clicRBS


Posts com a tag ‘mega drive’

Games memória: Street Fighter - parte IV


 
Diz a sabedoria popular que nada nem ninguém é perfeito. Sei lá até que ponto isso é verdade, mas fato é que a Capcom provou que nem com seu grande game Street Fighter, a maior franquia de jogos de luta de todos os tempos, conseguiu ficar sem dar umas bolas fora.
      
No ímpeto de lucrar - e também de combater outras empresas que tentavam embarcar na onda dos jogos de luta um-contra-um e emplacar seus próprios games - a Capcom lançou algumas coisinhas que deveriam ser esquecidas. Teve até game estilo “Tetris” com participação da turma do SF. E, quando a própria Capcom não lançou, a pirataria tratou de colocar no mercado os “streets” mais grotescos.
 
PARTE IV - OS “STREETS” RUINS
 
Street Fighter Movie
 
O filme do Street Fighter foi muito ruim (acho que não tem quem discorde). E o game não podia ser diferente. Street Fighter Movie cometeu alguns dos erros do filme, e também tratou de cometer alguns novos. Por exemplo, em toda a série dos games (e dos desenhos animados, dos gibis…) Ryu e Ken sempre foram os protagonistas. Mas no filme, norte-americano, tentaram colocar o estadunidense Guile (representado pelo “brilhante” Jean-Claude Van Damme) como personagem principal. E fizeram o mesmo no game.
  
O jogo é uma tentativa da Capcom de fazer sua versão de Mortal Kombat, sucesso da Aklaim que ameaçava a hegemonia do SF na época. Gráficos digitalizados de atores e sangue à vontade - reparem nas imagens. Além dos atores do filme, o jogo tem personagens que não apareciam nas telas do cinema. As magias, também ausentes na película, estavam presentes no game, sem qualquer explicação.
  

Clique na imagem para ver ampliada e com legendas
  
Aliás, outra tentativa de lucrar com o sucesso do SF foi sair do clássico estilo 2D. A Capcom se aventurou pelo poligonal com Street Fighter EX - algo como a versão SF do Tekken. Nunca joguei, não posso resenhar - mas parece bem estranho.
   
Streets piratas em consoles 8-bits
   
Oficialmente, antes da geração dos consoles mais modernos (PlayStation, Xbox, blablabla), somente o Super Nintendo e o Mega Drive haviam tido suas versões do Street Fighter. Mas muita gurizadinha ainda se divertia com plataformas como o Master System e o Nintendinho (e suas “variações” brasucas). Então, a pirataria tratou de abocanhar esse filão de mercado com adaptações - algumas bem cachorras, outras legais - do clássico da Capcom. Eu mesmo, no meu velho Phantom System, tive o prazer de jogar algumas. Sério, acho que era mais fácil concentrar energia e soltar um hadouken de verdade do que disparar um com aquele controle.
 
Em sequência, saíram o SF II, o III (muito antes da Capcom lançar o SF III de verdade) e o um “VI 12 Peoples“. No fundo, todos eram versões do SFII tradicional, com alguns cenários diferentes e tentativas de disponibilizar mais personagens (que acabavam sendo os mesmos várias vezes, com cores diferentes).
 
A versão mais curiosa foi a chamada “Street Fighter IV“: embora com personagens que “lembravam” os clássicos da Capcom, não usava os nomes dos heróis conhecidos, e trazia alguns lutadores realmente inéditos. Era o caso das sugestivas Tracy e Bunny, respectivamente garotas tipo coelhinha e gatinha da Playboy.
   

Clique na imagem para ver ampliada e com legendas
  
Surpreendentes foram os Street Fighter Alpha para o Nintendinho. Acho que nem o Super Nes teve um Street Alpha, mas os amantes do velho console de 8-bits conseguiram adaptar uma esforçada versão para ele. E, dadas as limitações, até que ficou bonito, principalmente as telas de apresentação.
 
Para fechar sobre os consoles da geração antiga, é preciso lembrar que a TecToy (representante da Sega aqui no Brasil) lançou oficialmente uma versão do Street Fighter para Master System. Mas como eu sou da gurizadinha da Nintendo (mais ainda quando se fala em 8-bits) não tenho muito a dizer sobre esse jogo.
 
Street Fighter era sucesso, garantia de vendas em qualquer console ou plataforma. Mas, após ver os guerreiros empilhando blocos de Tetris, em versão poligonal, digitalizada e reduzida para 8-bits, os jogadores só queriam uma coisa: o terceiro game da série.
  
