Análise das primeiras edições do reboot DC e o recomeço para Batman, Superman e outros heróis
29 de setembro de 2011 7Faz algumas semanas eu venho ruminando esse post, adquirindo mais conhecimento sobre o tema para opinar. Pois bem, chegou a hora. Li algumas das primeiras edições do reboot da editora de quadrinhos DC, e acho que já dá para ter uma ideia de como ficou a coisa. Esse texto, em algum lugar, pode conter SPOILER.
Primeiramente, para os menos afinados com o tema, a DC é a segunda maior editora de quadrinhos dos Estados Unidos (perde para a Marvel, do Homem-Aranha, Hulk, Homem de Ferro, etc). Dentre os personagens que a DC publica estão figuras como Superman, Mulher-Maravilha e (meu preferido de todos) o Batman.
Sobre o tal reboot: para quem não sabe, trata-se de um momento importante nos quadrinhos. A DC deu uma de Windows e "reinicializou" seu universo, trazendo todos os principais títulos de volta ao número um e recomeçando a história dos personagens. Algo dessa proporção só havia ocorrido na década de 1980 com a série "Crise nas Infinitas Terras", que matou uma porrada de heróis (e vilões) e juntou todos os multiversos existentes então.
Os motivos alegados para essa nova limpeza são muitos, como rejuvenescer os heróis e atrair leitores novos - os quais, ao que parece, a editora julga incapazes de acompanhar uma cronologia prévia. Sobretudo, no entanto, nós podemos destacar como verdadeira justificativa a bagunça ocasionada pelas diversas "crises" (as mega-sagas da editora) que prometiam colocar a casa em ordem mas só esculhambavam cada vez mais.
Digamos que sua vida seja contar histórias, e você conta algumas bem interessantes. No entanto, não se apega muito a detalhes, e às vezes muda as versões. Ao longo de anos, pequenas alterações acabam gerando volume e entrando em conflito, tornando suas informações incompatíveis. Foi o que aconteceu com a DC. Para arrumar a confusão, ela decidiu que tudo que os leitores acompanharam nas últimas décadas não vale, ou vale, mas se encaixa em uma cronologia impossível.
Já deu para perceber que sou um pouco crítico com esse reboot. Afinal, nem todo mundo tem essa possibilidade de simplesmente pedir para todos esquecerem as histórias contadas - e eu não quero esquecer muitas delas. Mas tudo bem, lembremos que a DC é uma empresa, visa o lucro, e vai mudar mesmo o que achar preciso em seus produtos para se manter bem no mercado. Se eu conheço a DC - e já há rumores nesse sentido - daqui a pouco ela volta atrás e diz que tudo isso não ocorreu de verdade, ou joga essas versões dos personagens em alguma terra paralela e pronto.
Feita essa introdução, vamos às revistas. A maioria das minhas leituras, claro, foram do Batman, mas também li uma do Superman, uma do Arqueiro Verde (o segundo personagem que mais gosto) e Liga da Justiça. A lista, em ordem alfabética: Action Comics; Batman and Robin; Detective Comics; Green Arrow; e Justice League - todas, evidentemente, no número um. Também li algumas páginas de Batman, mas precisei estudar um pouco e tive de parar na metade, então não vou falar dessa.
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Essa revista do Superman mostra um Homem de Aço no começo de carreira. Alguns poderes - como voar - ainda não estão totalmente desenvolvidos. Destaque para o uniforme "simplão", uma camiseta e capa. Tirando a capa, lembra muito o Superboy Conner Kent, e o personagem, aliás, está jovem e inexperiente, é quase um superboy mesmo.
Gostei muito desse novo Superman, se ele for manter o estilo. Talvez fruto dessa inexperiência, não respeita tanto a lei, não é tão bom moço, e usa os poderes fod#stico para meter medo mesmo. O Super também aparece na primeira edição da Liga da Justiça, já mais consolidado.
Batman e Robin são Bruce Wayne e seu filho Damian (fruto do romance com Talia Al Ghul, filha do vilão Ra's Al Ghul). Segue, portanto, a dupla que vinha atuando antes do reboot. A história é bem comunzinha, com um enredo batido - Robin agindo sem pensar e se queimando com Batman.
Achei muito ruim para a carreira do guri uma morte que ocorre em função de suas atitudes. Tudo bem, ele não matou, mas vai para o currículo do filho do cara que não mata. Falando em morte, também, ao que parece, surge no universo do morcego um novo malfeitor eliminando os "sócios" daquele projeto de Corporação Batman.
Embora a cronologia do Batman seja uma das que sofreu menos alterações (ou talvez por isso), me parece que vai ser uma das mais complicadas. Continuam existindo três antecessores a Damian no manto de Robin (Dick Grayson, Jason Todd e Tim Drake), amontoados em uns poucos anos de carreira do tutor. Além disso, se querem fazer um Bruce Wayne mais jovem, não deu certo, ele ficou o mesmo velho ranzinza no relacionamento com o filho.
Batman em atuação solo (sem Robin) tem um confronto com o Coringa, que aparentemente está no começo de sua vida de crimes (e já com extenso currículo). O vilão secreto que arranca rostos, cuja atuação tangencia a história, promete sangue e violência nessa publicação. A história também marca o bom relacionamento do morcego com o comissário Gordon, em oposição à perseguição que sofre do resto da força policial.
O herói está ainda um pouco amador, apanhando um bocado do inimigo. Detalhe é o uniforme de Batman, meio armadura, parecido com o atual do cinema. Já o Coringa ficou legal com o chapéu e o guarda-chuva roxo, lembra a versão mais clássica.
