Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Rapariga manezinha em Lisboa

15 de maio de 2013 0


Géssica Silva está há sete meses em Lisboa pelo Ciência sem Fronteiras

A estudante Géssica Silva tem 20 anos e está cursando o quarto ano de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atualmente, ela vive em Lisboa, em Portugal, onde participa de um intercâmbio na Universidade Católica Portuguesa por meio do programa Ciência sem Fronteiras. A participação dela no programa de bolsas do governo federal foi ao acaso. — Eu ainda estava fazendo um intercâmbio em Santa Fé, na Argentina, quando recebi um e-mail de minha ex-chefe avisando que havia vagas para minha área no segundo edital.

— Eu tinha um desejo antigo de conhecer Portugal e, como não conseguiria fazer o exame de proficiência em inglês e já estava vivendo em um país de língua espanhola, resolvi vir pra cá.

Géssica conta também que escolheu a Universidade Católica porque queria estudar na Capital do país e por indicação de uma portuguesa que fez em intercâmbio em Florianópolis, em 2010. Confira o relato da intercambista:

Último semestre

Já estou há sete meses em Portugal e me encaminhando para o fim do meu último semestre aqui. Ao longo dos dez meses que estão previstos de vigência da bolsa vou fazer, ao total, nove disciplinas. Procurei construir um plano de estudos que fosse voltado para temas que, de preferência, eu não tivesse contato no Brasil, pois acredito que este é o propósito do intercâmbio em outra instituição de ensino: o incremento na sua formação com novas perspectivas práticas e teóricas. Entre as disciplinas escolhidas estão gêneros jornalísticos, jornalismo econômico e comunicação política.

Diferenças entre universidades

Há uma grande diferença entre as universidades brasileiras e portuguesas, principalmente no que diz respeito à relação professor-aluno. A partir do que pude vivenciar, vejo que os professores brasileiros são muito mais exigentes e acessíveis ao aluno. Mas o aprendizado vai além da sala de aula. Vir para Portugal me fez conhecer melhor o Brasil e estabelecer um espírito mais crítico acerca do mesmo.

Amizades e estereótipos

Aqui criei círculos de amizades com outros alunos do programa Ciência sem Fronteiras de todas as regiões do Brasil e trocamos informações sobre os nossos Estados. Isso me ajudou a quebrar alguns estereótipos que eu tinha. Vou sair daqui valorizando mais nossa simpatia com o outro, característica pouco comum na Europa, e com o sentimento de que por vezes valorizamos demais o que vem de fora sem olhar para as capacidades e atitudes de nosso próprio país.



De bicicleta na Holanda

14 de maio de 2013 0


Christiaan van Hattem (à esq.) viajou para a Holanda pelo programa Ciência sem Fronteiras


A convite do Intercambiando, o gaúcho de Dois Irmãos Christiaan van Hattem, 20 anos, mandou um relato sobre a Holanda, onde estuda Publicidade e Propaganda na Hogeschool van Amsterdam, desde janeiro. Aluno da Unisinos, Christiaan está na Europa por meio do programa Ciência sem Fronteiras. Confira as impressões do jovem fotógrafo — que se tornou jogador de futebol amador.

Paixão pelo futebol

O futebol aqui é uma paixão tal como no Brasil. Apesar de a Holanda ser sete vezes menor que o nosso Estado (em três horas você consegue cruzar o país de carro), o campeonato é altamente disputado, com torcedores apaixonados, que vão torcer debaixo de sol ou neve.

Os dois maiores times do país são o Ajax, de Amsterdam, e o PSV, de Eindhoven. Mas, na hora de um jogo da seleção, todos os torcedores não pensam duas vezes antes de se vestir completamente de laranja e formar um coro uníssono na Amsterdam Arena, um estádio belíssimo. Além de ter a oportunidade de ver os jogos nacionais, também estou tendo a oportunidade de jogar como amador em um time holandês, o SV Rap. Digamos que são jogadores mais voltados para a força física, não com todo "futebol arte" brasileiro.

Hora do... almoço?

Aqui não existe almoço. No máximo, um sanduíche ou uma fruta ao meio-dia. Nos primeiros dias, demorei um pouco para me adaptar. As aulas atravessavam o meio-dia sem qualquer tipo de pausa. É normal, durante a aula, os holandeses tirarem literalmente os ingredientes de um sanduíche, pão, margarina, queijo, e montá-lo ali, na sala de aula. Prato quente é uma vez por dia, às 18h.

