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Posts de maio 2012

Intercâmbio para os pais na Itália

29 de maio de 2012 1

Foi-se a época em que intercâmbio era coisa só de adolescente. Muita gente está aproveitando a estabilidade financeira e maturidade para viajar e aperfeiçoar idiomas. Dentro da modalidade de intercâmbio 50+, a Central de Intercâmbio oferece um voltado para quem quer estudar italiano em Florença e conhecer os pontos turísticos e culturais de uma das regiões mais charmosas da Itália. Com duração de 12 dias, a viagem está prevista para o dia 10 de setembro de 2012.

As aulas serão dadas na Escola Linguaviva, em Florença, no turno da manhã. Ao todo serão quatro  lições de 45 minutos e por oito dias. Na parte da tarde, os intercambistas farão cursos de culinária e visitarão pontos turísticos. Além disso, excursões de dias inteiros por Siena, San Gimignano, Chianti (região das vinícolas com degustação de vinhos) e à Cinque Terre.

O programa Intercâmbio 50+ da CI  ocorre sempre na baixa temporada no exterior. Não há restrições aos participantes interessados. Além da Itália, outros destinos disponíveis são Argentina, Espanha, França, Inglaterra e Malta.  A acomodação pode ser em casa de família, ideal para uma imersão na cultura local, em hotel ou flat perto da escola. Para mais informações, é só ligar (51) 3346-4654 ou acesse www.ci.com.br.

Como ganhar uma bolsa de estudos?

26 de maio de 2012 17


Não existe pergunta que eu mais escute nessa vida do que "como eu faço para ganhar uma bolsa de estudos?"  
A resposta é sempre a mesma: se inscrevendo para uma. Na verdade, o segredo não é se inscrever para uma, mas sim se inscrever para várias. Então vão aqui umas dicas práticas para quem quer muito uma oportunidade de sair do país com tudo pago e não sabe nem por onde começar.

1) Você tem internet, USE:
Existe um catatau de fundações, universidades, programas e concursos que oferecem bolsas de estudo para todos os cantos do mundo. Da maior parte deles, quase ninguém sabe. Então, é hora de parar de perder tempo só fuçando no Facebook e começa a vasculhar a internet atrás de oportunidades.  Sempre que eu encontro alguma coisa bacana posto aqui no site ou coloco na coluna do jornal. E além do intercambiando, a rede está cheia de outros sites e blogs que alertam para programas dos quais talvez a gente nunca vá ouvir falar se não for atrás deles. Você alguma vez já experimentou perder algumas horas vasculhando os resultados de uma simples busca "nome do país" + bolsa de estudos? Não? Tá esperando o que, então?

2)"Eu já me inscrevi, mas não ganhei"
Não, eu não tenho amigos importantes e muito menos sou o ser mais sortudo ou inteligente do planeta. Se eu ganhei algumas bolsas de estudo na vida foi, mais que qualquer coisa, porque eu me inscrevi  para uma quantidade enorme de oportunidades. Se você realmente quer estudar de graça em algum lugar, não pode ter preguiça ou desistir no primeiro não. Preencher formulários, escrever cartas de motivação e juntar documentos é uma chatice, mas sem isso você não vai a lugar algum. E outra, quanto mais a gente vai tentando, mais experiência vai conseguindo e mais fácil vai ficando o processo todo.

3) Invista na carta de motivação
Não precisa ser um gênio da literatura para escrever uma boa carta de motivação, mas tenha em mente que normalmente ela é a única maneira do um avaliador conhecer você. Então, capriche e não tenha medo de deixá-los com a impressão de que não existe ninguém no mundo que quer ou mereça mais aquela vaga do que você. Não precisa exagerar, não precisa mentir, não precisa entrar num tom desesperado. Mas você quer a bolsa e quer muito. Deixe isso bem claro. E né, acho que nem precisa dizer, né: cuide com erros de ortografia, não seja informal demais e passe para algum amigo ler e pergunte: você escolheria essa pessoa? Sempre ajuda.

