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Pai do Linux se abre para o super celular do Google

Depois de Steve Wozniack, o novo astro nerd a referendar o superphone do Google, Nexus One, é Linus Torvalds. Criador do kernel (núcleo) do Linux, o finlandês elogiou o smartphone lançado em janeiro. Auto-declarado descrente com relação aos celulares inteligentes, Torvalds pode mudar de ideia, graças ao Nexus.
            
“Eu geralmente odeio telefones – esses são irritantes e incomodam quando se está trabalhando, lendo ou fazendo qualquer outra coisa – e um celular, para mim, é apenas uma oportunidade para você se irritar em qualquer lugar. Mas tenho que admitir que o Nexus One é um campeão”, escreve Torvalds.
            
Apesar do encanto, o Nexus não converteu Torvalds totalmente ao culto à mobilidade. Na verdade, o que mais atraiu o programador foi a unidade de GPS presente no aparelho.
            
“Eu não tenho mais a sensação de estar levando um celular comigo só para o caso de ter que falar com alguém. Agora eu tenho um dispositivo útil na mão. O telefone é secundário”.
            
Será que nunca mostraram um iPhone pra ele? - brincadeirinha.
            
Na entranhas, o Nexus One carrega o DNA do Linux com a plataforma Android, apesar de não rodarem, segundo o site Cnet, sobre o Linux, mas sim tendo como base uma camada parecida com Java, o Dalvik.

#64 - Conspiração no PlayStation 3 e decepção no iPad

Olá internautas, está publicado o podcast Backup episódio 64 do blog Infosfera. Como não poderia deixar de ser, o programa fala sobre a divulgação do iPad, o tão esperado tablet da Apple. André Crespani, Guilherme Neves e o estagiário Thiago “Mulé” falam sobre decepçõescarências e características do gadget.
 
A semana também foi de muita teoria da conspiração. Bombou no Infosfera a discussão sobre os efeitos obscuros do desbloqueio do PlayStation, da Sony. Ainda foi motivo de debate o código do Linux e os pitacos do Bill Gates sobre o Google.
 
E na última quarta-feira, o Infosfera estreou no papel. O blog agora tem uma coluna semanal no caderno ZH Digital, da Zero Hora (publicada também outros jornais da RBS).
 
Para fechar a tampa, Bárbara Nickel, do blog Conexão ZH, e Diego Guichard, do Canal dos Games, comentam a Campus Party. Nossos “enviados” especiais - que podem ser mesmo especiais, mas não foram enviados por nós - dão suas impressões e destaques do evento.
 


 
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Sobre a (i)moralidade de se pagar pelo desenvolvimento do Linux

Eu sou usuário Linux. Releia bem esta frase: sou usuário Linux. Não sei escrever – ou ler – uma linha de código sequer, e uso o terminal apenas para funções mais básicas, como instalações de pacotes. E como usuário, acolho bem a notícia, publicada na APCMag, de que 75% dos desenvolvedores do kernel (núcleo) Linux são pagos por grandes corporações interessadas no software livre.

Por que é uma boa nova?

Primeiro, vamos ao por que não gostar da notícia. Isso é fácil. Muita gente supervaloriza o aspecto político do software livre – o rompimento com tudo que seja proprietário – e esquece que é um programa de computador como outro qualquer, que requer desenvolvimento, inovação, e alguém que o desenvolva, principalmente.

É um produto, num modelo diferenciado de negócio – a colaboração. Debater ideologia é fácil. Difícil é reconhecer o que está por trás deste 75%.

Como um comentário que recebi na lista de usuários em que participo dizia: se mais empresas estão mantendo funcionários dedicados ao desenvolvimento do Linux – e pagando os programadores por isso – é sinal de que o software livre está compensando (e crescendo) de alguma forma.

Os números foram apresentados por Jonathan Corbet, um dos colaboradores do Kernel Linux. Segundo Corbet, empresas como Novell, IBM e Oracle estão entre as que mantém funcionários debruçados sobre o coração do software livre.

