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Geeks tiram a roupa em nome da caridade

Inspirado nos tradicionais calendários com modelos seminuas (ou nuas mesmo) que surgem a todo final de ano (veja alguns abaixo), o escritor da área de tecnologia Milo Yiannopoulos resolveu criar um calendário com “geeks” quase pelados. O objetivo é nobre: arrecadar dinheiro para a caridade.

Milo reuniu modelos para 24 fotografias com corpos sugeridos (não muito expostos) e computadores e gadgets. O calendário será lançado em dezembro e cada peça custa 10 libras.

O dinheiro, conforme o “Guardian“, será doado para a “Take Heart India” - instituição de caridade focada em projetos de informática para pessoas com deficiência.

Foto: reprodução, Guardian

Veja alguns calendário estranhos com modelos seminuas (do blog Mundo Insólito)

Modelos e caixões

Aeromoças pela caridade

Garotas “agrícolas”

Garotas suíças

[Dicas] Sete Peru facts, por quem já esteve lá

O leitor do Infosfera que ouve o podcast Backup já deve saber que passei minhas férias, que se encerraram nesta quarta-feira, no país latino-americano chamado Peru. Escrevo este post, portanto, como anexo às séries de facts lançadas pelo colega Diego Guichard.

Enquanto integrante sério da bancada, não esperem piadinhas de duplo sentido. Vamos tratar o Peru com dignidade e respeito.

Com vocês, os…

= = P e r u   f a c t s = =



# 1 – O Peru não é o que vocês pensam:
por mais que para nós, brasileiros, o Peru seja também uma ave, para os peruanos não existe qualquer ligação entre seu país e o pavo (que é o nome do peru – ave – por lá). Um texto muito bom do professor Cláudio Moreno aprofunda a questão quem foi Peru primeiro, a ave ou o país? Pelo que me explicaram por lá, o nome do país vem de Pelú, um rio descoberto na região pelos colonizadores.

# 2 – Língua do Peru em Star Wars: quem lembra de Jabba, do filme Star Wars, vai gostar deste fato. George Lucas inspirou-se numa das línguas nativas bastante faladas no Peru para compor o idioma do personagem. Diz a Wikipedia que um estudante de graduação, que pronunciava, mas não falava o quíchua, gravou as palavras do idioma para o filme. Para evitar ofender os represetnantes da etnia, o diálogo foi rodado ao contrário.

# 3 – Bom lugar para comprar eletrônicos: o Nuevo Sol (S./) é uma moeda desvalorizada em relação ao real. Por isso você encontra muitas barbadas por lá. Antes da viagem, falei sobre o iPod Touch, que aqui custa R$ 679 e lá saia por R$ 481. Isso ocorre com quase tudo. Eletrodomésticos, cartões de memória, videogames, câmeras. Tudo custa quase um terço a menos para o nosso realzinho.

# 4 – Internet na era do ClipArt: enquanto hospedado na casa de amigos, acessava a internet em lan houses. No bairro em que estava (San Juan), as lans são bastante abaixo do nível daqui de Porto Alegre. Monitores de tubo (nada LCD), conexões lentas (mais de uma hora para baixar um arquivo de 20 MB), gabinetes com disquetes e o pior: Internet Explorer 6, o XP salva a pátria. Tudo isso geralmente atrás de grades. O bom era o preço: R$ 0,70 a hora.

# 5 – Luta por uma bebida gelada: fiz algumas rondas por padarias e mercados. Só nos meus últimos dias consegui encontrar uma bebida gelada. No Metro (supermercado de Lima), encontrei uma Cusqueña (cerveja local) para experimentar. E em Águas Calientes (perto de Machu Picchu) é que me regalaram com uma gaseosa (o refrigerante para eles) realmente gelada – tive que insistir no “muy fria, chico” com o garçom. De resto, sempre me deram sucos e chichas (bebida de milho) na temperatura ambiente.

# 6 – Os chineses deles são melhores que os nossos: fãs de comida chinesa vão se dar bem nas chifas peruanas. São restaurantes de pratos típicos, preparados com os ingredientes locais. Dão de mil a zero nos nossos chineses brazucas.

# 7 – Socorra-se com as multinacionais: os que têm estômago mais “sensível” às huancainas, anticuchos, ceviches, chichas moradas e chicharrons, ou não e muito fã de frango (pollo), podem correr para as franquias multinacionais de fastfood quando quiser dar um tempo nos pratos típicos. Sai bem em conta.

Creio que com estes sete fatos qualquer geek ou nerd vá se dar bem por Lima, capital do país. Se alguém tiver mais alguma dica, sinta-se à vontade para postar aí.

Como preparar-se para o turismo geek internacional

Você vai viajar para outro país, mas não quer só aproveitar as belezas naturais, a arquitetura ou o tempo livre para descansar. Você PRECISA trazer um gadget, um acessório, nem que seja um cartãozinho de memória, na bagagem. Na verdade, quer trazer tudo que couber nos US$ 500 livres de impostos e que não extrapole o limite da bagagem.

Repare que não estou falando de ir até a fronteira, mas sim de um passeio mais longe, em que o motivo principal não seja compras de eletrônicos.

Enfim… a questão é, como preparar-se para fazer isso? “Internet”, você pensou. Certo! Mas nós buscamos mais do que informações na rede, procuramos referências de quem já conhece o mercado, obter dicas de lojas, por exemplo.

# 1º passo – descubra outros geeks: dar uma busca no Google por blogueiros de tecnologia no país de destino é uma ótima dica. Muitas vezes é possível descobrir meios de contato com as pessoas – perfil no Twitter, Skype, sites de relacionamento.

# 2º passo – entre em contato: o próximo passo é mandar uma mensagem à pessoa que você descobriu. Caso o idioma seja muito desconhecido para você, use ferramentas de tradução online. Uma boa é o Nice Translator. Frases simples ajudam o site a fazer uma tradução melhor. Não se esqueça de se identificar como estrangeiro, e geek (risos), isso poderá despertar a “empatia” do seu interlocutor.

# 3º passo – agora sim, vá para a internet: de posse dos nomes das lojas indicadas você pode pesquisar os produtos oferecidos, buscar opiniões de outros internautas sobre a loja, comparar preços, até saber a distância da sua hospedagem e como chegar lá.

Barbadinha, né?

Num exemplo prático, fiz um teste com uma viagem ao Peru. Descobri, após indicação de lojas por uma jornalista em Lima, que um iPod Touch que aqui custa R$ 679, lá custa S/. 799 (sóis peruanos). Quando convertemos tudo para a mesma moeda, o gadget peruano custa R$ 481 – sem falar na redução da pechincha.

Não só mais barato, como abocanha pouco mais da metade da cota a que se tem direito nas viagens. É só arrumar espaço na bagagem de mão.

Crédito da imagem acima: Divulgação, Apple

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