CONCLUI A SEGUIR…
 
Confira todos os capítulos do Games memória: Street Fighter
Parte I - Parte II - Parte II e ½ - Parte III - Parte IV - Parte V (final)
 
>>>Veja também
Games memória: Street Chaves - a vingança do Seu Madruga

  
Imagens reprodução

Sonic em três lançamentos no PC - para matar a saudade

Sonic, o porco-espinho da Sega, segue sendo um dos personagens mais populares da história do videogame. O azulzinho foi criado para assumir o lugar de Alex Kidd como personagem símbolo da empresa e combater o (na época) arquirrival Mario, da Nintendo. Hoje, apesar dos anos que carrega em sua pontuda paleta, Sonic ainda é motivo para lançamentos de games - três neste mês de novembro, pela Tech Dealer.

Sonic DX, Sonic Heroes e Sonic Mega Collection trazem o clássico velocista para o computador. O preço sugerido para os games é de R$ 79,9 cada.

Pelo informativo de lançamento, pareceu interessante a proposta de Sonic Heroes: o jogo não se baseia em um único personagem, e sim em trios. Nos times, é possível escolher, até mesmo, os vilões do Sonic. Não joguei, mas a ideia lembra Super Mario RPG (embora não tenha sido divulgado se o game é desse estilo).

Sonic Mega Collection, por sua vez, dispensa comentários. É uma coletânea das versões do porco-espinho para Mega Drive e Game Gear. Para matar a saudade.

Foto: divulgação
Publicado originalmente no Canal dos Games

# 45 - Outdoor Wi-Fi, Mega Drive, MS vence o Google

Alô, alô! Estamos de volta, com nosso compromisso semanal de recuperar alguns dos fatos mais importantes da semana na área de tecnologia e games. André Crespani, Diego Guichard e Guilherme Neves comentam as pautas, no episódio 45, o primeiro programa estagiário free nos últimos meses.

O contra-ponto (mais contra do que ponto) à Microsoft Guilherme “uso Linux” Neves dá o braço a torcer para o MSN e a vantagem da MS sobre o Google em tempo navegado no Brasil. Completam a pauta a confirmação do curso anti-Linux e a campanha anti-Office.

Fãs da MS podem xingar o cara nos comentários, ele gostcha!

O quê redes sociais e moças peladas na internet têm em comum? Descubra na pauta comentada por André Crespani e parceiros de bancada sobre mercado de câmeras para a web, e redes sociais. Marcando mais uma vez presença na pauta, o Twitter aparece com o Twitter_Generator. No mesmo bloco, o despudorado Diego Guichard chama os usuários do MSN de bobalhões, “no melhor sentido, claro”.

Diego “estou numa crise ferronha” Guichard, traz as novidades do mundo dos games. O Mega (Meda, segundo a pauta mal digitada do Diego) Drive 4 Guitar Idol, o Mega Drive com guitarra. Demo de PES 2010 entra na roda, junto com o fantasy game da Liga dos Campeões. Não perca a chance de entrar no concurso cultural do Canal dos Games, valendo um Street Fighter 4.

Wi-Fi encerra a pauta com o outdoor em Porto Alegre com sinal grátis e a semana da internet sem-fio liberada de outubro. Onde você gostaria que esse outdoor ficasse na sua cidade? Guilherme Neves revela suas neuras pelo Wi-Fi e André Crespani e Diego Guichard debatem gambiarras para Wi-Fi, e outros gadgets.


>> CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O SEU BACKUP SEMANAL< <
O arquivo tem 30,9 MB e 33min45s.

• Trilhas da edição: Firts Lady (Julien Doré); No Feelings (Sex Pistols); It wont Be Long (The Hives); Fortunate Son (Creedence).