Algo que me chamou a atenção, enquanto usuário, na fla de Corbet:

– O suporte a hardware é quase universal, nós suportaremos tanto hardware quanto qualquer outro sistema operacional até o final deste ano – é o fim da incompatibilidade à vista?

Pagos ou não, a diferença do Linux para os outros SOs continua. Por mais ideológico que soe, a liberdade permanece. E se alguém é pago para contribuir com um projeto assim, parabéns, a quem paga e a quem recebe por isso.

Linux é polêmica também no Rio Grande do Sul

Você já deve ter lido aqui no Infosfera sobre a polêmica em torno do Linux em Santa Catarina. No vídeo, na segunda matéria desde bloco do RBS Notícias, confira o barulho gaúcho envolvendo o Tux.

Chrome passa Safari e já é o terceiro navegador mais popular


   
Lançado há apenas 18 meses o Chrome já alcançou o status de terceiro navegador mais popular segundo pesquisa da NetApplications. O browser da Google ganhou 0,7 ponto percentual no último mês de dezembro e chegou a 4,63% do mercado, ultrapassando o Safari da Apple, que ficou com 4,46%.
  
O Chrome perde apenas para o Firefox (segundo lugar, com 24,61%) e para o líder Internet Explorer (que embora mantenha o primeiro lugar perdeu quase um ponto percentual, ficando agora com 62,69%).
 
Conforme o “OSNews“, esse aumento do Chrome pode ser reflexo da liberação dos betas do navegador para Linux e Mac OS X - tendendo a ocorrer uma queda em janeiro, com o retorno dos usuários ao seu browser padrão.

Novo desafio da compatibilidade: uma boa webcam para o Linux

 
Fui dar uma voltinha no shopping nesta terça-feira para conferir os preços. Sabe como é… pós-Natal, quem sabe alguma coisa já está mais barata… Na verdade só encontrei uma “barbada”. Um netbook da Sony, o Vaio P, estava R$ 1 mil menos caro – e ainda estava caro. Daí resolvi seguir minha caminhada.
             
Ao passar pela vitrine de outra loja de informática lembrei que há muito tempo quero uma webcam. Portanto, entrei na loja e perguntei ao primeiro atendente:
             
– Tem uma webcam com uma boa resolução aí?
             
– Tem sim, uma da Microsoft, é a melhor daqui – respondeu.
             
– E dá pra usar no Linux? Eu sou usuário Linux e queria uma que rodasse sem problemas. Uma que eu tenho lá em casa, bem simples, não funciona. Estou a fim de investir numa câmera melhor – expliquei.
             
– Bah, webcam vai ser difícil.
             
– Nem catando driver na internet? – devolvi.
             
– É muito difícil achar webcam compatível com Linux. Ainda mais da Microsoft.
             
Agradeci, concordei sem muita convicção, e disse que ia ficar só olhando outras coisas por um pouco, enquanto minha mulher conferia roupas em outra loja. Na verdade fiquei meio encasquetado com essa história de “webcam em Linux é difícil”. Como não terei tempo de pernear pelo Centro de Porto Alegre, como fiz com o gravador digital, resolvi iniciar a nova saga da compatibilidade pela internet.
             
Numa rápida googlada aprendi várias coisas sobre webcams. Uma delas, no site Linux UVC, foi sobre a classe de USB UVC, que descreve aparelhos capazes de streamings (webcams e filmadoras, por exemplo).
             
Segundo o site da comunidade Ubuntu, o UVC permite que as câmeras funcionem no Linux como plug-and-play, sem dificuldades. É descrito um teste com uma Logitech que teria funcionado sem problemas. A leitura me deixou bastante animado.
             
Me aprofundando um pouco, voltei para o site Linux UVC onde há uma lista de webcams compatíveis com o padrão UVC. Advinha quem está lá? A LifeCam e a LifeCam NX-6000, da MICROSOFT. Ambas com indicador de pleno funcionamento. Quer dizer que eu posso pegar uma câmera da Microsoft e plugar na minha distribuição Linux e simplesmente sair usando? Pelo que entendi, sim.
             
