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Posts de agosto 2011

Já pensou viver numa cidade com mil habitantes?

25 de agosto de 2011 15

A estudante Julia Landgraf Piccolo Ferneda trocou o que boa parte das meninas quer, uma festa de 15 anos, por um ano na Alemanha. A guria de Porto Alegre embarca em setembro para Thulba, uma cidadezinha com (pasmem!) 1,1 mil habitantes. Da diferença nas aulas em na escola ao período de adaptação na sociedade e na língua alemã, vocês vão acompanhar aqui no blog. Por enquanto, conheçam um pouco mais da corajosa mocinha:

“Sempre sonhei em fazer intercâmbio. Como meus pais sempre tiveram conhecimento desse desejo, me concederam deram permissão e ficou combinado que esse seria meu presente (e que presente!) de 15 anos. Comecei a buscar pelas agências que mais se enquadrassem em meu perfil.

Eu já estava estudando a língua alemã há alguns meses, então meu primeiro pensamento em relação à escolha de destino foi direcionado a Alemanha. Além disso, minha família tem descendência alemã, o que sempre me deu uma vontade muito grande de conhecer o país. Após algumas reviravoltas por causa da idade mínima de embarque, consegui garantir minha vaga para o país que desejava.

Sempre soube que os intercambistas geralmente ficam em cidades menores, mas meu grande espanto foi quando descobri que ia para uma cidade de, veja só, apenas 1,1 mil habitantes. Meu destino é Thulba, na região da Baviera. Um belo contraste quando comparado ao 1,5 milhão habitantes de Porto Alegre. Minha hostfamily também é, no mínimo, inusitada: terei cinco irmãos, sendo quatro deles quadrigêmeos nascidos no mesmo ano que eu.

Meu intercâmbio ainda não começou, mas já pude aprender algumas coisas e repasso a dica para futuros intercambistas: você pode imaginar o que quiser, mas quando a realidade chegar, certamente vai te surpreender”

Patrícia e batalha contra a pimenta no México

12 de agosto de 2011 3

A saudade é eterna companheira de quem um dia resolveu sair de casa. Quando se está fora, é de quem ficou; quando se volta, de quem deixamos pelo mundo. Patrícia Bitencourt, de 21 anos, sabe bem disso. A estudante de Uruguaiana escolheu o México como destino de intercâmbio em 2008 e nunca mais foi a mesma.


Lembro como se fosse hoje eu preparando a minha viagem pro México, onde eu passaria todo o ano de 2008, através de um programa do Rotary. Eu estava feliz da vida porque sempre quis morar em um lugar diferente fora do país, só não imaginava que eu fosse mudar tanto assim com a experiência. Passei muito tempo me preparando pra o grande dia de me separar da minha família, sempre fui muito ligada a eles e sem dúvida nenhuma essa foi a parte que mais me fez aprender e entender coisas no meu intercâmbio.

Treinei muito a língua, mas não fiz cursinho. Quando eu tinha uns 16 anos, peguei uma gramática de jeito e fui estudar espanhol por livre e espontânea vontade, porque sempre gostei de linguagem. Fora isso, tudo que eu encontrava na internet de filme, novela ou seriado mexicanos, eu ouvia várias vezes e ia transcrevendo o que escutava até entender exatamente o que estava sendo dito e gravar bem a pronúncia das palavras. Quando cheguei lá, as pessoas ficaram espantadas porque eu me comunicava com muita clareza e até sotaque mexicano eu tinha.

Eu morava no norte do México, numa cidadezinha de 25 mil habitantes que nem aparecia no Google Earth: trata – se de Sabinas Hidalgo – hoje conhecida pela imprensa mundial como um núcleo de treinamento de narcotraficantes (quem diria). Sabinas está localizada à uma hora de carro da terceira maior cidade do país, Monterrey. E também à uma hora de carro está Nuevo Laredo (fronteira com o Texas).

