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Games memória - a história dos controles de videogame #2: Nintendinho, Phantom System e a guerra de clones

14 de abril de 2014 13
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A história dos controles de videogame

No capítulo anterior falei do Atari e Odyssey, videogames que chegaram à minha infância por intermédio do meu mano (curiosamente, eu chamo meu irmão mais velho de “mano”, quando, pelo que me disseram, deveria ser o contrário). Agora é a vez do Nintendinho 8-bits e seus clones, incluindo meu primeiro console.

A série aborda a história dos controles de videogame, mas, como é tradicional com meus post do “games memória”, por uma perspectiva do tipo “os controles da minha vida”. Correções e comentários nostálgicos são muito bem-vindos.

Saudades do meu Phantom System

Phantom System

O primeiro videogame que chamei de meu foi um Phantom System (um dia farei um post só para falar dele). O Phantom era um dos milhares de “genéricos” que existiam no Brasil e que rodavam os jogos do Nintendinho 8-bits – o qual não existia ainda oficialmente no país. No caso do Phantom, ele rodava os cartuchos de 72 pinos (modelo norte-americano) e era preciso um adaptador para rodar os de 60 pinos (japonês). Mas tinha genéricos para todos os gostos, inclusive alguns mais “modernos” que aceitavam os dois tipos – uma verdadeira guerra dos clones.

Falando sobre o meu clone, o controle original (imagem abaixo), que vinha com o Phantom, era igualzinho ao de Mega Drive (sobre o qual falarei em outro capítulo). Tinha um formato de “U” virado, tipo bumerangue, e três botões: A, B e o START (que era um botão mais afundadinho no joystick). A poeira acumulava nas letras gravadas nos botões, e era preciso uma ponta de palito de dente para limpar. Possuía ainda um SELECT azul, fininho, acima dos outros.

Controle Phantom System

Na hora de segurar o controle, a forma do U virado era confortável. Ficava uma parte “guampudinha” na palma da mão, mas era com ponta arredondada e não machucava. Outra coisa boa do controle é que era fácil de abrir, desmontar e montar de novo (diferente dos de PlayStation, que dão um trabalhão com aquele monte de botões na parte de cima). Como era meu primeiro videogame, eu queria mais era fuçar em tudo.

Pistola Phantom System

No meu Phantom ainda tive a pistola. Era uma arma mesmo, conectada no lugar dos joysticks, e com a qual a gente dava tiros na televisão. Ótima para games de tiro (lógico), tinha uma resposta que, na época, me parecia muito boa. Claro que outros consoles também tiveram suas versões de pistola (o Super Nintendo tinha até uma bazuca). Mas eu só conheci a minha boa e velha pistola do Phantom, e esse post é sobre os controles com os quais joguei. Se alguém tiver comentários sobre os outros, poste aí.

Controles dos clones

Em seguida começaram meu “upgrades” nos controles do Phantom. Sem trocar de videogame, mudei o joystick para o de outro “genérico” da época, o Turbo Game (os consoles eram quase todos a mesma coisa e compatíveis entre si). O controle tinha formato oposto, o U não era virado (pensando hoje, eu diria que parece um batarangue). Era bom porque a parte mais pontuda não ficava na palma, mas escorregava um pouco no começo.

Controle Turbo Game

A grande vantagem era o número de botões de ação: quatro (imagem acima). Além do A e do B, tinha ainda as versões turbo do A e B, era só ficar com o dedo em cima que o movimento (ou o tiro, o soco, o pulo) se repetia indefinidamente. A disposição dos quatro botões eram dois em cima, dois em baixo, precursor daquilo que ficou popular como Super Nes e que hoje vemos no PlayStation e Xbox.

Melhor que um controle com quatro botões era um com seis. O terceiro controle de “genéricos” de Nintendinho – o do Dynavision 3 (abaixo) – foi se dúvida o meu mais completo de todos. Além dos A e B e suas versões turbo, tinha ainda o A+B (versão normal e turbo). Apertar A e B juntos era o comando básico para dar os especiais na maioria dos games do Nintendinho (quem jogava Tartarugas Ninja, por exemplo, sabe do que estou falando). E, com esse controle, era possível fazer isso utilizando apenas um botão; e mais, era possível fazer isso repetidamente, apertando no botão turbo.

Controle Dynavision 3

O controle de seis botões era também no formato de U, mas voltava ao U virado do original do Phantom. Tinha uns chamativos botões vermelhos e amarelos dispostos em duas fileiras de três (igual ao joystick de seis botões do Mega Drive). Para completar, era possível usar o direcional com ou sem um tarequinho, tipo uma alavanca (isso cinza na imagem acima), que, em tese, facilitaria na hora de soltar um hadouken (para quem jogasse um Street Fighter II pirata do NES) sem precisar botar o dedão embaixo da camiseta (que nunca fez isso?).

Uma versão de joystick do tipo manche não poderia faltar, já que o game do filme Top Gun – que, imagino, popularizou o tipo de controle – era para Nintendinho. Eu tive o meu, também da Dynacom, e era um controle bonito pacas. Um manche grande, com botões vermelhos e um azul no meio. E ainda uns botões na base e, claro, gatilho. Era meio desorganizado, lógico, já que os botões não ficavam em filas arrumadinhas. Mas todas as funções (A, B e os turbos) estavam lá, em algum lugar.