Claro, ainda faltam a pesquisa de preços e configurações dos modelos listados no site e o teste. Mas já dá ter uma esperança.
             
PS: uma dica legal que li num dos fóruns pela rede é a seguinte. Em vez de ficar se negando a comprar algo sem compatibilidade escrita na embalagem, ou no manual, vale mais negociar para devolver o produto caso não funcione no seu PC. Assim você pode escolher uma que goste mais, testar (se esforçar um pouco para usar procurando drivers, claro, se não vira golpe) e, caso realmente não sirva, devolver sem prejuízo. Que tal?
             
PS2: se mais alguém, tiver dicas sobre webcams e Linux, comentários, por favor.

[Vídeo] Como deixar o Ubuntu com cara de Windows XP

Depois da discussão sobre o Ubuntu com cara de Windows XP na China me deparei com o vídeo abaixo. Um breve tutorial da instalação de um script que deixa a distribuição Linux com a cara da antepenúltima versão do sistema operacional proprietário mais pirateado da China – e do mundo todo.
                    


                   
Por que alguém iria querer fazer isso? Não sei. Mas se quiser, basta baixar o script aqui, extraí-lo e, depois, rodar o arquivo InstallXpGnome.sh.
                   
Para voltar ao normal basta rodar o Restore_Settings.sh na pasta de restauração.
                   
Procurando no YouTube, encontrei este outro vídeo, da mesma distribuição de software livre, mas agora com cara de Windows 7. Meio tosco, mas tá aí também.
                   


                 
A dica é do site The Linuxologist.

Criadores do VLC lançarão editor de vídeo

Qual o melhor editor de vídeo para Linux? Cinelera, KDEnlive, Kino? Confesso que nunca usei o primeiro, e não gastei, ainda, tempo suficiente com os outros dois.
                       
Agora, como comentado pelo blog Learning Ubuntu, surge a possibilidade de um software mais tranquilo para edição de vídeos, a julgar pelo player que levara o mesmo nome.
             
Vamos à notícia: os criadores do VLC Media Player lançarão “em breve” o VideoLAN Movie Creator (VLMC).
             
O software será multiplataforma (Linux, Windows e Mac).
                              
Já existe um demo que pode ser baixado, mas ainda não está estável - segundo a equipe de desenvolvedores. Você pode ter uma prévia da interface no vídeo abaixo, postado pelo VLMC Team no site de vídeos YouTube.
             


               
Quando pedi uma sugestão de player que não desse trabalho nenhum à lista de usuários Linux que frequento o VLC foi o mais sugerido. Roda muitos arquivos e inclusive converte formatos diferentes. É um player completo.
             
Por isso, penso, que o anúncio de um editor de vídeos semi-profissionais pelos mesmos desenvolvedores é empolgante.
             
É possível acompanhar o desenvolvimento do programa na página do projeto (acesse aqui).

Missão de fim de semana: gadget compatível com Linux

Aproveitei meu último final de semana para comprar um gravador digital de voz que fosse MP3 também. Entenda, leitor, que um homem casado não decide as coias sozinho. E este gadget especificamente será utilizado por mim, como gravador, e por minha mulher como MP3. Isso já dá uma dificultada. Mas tinha mais: tinha que ser compatível com Linux.
               
É uma questão controversa, a da compatibilidade. Muitos criticam o Linux por “não ser compatível com nada”. Dizem que dá trabalho aos usuários porque exige uma busca por drivers e outras coisas.  Culpam a distribuição e, por tabela, os pinguinzeiros - “quem mandou não usar o que todo mundo usa”(eu já ouvi isso).
               
Eu penso diferente. Pra mim, quem tem que escrever driver ou desenvolver softwares multiplataforma é o fabricante. E se o fabricante não atende a minha necessidade enquanto usuário Linux, não tenho nenhum problema em dar uma reclamada com alguém.
               
Na primeira loja, depois do meu questionário padrão sobre possibilidades e configurações do aparelho. Depois de pegar na mão e cheirar o gravador, fiz a pergunta derradeira: é compatível com Linux?
               