• Produtos e marcas citados na edição: Microsoft, Linux, MSN, Google, Gmail, Gtalk, Orkut, YouTube, iGoogle, Bing, comScore, MS Office, Excel, Word, PowerPoint, BestBuy, IBM, Lotus Symphony, Twitter, Facebook, webcams, Vivox, Street Fighter, MSN Live Messenger, sites pornô, Mega Drive, Twitter_Generator, José (Zé) Mayer facts, Engenheiros do Havaí, Dossiê Alex Primo, Mega Drive 4 Guitar Idol, Guitar Hero, TecToy, Sonic 3, Alex Kid, Kid Cameleon, Golden Axe, Aro Smith, Red Hot, NXZero, CPM22, Atari, PES 2010 Demo, PC, Xbox 360, PlayStation 3, PlayStation 2, UEFA, fantasy game, Liga dos Campeões, Hatrick, Street Fighter 4, Kratos, Wi-Fi, Outdoor, w3haus, Vex, Bom Bril, NET, torrent, Software Livre, Creative Commons,

Games memória: Street Fighter - parte II


 
Continuamos agora com a série especial do Games memória que refaz aqui no Infosfera a trajetória de Street Fighter (SF), o maior jogo de luta um-contra-um já lançado. No post anterior, lembramos como o game surgiu - e como aquele não muito pretensioso joguinho com dois personagens principais se tornou um mito. As histórias cheias de complexidade e enredos interligados evoluíram, os 12 personagens passaram a ter seus próprios motivos para lutar: vingança, prestígio, dinheiro, fama - e o fascínio pela série só aumentou.
 
Após conquistar os gamers com o Street Fighter que levava o “II” no nome, tudo que se esperava da Capcom era o lançamento do terceiro game da franquia. Mas a empresa resolveu explorar um pouco mais o sucesso do SFII, e lançou vários “upgrades” do jogo, que incorporavam pequenas alterações e até novos personagens sem deixar de ser ainda o segundo “street”.
  
Uma das marcas das versões que se seguiram ao “World Warriors” foi a tentativa da produtora de equilibrar um pouco mais os personagens, enfraquecendo os “todo-poderosos” Ryu e Ken e aumentando o potencial de pulhas como Zangief. Além disso, a opção por novos personagens se tornou o grande atrativo de quase todos os novos “streets” que surgiam - e também a crescente série de novos golpes e movimentos.
  
Como dito na parte I deste especial, dividi o trabalho “arqueológico” com o SF em vários posts porque um só Games memória não seria suficiente para relembrar toda a série. Acho que, pelo menos, mais uns dois episódios vêm por aí - inclusive com as versões do clássico para consoles como Nintendinho e Master System. Também como dito no primeiro post, sugestões, críticas, correções e “chamamentos de atenção” para algum detalhe esquecido são bem-vindos nos comentários abaixo. E claro, elogios, que sempre fazem bem.
 
PARTE II - CONQUISTANDO O MUNDO
 
Street Fighter II’ Champion Edition
 
Qualquer um que tenha gastado fichinhas no arcade com Street Fighter II - The World Warriors deve ter compartilhado de um mesmo sonho: controlar os chefões do game. Diversos foram os boatos espalhados a respeito de dicas furadas para conseguir a façanha - algumas que incluíam torrar montes de grana em fichas para fazer os “truques”, mas que só funcionavam mesmo para encher os bolsos dos donos das casas de fliperama.
  
Comandar os “bosses” para valer mesmo, só cerca de um ano após SFII, quando a Capcom lançou o Street Fighter II’ Champion Edition. Fora algumas melhorias gráficas e de movimentos, a grande (e importante) diferença mesmo era poder controlar e conhecer melhor a história de Balrog, M. Bison, Sagat e Vega. Além disso, o “Champion Edition” permitia pela primeira vez nos arcades utilizar dois personagens iguais (a versão World Warriors de Super Nintendo já tinha uma manha para fazer isso).
 
Melhor que o original, na opinião de alguns, era o “hack” do Champion Edition chamado - aqui em Porto Alegre, pelo menos - de Street Maluco. Para começar, o game era bem mais rápido, e alguns golpes sugavam muita, mas muita energia. A maluquice mesmo, no entanto, ficava por conta de coisas como personagens que “flutuavam” na tela, magias que saíam misturadas com outras (tipo shoryukens com hadoukens) ou multiplicadas e, o mais bizarro, a possibilidade de trocar de personagem no meio da luta apertando Start! (na imagem abaixo, percebam que o Guile é um E. Honda “transformado”).
  

Clique na imagem para ver ampliada e com legendas
 
As maluquices do hack devem ter “inspirado” a Capcom para lançar versões seguintes do jogo. Assim, saiu o Street Fighter II Turbo Hyper Fighting. Essa versão oficial também era mais rápida e trazia personagens com golpes aéreos ou magias diferentes. Aqui também apareceu pela primeira vez o kikouken, a magia da chinesinha Chun-Li - mas nessa versão, ela ainda não empinava a bundinha na hora de disparar.
  