4)Lembre-se: você não é o examinador
Não se inscrever em uma oportunidade porque você não se considera fluente em inglês (ou seja lá que língua) é um absurdo. Óbvio que se o regulamento pede alguém com conhecimentos sólidos e você não sabe esboçar nem um "the book is on the table", a coisa tá feia mesmo, mas a gente geralmente tende a se achar pior nos idiomas do que realmente é. E outra, ser "fluente" é uma coisa relativa, se você entende tudo, escreve e, ainda assim, tem uma vergonha mortal de falar. Bem, pra mim dá pra dizer que você é fluente, só tem vergonha de falar. E isso a gente só perde quando vai pro exterior, mesmo. Antes de sair com essa desculpa esfarrapada, lembre-se: você não é o examinador. Inscreva-se e veja no que dá. A gente nunca sabe.

5) Inscreva-se e PONTO
Nunca jamais alguém vai bater na sua porta perguntando "oi, quer uma bolsa de estudos?". Se isso já aconteceu com alguém, assim, do nada, me contem. Nenhuma dica no mundo é mais valiosa que simplesmente perder o tempo de juntar uns documentos e de fazer uma redação para se inscrever num programa que oferece bolsa de estudos. Você nunca tem como saber se vai concorrer com mais três ou três mil. É só tentar. Dá trabalho, mas é o jeito. Afinal de contas, além de uns minutos, o que você vai perder mesmo?


e boa sorte, né. Um tantinho dela nunca faz mal :)

Vale a pena fazer um semestre de faculdade fora?

22 de maio de 2012 1

Débora Fogliatto, 20 anos, fez um semestre de jornalismo na University of San Francisco

Muita gente se pergunta (e me pergunta)  se fazer um semestre de faculdade fora é uma experiência válida. Parar tudo por aqui para estudar em outro país, longe dos amigos, longe dos estágios e ainda por cima em uma outra língua? Sim, dá um tantinho de medo. Não é uma decisão e nem uma tarefa fácil, especialmente se você quiser aproveitar os créditos cursados no exterior quando voltar. Na minha singela opinião, só a experiência e a atitude de aventurar pelos corredores de uma instituição completamente nova já valem o suficiente.  Nessa mesma conclusão,  chegou também a Débora Fogliatto, estudante de jornalismo,  após um semestre na University of San Francisco.

A jovem de 20 anos já tinha até abandonado o sonho de fazer parte da faculdade fora e uma bela hora resolveu simplesmente visitar o Centro de Mobilidade Acadêmica de sua universidade aqui em Porto Alegre. Por conta disso, vocês podem acompanhar agora nesse longo e interessante relato como foi a experiência para qual ela partiu em janeiro de 2012:

"A ideia de fazer um intercâmbio surgiu quando eu descobri sobre o Programa de Mobilidade Acadêmica da PUCRS. Sempre quis viajar, mas não havia considerado realmente fazer faculdade fora do país até descobrir que isso era uma possibilidade real. Mas com o passar dos semestres, fui me acomodando e a ideia foi aos poucos enfraquecendo. No quinto semestre da faculdade, a vontade voltou e eu resolvi ir até o Centro de Mobilidade Acadêmica e perguntar sobre as possibilidades de se vir para os Estados Unidos. Fui informada de que um convênio com a University of San Francisco havia acabado de abrir. Vir pra São Francisco se tornou meu sonho há uns cinco anos, desde que eu comecei a me interessar por movimentos gays e hippies, e consequentemente descobri a importância da cidade para ambos. Além disso, saiba que é uma das cidades mais liberais em um país bastante conservador.

