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Como presente de Halloween, JK Rowling publica história inédita. Confira ela traduzida aqui!

31 de outubro de 2014 0
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Rodrigo Cosma
Publicidade UFRGS, gaúcho, ator, diretor e roteirista de teatro. Faço parte do time vencedor do Youpix 2013 - Facebook Page do Ano, o lindão Site dos Menes .

dolores

Nessa data tão significativa para os… seres mágicos, a escritora mais bem-sucedida da história decidiu falar sobre a história de vida de uma bruxa, não só no aspecto mágico mas na personalidade dela também: Dolores Umbridge.

Confira o texto traduzido!

 

A história de Dolores Jane Umbridge

Dolores Jane Umbridge era a filha mais velha e única rebenta de Orford Umbridge, um bruxo, e Ellen Cracknell, uma trouxa, que tinha um filho não-mágico, ou, como eles chamam, um aborto. Os pais de Dolores eram um casal infeliz, e Dolores secretamente desprezava ambos: Orford por sua falta de ambição (ele nunca foi promovido e trabalhava no Departamento de Manutenção Mágica no Ministério da Magia), e sua mãe, Ellen, por sua leviandade, desleixo, e linhagem trouxa. Orford e sua filha culparam Ellen pela falta de habilidade mágica do irmão de Dolores, o que resultou numa divisão da família quando Dolores tinha 15 anos. Orford e Dolores continuaram juntos, e Ellen voltou ao mundo trouxa junto com seu filho. Dolores nunca mais viu sua mãe ou irmão de novo, nunca falou sobre eles e doravante mentiu para todos que ela conheceu que era sangue puro.

Uma bruxa talentosa, Dolores entrou no Ministério da Magia logo após sair de Hogwarts, trabalhando como estagiária no Departamento de Controle de Uso Impróprio da Magia. Já ao 17, Dolores era preconceituosa, sadística e julgava a todos, mas sua dedicação a cumprir as regras, seu puxa-saquismo com seus superiores e sua maneira discreta de conseguir crédito pelos trabalhos dos outros fizeram-na catapultar na carreira. Antes dos 30, Dolores já havia sido promovida para Chefe do Escritório e isso seria um passo curto até outros cargos mais altos de chefia na administração do Departamento De Execução das Leis da Magia. A essa altura, ela conseguiu persuadir seu pai a alcançar uma aposentadoria antecipada, e ao conseguir pra ele uma pensão humilde, ela garantiu que ele saísse de cena discretamente. Sempre que ela era indagada (geralmente por colegas que não gostavam dela) ‘você tem parentesco com aquele Umbridge que costumava limpar o chão aqui?’ ela sorria seu sorriso mais doce, ria e negava quaisquer conexões, dizendo que seu pai falecido era um notável membro do Wizengamot. Coisas desagradáveis tendiam a acontecer com pessoas que a perguntavam sobre Orford, ou qualquer assunto que Dolores não gostava de falar, e pessoas que desejavam continuar ao seu lado fingiam acreditar na sua versão de sua ancestralidade.
Apesar de seus esforços para conseguir a afeição de algum de seus superiores (ela nunca particularmente deu bola para qual fosse, mas sabia que seu status e segurança seriam intensificados caso tivesse um marido poderoso), Dolores nunca conseguiu casar. Mesmo valorizando seu trabalho árduo e ambição, aqueles que acabavam a conhecendo melhor encontraram dificuldade em gostar muito dela. Após um copo de xerez doce, Dolores sempre ficava inclinada a vomitar discursos muito cruéis, e mesmo aqueles com ideais anti-trouxas se chocavam com algumas das sugestões de Dolores, a portas fechadas, sobre como  a comunidade não-mágica deveria ser tratada.

Enquanto sua carreira avançava no ministério, a afeição de Dolores por acessórios de garotinhas ficava cada vez maior e pronunciado: seu ecritório virou um lugar de babados e laços, e ela gostava que qualquer coisa decorada com gatos (porém achava os animais incovenientemente desordeiros). Ao mesmo tempo que o Ministro da Magia Cornelius Fudge ia se tornando cada vez mais ansioso e paranóico com a ideia de Dumbledore ter ambições de tomar seu lugar, Dolores viu nisso uma oportunidade de se aproximar do coração do poder, validando a vaidade e os medos de Fudge, apresentando-se como uma das poucas pessoas que ele podia confiar.

A indicação de Dolores como Inquisidora de Hogwarts deu a ela escopo completo, pela primeira vez na sua vida, para seus preconceitos e suas crueldades. Ela não tinha gostado de seu tempo na escola, onde nunca conseguiu uma posição de responsabilidade, e ela encarou essa chanca para retornar brandindo seu poder sobre aqueles que não (ao ver dela) a tinham dado valor.

