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Cibercriminosos - cracker ou hacker, eis a questão?

21 de dezembro de 2010 3
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Frequentemente quando entram na pauta jornalística casos envolvendo cibercriminosos surge a dúvida sobre como chamá-los: hackers ou crackers? No senso comum, a palavra hacker está associada com atitudes ilegais como roubo de dados ou invasão de sistemas, embora os entendidos no assunto indiquem que o uso nesses casos é incorreto.

Não vou, claro, resolver a questão aqui. De antemão ressalto que o Infosfera usa hacker como o programador sem intenções malignas e o cracker como o pirata de sistemas. No entanto, é interessante notar como os dois termos são definidos em populares dicionários de Língua Portuguesa:

Aurélio – Hacker

[Ingl., substantivo de agente do v. to hack, 'dar golpes cortantes (para abrir caminho)', anteriormente aplicado a programadores que trabalhavam por tentativa e erro.]

S. 2 g.  Inform.

1. Indivíduo hábil em enganar os mecanismos de segurança de sistemas de computação e conseguir acesso não autorizado aos recursos destes, ger. a partir de uma conexão remota em uma rede de computadores; violador de um sistema de computação.

Michaelis – Hacker

(réker) (ingl) sm Inform  Pessoa viciada em computadores, com conhecimentos de informática, que utiliza esse conhecimento para o benefício de pessoas que usam o sistema, ou contra elas.

Em nenhum dos dois dicionários aparece o termo cracker. Hacker, todavia, pode ser aplicado tanto em casos de cibercrimes quanto em simples alteração de sistemas de computação.

Em um post antigo aqui mesmo do blog, o Guilherme Neves encontrou os dois termos descritos (de forma suspeita) em um minidicionário de informática:

CRACKER – Na maioria das vezes, são rapazinhos que se esforçam para quebrar a segurança de um sistema por simples prazer. Quando ele passa a fazer por maldade, para roubar ou enganar, deixa de ser um cracker e passa a ser um hacker.

HACKER – Via de regra, fanático por computadores, que adora descobrir senhas e destruir barreiras de segurança de outros computadores. Quando não é suficientemente capaz, se contenta em invadir os chats gritando ofensas e palavrões.

Rapazinhos com prazer e gritador de palavrões não dá para engolir. Ainda assim, ponto para o hacker como o programador que usa seu conhecimento para cometer crimes.

Embora não encontrada em nenhum dos dicionários consultados, a relação mais aceita entre os entendidos de computação é que o hacker é o programador “do bem”, um simples trabalhador com amplo conhecimento sobre sistemas. O termo, de acordo com a enciclopédia colaborativa Wikipedia, surgiu já na década de 1950.

O craker, por outro lado, é o ciberpirata, esse sujeitinho perigoso que tentamos evitar na hora das compras de Natal. Está relacionado à “quebra” de sistemas de segurança. O termo foi cunhado em 1985 pela própria comunidade hacker para definir o programador que utiliza seu conhecimento de forma criminosa, evitando o uso jornalístico da palavra hacker associada a atos ilegais.

A verdade é que se pode argumentar que o sentido da palavra se dá também pelo uso. Nesse caso, hacker pode ser utilizado para o programador que comete atos ilegais. Eu ainda prefiro cracker nessas situações. Mas, se você é jornalista e não quer comprar a briga, minha sugestão: use “cibercriminoso”.

Opinem nos comentários sobre qual termo é mais correto.

Comentários

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Comentários (3)

  • Ederson Rosa diz: 22 de dezembro de 2010

    Cracker é o termo usado para designar quem pratica a quebra (ou cracking) de um sistema de segurança, de forma ilegal ou sem ética. Este termo foi criado em 1985 por hackers em defesa contra o uso jornalístico do termo hacker. O uso deste termo reflete a forte revolta destes contra o roubo e vandalismo praticado pelo cracking.