A cidade imediatamente correspondeu às minhas expectativas. Não só as casas lindas e as paisagens , como as pessoas que são possivelmente as mais simpáticas que eu já conheci. Em quatro meses, nunca recebi um pingo de antipatia ou má vontade em nenhuma loja, restaurante, cafeteria, ou mesmo na universidade, entre os professores, funcionários e alunos. No início, foi estranho falar em inglês o tempo todo, principalmente nas aulas. Mas todos os professores foram muito educados e interessados pela diferente perspectiva cultural que eu poderia proporcionar em relação aos alunos americanos.

Inevitavelmente, me aproximei mais de outros alunos estrangeiros. No início das aulas, duas semanas de eventos e palestras são dedicadas especialmente aos alunos internacionais, onde eu conheci a maioria dos meus amigos. Pra mim, o mais interessante foi realmente conhecer gente de tantos lugares diferentes. Eu costumava subestimar quando ouvia pessoas que tinham feito intercâmbio falarem isso, mas conhecer pessoas de outros países me fez perceber como eu sei pouco e como eu conheço pouco sobre o mundo. Uma das minhas melhores amigas aqui é das Filipinas. Até então, só o que eu sabia sobre o país é que é composto de ilhas no sudeste da Ásia. Nunca imaginei que poderia conhecer alguém tão parecido comigo vindo de um lugar tão distante de mim.

Aqui, Jornalismo não é considerado um curso de graduação, e sim uma espécie de especialização dentro da graduação. Os cursos são chamados de Major, e dentro do Major se tem um Minor, que é algo mais específico. O meu curso aqui é Media Studies, enquanto Jornalismo é meu Minor. Talvez por causa disso, alguns dos meus colegas que planejam seguir a carreira jornalística reclamam da falta de ênfase em prática jornalística da faculdade. Já eu optei mesmo por fazer cadeiras mais teóricas sobre assuntos que eu não estudaria se não estivesse aqui, como feminismo, direitos humanos no cinema e política do Oriente Médio.

No início, a maior dificuldade foi ter que falar nas aulas. A participação é muito valorizada aqui, e na maioria das cadeiras é preciso opinar ou perguntar pelo menos uma vez em cada aula. Pra mim isso foi bem complicado porque não tenho o hábito de falar nas aulas, e ainda por cima eu teria que falar em inglês na frente dos colegas, a grande maioria deles americanos. Mas no fim acabou não sendo tão traumático assim, e acho até que isso vai influenciar e aumentar a minha participação nas aulas quando eu voltar pro Brasil.

As aulas são muito puxadas, e o nível de leitura exigido é bastante grande. Durante esse semestre, eu li nove livros exigidos pelas cadeiras e mais quatro livros como pesquisa para os trabalhos finais do semestre. Então basicamente é necessário fazer o que é sugerido nas intermináveis palestras sobre "como vai ser o seu semestre": encarar os estudos como um trabalho de seis horas diárias. Além de todas essas leituras, uma das aulas ainda exige que eu faça um artigo de quatro páginas por semana, enquanto em outra cadeira eu tenho teste a cada duas semanas.

Também me envolvi com o jornal da Universidade, e fiz várias matérias interessantes cobrindo eventos. No início foi complicado escrever em inglês, tanto as matérias quanto os artigos. Parecia que eu não conseguia traduzir os meus pensamentos. Nas primeiras palestras e aulas, eu anotava um pouco em português e um pouco em inglês. Aos poucos, esse hábito foi sumindo e eu fui me sentindo mais confortável com a língua inglesa, além de aumentar bastante o meu vocabulário.

Infelizmente, pra alguém que vai passar só cinco meses aqui, uma carga de estudos tão pesada às vezes é prejudicial. Como eu preciso passar muitas horas por dia na biblioteca ou no quarto estudando, acabei não tendo a oportunidade de conhecer a cidade inteira (ainda). Por sorte, vou ter alguns dias aqui depois que as aulas acabarem, e daí vou tentar aproveitar a cidade de verdade. Ir embora de San Francisco sem ter explorado todos os lugares possíveis seria um desperdício.

