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Posts de janeiro 2011

Única preocupação? o frio!

31 de janeiro de 2011 0

Hoje inicia a última semana dos universitários gaúchos na Coreia do Sul.  Nesse tempo já deu para ficar amigo dos colegas coreanos que estão trabalhando com eles e para conhecer bastante da área onde os 21 estudantes. Guilherme Theisen Schneider, um dos professores que acompanha a a turma, conta que todos já estão super bem adaptados, mas só uma coisa tem preocupado até agora: o frio.

Veja o depoimento dele:

O professor Guilherme na praia de Gwangan

"Aqui nos últimos dias o Job Trainning está mais corrido. Apesar de alguns professores falarem inglês isso não é a regra, a comunicação nem sempre é fácil. Depois de alguns dias os professores já começam a "se soltar" da formalidade e passam a conversar sobre outros assuntos também interessantes. Começam a dar dicas do que os alunos devem conhecer e das características da Coreia do Sul. Alguns professores e alunos coreanos já adicionam os brasileiros no Facebook e todos estão fazendo muitas fotos do que estão vivenciando.


A comida tem sido um problema para alguns estudantes, aqui consome-se pouca carne e pouco carbohidratos em comparação ao Brasil. Todos aqui já entendem porque o povo aqui é magro, pois, vemos poucas pessoas praticando esportes e se exercitanto em comparação com o Brasil. A comida além de sempre apimentada, no caso de comida coreana, ela é sempre em quantidades menores as que estamos habituados.

Comida semelhante a nossa é muito cara aqui. Para comer carne de gado ou massa com molho de tomate, paga-se mais que três vezes o preço no Brasil. Mas sushi, comida chinesa e peixes em geral é menos de um terço do preço brasileiro.



Outro ponto que chamou muito a atenção é o atendimento do comércio por aqui. Sempre fomos bem atendidos, inclusive quando não consumíamos nada e precisávamos de informação.

Nos últimos dias, a temperatura está caindo e vimos na televisão que em Seul está nevando... Alguns estão contentes, mas o Ed e eu estamos preocupados, pois as temperaturas em Seul estão na casa de de -14C."

Tem vontade de conhecer a Itália?

29 de janeiro de 2011 11

Então deixe ela ainda maior! Assista esses vídeos do Gunther Machu em Roma e na Toscana e descubra por que tanta gente é fascinada pelo país.


Roma:


Toscana:


Bella Toscana from Gunther Machu on Vimeo.

A segunda semana de Coreia

28 de janeiro de 2011 0

A segunda semana de Coreia do Sul para os 21 universitários gaúchos já está no fim. Depois de diversos workshops, palestras e muitos passeios, eles já começaram seus "pequenos estágios" em áreas pertinentes ao curso de Jogos Digitais. Agora eles têm até amigos coreanos, como conta o Marcelo Abadie:


Marcelo (à direita) e Gabriel fazendo motion capture

"Começamos o nosso job training, uma espécie de estágio. Grupos de interesse foram divididos, como programação, desenho e animação. Eu escolhi animação e com outros colegas, coreanos e brasileiros, comecei a produzir uma pequena animação usando Motion Capture, tecnologia em que a pessoa veste uma roupa especial e as câmeras detectam o movimento, facilitando muito o trabalho.


A turma de animação com brasileiros e coreanos

Eu fui um dos atores e acredito ter encontrado o "o que eu quero ser quando crescer". É realmente muito divertido usar a roupa e atuar tendo um diretor nos dirigindo. Outra coisa muito legal que aconteceu é que agora temos amigos coreanos (que falam inglês). É impressionante como eles são atenciosos com a gente e como nos tratam com carinho. Estamos almoçando juntos todos os dias, conhecendo novos sabores da culinária daqui!"


Veja todos os posts da Coreia do Sul!

Seguro saúde internacional: obrigatório ou opcional?