Dolores tem enorme fobia de seres que não são exatamente, ou totalmente, humanos. Seu desgosto pelo meio gigante Hagrid, e seu pavor de centauros, revelam um horror do não conhecido e selvagem. Ela é uma pessoa extremamente controladora, e qualquer coisa que desafie sua autoridade e ideia de mundo deve, em sua opinião, ser punido. Ela encontra prazer em humilhar e subjulgar os outros, e com a exceção de suas alianças declaradas, existem poucas diferenças entre ela e Bellatrix Lestrange.

A estadia de Dolores em Hogwarts acabou desastradamente, porque ela abusou dos poderes que Fudge tinha concedido à ela, indo além dos limites de sua própria autoridade, se deixando levar pelo seu fanatismo e embriagada com seus propósitos. Abalada, mas não arrependida depois de um desfecho catastrófico de sua carreira em Hogwarts, ela retornou ao Ministério, mergulhado em turbulências graças ao retorno de Lorde Voldemort.

Na mudança de regimes que se sucederam à resignação forçada de Fudge, Dolores conseguiu voltar à sua antiga posição no Ministério. O novo ministro, Rufus Scrimgeour, estava preocupado com problemas mais imediatos do que Dolores Umbridge. Scrimgeour acabou sendo punido por sua omissão, porque o fato do Ministério nunca ter punido Umbridge por seus inúmeros abusos de poder mostravam a Harry o quão complacente e descuidado era o Ministério. Harry considerou o fato de Dolores continuar empregada, e a falta de quaisquer repercussões por seu comportamento em Hogwarts, um sinal de corrupção do Ministério, e se recusou a cooperar com o novo Ministro por causa disso. (Dolores é a única pessoa, fora Lord Voldemort, a deixar uma cicatriz física e permanente em Harry, ao forçar ele a cortar as palavras “Eu não devo contar mentiras” nas costas de suas próprias mãos durante sua detenção).

Dolores logo desfrutou de sua vida no Ministério mais do que nunca. Quando o Ministério foi tomado por um Ministro fantoche Pius Thicknesse, e infiltrado pelos seguidores do Lorde das Trevas, Dolores finalmente pode ser ela mesmo. Julgada corretamente, pelos Comensais da Morte, por ter muito mais em comum com eles do que ela jamais teve com Alvo Dumbledore, ela não só manteve seu posto como ganhou autoridade extra, se tornando Chefe da Comissão de Registro de Nascidos Trouxas, que na realidade era uma corte de fachada que prendia todos os nascidos trouxas com o argumento que eles “roubaram” suas varinhas e sua mágica.

Foi quando ela sentou num julgamento de mais uma mulher inocente que Harry Potter finalmente atacou Dolores bem no coração do Ministério, e roubou a Horcrux que ela carregava em seu pescoço.

Com a queda de Lorde Voldemort, Dolores Umbridge foi julgada por sua entusiástica cooperação com o regime, e condenada por tortura, prisão e morte de várias pessoas (alguns dos nascidos trouxas inocentes que ela sentenciou a Azkaban não sobreviveram).

 

Aniversário: 26 de Agosto

Varinha: Madeira de videira com corda de coração de Dragão, 20 centímetros.

Casa de Hogwarts: Sonserina

Habilidades especiais: Suas punições foram invenções próprias

Pais: Mãe trouxa, pai bruxo

Família: Solteira, sem filhos

 

E aqui o em inglês!

 

The story of Dolores Jane Umbridge

 

Dolores Jane Umbridge was the eldest child and only daughter of Orford Umbridge, a wizard, and Ellen Cracknell, a Muggle, who also had a Squib son. Dolores’ parents were unhappily married, and Dolores secretly despised both of them: Orford for his lack of ambition (he had never been promoted, and worked in the Department of Magical Maintenance at the Ministry of Magic), and her mother, Ellen, for her flightiness, untidiness, and Muggle lineage. Both Orford and his daughter blamed Ellen for Dolores’s brother’s lack of magical ability, with the result that when Dolores was fifteen, the family split down the middle, Orford and Dolores remaining together, and Ellen vanishing back into the Muggle world with her son. Dolores never saw her mother or brother again, never spoke of either of them, and henceforth pretended to all she met that she was a pure-blood.