Controle manche Dynavision

Criando calos com o NES original

Como disse, eu tinha um genérico do Nintendinho, bem antes de ele chegar ao Brasil. Mas eis que, um dia, o videogame de 8-bits da Nintendo chegou ao país oficialmente, pela Playtronic. Um dos meus primos teve o privilégio de ter o videogame original e, bem, se exibia para todo mundo. Primo, família, em resumo muito joguei com o Nintendinho original dele.

Controle NES

O controle era péssimo, o pior de todos dessa avaliação. Apesar de histórico, nostálgico e tudo mais, a verdade é que o controle que acompanhava o videogame era um retângulo de cantos pontudos feito sob medida para não encaixar na mão, cutucar a palma com as pontas e criar calos. Além disso, os controles originais tinham apenas os dois botões fundamentais – A e B – nada de A+B ou turbos.

Claro, essa análise pode estar comprometida por uma certa dor-de-cotovelo porque eu não tinha o Nintendinho oficial, e meu primo torrava a paciência. Mas é inegável que os controles que eu tinha no meu Phantom eram mais confortáveis e eficientes.

Na parte três da série, Neo-Geo, Mega Drive e Game Boy. Tá gostando? Comente!

==>> Veja a parte um

Comentários

comentários

Comentários (13)

  • Ricardo Batistello diz: 14 de abril de 2014

    Muito bom!!! Só quem jogou nintendo 8 bits sabia que para virar um jogo só existia o botão “pause” para descanso, não existiam cartões de memória e se faltava luz…já era..ou tu ficava grudado na TV (que as vezes era só uma e na hora da novela tinha que desligar pra mãe poder ver) ou então nunca tu terminava um game. Só quem jogou Ninja Gaiden, Yo Noid, Contra, Mário e outros clássicos sabem do que estou falando…

  • João Tchê! diz: 14 de abril de 2014

    Tchê!

    Sou obrigado a comentar o post. A pistola é clone da “Light Phaser”, do Master System. Assim como o controle “manche” de botões vermelhos e azuis, era cópia da linha “Quickshot” também do Master System II.

    Não sei contigo, mas eu tive apenas um jogo para pistola, era “Wanted” (http://www.youtube.com/watch?v=pERiXbkK_n4). Ainda existia o óculos 3D, que pra mim a única diferença que tinha era apenas fazer a tela parar de tremer… (brincadeira, a idéia era dar profundidade, mas acho que era só uma idéia mesmo pois curtindo o game em uma Semp Toshiba daquelas que davam estouros quando esquentava era brabo)

  • Pablo Nunes Gomes diz: 14 de abril de 2014

    Puxa meu primeiro video game também foi um phantom system, não dá para esquecer, joguei muito, acabei dando ele para meu sobrinho que infelizmente não tem mais, excelente reportagem bons tempos …

  • Reifel Carvalho diz: 14 de abril de 2014

    Depois da serie de controles, poderia rolar uma dos games o que achas?

  • Diego Schneider diz: 14 de abril de 2014

    Os genericos eram os famosos TPC (Turbo Pad Control). Tinha o TPC1, 2, 3 para atari, nintendinho e master syster se nao me engano. Juntei uma baita grana para comprar um para o meu Dynavision 3.

  • Fabio diz: 14 de abril de 2014

    Po, Andre, no meu caso foi mais ou menos como tu descreveu. Primeiro um Atari (do meu pai) e depois um Phantom (que aliás, tenho até hoje, inúmeras fontes trocadas depois). Nostalgia total, vários dias e noites “perdidos” na frente da tv com Mario Bros 2, Mario Bros 3, Star Tropics, Top Gun, Pitfall, Ninja Gaiden, Ferrari e tantos outros que nem lembro. Pra pistola, tinha o game Crime Busters. Ficava tentando deixar a pistola com uma espécie de “mal-contato” pra ela virar uma metralhadora, demais! hehe

  • Rodrigo Silveira diz: 14 de abril de 2014

    Eu tinha um caderninho com todos os jogos do Nintendinho que eu zerei (zerei = terminar. chegar até o fim)… conforme eu ia jogando e zerando, eu ia preenchendo… (sei que é muito coisa de mongol…mas enfim…).
    Minha maior frustração é nunca ter terminado o primeiro CastleVania… ô jogo difícil!!!
    E pra zerar o Ninja Gaiden 1 eu precisei deixar meu phantom ligado por umas 48 horas… aquele lance de morrer no chefão e voltar a fase inteira acabava com a paciência de qualquer mortal…
    Posso dizer que isso moldou o caráter dessa geração. A coisa de não desistir nunca… de treinar e treinar cada vez mais até atingir a perfeição. Só quem viveu sabe.
    E a emoção de zerar um jogo desses pela primeira vez? Eu berrava como se fosse final de copa do mundo… e muitas vezes era só para ver uma tela preta escrito “The End”…rs…
    Ah bons tempos…

  • fabio bombardelli diz: 14 de abril de 2014

    Quem quiser matar nais a saudade, me adiciona no face e veja as fotos de minha coleção pessoal que conta com mais de 80 consoles do Tele jogo ao XBOX ONE..
    Fabio bombardelli

  • Cristiano diz: 16 de abril de 2014

    O primeiro comment sobre salvar o jogo está errado. Os jogos nos davam códigos que a gente escrevia num caderno do colégio, e a gente podia voltar a jogar na fase em que parou … Me lembro do jogo Punch Out que a meta era ganhar do Mike Tayson no final.

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