Nesse período de versões do SFII foi que ocorreu o auge da disputa entre a gurizadinha do Super Nes e do Mega Drive. E a cada nova versão que saía para os arcades, os proprietários de um e outro console se vangloriavam de serem os primeiros contemplados com uma adaptação “doméstica”. Assim, o “World Warriors” saiu só para Super Nes; em seguida, o Mega Drive foi o primeiro a ter um “Champion Edition”; mas a versão “Turbo Hyper Fighting” voltou a privilegiar o console da Nintendo.
 
Super Street Fighter II
 
A Capcom ainda não estava pronta para parar de ganhar grana com o SFII e lançar o III. Então, botou um “super” na frente do nome e surgiu Super Street Fighter II - The New Challengers. O game tinha gráficos melhorados e um sistema de som super bonzão que foi muito comentado na época. Mas, claro, como o subtítulo denuncia, o grande atrativo era presença de novos desafiadores além dos 12 originais. Quatro herois inéditos estavam à disposição dos players.
  
Cammy, uma bela loirinha de tranças e maiô, foi a segunda mulher a aparecer na franquia. Para não perder o posto na feminilidade, a partir de “Super Street” Chun-Li começou a lançar sua magia de forma mais sensual - a arrebitadinha comentada acima - (confira na imagem um confronto entre a antiga e a nova musa da série).
  

Clique na imagem para ver ampliada e com legendas
 
Além da loira, Fei Long (um “sósia” de Bruce Lee), Thunder Hawk (um índio da América do Norte) e Dee Jay (um jamaicano cheio de ginga) fizeram sua estreia. Mas só Cammy se popularizou.
 
“Super Street” também teve seu upgrade, lançado pouco depois e chamado de Super Street Fighter II Turbo - Grand Master Challenge (como eles gostavam do termo “turbo” naquele tempo). O jogo, também chamado de “Super Street Fighter X”, tinha golpes especiais cheios de poderes, que pareciam tentar incorporar elementos dos jogos de luta que a SNK (a empresa do NeoGeo) estava lançando na época justamente para concorrer com o Street. O game também adicionava a barra inferior de energia na tela (cópia clara dos games da SNK) que, quando cheia, permitia os tais golpes (chamados de supercombos).
 
No entanto, a atração mais marcante do “Super Turbo” era, sem dúvida, um novo e misterioso personagem: Akuma (que, na época, também aparecia com o nome de Gouki), uma espécie de super Ryu, ou super Ken. Akuma não estava na lista de personagens para se escolher, nem aparecia sempre para se enfrentar. O lutador secreto foi depois personagem secreto de “Street Fighter Vs. X-Men” (falarei deste game no próximo post) e, em seguida, acabou incorporado em definitivo à galeria dos jogos de luta da Capcom.
 

Clique na imagem para ver ampliada e com legendas

  
No “SSFII Turbo”, para encontrar com Akuma o gamer precisava ter um excelente desempenho. Então, antes da luta final contra o chefão M. Bison, Akuma aparecia, sentava o braço no boss e desafiava o jogador. Em seguida, também foi descoberto um truque que permitia ao gamer selecionar o personagem Akuma, desfrutando todo poder do grande mestre.
 
Depois de tantas versões do SFII, parecia que enfim a Capcom estaria pronta para seguir em frente e lançar o SFIII. Parecia, mas…
 
…CONTINUA
 
Confira todos os capítulos do Games memória: Street Fighter
Parte I - Parte II - Parte II e ½ - Parte III - Parte IV - Parte V (final)
 
>>>Veja também
Games memória: Street Chaves - a vingança do Seu Madruga

 
Imagens reprodução

Games memória: Street Fighter - parte I


 
Acho que já comentei por aqui, meu forte nunca foram os games de luta um-contra-um. Gostava de um “Tartarugas Ninja”, ou um “Final Fight”, mas os games de rounds eu preferia olhar a jogar. Gostava mesmo era de assistir aos diferentes finais de cada personagem, curtir as histórias.
  
Comecei a ter mais independência para ir aos fliperamas sozinho bem na época que o Street Fighter II estourou como sucesso. Eu ficava lá, vendo as partidas de outros jogadores; em casa, nos consoles, colocava no modo fácil para terminar o game rapidinho. Enredo o Street sempre teve de sobra, e foi isso que me prendeu ao game.
 