Ao longo do ano morei com três diferentes famílias e tive muita sorte. Com a primeira delas, mantenho até hoje um laço muito forte, de família mesmo. Chamava (e ainda chamo) de pai, mãe, manos, tios e vó e nos devotamos um grande amor. Eles são como os brasileiros (e como a maioria dos latinos, penso eu): muito ligados às suas famílias. Acho que por esse motivo, me aceitaram não como uma “host daughter” que eu era, mas sim como uma “real daughter”. Fico muito feliz por ter aprendido tanto convivendo com eles naquela terra estranha, e sempre menciono que há muito deles naquilo que eu sou hoje.

Além de batalhar horrores com a comida no começo e ter muita gastrite por causa da pimenta (você não imagina que mexicano coloca pimenta até no sorvete), me lembro da dificuldade que eu tive em aceitar as coisas que eram diferentes. Eles, como um povo super conservador principalmente em povoados pequenos como aquele, tinham regras rígidas para filhas mulheres, e claro, também se estendiam a mim. Então, perceba que quando eu tinha que voltar de uma festa à meia-noite eu ficava muito descontente. E esse é só um exemplo das coisas que eu, acho que pela imaturidade dos 18 anos, não conseguia entender. Claro que acatava ordens, mas com aquela cara de quem não gostou.

No final, eu aprendi a respeitar muito. Até pude enxergar que o México, em determinados pontos é, inclusive, melhor que o Brasil. Essa percepção, pra mim, significa um aprendizado que todas as pessoas do mundo todo deveriam ter: saber respeitar o que é diferente.

Pra quem tá indo se aventurar fora do país, entenda que não importa o lugar que você for, algumas coisas não mudam: você vai chorar muito de saudade da sua mamãe. No meu caso, isso se refletiu na minha saúde e eu tive um feliz ano de gripes e enfermidades uma atrás da outra, pura saudade.

Tenha em mãos sempre uma câmera fotográfica, não importa aonde vá; e mantenha um diário de bordo. Quando se completa seis meses fora, há muita vontade de voltar (em geral, todo o pessoal do programa teve/tem vontade de desistir nessa época), mas não abandone o barco porque a melhor parte o intercâmbio é o final. Esteja ciente de que, quando você voltar ao Brasil, terá um segundo choque de realidade: você vai achar que tudo aqui é estranho, vai flutuar na conversa dos seus amigos e seu pensamento estará por, cerca de um mês, bem longe daqui.

E principalmente, aproveite todos os instantes do seu intercâmbio. Porque depois só ficam a lembrança e a saudade. E que saudade enorme! Eu há muito quero voltar lá pra visitar, mas noticiam todos os dias muitos problemas com o narcotráfico local, especialmente na região onde eu vivi. Então, prefiro esperar a poeira baixar. Mas quando eu voltar lá na “minha terra” (como eu costumo dizer) vai ser, com certeza, muito emocionante. Meu intercâmbio é, até hoje, uma coisa que mexe muito comigo.  

"Sons de sirenes ecoam pela cidade durante todo o dia", diz gaúcha em Londres

09 de agosto de 2011 3

Protestos e mais protestos tomam conta de Londres há vários dias.  A Débora Ely, de Porto Alegre, que desde fevereiro manda relatos para o blog,  escreveu para contar como está a situação por lá. Segundo a estudante, os conflitos ainda não atingiram as áreas mais centrais, mas ataques nessas regiões já foram registrados. A polícia está em massa nas ruas e a população está bastante apreensiva com os acontecimentos. Veja o relato dela:

Em Hackney, vitrines de lojas foram quebradas

“Ao assistir às cenas de violência que tomaram conta de bairros londrinos nos últimos quatro dias, é difícil acreditar que isto realmente está acontecendo na capital inglesa. Afinal, Londres é considerada uma cidade segura para se viver – especialmente para nós brasileiros, acostumados com os índices de criminalidade no Brasil. Por isso, a onda de vandalismo assusta (e muito) por aqui, e já é considerada a pior dos últimos anos.