27 de janeiro de 2011 3

Quando a gente pensa em fazer intercâmbio só lembramos da parte boa: dos amigos que vamos fazer, das coisas que vamos aprender, dos lugares que vamos conhecer. Mas para que tudo isso aconteça numa boa, é indispensável pensar em alguns detalhes nem tão legais assim. Ninguém vai viajar esperando torcer o pé, mas acidentes acontecem em qualquer lugar e não têm hora marcada, por isso o seguro saúde internacional é tão importante. Afinal de contas, se uma consulta médica ou internação particular são extremamente caras no Brasil, imagina quanto custa isso em euros por exemplo?


O seguro saúde geralmente cobre reembolso de remédios (desde que receitados por um médico), consultas, atendimentos de emergência. Em alguns casos estão incluídos também repatriamento caso tenha que passar por um tratamento mais complexo em seu país; pagamento ou reembolso das despesas para que um familiar no Brasil possa visita-lo no exterior (em caso de internações prolongadas); cobertura para acidentes odontológicos; assistência jurídica fora do Brasil e até reembolso para perda e extravios de bagagens. Antes de viajar é bom conversar com o pessoal da sua agência para escolher a modalidade mais adequada para cada viagem.

Obrigatoriedade

Nos países que fazem parte do tratado de Shengen, que envolve os principais países europeus, é uma exigência que se comprove, ao ingressar no país, que se tem recursos financeiros suficientes para a sua estadia, reserva de hotel ou comprovante de hospedagem e que estejam cobertos por um seguro médico internacional com cobertura mínima de 30 mil euros. Isso vale tanto para intercambistas quanto para turistas. No caso de muitos países,  onde a aplicação do visto é feita através do consulado ou embaixada no Brasil também é exigido que o passageiro anexe a sua aplicação de visto uma apólice de seguro saúde internacional.


A Associação Brasileira de Intercâmbio Cultural (ABIC) tem algumas dicas e cuidados importantes para se pensar na hora de usar ou contratar um seguro saúde internacional:



- O seguro é contratado por período. Ou seja, começa num determinado dia e termina num dia exato. Importante contratá-lo prevendo possíveis atrasos ou remarcações no vôo de volta.


- Ler e entender bem o que está incluso no seguro contratado é fundamental para não gastar desnecessariamente.


- Antes de procurar qualquer médico no exterior, ligue para o telefone de emergência da seguradora e cheque se possuem médicos conveniados no local. As seguradoras mais sérias têm funcionários fluentes em diversas línguas e por isso, poderão ajudar você a encontrar um médico ou orientá-lo da melhor maneira possível.


- Leve sempre consigo sua apólice de seguro para qualquer viagem, mesmo as viagens de curta duração.


- Veja se seu seguro cobre esportes considerados de risco como: paraquedismo, ski e outros. Algumas seguradoras possuem modalidades, que por um pequeno valor extra, cobrem tais esportes.


- Muitos seguros não cobrem tratamentos ou despesas com doenças pré-existentes. Se esse for o seu caso, verifique as regras com a agência e a seguradora.


- E lembre-se: você está contratando um serviço! Não hesite em encher sua agência de viagens de perguntas se tiver alguma dúvida

De onde vem o Noel do Papai Noel?

26 de janeiro de 2011 3

Já estamos no fim de janeiro, mas não custa falar de novo em fim de ano no exterior. Cada lugar tem suas tradições e costumes, isso o Marcelo Müller, de Cruz Alta sentiu lá na França. Além disso, esse é o período em que uma certa 'melancolia' toma conta tanto do intercambista, quanto da sua família por aqui. Mas todo o agito da época acabam fazendo a gente esquecer um pouco disso e só aproveitar as novidades. Outra ideia boa é tentar fazer algo que aproxime você de casa, como fez o Marcelo.

