Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "destinos inusitados"

O desafio de estudar em húngaro

30 de janeiro de 2013 0

Imagine a cena estudar geografia, história e literatura em uma língua sem gênero gramatical e com nada menos do que 22 casos de declinação? É o que a Alana Pontel, 17 anos, está fazendo há quatro meses. Natural de Paim Filho, a adolescente ganhou uma bolsa de estudos e cursa, na Hungria, um ano do Ensino Médio. A pequena cidade de Atkar com seus 1,6 mil habitantes é,  pelo menos até julho, a casa de Alana.

Apesar da barreira linguística – ela não sabia nada do idioma antes de ir –,  a estudante conseguiu se adaptar bem.

– Fiz muitos amigos, mas, no primeiro dia de aula, foi tudo estranho. Eu não conhecia ninguém, não sabia falar a língua e todo mundo queria  saber quem eu era. Eu e a intercambista tailandesa éramos as atrações – conta.

Alana, que passou seu aniversário no país com direito a bolo decorado com a bandeira do Brasil pela família hospedeira, conta que se admirou com um diferente costume no Natal:

– Assim como no Brasil, toda a família se reúne, mas só enfeita a árvore no dia e com todos juntos. Achei isso bem peculiar.

Rússia seleciona jovens interessados em estudar Turismo, Direito Internacional, Relações Internacionais e Educação Física no país

22 de janeiro de 2013 12

A aproximação entre Brasil e Rússia está cada vez maior. O país agora seleciona estudantes brasileiros que desejam estudar Gás e Petróleo, Turismo, Direito Internacional, Relações Internacionais e Educação Física nas universidades Universidade Estatal de Belgorod, RUDN (Amizade dos Povos em Moscou) e MGU (Universidade Estadual de Moscou Lomonosov).  São 20 vagas para cada universidade e todos os alunos selecionados passam por um curso preparatório intensivo de 15 meses antes de iniciar a graduação para aprender o idioma russo.

São aulas diárias com duração de 6 horas, ministradas de segunda a sábado. Com a política atual de estreitamento instaurada entre os países, vale ressaltar a importância aprender o idioma. A seleção inclui reunião com os pais, análise do histórico escolar e entrevista com o candidato, que deve já ter concluído o Ensino Médio. O embarque acontece em abril 2013.

As universidades conveniadas são internacionalmente reconhecidas e recebem estudantes de vários países. A MGU, localizada em Moscou possui o maior complexo universitário do mundo. A RUDN, também na capital do país, é uma das instituições de ensino que proporciona mais intercâmbio cultural entre estudantes, recebendo jovens de 140 países. A Universidade Estatal de Belgorod tem estrutura moderna com cinco museus, dois teatros, quatro cinemas, seis centros culturais e 20 livrarias para atender os 31 mil estudantes matriculados.

Os interessados devem se inscrever pelo site www.aliancarussa.com.br, pelos telefones 55 (11) 3854-2513 / 3854-2514 / 3854-2515 ou pelos e-mails: contato@alicancarussa.com.br ou secretaria@aliancarussa.com.br

Link direto para as inscrições

"É uma oportunidade de se descobrir e se refazer", conta jovem sobre intercâmbio na África

19 de dezembro de 2012 7

No verão de 2012, a estudante Maíne Guerra trocou as férias com os amigos de Santa Maria por uma oportunidade de trabalhar com crianças em uma escola de periferia. Seria um voluntariado normal se a tal periferia não fosse em Nairóbi, capital do Quênia, na África. De janeiro a março, a jovem de 25 anos deu aulas de inglês para crianças em um dos bairros mais pobres da cidade. A escolha não foi por acaso. Maíne queria algo que a tirasse da zona de conforto:

– A África sempre me provocou curiosidade e até medo. Deu uma vontadezinha de viver algo que mexesse comigo, que doesse de verdade. Aprendi um novo jeito de viver, de ser. É uma oportunidade de se descobrir e se refazer. Pesquisei oportunidades de trabalho voluntário em países africanos, cujo idioma fosse o inglês, e o Quênia tinha boas oportunidades.

Além da adaptação em um continente diferente, ela teve de se enquadrar no estilo de vida da nova família. No Quênia, a estudante brincava com uma irmãzinha, lavava sua roupa à mão, ajudava a "mãe" na cozinha e discutia política e as últimas notícias com o novo pai.

– Passei alguns sábados em turno integral na igreja deles, mesmo sendo diferente da minha religião. E tudo isso foi uma opção. Essa convivência me impactou muito. Sei que também causei um impacto naquela família. Mais tarde, meu irmão queniano me contou que a família não conversava durante as refeições e passou a fazer isso por minha causa _ relata.

