Sofia Nóbrega de Moraes, de 15 anos, nem sabia alemão quando embarcou para o país em agosto deste ano. Meses depois, quase na hora de voltar, a estudante já se sente em casa em terras germânicas. Na cidade de Ahlen, ela estudou, aprendeu e fez amigos com quem pode conhecer diversos pontos da Europa.
Mais legal do que tudo isso, é a lição que ela aprendeu por lá. Sempre brinco que não existe receita de bolo para fazer com que um intercâmbio seja bom ou ruim. Cada caso é um caso, mas algumas regrinhas valem para qualquer um que sonhe em se aventurar pelo mundo e especialmente para os que vão para um país cuja a língua ainda não dominam: sempre se mostrar disposto a aprender e perguntar. Confere o relato dela aí:
Reta final de intercâmbio, só 10 dias pela frente. Por mais clichê isso seja: passou voando. Impossível não começar a sentir saudade de tudo que eu já vivi aqui nesses quase cinco meses. É claro que dá uma certa ansiedade de voltar pro Brasil, reencontrar todo mundo e contar as novidades, mas se despedir dos amigos feitos aqui é muito difícil.
Afinal nunca se sabe quando vai surgir a chance de se rever. Mas apesar do certo clima de nostalgia antecipada, meus últimos meses aqui foram com certeza os melhores. Tudo fica mais fácil conforme se ganha confiança na língua e intimidade com as pessoas, e posso dizer que hoje em alguns momentos me sinto verdadeiramente em casa.
Com a burocracia de visto e notas da escola já resolvida, fica melhor organizar viagens pros países vizinhos, o grande ponto positivo em se fazer um intercâmbio na Europa, na minha opinião. O sistema de trens, apesar de nem sempre barato, é extremamente prático, e realmente algo de que eu vou sentir falta. Outra coisa que facilita as viagens aqui na Alemanha são as pequenas férias de duas semanas que as escolas tem várias vezes ao longo do ano.
Um tempo precioso pra se fazer o máximo de passeios possível com a vantagem de ter os amigos da escola disponíveis, o que durante o período de aulas as vezes é meio difícil, já que a rotina de estudo deles pode ser bem corrida. Minha maior sorte foi ter conhecido fora da escola um grupo de europeus que fez intercâmbio no Brasil no ano passado. Surgiu então a chance não só de conhecer outras áreas da Alemanha, como também cidades na Holanda e na Bélgica.
O que aprendi com o tempo aqui é que as oportunidades aparecem pra quem se mostra receptivo e interessado, muitas pessoas têm boa vontade pra ajudar se o intercambista estiver disposto. Pra mim, o segredo de um bom intercâmbio é esse afinal, não deixar momentos de saudade e decepção afastarem as chances que aparecem, já que o tempo aqui é mais curto do que parece.














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