Bairro de Hackney é um dos mais atingidos

Cerca de 16 mil policiais estão nas ruas na tentativa de controlar a situação. Desde a noite de domingo, dezenas de carros, ônibus e inclusive prédios foram incendiados. Além disso, vitrines de lojas foram quebradas e comerciantes foram assaltados pelos protestantes. Hoje, ainda foi confirmada a primeira morte em meio aos confrontos.
Os protestos ocorrem principalmente em bairros mais pobres da capital, como Croydon, Peckham, Clapham e Hackney. Nestas áreas, lojas, supermercados, pubs e restaurantes fecharam as portas mais cedo nos últimos dias – e muitos nem chegaram a abrir. Nestes locais, se tornou difícil voltar para casa nas últimas noites, já que linhas de ônibus deixaram de circular e ruas foram bloqueadas durante os tumultos. Os sons de sirenes de carros da policia e caminhões do Corpo de Bombeiros ecoam pela cidade durante todo o dia.


Jornais pedem para que população fique em casa


Jornais britânicos apontam o desemprego e o abandono destas regiões pobres como o estopim da revolta. Nesta terça-feira, também foram registrados ataques em outras três cidades do Reino Unido: Liverpool, Bristol e Birmigham. Os ataques interferem diretamente na rotina da população que vive nestas regiões periféricas da cidade. No entanto, as áreas centrais ainda aparentam segurança, mas dois ataques isolados – em Oxford Circus e Notting Hill – foram contabilizados nos estragos. Os tumultos ainda fizeram com que o governo cancelasse o amistoso entre a seleção de futebol inglesa e holandesa que ocorreria amanhã no estádio de Wembley.

Nesta noite, o maior contingente de policiais que já foi colocado nas ruas de Londres tentará controlar os ataques de violência. A recomendação é que os moradores evitem as áreas tumultuadas e fiquem alerta. Para a população, resta a esperança que esta não se torne a quarta noite consecutiva de ataques – e que as manchetes dos jornais sejam mais animadoras na manhã de quarta-feira.”

Dicas para estudar em Londres nas férias

08 de agosto de 2011 15

O leitor Michel Fernandes escreveu pedindo dicas de intercâmbio em Londres nas férias. Como as opções de cursos no Reino Unido são enormes, fiz um apanhado de informações importantes e no fim do post tem uma listinha com algumas agências que oferecem essa modalidade. Qualquer dúvida mais específica é só escrever de novo :) então vamos lá:

Londres


Por que ir para lá? É uma cidade enorme, com transporte eficiente e infinitas opções de lazer, entretenimento e cultura. A maioria dos museus é de graça, a cidade é cheia de parques legais e é praticamente impossível ficar sem ter o que fazer por lá.

Quando ir? As agências de intercâmbio oferecem cursos que começam todas as semanas, ou seja, você pode tirar férias quando achar melhor e ainda assim fazer um curso de inglês. Se você preferir ir com um grupo, aí as datas são fixas de acordo com o programa oferecido por cada empresa. No caso da viagem em grupo o embarque geralmente acontece em janeiro e tem duração de duas a três semanas. Na maioria dos casos, um monitor da empresa fica a disposição dos participantes, dando suporte, organizando passeios e viagens, acompanhando deslocamentos desde a chegada até o término do programa. Se você puder escolher, a dica é fugir do período de férias. O inverno é muito frio e chuvoso por lá e a luz do dia vai até umas 16h, no máximo. No verão, a cidade fica lotada de turistas e, se faz calor, é um calorão daqueles ou então chove bastante. Se der para escolher, opte por meses como abril e maio.

Precisa de visto? Para ficar um mês, não. Dá para ir com o visto de turista, que eles dão na entrada no país. Para períodos mais longos, recomenda-se dar entrada no visto de estudante (ele não permite mais que se trabalhe legalmente).

Qual o tipo de acomodação? Isso varia. Vai depender do quanto você quer investir e que tipo de experiência você quer ter. Existe acomodação em flat, casa de família ou residenciais.

O que está incluso nos pacotes? Na maioria deles, o curso, transfer, assistência médica internacional e orientação pré-embarque. Mas isso também varia bastante de empresa para empresa.