Maíne teve de aprender a comer com a mão, tomar banho de caneca e a fazer xixi no chão. A casa onde ela morava não tinha eletricidade na maior parte do tempo. O maior desafio foi dar aulas, não só por ser em outro idioma, mas porque a pobreza gritante aos olhos doía, do despertar ao adormecer. Mas a maior
dificuldade e, por consequência, o maior aprendizado, foi ter uma boa convivência familiar.

– Aprendi a aceitar e me esforcei para ser aceita. Quando não consegui, tive uma nova lição: a de compreender. Sofri, sim, com as diferenças e, muitas vezes, me senti discriminada. Mas aprendi a compreender que é tudo uma questão cultural.

Em Nairóbi, ela dava aulas de inglês e matemática do maternal até a 8ª série. Durante os dois meses na cidade, além de fazer safári e conhecer gente de todo o mundo, ainda conseguiu executar um projeto para trazer melhorias à escola onde trabalhava. Com doações, Maíne e outros voluntários fizeram uma pequena biblioteca, compraram uniformes e material escolar para todos os estudantes. Além disso, eles conseguiram reformar a escola e criar um espaço para os bebês, com colchões e brinquedos. Todo o trabalho e as descobertas feitas por lá serviram para que a jovem se tornasse mais flexível:

– Aprendi a não ter medo, me sinto mais segura. Tomar decisões parece mais simples. A gente cria uma coragem para absolutamente tudo. Acho que amadureci alguns anos nesses dois meses.

Histórias de quem foi aprender japonês no Japão

10 de dezembro de 2012 2

Com a força dos mangás e animes e todo o fascínio que a cultura japonesa exerce sobre os ocidentais, cresce cada vez mais o número de jovens que procuram o Japão como destino de intercâmbio. Juliana Inchauspe Crancio, de 22 anos, começou a estudar o idioma em 2011 e, depois de conhecer três intercambistas japoneses na PUCRS, resolveu que precisava conhecer o país. Já a tradutora Gabriela Seger de Camargo, de 25 anos, quis aprimorar os conhecimentos e ver o namorado, que fazia doutorado no país, na época .

Juliana em Tóquio

As duas porto-alegrenses passaram três meses em Tóquio e tinham feito apenas um semestre de japonês antes de embarcar. Apesar das dificulades com o idioma - que não é dos mais fáceis de aprender, especialmente pelo alfabeto diferente -, o pouco conhecimento não impediu a experiência de ser única.

- A primeira semana foi um pouco difícil, porque só sabia algumas poucas palavras em japonês. Mas a convivência com os japoneses e a escola de japonês que eu tinha me matriculado me ajudaram a aprender rápido. Em um mês, consegui entender e comecei a me comunicar com o básico do idioma. De segunda a sexta, tinha quatro horas de aula. À noite, encontrava amigos japoneses- relata Juliana.

- Dá, sim, uma sensação de isolamento e analfabetismo por falar muito pouco do idioma. Por isso, eu acabava me comunicando pouco, além de dificilmente conseguir ler placas e outdoors. Mas conheci estudantes japoneses e fui capaz de me comunicar minimamente - explica Gabriela.

Gabriela em um restaurante com o namorado

A hospitalidade e simpatia tímida do povo japonês, no entanto, conquistaram as duas estudantes, que, por terem conhecidos morando no país, tiveram a adaptação um pouco facilitada. Em situações cotidianas e com completos desconhecidos, elas se sentiram acolhidas.

- Uma vez, em um restaurante, uma moça japonesa sentada na mesa próxima viu que eu estava tendo dificuldades de comer com hashi (os palitinhos) e foi ser solidária à minha situação. Ela chamou a garçonete e pediu para ela trazer uma colher para mim - lembra a tradutora.

- Eles são muito quietos e tímidos. Quando eu andava de trem, muitos tinham curiosidade de saber de que país eu vinha, mas não tinham coragem de me perguntar. Alguns poucos vinham falar comigo e me explicaram sobre isso. Apesar dessa timidez, todos são muito simpáticos e estão sempre sorrindo ao conversar com as pessoas - completa a estudante de Publicidade.

Juliana gostou tanto da experiência que já está com viagem marcada para voltar ao Japão em fevereiro:
- Foram os melhores dias da minha vida! Gostei tanto que vou voltar para lá. Adorei ser "japonesa" por três meses.