    Tipos de Crackers

    1. Crackers de Criptografia: Termo usado para designar aqueles que se dedicam à quebra de criptográfia (cracking codes). Tal procedimento pode ser executado tanto com lápis e papel bem como com uso de computadores, tudo depende da fonte do problema a ser solucionado.
    2. Crackers de softwares: Termo usado para designar programadores e decoders que fazem engenharia reversa de um determinado programa, ou seja, alteram o conteúdo de um determinado programa pra fazer funcionar de forma correta, muitos crackers alteram datas de expiração de um determinado programa pra fazer funcionar mais de 30 dias, ou seja, modificam o modo trial para utilizar como se fosse uma cópia legítima, ou fazem um desvio interno na rotina de registro do programa para que ele passe a aceitar quaisquer seriais, tais sofwares alterados são conhecidos como warez.
    3. Desenvolvedores de vírus, worms, trojans e outros malwares: programadores que criam pequenos softwares que causam danos ao usuário.

    Não são considerado crackers pessoas como: distribuidores de warez e crackz, webmasters que disponibilizam em suas páginas, softwares sem autorização dos detentores de direitos autorais ou pessoas que copiam software piratas. O cracabiker é essencialmente um profissional habilitado na reengenharia ou engenharia reversa de software ou hardware. Um hacker se aproveita de caractísticas dos sistemas para poder modificá-los. Os crackers são auto-didatas (bem como os hackers) e sem conhecimento algum do sistema revertem hacks necessários entendendo os sistemas de trás pra frente algumas vezes. Suas alterações também são hacks pois são feitos em cima de hacks em geral.

    Crackers são confundidos com:

    Pichadores digitais: agem principalmente com o objetivo de serem reconhecidos. Desejam tornar-se famosos no universo cyberpunk e para tanto alteram páginas da internet, num comportamento muito semelhante aos pichadores de muro, deixando sempre assinado seus pseudônimos. Alguns deixam mensagens de conteúdo político o que não deve ser confundido com o ciberterrorismo.

    Revanchista: funcionário ou ex-funcionário de alguma empresa que por qualquer motivo resolve sabotá-la com objetivo claro de vingança. Geralmente trabalharam no setor de informática da empresa o que facilita enormemente seu trabalho já que estão bem informados das vulnerabilidades do sistema.

    Vândalos: agem pelo simples prazer de causar danos a vítima. Este dano pode consistir na simples queda do servidor (deixando a máquina momentaneamente desconectada da Internet) ou até mesmo a destruição total dos dados armazenados.

    Espiões: agem para adquirirem informações confidenciais armazenados no computador da vítima. Os dados podem ter conteúdo comercial (uma fórmula de um produto químico) ou político (e-mails entre consulados) ou militar (programas militares).

    Ciberterroristas: são terroristas digitais. Suas motivações são em geral políticas e suas armas são muitas, desde o furto de informações confidenciais até a queda do sistema telefônico local ou outras ações do gênero.

    Ladrões: têm objetivos financeiros claros e em regra atacam bancos com a finalidade de desviar dinheiro para suas contas.

    Estelionatários: também com objetivos financeiros, em geral, procuram adquirir números de cartões de créditos armazenados em grandes sites comerciais. Geralmente utilizam uma técnica chamada “Phishing Scam”, enviando por e-mail um programa que é executado por algum usuário, tendo acesso às suas informações.

    Cracking
    O ato de quebrar a segurança de um sistema, muitas vezes exige brilhantismo para se realizar e capacidade para explorar (exploitar) as vulnerabilidades conhecidas do sistema alvo com criatividade. Entretando alguns, ‘erroneamente’ definidos como crackers, utilizam-se de soluções conhecidas para problemas recorrentes em sistemas vulneráveis, copiando assim ou explorando falhas descobertas por outros sem qualquer esforço.

    Cracking
    O ato de quebrar uma senha ou criptografia através de muitos métodos tais como brute force, dicionários, dedução e adivinhação, engenharia social, exploits, engenharia reversa, phishing, fake shells e outros

    Cracking é o nome dado a ações de modificações no funcionamento de um sistema, de maneira geralmente ilegal, para que determinados usuários ganhem algo com isso.