Algumas agências: ABICCIEgaliExperimentoSTBWorld Study


E como enfrentar a saudade?

04 de agosto de 2011 16

Encarar uma temporada longe de casa é uma oportunidade imperdível, o que não a exime de ser um tanto quanto dolorida. Saudade do pai, da mãe, dos amigos é a coisa mais normal do mundo. E, como nem sempre é fácil e rápido fazer amigos por aí,  uma das coisas mais legais que se aprende nesse tempo longe de casa é a apreciar a própria companhia.

Desde março deste ano longe da família na Alemanha, Bruna Klein está sentido isso na pele. A jovem de 19 anos saiu de Montenegro para passar um ano trabalhando como Au Pair e estudando por lá. Dá uma olhada no relato dela:

Cheguei na Alemanha há três meses, sou Au Pair e pretendo ficar aqui até março de 2012. Tenho ficado impressionada com organização do país. E a cada paisagem que vejo, fico boquiaberta com o colorido do verão. Mas por mais bela que seja a vista, a sensação de que falta algo prevalece. E realmente falta. Falta alguém que amo para dividir aquele momento, alguém com quem eu tenha intimidade, cumplicidade e que para isso, independe da beleza e do cheiro do lugar.


Porém, em meio aos desejos inquietantes de ter todas as pessoas queridas por perto, tenho feito coisas que jamais imaginei que faria. Logo eu, que sempre fui dependente de companhia para sair, ir ao cinema, jantar, resolvi experimentar minha companhia. Eu, sozinha. Pedi um suco de maçã, uma cuca e desfrutei do gosto do momento, do gosto da independência. Pela primeira vez, gostei do som que o silêncio fez, da paz, de mim.

Realmente a saudade aumenta, mas já não me torturo mais por não ter quem está longe em cada passeio deslumbrante que faço. Ainda choro agarrada à coberta que minha mãe me deu e continuo tomando chimarrão ao som de uma alguma banda brasileira. Mas tenho aprendido que a falta de um colo paterno e um sorriso amigo, ensina muito. Tudo isso me fez perceber que eu me adapto a cada dificuldade e o mais importante: a felicidade está nas minhas mãos. Estou usando isso ao meu favor. Tenho feito descobertas diárias. Novas pessoas têm se tornando importantes, novos valores estão sendo acrescentados e novas experiências surgindo.

Como diz minha melhor amiga: ‘Faça essa saudade valer a pena!’. Enfim, eu estou fazendo!

Oportunidade de bolsa para professores nos Estados Unidos

03 de agosto de 2011 1


Brasileiros com licenciatura ou bacharelado em língua portuguesa e/ou inglesa podem concorrer a uma vaga para professor assistente de língua portuguesa nos Estados Unidos. O programa é realizado pela Capes em conjunto com a Comissão Fulbright. O objetivo é incrementar o ensino de português em universidades norte-americanas e estreitar as relações bilaterais entre os dois países. As inscrições vão até 30 de setembro.

Os selecionados receberão alimentação, transporte local, seguro saúde, passagem aérea de ida e volta e bolsa-auxílio. O programa prevê a concessão de até 30 bolsas, com duração de nove meses, no ano acadêmico 2012-2013 da instituição anfitriã nos EUA (agosto/setembro de 2012 a maio/junho de 2013).

Para concorrer é necessário:

- possuir nacionalidade brasileira e não ter nacionalidade estadunidense;

- possuir  bacharelado ou  licenciatura em  língua portuguesa e ou língua inglesa;

- ter proficiência em inglês

- estar residindo no Brasil durante o processo seletivo;

- não receber bolsa ou benefício financeiro de outras entidades brasileiras para o mesmo objetivo, sob pena do cancelamento da bolsa e ressarcimento dos já valores pagos, monetariamente atualizados.

O formulário de inscrição online está disponível em http://www.fulbright.org.br. O edital completo da seleção pode ser acessado aqui. Dúvidas podem ser enviadas para os seguintes e-mails:  rejania@fulbright.org.br ou marcelo.fonseca@capes.gov.br