Sol e chuva

Tem dias em que, antes de sair de casa, você precisa de roupas para as quatro estações. Ter quatro ou cinco mudanças entre chuva e sol no mesmo dia é normal. Aqui, o sol não costuma aparecer como no Brasil, e o holandês sabe valorizar isso. Com sol e 10ºC, a família, os amigos juntam todas as tralhas, a churrasqueira de barbecue (chamo de barbecue porque não se compara com o churrasco verdadeiro, o do RS), compram pão, frutas, a cervejinha e vão "torrar" sob o sol durante o dia todo em algum parque.

As magrelas

Como holandês, você tem uma bicicleta e a usa todos os dias para ir a qualquer lado da cidade. Desde de manhã, para ir ao trabalho, à faculdade, até na hora de ir para festa à noite. O sistema altamente desenvolvido e completo voltado para esse meio de transporte começou a crescer de forma exponencial nos anos 1970, quando movimentos da população protestaram contra a continuidade de acidentes e mortes no trânsito, além da superlotação de carros nas ruas.

Totalmente apoiada pelo governo, a bicicleta foi a solução ideal, além de trazer mais segurança, não polui e torna a população saudável. O trânsito de bicicletas aqui é totalmente regulamentado, com leis válidas tal como leis de trânsito. Há fiscalização, mas não é necessária, pois o respeito e o cumprimento das leis são quase uma unanimidade no país. Eu vejo isso como um dos pontos mais positivos da Holanda.

Certo dia, fui de uma cidade para outra de bicicleta (a malha liga o país inteiro, você encontra ciclovias perto das autoestradas, muitas vezes), cerca de 40 quilômetros, coisa que eu nunca imaginaria conseguir fazer no Brasil com segurança.

O Brasil na mala

As caipirinhas, os holandeses gostaram (para não dizer que adoraram), mas eu precisava mostrar uma coisa melhor, algo que representa demais a minha cultura de origem (da qual a saudade é enorme), o chimarrão. A erva-mate, a cuia e a bomba foram os primeiros itens que entraram na minha mala antes de vir para a Holanda.

Não demorou muito para eu encontrar uma oportunidade de levar para um piquenique no parque o chimarrão, de que tanto falei para meus colegas internacionais. Na rodinha, as opiniões foram divididas, e as expressões, também. Uns tomavam um gole e passavam adiante. Claro que já dizia que gaúcho que é gaúcho toma toda a cuia. Descreveram como amargo.

Até o fim do ano, vão estar todos os holandeses adaptados à cultura gauchesca. E o churrasco já está prometido!

Brasileiro, você?

Sempre que sou apresentado para outro estudante internacional, o primeiro comentário é "você não parece um brasileiro". Então eu explico sobre a colonização do Brasil, sobre o Estado, que tem uma diversidade cultural muito grande. Até acham estranho quando conto que na minha cidade, Dois Irmãos, pode-se caminhar na rua e escutar pessoas falando alemão. E a propósito, os holandeses amam o Brasil.

A Holanda é um país apaixonante. A cada dia que passa, aprendo mais com essa cultura tão rica. Ainda me restam alguns meses aqui, mas já tenho certeza de que vou sentir falta do país!

Mafalda é tema de bate-papo (em espanhol), em Porto Alegre

08 de maio de 2013 0

O Papo Viajante da próxima terça-feira, promovido pela STB Brasas, terá a participação do escritor, professor e diretor do Ateneo Cultural Hispanoamericano Martín Fierro, Miguel Trezza, falará sobre o mundo da personagem Mafalda — criação do cartunista argentino Quino. O encontro, que começa às 19h30min, será no Espaço STB Brasas (Rua Anita Garibaldi, 1.515, Porto Alegre).

Além do tema, outro atrativo é o idioma: a charla será em espanhol, afinal, Trezza também é argentino. O Papo Viajante é uma atividade gratuita e os lugares são limitados. Quem quiser participar tem de confirmar presença pelo telefone (51) 4001-3010.