Antes de vir, eu me lembro de discutir com meus pais a respeito do investimento que seria. A gente ficava se perguntando se valeria a pena o custo de passagem, moradia, alimentação, mensalidade (embora eu pague o valor de uma universidade privada, e não o valor daqui), livros, compras, etc. E eu imagino que essa seja uma dúvida na mente de qualquer pessoa que esteja pensando em viajar. Hoje, prestes a voltar para Porto Alegre, eu tenho certeza de que vir pra cá foi uma das melhores experiências da minha vida. E não porque eu não valorize o meu país ou a minha cidade, mas porque me fez perceber o quanto mais existe aí fora que nós, presos em nossas rotinas em um pedacinho do mundo, acabamos ignorando.

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Assim como a a faculdade da Débora, quase todas as universidades espalhadas pelo país oferecem convênios com instituições pelo mundo. Fora em algumas situações específicas, os alunos normalmente não recebem bolsa para cursar o semestre ou ano no local escolhido, mas por conta da parceria ficam isentos das taxas cobradas aos alunos normais. É só procurar Centro de Mobilidade Acadêmica da sua universidade para se informar sobre as possibilidades.


Inglês na Irlanda: opção para as férias de julho

14 de maio de 2012 1


Para quem tem pouco tempo, mas não quer perder a oportunidade de aprender um idioma, os cursos de férias são a melhor pedida.  Até 17 de maio, a Feevale recebe inscrições de alunos e da comunidade para um intensivo de inglês no exterior.   O curso vai ser de 13 a 28 de julho em Dublin, na Irlanda.

A ideia é proporcionar aos participantes uma imersão relâmpago nos estudos da língua inglesa e na vivência da cultura irlandesa. Serão duas semanas de aulas de inglês, pela manhã. Já no período da tarde, atividades culturais, esportivas e de contato com a população local estão no programa.

Até quem não tem conhecimento do idioma pode participar. No primeiro dia de aula, será aplicada uma prova de nivelamento para direcionar cada participante a seu nível adequado. Para efetuar a inscrição, basta ter passaporte válido. A programação completa e informações sobre valores podem ser consultadas pelo telefone (51) 3586 -8800, ramal 8662, pelo e-mail: intercambio@feevale.br ou no site da instituição.

Ficou curioso sobre como deve ser a vida na Irlanda? Então dá uma olhada nesses posts:
>>> Gap year na Irlanda
>>> "Dublin, uma das melhores experiências da minha vida"
>>> "Não pensa muito! Vai"

mais sobre a Irlanda aqui!

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Ah, e depois de uma curta e incrível temporada em Berlim, estou de volta no comando do blog e da coluna na Zero Hora. As postagens por aqui voltarão a ter a frequência normal e pra ter uma ideia do que eu andei fazendo pela Alemanha é só dar uma espiadinha aqui ó.


Programa incentiva pais a acompanhar filhos em intercâmbio

03 de maio de 2012 2

Já pensou fazer intercâmbio na companhia de seus pais? Pois é, uma escola de inglês em Toronto está incentivando a experiência do intercâmbio estudantil entre pais e filhos. A proposta da instituição é possibilitar que ambos estudem no mesmo campus, em turmas diferentes, e dividam a mesma hospedagem, geralmente em casa de família.

O pacote é para pais com filhos de 7 a 16 anos e pode ser uma oportunidade para aqueles adultos que sonham com o intercâmbio, mas não querem se afastar dos filhos, ou temem mandar uma criança para o exterior sem seus cuidados. A escola canadense Cornerstone oferece curso intensivo de 28 horas por semana para o adulto e 25 horas por semana para a criança ou adolescente.

O programa ainda inclui homestay, com café da manhã e jantar, e certificado. As aulas podem iniciar todas as segundas-feiras, com tempo mínimo de quatro semanas.

Mais informações podem ser encontradas no site da Canadá Travel.