Por um momento, achei que o camarada atrás do balcão não sabia do que eu estava falando. Foram alguns constrangedores segundos de silêncio sob aquele o olhar que dizia: “mas tu não usa Windows? É o mais comum, e é BARATO”. Entendi que não era compatível e disse que não me interessava pelo aparelho.
               
Minha busca seguiu, e as respostas negativas também. Entre um “vou chamar o meu colega que entende mais de informática” e outro, ninguém tinha um gravador compatível – ou que ao menos os atendentes soubessem que era.
               
Estranhei: eram marcas conhecidas e, por experiência própria, sei que muitos acessórios de grandes marcas basta plugar na USB para funcionar. Houve quem me sugerisse procurar os drivers, tentar virtualizar o programinha para extrair arquivos, mas nada que atendesse, de fato, minha necessidade – mais ideológica que funcional. Ou a da minha esposa, que também só usa Linux.
               
Na última loja (porque será que é sempre na última?), quando eu já estava anotando as marcas e modelos para pesquisar na internet por drivers e comandos de compatibilidade, bato o olho num gravador que tinha tudo que eu precisava (MP3, mais de 100 horas de gravação, rádio FM, entrada para microfone externo, grava até telefone), mas de uma marca que eu não conhecia.
               
Pedi para ver o manual – sempre peça para ver o manual, fica a dica – e lá pelas tantas: compatível com Windows…. Ubuntu 8.10. Comentei com o atendente que não tinha encontrado toda a manhã um gravador compatível com Linux.
                          
Dei aquela chorada básica para o vendedor e para a minha mulher – foi um dos gravadores mais caros que encontrei, e também o com mais recursos – e fui para casa com um gadget compatível com o meu sistema operacional.
               
Valeu a busca.
           
Atualizado @ 09:44 de 21 de dezembro: pessoal, prefiro não fazer propaganda da marca aqui. Até porque não testei as outras, que não avisavam que o aparelho era compatível com Linux. Como disse no texto, muitos equipamentos basta plugar no USB para funcionarem. É, portanto, provável que muitos dos gravadores digitais de outras marcas também funcionem dessa forma. Queria deixar claro, também, que em todos os casos fui muito bem atendido, e alguns antendentes inclusive demonstraram empatia com a “situação” dos usuários de Linux, sugerindo busca de drivers, por exemplo. Ainda assim, a maioria não tinha certeza de compatibilidade sem a manifestação “oficial” do fabricante pelo manual - que é o verdadeiro objeto de crítica deste texto. Houve comentários mais ofensivos, inclusive indicando que o aparelho custou mais caro por ser compatível. Na verdade, ele custou mais caro por ter muitos recursos. Além disso, não custou tanto quanto a versão mais barata do sistema operacional proprietário mais utilizado e compatível do mundo. Continuei na economia. O texto também foi editado para deixar estes esclarecimentos mais claros. Continuem comentando, por favor.

Linux tem um terço dos netbooks vendidos em 2009

Relatório apresentado pelo analista Jeff Orr, da consultoria ABI, indica que as distribuições Linux abocanham um terço dos netbooks ultraportáteis vendidos ao consumidor final neste ano - a estimativa se baseia num total de 35 milhões de unidades e, segundo o Gizmodo dos EUA, bate com números da Dell.

Desde sempre a Microsoft luta para ganhar mercado nos ultraportáteis. Luta e consegue ganhar, certo? Afinal, são dois terços de software proprietário.

Mesmo assim, quem domina todos os outros mercados de sistemas operacionais ao usuário final (notebooks e desktops), ficar só no 66% não deve ser muito agradável. Será o Windows 7 capaz de reverter esse quadro? A verdade é que as distros Linux são mais leves que o Windows, exigindo menos da máquina (processador, bateria).

Por mais que os netbooks evoluam para modelos cada vez mais capazes, a impressão que tenho é de que eles sempre terão uma performance melhor com software livre.

Aproveitando o debate do netbook, vai mais uma perguntinha: será que o Google Chrome OS vai enterrar a Microsoft de vez neste segmento?

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