    Cracking: remover a proteção contra copia de softwares, com o objetivo de burlar licenças de uso. Crackers difundem, pela Internet, programas para gerar códigos seriais, patches, cracks e outros códigos para a liberação de softwares proprietários.
    [editar] Definições

    * Hacker: Palavra usada originalmente no MIT na década de 50 para definir pessoas interessadas pela (então iniciante) era da informática. Essa definição diz que um “hacker” é um pessoa que consegue “hackear”, verbo inglês “to hack”. Inicialmente, os “Hackers” faziam juz a palavra (em inglês, “To Hack” significa, literalmente, rachar, cortar ou partir, devido a pratica de invadir sistemas ou realizar modificações em programas), porem atualmente os “hackers” ganharam uma nova denominação no dicionario, que significa alguem habil no ramo da programação

    Nesse sentido, os hackers seriam as pessoas que criaram a Internet, que criaram o Linux, fizeram do sistema operacional Unix o que ele é hoje, os softwares GNU, mantém a Usenet, fazem a World Wide Web funcionar, e os especialistas em segurança das grandes empresas.

    Com o passar dos anos, esses primeiros “hackers” passaram a utilizar o verbo hack para definir não somente as pessoas ligadas a informática, mas sim os especialistas em diversas áreas. O “Hacker How-To” (Como se tornar um Hacker [1]), de Eric S. Raymond define isso da seguinte forma:

    Existem pessoas que aplicam a atitude hacker a outras coisas, como eletrônica ou música — na verdade, você pode achá-la nos mais altos níveis intelectuais de qualquer ciência ou arte. Os hackers de software reconhecem esse espírito aparentado em outros lugares, e podem chamá-los de hacker também — e alguns dizem que a natureza hacker é de fato independente do meio particular no qual o hacker trabalha.

    É importante lembrar que existe toda uma cultura por trás desse sentido da palavra hacker. A Cultura Hacker define diversos pontos para estilo e atitude e, por mais que pareça estranho, muitas das pessoas que se tornam os chamados programadores extraordionários possuem esse estilo e atitude naturalmente.

    * Cracker: Quem quebra a seguranca de um sistema. Nome criado pelos hackers em 1985 para se defenderem contra o abuso jornalístico do termo hacker, algumas vezes chamado de dark-side hacker ou black hat, o uso deste termo reflete a forte revolucao contra o roubo e vandalismo praticado pelo cracking.

    * Phreaker: É especializado em telefonia. Faz parte de suas principais atividades as ligações gratuitas (tanto local como interurbano e internacional), reprogramação de centrais telefônicas, instalação de escutas (não aquelas colocadas em postes telefônicos, mas imagine algo no sentido de, a cada vez que seu telefone tocar, o dele também o fará, e ele poderá ouvir sua conversa), etc. O conhecimento de um phreaker é essencial para se buscar informações que seriam muito úteis nas mãos de mal-intencionados. Além de permitir que um possível ataque a um sistema tenha como ponto de partida provedores de acessos em outros países, suas técnicas permitem não somente ficar invisível diante de um provável rastreamento, como também forjar o culpado da ligação fraudulenta, fazendo com que o coitado pague o ato (e a conta).

    * Cyberpunk: Termo utilizado por Willian Gibson, em seu romance Neuromancer, para designar os vândalos de páginas ou sistemas informatizados, ou seja, aqueles que destroem o trabalho alheio sem auferir lucro com o ato em si ou realizam tais artimanhas por vanglória própria. São conhecidos também por “pixadores virtuais”

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    [...] >>Cibercriminosos – cracker ou hacker, eis a questão? [...]

  • Roberto diz: 15 de maio de 2012

    O Clicrbs está aceitando matérias feitas por crianças agora? Ou botaram o boy pra escrever e encher linguiça?

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