Dá uma olhada em como foi o fim de ano dele na França:


"Meu fim de ano foi tão movimentado que nem tive tempo de pensar no que anda acontecendo pelo Brasil. Além de tudo, meus amigos estão estudando muito para o vestibular que se aproxima e a minha família relaxando na praia. Enquanto aqui, no hemisfério norte, festas de fim de ano são decoradas com neve, como nos desenhos animados americanos que víamos quando pequenos. Essa parte é realmente mágica, mas é preciso fazer um esforço mental para não lembrar que ao mesmo tempo em que vemos uma bela paisagem nevada - e passamos um frio do cão -, os brasileiros se esbaldam nas areias com muita cerveja gelada, luau de madrugada e aquele clássico desfile de biquínis do litoral.

Tudo começa com o nome: Natal em francês é Noël, e isso responde a grande pergunta da minha infância, '"de onde vem o Noel de Papai Noel". O primeiro sinal que ele se aproxima são as suntuosas decorações de todas as cidades francesas: aqui se investe muito para dar um ambiente fantástico aos centros das cidades. Todas as principais ruas recebem guirlandas finalmente preparadas e luzes, luzes, luzes, vocês podem imaginar como franceses gostam de luzes. Em Lille, um grande pinheiro decorava a Grand' Place, principal praça da cidade, não menos grande que "La Grande Roue", roda gigante instalada para o Natal, que é uma tradição mais recente.


(Vocês podem ter visto a Grand' Place decorada com a roda gigante no meu vídeo em que eu desejo a todos um hilário "feliz aniversário", num post mais antigo.)

Primeira taça de Champagne, o de verdade!


As férias escolares de Noël começam por volta do dia 18 de dezembro e vão até o dia 3 de janeiro. Muitas famílias, como felizmente a minha família hospedeira, se dirigem as estações de ski. Aproveitei a oportunidade e passei a primeira semana de férias em Flaine, estação do Alpes do Norte. Foi nas montanhas, então, que passei o meu Natal francês. A ceia natalina significa aos franceses acima de tudo "aquele momento do ano em que comemoramos como se fosse a última vez". A mesa de Noël é muito, muito farta, além de requintada. Bebe-se Champagne (não os espumantes de Garibaldi, o Champagne original), vinho branco da Alsácia, para combinar com os frutos do mar, ou um vinho tinto de Bordeaux para acompanhar os queijos. Dependendo da sede, pode-se inclusive beber todos eles na mesma noite, respeitando a ordem, podendo-se arrematar com mais algumas taças de champanhe.

Os franceses têm o hábito de comer alguns animais vivos na ceia de Natal, como ostras. O salmão está morto, mas é geralmente cru. Os estranhos escargots, que ainda não experimentei, podem ser servidos também. E, com certeza, o caríssimo e delciosíssimo foie gras, literalmente fígado gordo, de pato ou ganso, que pequenas torradas com um vinho branco e açucarado. O prato principal pode variar entre as várias opções da cozinha francesa, mas geralmente é algo pesado, para manter o estilo da noite, como uma fondue savoyarde, no Brasil conhecida como fondue de queijo. Vale lembrar que quem deixar cair o pão no fundo paga uma prenda, geralmente correr em volta da casa quando faz -10°C!

Não satisfeito? Certamente o anfitrião oferecerá uma tábua com os melhores queijos franceses. De sobremesa, o prato tradicional é a "bûche" (tronco de lenha, em Português), espécie de rocambole de sorvete e creme de chocolate. Depois de comer a bûche inteira, se você ainda não teve uma hiperglicemia mas quer chegar lá, oferecerão-lhe os tradicionais bombons de Natal, que trazem perguntas sobre as tradições natalinas nas embalagens. Ah! Alguém ainda vai querer comer os Escargots Pralinés, mais fáceis de engolir, esses são chocolates em forma de Escargot com recheio de Praline, deliciosa confeito da tradição belga. Bom, agora pode-se ir dormir com a consciência tranquila de se ter bem alimentado.