De brinde, uma tirinha da Mafalda:

Fundação Estudar oferece orientação gratuita para concorrer em universidades do Exterior

30 de abril de 2013 0

O MIT é uma das instituições mais disputadas por jovens que sonham em estudar nos EUA

O processo para conseguir uma vaga em uma universidade dos Estados Unidos é bem diferente do brasileiro. Enquanto aqui os alunos são aprovados conforme suas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou em vestibulares específicos, as instituições norte-americanas têm uma seleção que envolve uma série de etapas, como entrevistas, provas de redação e análise de currículos.

Na edição de 9 de abril, o caderno Vestibular mostrou como três ex-alunos do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) foram aceitos em universidades como Harvard, Duke e Pensilvânia. Se você se sentiu motivado a buscar uma trajetória como a deles, aqui vai uma boa dica: a Fundação Estudar está com as pré-inscrições abertas para o Prep Course Online, que apresenta, gratuitamente, todos os passos necessários para planejamento e preparação de uma candidatura para universidades fora do Brasil.

Ficou interessado no programa? Então acesse o site. Mas fique atento, pois todo o conteúdo é oferecido em inglês.

Como é?

O Prep Program envolve orientação para exames como SAT (uma espécie de Enem norte-americano), Toefl(exame de proficiência em inglês) e Ielts (outro exame de proficiência). O programa também ajuda com entrevistas, oportunidades de financiamento e bolsas e as redações.

Como funciona?

Os participantes poderão interagir e trocar informações com outros estudantes por meio de fóruns criados pelo programa. Eles também poderão tirar dúvidas com a coordenação do curso.

Ajuda com os custos

Nem todos os alunos aprovados nas universidades dos EUA recebem bolsas integrais. O custo anual pode ultrapassar os US$ 60 mil. Assim, a Fundação Estudar também dá uma forcinha ajudando os alunos que conseguiram um benefício parcial. É o caso do estudante Lucas Silva (foto), ex-aluno do CMPA, aceito na Universidade da Pensilvânia para cursar Engenharia Química.

— A plataforma é vinculada ao Facebook. A cada 1 mil curtidas, o banco BTG doa R$ 200, até um limite de R$ 5 mil. Além disso, o banco dá mais R$ 0,50 para cada real doado — explica Lucas.

Para curtir, compartilhar e ajudar, confira aqui.

Santander Universidades oferece bolsas na Espanha

26 de abril de 2013 0

Permanecem abertas até 12 de maio as inscrições para o primeiro grupo do programa TOP España 2013, com período de viagem previsto para 27 de junho até 20 de julho. A iniciativa oferecerá 120 bolsas para 31 universidades brasileiras neste ano.

O TOP España é destinado a universitários e professores das instituições conveniadas ao Santander Universidades Brasil, que ganham três semanas de estudos na Universidad de Salamanca. Informações no site www.santanderuniversidades.com.br/bolsas

Confira as instituições do primeiro grupo

Unisinos

Grupo Anhanguera

USP

Unesp

Unip

UFF

PUC-SP

Univali

Mackenzie

Anima (Unimonte, UNI-BH, UNA)

Estácio de Sá

Saiba mais

As bolsas incluem curso de língua e cultura espanholas, passagens aéreas, hospedagem e alimentação na Universidad de Salamanca.

Lições de um intercambista

15 de abril de 2013 0


Giorgio Augusto Souza participou de dois intercâmbios nos Estados Unidos, quando conciliou trabalho e estudo


Se passar alguns dias em uma cidade diferente já nos enche de cultura e aprendizado, imagine morar por algum tempo longe de tudo o que você conhece. O gestor Giorgio Augusto Souza fez dois intercâmbios para os Estados Unidos do tipo Work and Travel, no qual você trabalha e consegue se manter com o salário por lá. Os dois ocorreram no inverno norte-americano, quando ele estava em férias na universidade.

— Em ambas as oportunidades, fui para uma cidadezinha chamada Sun Valley, no Estado de Idaho, para trabalhar em uma estação de esqui, chamada Sun Valley, Ski Company — conta.

— Apesar de não ser muito conhecida pelos brasileiros, é uma estação frequentada por turistas do mundo todo, inclusive muito procurada por artistas de Hollywood. Tive a possibilidade de atender o Arnold Schwarzenegger e o Tom Hanks.