"Intercâmbio serve para experimentar o que você não conhece", diz adolescente em Taiwan

24 de outubro de 2012 2


Aos 17 anos, Leandro Müller Feiten foi parar em Tapei, em Taiwan, na Ásia oriental. A ideia inicial, como acontece com a maioria dos jovens, era ir para os Estados Unidos, mas isso acabou não sendo possível. O estudante de Parobé resolveu então, encarar o desafio de aprender mandarim e passar um ano no país oriental. Muito mais que conviver com uma nova cultura e um novo alfabeto, Leandro teve a coragem de aceitar uma proposta não muito comum para jovens que fazem intercâmbio no Ensino Médio: durante sua estada em Taiwan ele não vai frequentar a escola normal, mas sim o primeiro ano de um curso na faculdade.  Há dois meses no país, ele já aprendeu algumas lições importantes, dá uma olhada no relato:

"Aqui a gente tem que aprender a se virar sozinho. Intercâmbio não é sempre mil maravilhas. É muito complicado lidar com as saudades de casa e isso faz com que às vezes a gente pense em voltar. No fim das contas, é passageiro e as experiências que temos e as coisas que aprendemos se sobressaem e tudo fica perfeito. Por isso que o intercâmbio precisa ser uma ideia bem pensada e planejada. Ao contrário do que alguns pensam, não é uma viagem de férias. Vim aqui pra estudar e aprender alguma coisa de bom. Claro que é cheio de festas e partes divertidas, mas não podemos perder o foco principal. No meu caso,  aprender chinês.

Outra coisa que é importante, especialmente pra quem viaja pra países orientais, é ter a cabeça aberta a novos jeitos de comer. No início, não é fácil se acostumar com a comida daqui. Ah e a comida chinesa de restaurantes no Brasil, não tem nada a ver com o que se come na Ásia. Hoje em dia já me acostumei com a comida e pra mim se tornou uma coisa muito boa. É legal que eles adoram comer diferentes tipos de vegetal e, então serve para experimentar. Até porque é para isso que o intercâmbio serve: experimentar o que você não conhece."

O Rotary tem inscrições abertas para intercâmbio em Taiwan, nas Filipinas e em outros países até 8 de novembro. Confira.

Rotary tem inscrições abertas para intercâmbio de adolescentes em países como EUA, Alemanha, Filipinas e Taiwan

23 de outubro de 2012 1







Quando fiz intercâmbio (lá pelo ano de 2003), lembro da primeira vez em que entrei em contato com os adolescentes do paletó azul. Ainda no aeroporto, partindo para um ano na Alemanha, vi um grupo de jovens empolgados que aparentemente não se conhecia, mas usava a mesma roupa e conversava. Minutos depois, apareceram outros, e seus blazers azuis estavam lotados de buttons. Sempre que você deparar com um adolescente assim em um aeroporto, é provável que esteja vendo um intercambista do Rotary. E preste atenção: a instituição está com inscrições abertas para a seleção deste ano, até 8 de novembro.

O Rotary oferece vagas em locais tradicionais, como Estados Unidos e Austrália, e outros menos procurados, como Turquia ou Rússia, está presente em 200 países e existe há 107 anos. Não tem fins lucrativos, por isso consegue oferecer intercâmbios com custos bem mais baixos do que as agências normais.

Os paletós representam duas coisas: ajuda a identificar os "iguais" no aeroporto _ assim, se ocorrer algum galho, você saberá para quem pedir ajuda _ e, na volta, ele é quase como um troféu: estará cheio de buttons e outros penduricalhos que os intercambistas de todo o mundo levam para dar aos outros rotarianos que encontram.

Taxas da instituição são mais baixas do que as do mercado

Assim como em outros programas, os pais dos interessados ficam responsáveis por passagem aérea, seguro saúde, passaporte, visto e dinheiro para as  despesas pessoais. A grande diferença está na organização. Todos os "funcionários" são, na verdade, voluntários, e por isso não há custos com salários. Assim, as taxas cobradas para o intercâmbio cobrem apenas as despesas de entrevista e da seleção aqui no Brasil. Por isso, uma viagem de estudos feita pelo Rotary chega a custar até cinco vezes menos do que por uma agência.

A contrapartida é que, ao enviar filho ou filha, a família tem de estar disposta a receber um jovem e apresentar outras
duas famílias brasileiras que também possam receber estrangeiros aqui no Brasil.

A escolha do país para quem vai viajar se dá pela pontuação que o interessado consegue na seleção, e os países disponíveis variam todos os anos. Ou seja, é importante estar aberto para experiências mais peculiares: você pode querer ir para os Estados Unidos, mas a única vaga disponível naquele ano é para Taiwan, como aconteceu com o estudante de 17 anos Leandro Müller Feiten, de Parobé:

- Quando fiz a entrevista para o programa de intercâmbio, acho que ainda tinha a mente muito fechada e queria ir para os lugares mais comuns. Nem sabia da existência de Taiwan, porque é um país muito pequeno e que aparece muito pouco em notícias. No fim das contas, Taiwan "tocou meu coração" (lema nacional do país) e estou adorando _ relata.

Como participar

- Jovens de 15 a 17 anos podem participar das seleções que são administradas localmente. Todos os candidatos devem ser indicados por um Rotary Club ou distrito rotário local. Os clubes enviam um formulário que deve ser respondido por e-mail com perguntas sobre os hábitos e rotinas do estudante e de sua família.