Li o Arqueiro Verde por curiosidade. É um personagem que gosto bastante, sobretudo baseado na figura desenhada, nunca acompanhei muita coisa dele. Também gosto da personalidade que Oliver Queen tem na animação da Liga da Justiça Sem Limites (Justice League Unlimited).
As duas coisas que gosto estão perdidas no novo Arqueiro. A personalidade mudou com a idade, visto que ele deixou de ser um velhote. Já o visual foi trocado por um rapaz de cavanhaque só no queixo, e muito parecido com o Ricardito (o pupilo do Arqueiro Verde) que andava nas edições mais recentes dos Novos Titãs. Pelas imagens divulgadas pela DC, parece que em breve ele vai adotar o velho cavanha, o que já ajuda um pouco.
Sobre a história, definitivamente não emocionou, mas deu para notar algumas flechas especiais, coisa legal e que havia sido abandonada pelo personagem.
Como não poderia deixar de ser, a Liga da Justiça já começa se apoiando no Batman, algo que tem sido o padrão nos últimos tempos. A edição é uma história do Homem-Morcego com o Lanterna Verde (Hal Jordan) de coadjuvante e o Superman aparecendo só no fim (e, no mesmo estilo de Action Comics #1, batendo primeiro e perguntando depois). O Super, no entanto, tem um uniforme novo, tipo uma armadura, diferente da camisetinha de antes. Os heróis estão recém se conhecendo. O Lanterna, por exemplo, se mostra surpreso ao descobrir que o Batman existe mesmo.
Talvez por ter sido a primeira edição que li, esperava muito e fiquei decepcionado. Queria uma revista que mostrasse o novo grupo se unindo e já partindo para uma super missão. Mas nada disso acontece, a despeito da capa mentirosa. A maioria dos prometidos integrantes da nova Liga nem aparece; e, na real, nem sequer dá para dizer que os heróis enfrentam alguém.
O Lanterna Verde deveria ser menos bobalhão para um cara com tanto poder. Hal também está bastante "Kyle Rayner", usando criatividade em suas projeções verdes. Mas algumas, acho, gastam energia desnecessária. Por fim, Victor Stone, que irá se tornar o personagem Cyborg, também aparece, ainda como um estudante e atleta. Aparentemente, ele será "promovido" e já vai começar sua carreira na Liga, sem passar pelos Titãs.
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Esse reboot é uma das maiores cagadas da DC. Chamaram os caras que criaram a infame "Geração Image" para agora fazer a mesma coisa na DC. Parece que não se convenceram que Heroes Reborn da Marvel foi um lixo, e resolveram copiar a ideia.
Todas os personagem estão fazendo o estilo "massa/véio" que os fanboys atuais preferem. Quanto mais overpower são os heróis e vilões, mais massa eles são. Quanto mais pancadaria melhor, e quanto menos diálogo também melhor.
A DC assumidamente resolveu apelar para vender revistas. Não importa de maneira, o que importa é que venda.
O bom seria achar uma equilibrio entre a qualidade e as vendas, mas isso é pedir demais, porque exige talento e criatividade. Coisa que está em falta no universo dos quadrinhos.
O numero 1 da Liga realmente não acrescentou em nada. O Batman ficou todo enrolado com essa história de 4 Robins em 5 anos.
Mas não esqueçamos que toda essa mudança está ocorrendo logo após FlashPoint, que é uma saga do Flash em um futuro alternativo. Então quando menos esperarmos essa Era do Apocalip..ops, essa era da Marvel, pode terminar e voltar tudo ao que era antes.
E com isso, as editoras vão cada vez mais afastando os antigos leitores.
Cara eu acho que essas reformulações, podem ser boas pra DC, no geral. Acho que a editora perdeu muito espaço nos últimos anos, principalmente pelo mercado focar no heróis da Marvel que vestiam o uniforme no cinema. É sem dúvida essa grande mídia que leva s pessoas a comprarem revistas(aqueles que não conhecem o Universo dos personagens). Acho que se o meu personagem favorito(Superman) agradar sendo mais carancudo e menos escoteiro, vai permanecer assim. O que não é nenhuma novidade, já que o Superman dava porrada a moda do Popeye, nos antigos desenhos dos irmãos Fleichman.
Muito feliz tuas observações, Deo. Precisamos de mais reviewers assim: diretos ao ponto e com opinião!
Faland em opinião, não sei se gostei do reboot ainda, mas irei acompanhar mais um pouco. Vou dar seis meses para os números que eu gostei e, caso não se desenvolva nada excepcional, como foi o caso até agora, volto às histórias independentes.
Abrrrr.!
OPN!
Resposta: Cara, que honra ter tua presença aqui no blog!
Prefiro X-men
Só li previews (newsarama, CBR, etc.) e, sinceramente, achei um clone da image comics "das antigas". Corpos exagerados, muitos músculos e pouca, mas muito pouca coerência/cronologia. Pode ser que melhore, mas acho que depois da última crise, a DC ficou meio sem idéias e resolveu copiar heroes reborn.
E a mulher maravilha? Dizem que ela terá relação estreita com a mitologia grega. É verdade?
Resposta: Sim, como no original, Cézar.
Estou decepicionado todo os desenhos que vi os super herois mais conhecidos ja tinham feito participaçao especial em episodios de outros super...pelo menos o Batman e o Super já deveriam se conhecer.E por favor não me digam que um dos meus personagens prediletos não vai aparecer,sei que na liga não mas pelo menos na serie do Batman,Asa Noturna tem que aparecer!A proposito o mesmo que lança a revista do Flash lança o do Arqueiro até que ele é maneiro mas prefiro o mais velho.Valeu galera de qualquer forma ancioso para 2014