Teoria e prática

Durante o período do intercâmbio, que durou quatro meses, eu era acadêmico de Turismo e Hotelaria. Como estudante da área, foi muito válido fazer esse intercâmbio. Tanto para vivenciar novos hábitos e comportamentos, quanto para conhecer novos destinos e melhorar o idioma. Por trabalhar com atendimento ao público em um restaurante da estação, o uso do inglês era diário.

Diversão também

Era comum os colegas de trabalho alugarem um carro para viajar para cidades próximas, para conhecer novos lugares e comprar nos outlets. Fui para Nova York, Seattle, Salt Lake City, Los Angeles, Hollywood, Beverly Hills e outras cidades menos conhecidas.

Várias culturas

Entre os colegas de trabalho, havia pessoas de países como Eslováquia, Indonésia, Colômbia, Chile, França, Itália e Rússia. O contato com gente de várias partes do mundo permitia uma troca de experiências muito enriquecedora para a vida profissional e pessoal.

Lembrança

Todo mundo deveria ter a oportunidade de fazer um intercâmbio. É algo que fica para sempre na lembrança de quem se arrisca a provar desta experiência. Além de tudo, no meu caso, como trabalhava, tive a satisfação de realizar este sonho e ainda ser remunerado por isso.

por Marina Andrademarina.andrade@an.com.br

Universidades suecas promovem ciclo de palestras para estudantes no Brasil

14 de abril de 2013 0

Estudantes ligados em ciência e tecnologia terão a chance, nesta semana, de conhecer oportunidades de estudo na Suécia. O projeto Study in Sweden promove um ciclo de palestras para atrair brasileiros para bolsas do Ciência Sem Fronteiras. Os encontros ocorrem em Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo.

Na Capital, representantes das universidades Lund, Mälardalen, Uppsala, KTH, Umeå, Linköping, Skövde e Malmö visitarão, nesta segunda-feira, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), onde serão ministradas palestras e haverá estandes das instituições.

Na UFRGS, o encontro será no auditório da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico (Sedetec), que fica no prédio do Chateau, na Praça Argentina, do meio-dia às 13h30min. Os estandes ficarão no estacionamento da Faculdade de Direito, bem próximo ao local da palestra, entre as 11h e as 15h.

Na PUCRS (Avenida Ipiranga, 6.681), o evento será das 16h às 20h. Os estandes estarão no átrio da Faculdade de Arquitetura (prédio 9), e a palestra será no auditório da faculdade, das 17h30min às 19h.

Em Curitiba, o encontro será na UFPR, em Belo Horizonte, na UFMG, e em São Paulo, na USP.

Suécia?!

A Suécia acolhe hoje cerca de 40 mil alunos estrangeiros, sendo um importante destino acadêmico. A língua oficial da maioria dos cursos universitários é o inglês, tornando-os acessíveis a estudantes de todas as partes do mundo. A excelência acadêmica e o alto nível de exigência das instituições de ensino do país fizeram com que cinco universidades suecas entrassem no ranking das 150 melhores universidades do mundo, de acordo com a publicação Times Higher Education.

Atualmente, cerca de 200 empresas suecas estão no Brasil, como Saab, Volvo, Electrolux e Ericsson. Berço do prêmio Nobel, ícone do conhecimento, a Suécia é um país reconhecido por investir em inovação. O país também tem alto nível de especialização em pesquisa sobre nanotecnologia.

Porto Alegre terá feira de intercâmbio neste sábado

13 de abril de 2013 0

Qual a melhor escola nos Estados Unidos para se estudar ou aperfeiçoar o inglês? Se a opção for a Europa, qual país mais se encaixa com o seu perfil? O que tem de bom na Nova Zelândia?

Dar respostas a todas as perguntas acima é o objetivo da feira de intercâmbio na tarde deste sábado, promovida pelo STB Trip & Travel. O evento será na loja STB Bela Vista, que fica na Rua Anita Garibaldi, 1.515, em Porto Alegre.

— O nosso objetivo é reunir orientadores especializados nos principais destinos de ensino do mundo. Desta forma conseguiremos mostrar o diferencial de cada escola e de cada país, fazendo com que a escolha seja a mais acertada — explica Paula Flores, gerente de produtos da empresa.