A série surgiu em 1987, como o Street Fighter I (SFI). De lá até aqui, a Capcom - empresa responsável pelo jogo - já lucrou vários milhões com a franquia, e recentemente lançou o Street Fighter IV (SFIV). Mas, como é comum no mundo dos games, o número quatro no nome não significa necessariamente que tivemos apenas quatro versões. Diversos “streets” já foram lançados, e quase todos se tornaram históricos pela sua qualidade (ou pela falta dela, em alguns poucos casos).
  
Para recuperar tudo isso, um “Games memória” é muito pouco; então, preparamos essa série sobre a história da franquia. No final, ainda teremos mais um dos nossos sempre emocionantes “Desafio dos Redatores“.
 
Com certeza, devem passar batidas por aqui versões e releitura para os consoles mais recentes - afinal meu negócio é jogo antigo (não é por nada que me chamam de “arqueólogo dos games“). Correções e acréscimos de detalhes são sempre bem-vindos.
 
1, 2, 3 - Fight!
  
PARTE I - CONSTRUINDO O MITO
 
Street Fighter
  
O primeiro game da série, Street Fighter, lançado em 1987, não teve grande sucesso - e nem foi jogado por muita gente, ao que parece. Eu mesmo, só fui ver o game em uma máquina de arcade de verdade muitos anos depois de SFII já ser um clássico.
  
Vários elementos da franquia “nasceram” neste game, como os hadoukens e os personagens com diferentes nacionalidades. Fases de bônus na qual se media a habilidade do jogador também já apareciam.
  

Clique na imagem para ver ampliada e com legendas
 
Uma peculiaridade é que havia apenas dois botões para os golpes - um de chute, outro de soco. A intensidade com que os botões eram apertados ditava a força do golpe. Isso deve ter dado muito prejuízo com máquinas estragadas pelos jogadores brutamontes, tanto que nos games seguintes foram instituídos os famosos seis botões - três de soco e três de chute (fraco, médio e forte).
  
Apenas Ryu e Ken eram selecionáveis (dependendo de em qual controle se botava a ficha). O jogador podia escolher em qual nação começaria a peleja, e fazia uma viagem de avião pelo mapa do mundo, característica marcante no resto da série.
 
Alguns personagens ressuscitados na série Street Fighter Alpha (ou Zero) aparecem no game, como o grandalhão Bird e o tailandês Adon (um dos chefes). O chefão final é o também tailandês Sagat, rebaixado a penúltimo chefe no game seguinte.
  
Street Fighter II - The World Warriors
 
Muita gente sequer entendia porque esse game tinha um “dois” no nome, já que não conhecia o antecessor. O segundo Street foi o que popularizou a série, levou o game para os consoles domésticos e catapultou a autoridade da Capcom nos jogos de luta.
 
Cada personagem tinha uma história, um motivo pelo qual lutar e um final específico. A versão original, Street Fighter II - The World Warriors trazia oito personagens selecionáveis - pela primeira vez, aparece o monstrengo brasileiro Blanka -, mais quatro chefões. Todos se tornaram clássicos, e é difícil o jogador que não lembre de cor a escalação completa.
 

Clique na imagem para ver ampliada e com legendas
  
O lutador viaja entre os países desafiando os campeões. As viagens também incluíam as fases de bônus - na mais legal, se tinha um determinado tempo para simplesmente destruir um carro na porrada.
 
Uma “curiosidade histórica” é a confusão que se fez na época com os nomes de três dos quatro chefões: só Sagat (do game anterior) se salvou; Balrog, Vega e M. Bison tiveram os nomes trocados na versão norte-americana.
 
No game japonês, o boxeador era o M. Bison, uma “paródia” ao astro Mike Tyson que foi cortada nos EUA. M. Bison passou a ser o soldadinho chefão final (Vega no original), e o boxeador ganhou o nome de Balrog (que no original era o carinha das garras de Freddy Krueger). Ao sujeito das garras sobrou o nome de Vega - e essa ficou sendo a nomenclatura mais popular.
  
Mas, independente do nome usado, na versão seguinte, o grande atrativo seria o jogador poder comandar os chefes do game…
 
…CONTINUA
 
Confira todos os capítulos do Games memória: Street Fighter
Parte I - Parte II - Parte II e ½ - Parte III - Parte IV - Parte V (final)
 
>>>Veja também
Games memória: Street Chaves - a vingança do Seu Madruga

  
Imagens reprodução