Nossa família, que aprecia esses momentos glutões, fez duas ceias: uma no dia 24, nos Alpes, outra no dia 25, na casa de uns amigos em Bournois, pequena vila da Franche-Comté, onde se produz o meu queijo preferido, o Comté, na divisa com a Suíça. Depois da ceia do dia 25, todos decidimos sair no pátio para descer de trenó e fazer uma grande batalha de neve, nada mal. Os presentes foram trocados antes do jantar, ganhei um super presente do Papai Noël, um disco rígido para não perder as fotos desse ano na França.

Marseille, no sul da França, fui para passar o Réveillon. Viajei para conhecer a cidade, o Mediterrâneo e a Côte D'Azur, mas também para fugir do frio de Lille e simular qualquer coisa de brasilidade perto do mar. Exatemente como no Brasil, Natal é o momento mais família e ano novo a perdição com os amigos. Dia primeiro do ano é a quarta-feira de cinzas francesa: aquele dia em que toda a nação está de ressaca. Tirando a boemia, os franceses não tem nenhuma tradição de ano-novo! A terra de Fontenelle e Voltaire não abre espaço para superstições. Eu vesti uma camisa branca, saí com os amigos e… Todos vestiam preto. Pura e simplesmente. Ninguém me perguntou a cor da minha cueca, nem comeu não sei quantas uvas, nem nem deu não sei quantos pulos no mar, nada… A contagem regressiva foi bem calorosa, mas longe de ser a loucura brasileira.

Com a chegada de 2011, todos se abraçaram bem à brasileira, desejado as melhores coisas do mundo para a nova década. Como primeiros atos do ano, uma imensa peregrinação aos bares, boates ou festas privadas. Pouquíssimos franceses chegaram em casa antes das duas ou três da madrugada. Eu fui com os meus amigos para pequenas praias do centro de Marseille, onde ficamos vendo o mar até bem tarde, eu imaginando uma possível viagem num pequenino barco de pescadores Marseillais, passando pelo estreito de Gibraltar, atravessando o Atlântico até Itapema, litoral catarinense, onde o novo ano chegou às 3 da manhã, horário francês, para meus pais e a minha irmã. Recebi uma ligação deles, para confirmarem-me que a Terra girou como o esperado e que já era 2011 lá também. Não tive tempo para saudades, acho que foi essa visão do barquinho Marseillais atravessando o Atlântico. Acho que acertei ao ir atrás do mar, o litoral me fez muito bem: na praia todo brasileiro se sente em casa."

Para ver todos os posts do Marcelo na França, clique aqui

Intercambiando na Zero Hora

25 de janeiro de 2011 0

Amanhã é dia de Intercambiando no caderno Vestibular da Zero Hora impressa!

Vamos ter um monte de dicas sobre seguro saúde internacional. Não percam!

Primeiros dias de Alasca

24 de janeiro de 2011 4

Lembram da menina que gritava pela casa: "mãe, eu vou para o Alasca"? Na semana passada, ela finalmente trocou o verão gaúcho pela neve do estado norte-americano. A Raquel de Carli, de 15 anos, chegou em Anchorage e, até agora, não foram a neve e o frio as coisas que deixaram a caxiense boquiaberta. A liberdade de poder escolher o que se quer cursar na escola foi o que mais impressionou.

Vejam o relato dela:


Raquel patinando em um lago congelado em Achorage, no Alasca

 

"No dia 14 de janeiro, cheguei em Anchorage, no Alasca. Saindo do aeroporto, me deparei com a neve. Desde os telhados das casa, as estradas, tudo branco. Sai do Brasil usando apenas um camiseta e uma jaquetinha, e não foi fácil chegar aqui e me deparar com temperaturas tão baixas, naquela noite estava -20C.