Programe-se

Quando: 13 de abril

Onde: STB Bela Vista (Rua Anita Garibaldi, 1.515, Capital)

Horário: das 14h às 18h

Informações: (51) 4001-3000, 4001-3010 ou 4001-3030

Bolsa de estudos para aperfeiçoar o inglês nos EUA recebe inscrições

31 de janeiro de 2013 0

Atenção professores de inglês

A Comissão Fulbright,  a Embaixada dos EUA e a Capes selecionarão até 20 professores de língua inglesa da rede pública de ensino básico, de cada um dos estados e do Distrito Federal, para curso de capacitação de seis semanas nos Estados Unidos. O curso ocorrerá de 24 de junho a 2 de agosto de 2013.

O Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores de Língua Inglesa nos EUA (PDPI) visa a fortalecer a fluência oral e escrita em inglês, a troca de conhecimento sobre metodologias de ensino e avaliação que instiguem a participação do aluno, estimular o uso de recursos online e outras ferramentas na formação continuada de professores e na preparação de planos de aula.  As inscrições vão até 14 de fevereiro.

Como funciona

✔ A bolsa cobre custos com curso, alojamento, alimentação, seguro saúde, passagens aéreas de ida e volta, visto, taxas e materiais escolares, além de uma ajuda de custo.
✔ Para se candidatar, os interessados devem ser professores de inglês em exercício efetivo na rede pública de ensino básico com estágio probatório concluído.
✔ Para ver o edital e fazer a inscrição acesse: facebook.com/fulbrightbrasil

O desafio de estudar em húngaro

30 de janeiro de 2013 0

Imagine a cena estudar geografia, história e literatura em uma língua sem gênero gramatical e com nada menos do que 22 casos de declinação? É o que a Alana Pontel, 17 anos, está fazendo há quatro meses. Natural de Paim Filho, a adolescente ganhou uma bolsa de estudos e cursa, na Hungria, um ano do Ensino Médio. A pequena cidade de Atkar com seus 1,6 mil habitantes é,  pelo menos até julho, a casa de Alana.

Apesar da barreira linguística – ela não sabia nada do idioma antes de ir –,  a estudante conseguiu se adaptar bem.

– Fiz muitos amigos, mas, no primeiro dia de aula, foi tudo estranho. Eu não conhecia ninguém, não sabia falar a língua e todo mundo queria  saber quem eu era. Eu e a intercambista tailandesa éramos as atrações – conta.

Alana, que passou seu aniversário no país com direito a bolo decorado com a bandeira do Brasil pela família hospedeira, conta que se admirou com um diferente costume no Natal:

– Assim como no Brasil, toda a família se reúne, mas só enfeita a árvore no dia e com todos juntos. Achei isso bem peculiar.

Universidade: precisa mesmo ser tão cedo?

29 de janeiro de 2013 18

Passada a divulgação do listão da UFRGS, os leitores do caderno Vestibular se dividem em duas turmas: os entusiasmados com as novidades que o ano de universitário terá e os que se sentem frustrados por não terem feito "um pouquinho mais". Já estive nas duas posições e confesso que as múltiplas escolhas e a ideia de ter que me decidir por uma profissão "para sempre" apavoravam.   Por isso, há 10 anos, no meio do terceiro ano, arrumei uma oportunidade para fazer as malas e parti para um ano letivo na Alemanha.

A verdade era: eu não queria ter de escolher aos 16 anos. Por isso, o intercâmbio uniu o útil ao agradável. Lembro que muita gente perguntava: e o vestibular? Como se entrar na faculdade direto, depois do Ensino Médio, fosse a opção certa para todos os jovens.

Ninguém gosta da frustração de estudar e não encontrar seu nome no listão. Mesmo que a gente, no fundo, até já saiba que não vai passar, o sentimento ruim é inevitável. Mas nem todo mundo sai do colégio pronto para encarar a faculdade e, quando me dei conta disso, tomei uma atitude corajosa.

Na minha nova realidade, encontrei uma escola que, além de ser em alemão, parecia uma faculdade: os alunos escolhiam no que queriam focar, e os professores mais instigavam a aprender do que mastigavam conteúdo. As provas eram sempre dissertativas, e as aulas cheias de discussões sobre as matérias. Lá, o Ensino Médio é mais longo e, no final de tudo, ainda na escola, todos prestam provas, cujas notas são usadas para se inscrever nas universidades.

