A estudante Géssica Silva tem 20 anos e está cursando o quarto ano de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atualmente, ela vive em Lisboa, em Portugal, onde participa de um intercâmbio na Universidade Católica Portuguesa por meio do programa Ciência sem Fronteiras. A participação dela no programa de bolsas do governo federal foi ao acaso. — Eu ainda estava fazendo um intercâmbio em Santa Fé, na Argentina, quando recebi um e-mail de minha ex-chefe avisando que havia vagas para minha área no segundo edital.
— Eu tinha um desejo antigo de conhecer Portugal e, como não conseguiria fazer o exame de proficiência em inglês e já estava vivendo em um país de língua espanhola, resolvi vir pra cá.
Géssica conta também que escolheu a Universidade Católica porque queria estudar na Capital do país e por indicação de uma portuguesa que fez em intercâmbio em Florianópolis, em 2010. Confira o relato da intercambista:
Último semestre
Já estou há sete meses em Portugal e me encaminhando para o fim do meu último semestre aqui. Ao longo dos dez meses que estão previstos de vigência da bolsa vou fazer, ao total, nove disciplinas. Procurei construir um plano de estudos que fosse voltado para temas que, de preferência, eu não tivesse contato no Brasil, pois acredito que este é o propósito do intercâmbio em outra instituição de ensino: o incremento na sua formação com novas perspectivas práticas e teóricas. Entre as disciplinas escolhidas estão gêneros jornalísticos, jornalismo econômico e comunicação política.
Diferenças entre universidades
Há uma grande diferença entre as universidades brasileiras e portuguesas, principalmente no que diz respeito à relação professor-aluno. A partir do que pude vivenciar, vejo que os professores brasileiros são muito mais exigentes e acessíveis ao aluno. Mas o aprendizado vai além da sala de aula. Vir para Portugal me fez conhecer melhor o Brasil e estabelecer um espírito mais crítico acerca do mesmo.
Amizades e estereótipos
Aqui criei círculos de amizades com outros alunos do programa Ciência sem Fronteiras de todas as regiões do Brasil e trocamos informações sobre os nossos Estados. Isso me ajudou a quebrar alguns estereótipos que eu tinha. Vou sair daqui valorizando mais nossa simpatia com o outro, característica pouco comum na Europa, e com o sentimento de que por vezes valorizamos demais o que vem de fora sem olhar para as capacidades e atitudes de nosso próprio país.




















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