A cada dia que passa, me encanto mais com essa cidade. Não há palavras para descrever a beleza da natureza daqui. Vi um alce, alguns dias atrás e agora estou aguardando para ver a aurora boreal, que deve ser magnífica. Em Anchorage, há muito incentivo para a pratica de esportes. No inverno, as pessoas geralmente esquiam, patinam no gelo, fazem Snowboard...

Raquel e a amiga suíça, Julia, aproveitando os esportes de inverno

Para mim, o maior choque, foi a escola. Os alunos podem escolher as matérias que querem cursar, o que não acontece no Brasil. Também foi um choque, o meu primeiro dia de aula, pois eu não conhecia ninguém, além dos meus irmãos hospedeiros. Mas, em pouco tempo, você se adapta e acaba fazendo mais amizades. Isso é o que torna o intercâmbio o que é: o fato de você estar longe de tudo que conhece e estar aprendendo, convivendo com novas pessoas e novas culturas.

Raquel e seu primeiro iglu

Estou muito feliz de estar aqui, e espero que a cada dia, eu aprenda mais e mais."


Se, assim como ela, você quer compartilhar a sua experiência ou tem qualquer dúvida sobre intercâmbio, escreva para mim no bruna.amaral@zerohora.com.br

Quer fazer universidade nos EUA?

21 de janeiro de 2011 0

Já parou pra pensar que os  Estados Unidos têm mais de 4.900 faculdades, institutos e universidades que você pode escolher na hora de buscar onde estudar? Para ajudar quem tem interesse em estudar no país o Education USA realiza, neste mês, vários chats em inglês para ensinar a navegar entre as várias opções disponíveis. Profissionais especializados irão responder suas perguntas e oferecer informações essenciais para entender a complexidade do sistema de educação superior nos EUA ou qual universidade é a mais adequada para atender as suas necessidades. O encontro será uma boa chance de você praticar seu inglês e a participação é inteiramente gratuita.




Para acessar qualquer um dos chats é só acessar este link



Preste atenção nas datas:

Segunda, 24 de janeiro, das 19h às 20h
Tema: Graduate International Relations Programs
com Sonja Steinbrech, Director of Enrollment School of International Relations & Pacific Studies
University of California-San Diego


Terça, 25 de janeiro, das 11h às 12h
Tema: Graduate Law Programs
com Jessica Dworkin, Assistant Dean of International and Graduate Programs
Moritz College of Law, The Ohio State University



Terça, 25 de janeiro, das 19h às 20h
Tema: Community Colleges Options
com Scott Johnson, International Student Adviser
North Hennepin Community College


Quarta, 26 de janeiro, das 14h às 15h
ema: The Value of Liberals Arts Education
com Michelle Lewis, Director of International Programs, Carroll College (Montana)


Sexta, 28 de janeiro, das 14h às 15h
Engineering Graduate Programs
Mario Vidalon, Director Center for Advanced Engineering & Technology Education
University of Colorado at Boulder



Para entrar em qualquer um dos chats é só acessar este link

O bairro de Haeundae

21 de janeiro de 2011 0

Haeundae é um distrito de Busan, na Coreia do Sul. Este pedaço da cidade atrai muitos turistas por ter a praia que é considerada uma das melhores do país.  A área ficava um pouco isolada da cidade e só começou a ser revitalizada na época dos jogos olímpicos de Seul, em 1988, quando hotéis de luxo foram construídos na orla. Nos anos 90, mais hotéis, shoppings e cinemas tomaram conta do bairro tranformando a área entre a estação de trem e a praia em um pequeno centro.  Foi por aí que o Marcelo Abadie passeou com os outros colegas do curso de jogos digitais que estão no país. Dá uma olhadinha nas fotos:


Marcelo no centro de Haeundae


Uma parte do grupo de 21 universitários gaúchos que está na Coreia


Marcelo na orla de Haeundae

Para acompanhar todos os posts da Coreia é só clicar aqui

Um passeio em Busan

20 de janeiro de 2011 3

Desde domingo na Coreia do Sul, os 21 universitários gaúchos não pararam um segundo. Passeios na praia da segunda maior cidade do país (Busan, onde eles estão ficando), palestras variadas na universidade de Dongseo e muitas novidades para contar. Quem escreve hoje é o Daniel Arend, de Novo Hamburgo. Depois dá uma olhadinha no vídeo do passeio que ele fez pela cidade!

