não sabe o que fazer com a criminalidade.

  • Henrique Marks diz: 30 de julho de 2010

    Uma pesquisa rápida no google por e-readers brasileiros pode mostrar aos senhores que sim, existe inteligência no Brasil, e que sim, existem e-readers brasileiros.
    Qual empresa brasileira vai investir no desenvolvimento de uma tecnologia melhor que a da Amazon se nós deixamos o produto da Amazon entrar no Brasil sem pagar NENHUM imposto. Veja se o aço da Gerdau entra de graça nos States. Verifique se nossos produtos agrícolas tem esta molezinha la. E mesmo com dificuldades, pelo menos tres leitores nacionais foram lançados.
    As taxas de importação tem uma utilidade, que é a de preservar a concorrência sob situações de desigualdade. A Amazon não recolhe tributos nacionais (é óbvio), não gera empregos no Brasil, e tem concorrentes aqui que fazem isto. Não deve ser difícil entender o porque das taxas de importação.
    Podemos discutir se é útil taxa para processadores de computador (para PC; intel, AMD), afinal nenhuma empresa brasileira está fazendo. Em alguns casos você abaixa a alíquota para aumentar a concorrência e diminuir preços. Tudo isto é válido. Mas neste caso, a entrada indiscriminada deste produto detonaria todos os similares nacionais.

    E eu vou comprar o Kindle, pagando a taxa de importação no site da Amazon mesmo. Não sou contra o Kindle. Sou contra dar jeitinho pra agir fora-da-lei.

    Tens razão quanto aos e-readers, Henrique. Aqui no blog mesmo já noticiamos um da Positivo Informática (o Alpha) e um da Gato Sabido. Só não lembro de quem é o terceiro. Mas penso que, além do hardware, se deve pensar no conteúdo também. A Gato Sabido, por exemplo, oferece titulos em português, a Amazon tem o acervo, na maior parte, em inglês. Aí já teria uma vantagem da indústria nacional. Penso eu. Um abraço. (Guilherme Neves)

  • Kleiton diz: 30 de julho de 2010

    Isentar o Kindle de imposto seria SIM um grande benefício para os consumidores – que, ao mesmo tempo em que teriam acesso mais barato a um produto de boa qualidade, veriam os fabricantes nacionais forçados a baratearem seus custos (ou fecharem suas portas, caso não consigam acompanhar o valor de mercado). E fomentaria o mercado de e-books no Brasil, com certeza.

    Nem a Amazon nem os consumidores têm culpa da carga tributária no Brasil ser um abuso.

  • Claudio Jacques diz: 30 de julho de 2010

    Canetaço não é coisa de país sem lei, é coisa de país indignado, em que apesar de serem poucos, existem sim pessoas que não aceitam o fato de um produto (que no caso, aqui, é em prol da educação inclusive) ter um preço razoável de R$ 250,00, ter de pagar mais de 900 !!
    E nos indignamos mais quando, sabendo que pagamos todos os dias esse caminhão de impostos, ainda temos que pagar caro por um produto que em alguns países, como na India, existem similares e alternativas por menos de 50 dólares… com impostos !

  • Patrícia diz: 5 de agosto de 2010

    Com certeza o Henrique levantou uma questão muito relevante, pode o Brasil se tornar competitivo com um mercado imerso no viés liberalista? Devemos reconhecer que o Kindle é hoje um produto de ponta com uma qualidade insuperável por inúmeras razões. Todos os mercados estratégicos norte-americanos (mercado bélico, farmacêutico, industrial e agropecuário, por ex.) são acompanhados de perto pelo governo e fruto de diversas políticas públicas e subsídios. Um caso emblemático é o da redução do IPI em carros novos. Enquanto aqui no Brasil o imposto foi suprimido basicamente através de lobby das empresas multinacionais automoblísticas, nos EUA serviu para recuperar a crise financeira e firmar compromissos de desenvolvimento em pesquisa científica. Isso não ocorre aqui, e por essas razões os fabricantes são sim ameaçados pelo “CANETAÇO” e sua sobrevivência fica incerta.
    Mas claro que eu, estudante, gostaria muito de adquirir um Kindle sem os quinheitos reais, porque na perspectiva de cada brasileiro, a carga tributária é absurda e revoltante, mas isso porque basicamente nós nunca exergamos a cor desse dinheiro, daí já são outros quinheitos…

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