An accomplished witch, Dolores joined the Ministry of Magic directly after she left Hogwarts, taking a job as a lowly intern in the Improper Use of Magic Office. Even at seventeen, Dolores was judgemental, prejudiced and sadistic, although her conscientious attitude, her saccharine manner towards her superiors, and the ruthlessness and stealth with which she took credit for other people’s work soon gained her advancement. Before she was thirty, Dolores had been promoted to Head of the office, and it was but a short step from there to ever more senior positions in the management of the Department of Magical Law Enforcement. By this time, she had persuaded her father to take early retirement, and by making him a small financial allowance, she ensured that he dropped quietly out of sight. Whenever she was asked (usually by workmates who did not like her) ‘are you related to that Umbridge who used to mop the floors here?’ she would smile her sweetest, laugh, and deny any connection whatsoever, claiming that her deceased father had been a distinguished member of the Wizengamot. Nasty things tended to happen to people who asked about Orford, or anything that Dolores did not like talking about, and people who wanted to remain on her good side pretended to believe her version of her ancestry.

In spite of her best efforts to secure the affections of one of her superiors (she never cared particularly which of them it was, but knew that her own status and security would be advanced with a powerful husband), Dolores never succeeded in marrying. While they valued her hard work and ambition, those who got to know her best found it difficult to like her very much. After a glass of sweet sherry, Dolores was always prone to spout very uncharitable views, and even those who were anti-Muggle found themselves shocked by some of Dolores’s suggestions, behind closed doors, of the treatment that the non-magical community deserved.

As she grew older and harder, and rose higher within the Ministry, Dolores’s taste in little girlish accessories grew more and more pronounced; her office became a place of frills and furbelows, and she liked anything decorated with kittens (though found the real thing inconveniently messy). As the Minister for Magic Cornelius Fudge became increasingly anxious and paranoid that Albus Dumbledore had ambitions to supersede him, Dolores managed to claw her way to the very heart of power, by stoking both Fudge’s vanity and his fears, and presenting herself as one of the few he could trust.

Dolores’s appointment as Inquisitor at Hogwarts gave full scope, for the first time in her life, for her prejudices and her cruelty. She had not enjoyed her time at school, where she had been overlooked for all positions of responsibility, and she relished the chance to return and wield power over those who had not (as she saw it) given her her due.

Dolores has what amounts to a phobia of beings that are not quite, or wholly, human. Her distaste for the half-giant Hagrid, and her terror of centaurs, reveal a terror of the unknown and the wild. She is an immensely controlling person, and all who challenge her authority and world-view must, in her opinion, be punished. She actively enjoys subjugating and humiliating others, and except in their declared allegiances, there is little to choose between her and Bellatrix Lestrange.

Dolores’s time at Hogwarts ended disastrously, because she overreached the remit Fudge had given her, stepping outside the bounds of her own authority, carried away with a fanatical sense of self-purpose. Shaken but unrepentant after a catastrophic end to her Hogwarts career, she returned to a Ministry, which had been plunged into turmoil due to the return of Lord Voldemort.

In the change of regimes that followed Fudge’s forced resignation, Dolores was able to slip back into her former position at the Ministry. The new Minister, Rufus Scrimgeour, had more immediate problems pressing in on him than Dolores Umbridge. Scrimgeour was later punished for this oversight, because the fact that the Ministry had never punished Dolores for her many abuses of power seemed to Harry Potter to reveal both its complacency and its carelessness. Harry considered Dolores’s continuing employment, and the lack of any repercussions for her behaviour at Hogwarts, a sign of the Ministry’s essential corruption, and refused to cooperate with the new Minister because of it (Dolores is the only person, other than Lord Voldemort, to leave a permanent physical scar on Harry, having forced him to cut the words ‘I must not tell lies’ on the back of his own hand during detention).

Dolores was soon enjoying life at the Ministry more than ever. When the Ministry was taken over by the puppet Minister Pius Thicknesse, and infiltrated by the Dark Lord’s followers, Dolores was in her true element at last. Correctly judged, by senior Death Eaters, to have much more in common with them than she ever had with Albus Dumbledore, she not only retained her post but was given extra authority, becoming Head of the Muggle-born Registration Commission, which was in effect a kangaroo court that imprisoned all Muggle-borns on the basis that they had ‘stolen’ their wands and their magic.

It was as she sat in judgement of another innocent woman that Harry Potter finally attacked Dolores in the very heart of the Ministry, and stole from her the Horcrux she had unwittingly been wearing.

With the fall of Lord Voldemort, Dolores Umbridge was put on trial for her enthusiastic co-operation with his regime, and convicted of the torture, imprisonment and deaths of several people (some of the innocent Muggle-borns she sentenced to Azkaban did not survive their ordeal).

Birthday: 26th August

Wand: Birch and dragon heartstring, eight inches long

Hogwarts house: Slytherin

Special abilities: Her punishment quill is of her own invention

Parentage: Muggle mother, wizard father

Family: Unmarried, no children

Hobbies: Collecting the ‘Frolicsome Feline’ ornamental plate range, adding flounces to fabric and frills to stationary objects, inventing instruments of torture

 

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