Daniel Arend, de Novo Hamburgo, é um dos 21 alunos da Feevale em Busan, na Coreia do Sul

"Chegamos em Busan há três dias e já estamos participando dos primeiros workshops com os professores da Universidade de Dongseo. Ontem, tivemos uma aula com o professor Lee, um excelente profissional que modelou a personagem principal do filme Avatar e outras produções hollywoodianas de grande porte.  No tour pela universidade, conhecemos também os dispositivos holográficos e os componentes de interação entre hardware e software. Infelizmente o pessoal não possui documentação em inglês sobre a construção desses dispositivos. Aliás, quase ninguém aqui sabe falar inglês, exceto os professores e alguns poucos alunos.


O centro de Busan na Coreia do Sul





O que consegui perceber aqui na Coreia é o quanto o governo e as instituições privadas apostam nos jovens universitários. A tecnologia disponível aqui não é desconhecida por nós e a maior parte dos equipamentos de hardware que eles utilizam não foi concebida na universidade. O material foi comprado para que os estudantes tivessem contato e pudessem desenvolver seu potencial criativo.




A respeito da cidade e da cultura, estou me sentindo em casa. A cidade de Busan é um vale entre montanhas, me senti bastante familiarizado. O trânsito aqui é um pouco caótico, mais até do que no Brasil. As pessoas, apesar do pouco entendimento do inglês fazem questão de serem prestativas. O povo é um pouco fechado, mas depois de um breve contato são extremamente receptivos, felizes e amigáveis.

Os cortes de carne aqui não são tão bons quanto no Brasil, mas a preocupação com a higiene é constante. Gostaríamos de fazer um churrasco pro pessoal daqui, mas seria no mínimo estranho assar miúdos e gordura de porco. O pessoal aqui adora molhos apimentados e tudo o que comemos por aqui tem "kimchi", um molho com pimenta e outros vegetais. Estou me esforçando para comer somente a comida local e assimilar a cultura, mas tive de ligar meu instinto de sobrevivência para isso, pois é muito diferente do Brasil e não quero faltar com respeito com as pessoas daqui.

Estamos sendo muito bem tratados e espero que um dia possamos retribuir tal cordialidade."


Acompanhe o passeio de Daniel pelas ruas de Busan:





Perdeu algum dos posts direto da Coreia do Sul? Clique aqui e veja todos eles!

Suporte para brasileiros na Nova Zelândia

20 de janeiro de 2011 1

Auckland: a maior cidade da Nova Zelândia

Os brasileiros interessados em estudar na Nova Zelândia agora têm mais uma opção de suporte. A Information Planet abriu uma nova agência em Auckland, que não é a capital da terra dos "kiwis", mas é a maior cidade país. Além da nova sede, a agência agora tem um portal novo dedicado somente ao país cuja geografia peculiar, com picos nevados, vulcões e praias,  atrai muitos brasileiros.

Àqueles que chegam ao país para uma temporada de estudos, a Nova Zelândia oferece pacotes de intercâmbio com preços convidativos principalmente por existirem opções que permitem trabalhar legalizado, enquanto se estuda. Outro atrativo que viabiliza o intercâmbio para a Nova Zelândia é a facilidade para entrar lá. Para períodos de permanência de até 90 dias, não há exigência de visto. Porém, quem pretende trabalhar além de estudar – uma possibilidade em épocas como a alta temporada de turismo e da colheita de frutas – deve solicitar visto anteriormente.