Como os adolescentes são obrigados a fazer serviço comunitário remunerado por um ano depois do Ensino Médio, são raríssimos os jovens que vão direto para a universidade na Alemanha. Muitos criticam a obrigatoriedade, mas há quem veja nisso uma oportunidade. Tanto que alguns se candidatam para fazer esse trabalho em outros lugares do mundo. Assim, na média, ninguém entra em uma faculdade antes dos 20 anos.

Não acredito que ter o governo obrigando a fazer qualquer coisa seja legal. Da mesma forma que não acredito que deveria haver qualquer pressão social para passar no vestibular aos 16 anos. Universidade não é não deveria ser encarada como uma extensão da escola. Nela, o "vai cair na prova?" não pode ser a regra. Já que, pelo menos na teoria, lá é o lugar onde ninguém é obrigado a estudar algo pelo qual não se interesse. O ambiente universitário deveria ser aquele em que finalmente se estuda mais por prazer e vontade de adquirir conhecimento do que "para passar". O que acaba não acontecendo quando um adolescente sai do colégio. Depois de 11 anos "obrigado" a estudar, novamente se sente "obrigado" a entrar em alguma faculdade.

Justamente por isso, não passar não é o fim do mundo. Às vezes, viajar, trabalhar, estudar outras coisas, dar um tempo antes de escolher é melhor do que cursar algo só para agradar alguém. A própria experiência que se adquire nesse tempo, deixando as ideias amadurecerem, pode não cair na prova, mas vai ajudar a encarar o vestibular de maneira menos traumática e, principalmente, a aproveitar a universidade ao máximo quando for a hora.

E vocês? Concordam? Discordam? É só dizer aí nos comentários que a gente conversa!

Rússia seleciona jovens interessados em estudar Turismo, Direito Internacional, Relações Internacionais e Educação Física no país

22 de janeiro de 2013 12

A aproximação entre Brasil e Rússia está cada vez maior. O país agora seleciona estudantes brasileiros que desejam estudar Gás e Petróleo, Turismo, Direito Internacional, Relações Internacionais e Educação Física nas universidades Universidade Estatal de Belgorod, RUDN (Amizade dos Povos em Moscou) e MGU (Universidade Estadual de Moscou Lomonosov).  São 20 vagas para cada universidade e todos os alunos selecionados passam por um curso preparatório intensivo de 15 meses antes de iniciar a graduação para aprender o idioma russo.

São aulas diárias com duração de 6 horas, ministradas de segunda a sábado. Com a política atual de estreitamento instaurada entre os países, vale ressaltar a importância aprender o idioma. A seleção inclui reunião com os pais, análise do histórico escolar e entrevista com o candidato, que deve já ter concluído o Ensino Médio. O embarque acontece em abril 2013.

As universidades conveniadas são internacionalmente reconhecidas e recebem estudantes de vários países. A MGU, localizada em Moscou possui o maior complexo universitário do mundo. A RUDN, também na capital do país, é uma das instituições de ensino que proporciona mais intercâmbio cultural entre estudantes, recebendo jovens de 140 países. A Universidade Estatal de Belgorod tem estrutura moderna com cinco museus, dois teatros, quatro cinemas, seis centros culturais e 20 livrarias para atender os 31 mil estudantes matriculados.

Os interessados devem se inscrever pelo site www.aliancarussa.com.br, pelos telefones 55 (11) 3854-2513 / 3854-2514 / 3854-2515 ou pelos e-mails: contato@alicancarussa.com.br ou secretaria@aliancarussa.com.br

Link direto para as inscrições

Que tal aprender espanhol em praias da Espanha?

21 de janeiro de 2013 0


Ainda dá tempo de aproveitar as férias de verão (ou até planejar as próximas). A World Study tem inscrições abertas para cursos de espanhol, de no mínimo duas semanas, em Barcelona e em Palma de Mallorca, na Espanha. As duas cidades são cartões-postais e mostram algumas das facetas mais pulsantes da vida no país.

