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Segurança Digital: Crackers vs Hackers

15 de maio de 2012 1

Depois do roubo de fotos íntimas de Carolina Dieckmann, o debate sobre meios de segurança digital e cibercrimes voltou a ganhar força. De acordo com a polícia carioca, a atriz foi vítima de crackers.

Você sabe a diferença entre crackers e hackers? A discussão é antiga, mas os nomes ainda geram dúvidas e são facilmente confundidos. Ambos são experts em computadores, dedicam boa parte do tempo para estudar sistemas e programações e contam com habilidades avançadas. A principal diferença está na forma como cada um utiliza este conhecimento.

Pelo senso comum, o termo mais conhecido, hacker, está associado a roubo de dados e invasão de sistemas. No entanto, no entendimento de especialistas em computação, os ciberpiratas ou cibercriminosos são designados como crackers. A palavra deriva do verbo em inglês “to crack”, que significa quebrar.  Entre as ações, estão a prática de quebra de sistemas de segurança, códigos de criptografia e senhas de acesso a redes, de forma ilegal e com a intenção de invadir e sabotar para fins criminosos.

O termo hacker, por sua vez, serve para designar um programador, com amplo conhecimento sobre sistemas, sem a intenção de causar danos. Inclusive, a habilidade para lidar com sistemas e programações, muitas vezes, é aplicada pela própria polícia em investigações ou até mesmo no desenvolvimento de softwares com o intuito de limar brechas de segurança, criar novas funcionalidades ou adaptar as antigas.

De acordo com o diretor do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos, delegado Emerson Wendt, o hacker busca “conhecer e modificar dispositivos, é um explorador de sistemas”.  Já o cracker ganha esta denominação porque tende a utilizar o amplo conhecimento em informática para explorar “uma vulnerabilidade no sistema e buscar algum ganho com isso”.

Estas são as denominações mais conhecidas. Além delas, há subdivisões que definem cada habilidade, como o ‘carder’, especialista em roubar cartões de crédito para compras on-line ou saques em caixas eletrônicos; o ‘defacer’, especialista em desfigurar páginas de sites; o ‘phreaker’, especialista em crakear equipamentos eletrônicos, sinais de TV a cabo ou sistemas telefônicos; entre outros. Aliás, o tema já foi destaque aqui no Infosfera.

Como evitar ataques virtuais

Golpes na internet são cada vez mais comuns, e as armadilhas criadas na rede tendem a captar a atenção dos internautas, mesmo com as inúmeras informações que circulam pela web e na mídia. Um dos truques que facilmente enganam é mostrar ao usuário que a origem do que ele está prestes a acessar é confiável, através do envio de links de serviços ou mensagens de remetentes conhecidos. Outra possibilidade é a tentativa de adivinhação, efetiva quando a senha do usuário é frágil, representando alguma informação da vida pessoal ou também dependendo da resposta à pergunta de segurança para lembretes de senha, que por muitas vezes entrega a informação de cara.

A melhor maneira de evitar armadilhas virtuais é manter a atenção redobrada para todos os links enviados por e-mail, sites acessados e logins, certificado digital no pé das páginas, combinação de senhas e atualização de antivírus, lembrando cuidados básicos já citados por especialista aqui no blog.

Comentários

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Comentários (1)

  • possolid diz: 16 de maio de 2012

    hackers também são os garotos que usam cheats em jogos on-line :p

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