Ainda sobre a comida na Coreia

19 de janeiro de 2011 0

Parece que além da língua, o que mais está provocando curiosidade nos 21  universitários gaúchos que estão na Coreia do Sul é a comida.  Todos os relatos enfatizam algum aspecto diferente ou interessante da culinária local. Daniel Arend e Leonardo de Oliveira nos mandaram imagens das suas experiências com as delícias locais. Confere aí:



Fica a pergunta: qual o nome da "delícia" que o Leonardo provou? :)


Para acompanhar todos os posts sobre a Coreia do Sul é só clicar aqui

Típico jantar coreano

19 de janeiro de 2011 0

Onze horas separam o Brasil e a Coreia nesta época do ano. Enquanto nós pensávamos no que comer no almoço de terça-feira (18 de janeiro), lá na Ásia nossos viajantes já jantavam. Gulherme Theisen Schneider, um dos professores que acompanha o grupo de 21 alunos de jogos digitais da Feevale na Universidade de Dongseo, achou um pouco desconfortável ter de sentar no chão para comer, mas aprovou a culinária típica. Confira o depoimento dele:


Todo mundo sentado no chão para jantar na Coreia do Sul


"Nós não vemos muito da parte mais tradicional da cultura. Mas nos restaurantes a coisa mud,a e muito. Tanto jovens quanto idosos consomem a culinária tradicional, com muita pimenta, legumes e frutos do mar. A comida coreana é bem mais leve que a comida chinesa.


Organização no metrô da cidade


Eles possuem muitos fast food. A apresentação da comida e o atendimento são melhores do que no Brasil. Os choques de cultura ocorrem a todo momento. Os coreanos são muito tímidos, mas no metrô os idosos e as crianças sempre interagem conosco. A organização urbana e do metrô são impressionantes.



As praias são muito bonitas e é proibido fumar na praia o que é bem impressionantes, por se tratar de um local público a céu aberto.



O trânsito aqui é bagunçado e os coreanos não parecem ser bons motoristas. Eles estacionam em qualquer lugar e obstruem a passagem de pedestres."


Para ver todos post sobre a viagem,  é só clicar aqui!

Primeiras notícias da Ásia

19 de janeiro de 2011 0

Lembram dos 21 alunos do curso de jogos digitais da Feevale que iriam para a Coreia do Sul? (posts do Marcelo Abadie e do Bernardo Benites sobre o assunto aqui e aqui). Pois eles e os dois professores, que estão acompanhando os alunos, desembarcaram no país no último domingo, dia 16 de janeiro. O grupo chegou a Seul no dia mais frio dos últimos 96 anos no país. Do calorão de Porto Alegre, eles desceram do avião para os -20°C da capital sul-coreana. Na cidade de Busan, onde eles ficarão hospedados, as temperaturas chegaram a -12°C.

Para chegar na cidade onde fica a Universidade de Dongseo, o grupo teve sua primeira aventura: andar de trem bala. Nem o frio ou o cansaço da viagem tiraram deles a empolgação por estar do outro lado mundo. Na segunda e na terça-feira, eles participaram de diversas atividades acadêmicas como workshops e palestras. Além disso, houve é claro um tempinho para passeios turísticos. No meio da programação agitada, Marcelo Abadie, arrumou um tempinho para contar para nós o que eles já viram por lá:

Passeio na praia: Leonardo Souza de Oliveira alimentando gaivotas na praia de Haendae

"Depois de quase 36h de voo, espera em aeroporto, trem bala e um ônibus, chegamos na Universidade Dongseo. Estamos todos muito impressionados com a Coreia. Ao chegarmos em Seul, alguns de nós nos deparamos com a neve pela a primeira vez e muitos estavam só de camiseta e um casaquinho.

Entender o idioma: a tarefa mais complicada até o momento

A comida é completamente diferente, assim como o idioma, o que nos faz pensar que somos analfabetos, pois não conseguimos ler absolutamente nada e nem nos comunicar com os coreanos já que, até agora, encontramos poucos que falam inglês. Esse é, na verdade, o único problema enfrentado por todos até agora.