Para poder se inscrever, não há necessidade de conhecimento mínimo de espanhol, mas a idade mínima é de 16 anos. Em ambas cidades, os cursos são de 20 horas-aula por semana, deixando tempo livre para explorar a região. Interessados podem entrar em contato pelo (51) 3342-2550 ou portoalegre@worldstudy.com.br

Nunca é tarde para realizar o sonho do intercâmbio

17 de janeiro de 2013 3

Há muito tempo, intercâmbio não é mais só coisa de adolescente. Em busca de aperfeiçoamento, muita gente com emprego fixo e a vida profissional bem encaminhada opta por usar as férias do trabalho para turbinar o inglês ou dar o pontapé inicial no aprendizado de um novo idioma.

A tradutora Cristine Henderson Severo, de 30 anos, tirou da gaveta o plano de estudar fora em outubro de 2012. Cristine, que não tinha como passar longos períodos fora, optou por um curso de quatro semanas em Edimburgo, na Escócia, onde viveu com uma família hospedeira e conheceu a terra de seus antepassados.

"Sei que já não estou na faixa etária mais comum de quem faz intercâmbio. Mas tinha um motivo: chega um momento em que você precisa incrementar seu currículo. E investir em outra pós-graduação pode não ser a melhor escolha, se você já tiver uma titulação, como eu. Nesse caso, fiz as contas e vi que um certificado de uma escola de inglês no Exterior era o que precisava. Logo, não havia desculpa melhor para realizar um sonho antigo.

Então, pensei: por que não a Escócia? Mais do que o uísque, os kilts, os castelos, o sotaque _ é de lá que vem o nome da minha família: os Hendersons!  Optei por um curso de quatro semanas. A programação era intensa: três horas de aulas de língua inglesa mais uma hora e meia de cultura escocesa. Podia frequentar a escola em outro turno para fazer os deveres, sanar algumas dúvidas ou fazer os exercícios disponíveis no site da escola. Mas Edimburgo oferece tanta coisa (e de graça) que não dá para ficar muito tempo em um lugar só, mesmo no outono, quando chove a cada dois ou três dias. Nos finais de semana, visitei outras partes do país, como o Lago Ness e Stirling.

Os escoceses não são frios, e a comida não é ruim, como insistem em dizer. O problema mesmo era quando não tinha nada planejado para o dia, já que escurecia às 17h e a maioria dos lugares públicos fechava por volta das 17h30min. E, sim, o mau tempo às vezes pode afetar seu humor. Ainda bem que minha família hospedeira era bem-humorada, assim como a maioria dos escoceses.

Tive a coragem de me desfazer de muitas coisas para pagar o curso, mas tive de ter mais coragem ainda de viajar sozinha durante as férias do meu trabalho, sem saber como eu e o meu inglês estariam na volta. Não importa quantos blogs você siga, quantos filmes e livros sobre o país você já viu, quantos amigos seus já tenham viajado: ninguém consegue descrever a sensação de estar lá, depois de anos economizando, de ser a única sul-americana de uma classe, de olhar para o Castelo de Edimburgo de perto, caminhar pela Royal Mile, ir para um pub ver a Cèilidh Dance, ver a expressão de surpresa das pessoas quando ouvem que você é do Brasil.

Assim, quando você se vê explicando que Porto Alegre é uma cidade grande, com diferentes restaurantes e escolas, e que a Guiana não faz parte do Brasil _ aí sim você percebe o quão distante está. E, nesse percurso, de tanto repetir o que você sempre soube, o olhar que você tem sobre seu país e sobre si mesmo muda, inevitavelmente."

Encontro no dia 10 tira dúvidas sobre intercâmbio em Londres

09 de janeiro de 2013 0


Quer ir para Londres e está cheio de dúvidas? No dia 10 de janeiro, às 18h30min, a Egali Intercâmbio (Rua Felipe Neri, 148 sala 405, em Porto Alegre) promove um bate-papo sobre a experiência de estudar na cidade. O encontro abordará orientações para embarque, um  panorama geral da cultura e de cursos de inglês, arte, moda e design, sugestões de lugares e programações quentes na cidade.

Os participantes também receberão dicas de como viajar gastando menos para conhecer o maior número de países da Europa. O evento tem entrada franca, mas as vagas são limitadas. Para participar, é necessário confirmar presença por e-mail: portoalegre@egali.com.br