Cada momento "perdido" no longo voo está sendo recompensado. Já passeamos na praia e é realmente muito bonito por lá, com muitas gaivotas comendo salgadinho (dado pelas crianças), além da areia ser bem limpa. Tudo isso contrasta com os muitos anúncios publicitários nos imensos prédios na beira do mar. Cada dia está sendo uma aventura diferente, acompanhada de muito frio.


Alunos se divertem fotografando na Universidade de Dongseo

Ir a algum restaurante, por exemplo, é sempre complicado. Nunca sabemos o que pedir e quando finalmente entendemos o menu do restaurante, é a vez deles ficarem boiando. Nem mesmo a mímica funciona muito bem por aqui, mas de uma forma ou de outra, estamos conseguindo no virar muito bem. Estamos na Ásia nos sentindo dentro de um dos filmes do Jackie Chan!"

Para acompanhar o intercâmbio dos alunos do curso de jogos digitais da Feevale, é só seguir ligado aqui no blog. Ainda hoje teremos mais novidades da Ásia.

Minha outra família

17 de janeiro de 2011 0

A espera pela chegada da definição da família hospedeira tira o sono de muitos intercambistas - e dos pais também. Afinal de contas, qualquer um fica apreensivo pelo fato de não saber com quem vai morar pelos próximos seis ou 12 meses.  Ser recebido por pessoas bacanas é meio caminho andado para ter uma experiência legal no exterior, no entanto, não é esse fator sozinho que vai definir tudo. Por isso, existem programas em que trocar de família é obrigatório a cada três meses. O que pode ser muito bom, caso você não se adapte, ou muito ruim, caso você goste tanto daquela família que comece a chamá-la de sua.

Eu e a Maren,  em 2009, quando estive na Alemanha pela segunda vez e fui vistá-la

Diálogo, respeito e paciência são fundamentais para que o relacionamento funcione. Vale lembrar sempre que aquelas pessoas estão abrindo sua casa para um total desconhecido. Então, os medos delas são bem parecidos com os seus. No meu primeiro intercâmbio, em Düsseldorf, na Alemanha, aos 17 anos, lembro que depois de um mês na casa da família Daniel, composta pela mãe, a Cláudia, e a filha, Maren, meus pais receberam um email dizendo que eu estava tão adaptada que parecia que eu tinha vivido com elas minha vida inteira. Ao final dos dez meses, óbvio que algumas coisas já começaram a incomodar e criar atritos. Até porque todas nós éramos estreiantes em intercâmbio. Nós nos relacionávamos bem, mas tínhamos poucas coisas em comum, o que dificultava um pouco o relacionamento em alguns momentos.

Com a família Martensen em fevereiro de 2009

Já na minha segunda experiência na Alemanha, em 2009, foi um pouco diferente. O curso que eu estava fazendo ofereceu a oportunidade de passar duas semanas na casa de uma família e eu aceitei na hora. Acabei ficando duas semanas em Flensburg, no extremo norte do país. Não sei se foi o fato do tempo ser muito mais curto, de eu já ser um pouco mais velha ou de eles já terem bastante experiência com estrangeiros, mas foi incrível como eu me dei bem com os Martensen. A família era composta pelos pais e um casal de filhos um pouco mais velhos que eu. Criamos um vínculo tão bacana que até hoje trocamos cartas (sim, aquelas enviadas pelo correio) e presentes em datas especiais.

Foram duas oportunidades pra viver com pessoas bem diferentes. O mais legal de tudo é olhar para trás e pensar que, apesar de não existir família que eu goste mais que a minha, tenho em dois lugares diferentes da Alemanha as minhas outras famílias.  Se você também tem alguma história legal - ou de algum desastre - que aconteceu com você e sua família hospedeira escreva pra mim no bruna.amaral@zerohora.com.br!