- Depois, uma entrevista pessoal e individual dos intercambistas e de seus pais é feita com os inscritos para avaliar se a família terá estrutura emocional e financeira para receber um jovem estrangeiro e, também, manter seu filho no Exterior pelo período escolhido.

- O desempenho do aluno na escola também conta. A ordem de escolha dos países é feita pela colocação dos jovens na seleção. Os com pontuações mais altas escolhem primeiro.

- As inscrições podem ser feitas até 8 de novembro pelo e-mail yep4670@rotary4670.org.br.

- Os candidatos devem ser entrevistados no dia 10 de novembro. Para o próximo ano letivo no Exterior, há duas vagas para intercâmbios de curta duração na Argentina e na Colômbia e outras nove para um período de um ano na Alemanha, na Áustria, na Colômbia, nos Estados Unidos, nas Filipinas, no México e em Taiwan.

Diferenças culturais: "para o intercâmbio no Senegal tive que levar papel higiênico"

01 de agosto de 2012 28

Senegal, na África, foi o destino nada comum escolhido por Mateus de Brito Nagel, 22 anos, para fazer intercâmbio. Formado em Administração em Santa Maria, ele foi trabalhar com projetos sociais e aprender francês. Em Dacar, deparou com uma realidade bem diferente da nossa e teve até que levar seu próprio papel higiênico para o país.
Todas as diferenças e dificuldades desde as várias vacinas antes do embarque, no entanto, tornaram a experiência única e cheia de boas histórias para contar, como você pode acompanhar no relato:

"As diferenças já começaram antes do embarque: nos e-mails trocados com o responsável pela minha vaga lá em Dacar, solicitaram que levasse daqui papel higiênico, pois lá não havia e eles não tinham o hábito de usar. Depois,soube que se trata de um aspecto cultural,visto que,no Senegal, 95% da população é muçulmana, e eles têm outros métodos de higiene pessoal. Embarquei para Dacar em janeiro de 2010, com três objetivos: morar sozinho fora de casa, aprender
francês e aplicar conhecimento da faculdade podendo impactar positivamente na sociedade local.

A experiência em Dacar foi fantástica. Morei em um bairro de classe média (Parcelles), à beira-mar (na praia de Yoff, e soube depois que era nela que acontecia a chegada do rally Paris-Dacar, anos atrás). Fiquei com uma família, éramos 16 pessoas morando no mesmo local. Fui muito bem recebido, tratado como filho pelos meus pais senegaleses.

Infelizmente, não consegui visitar outras cidades. Quando fui comprar uma passagem para visitar uma ilha ao sul do Senegal (Casamance), estourou uma guerra civil e não foi possível fazer a visitação. Todavia, consegui visitar e conhecer Dacar e seus arredores. Visitei a Ilha de Goré, que funcionava como espécie de mercado de escravos que eram capturados no interior do continente e levados até esse local para viajarem para as américas do Sul e Central.

Segundo informações, cerca de 3,5 a 5 milhões de escravos vieram para nosso continente. Infelizmente, não
havia muita infraestrutura para fazer turismo por lá. Gostaria de ter conhecido Marrocos e outros países à volta,no entanto,a passagem aérea dentro da África não era barata, iria gastar mais dinheiro para ir de Dacar ao Marrocos do que gastei para ir de São Paulo a Dacar.

Uma característica da cultura local, e bastante diferente da nossa, é a poligamia. Era diferente, e uma das minhas irmãs (hospedeiras) comentava que não se sentia confortável com essa situação, pois não havia muito o que fazer caso algum homem com mais outras mulheres quisesse casar com ela. Em um domingo pela manhã, fui até a cozinha da minha casa
e falei para minha mãe que queria aprender a cozinhar. Ela se surpreendeu, falou que homem não deve cozinhar. Aí disse que gostaria de ajudar para aprender a cozinhar. Ela me deixou descascar umas batatas e ficou surpresa que eu sabia descascá-las.

Foi emocionante na data da minha despedida. Após inúmeras fotos com todos os familiares, meu pai me falou, com olhos lacrimejados, que iria ficar um vazio na casa, pois, para ele, tratava-se de um filho que estava indo embora. Por respeito à cultura deles, não pude abraçar minha mãe na despedida.Mas ela também,com os olhos molhados, me deu suas mãos e me desejou paz e saúde. Foi emocionante e uma experiência que mudou minha vida."

Malta: para aprender inglês longe do frio

06 de dezembro de 2011 50

Muita gente quer estudar inglês nas férias, mas não abre mão de ter verão. Um destino não tão difundido e ótimo para quem quer aprimorar a língua sem temperaturas negativas é Malta. O arquipélago fica no coração do Mar Mediterrâneo, bem perto da Sicília, na Itália, e tem um clima ameno durante os meses de inverno (de dezembro a março) e um verão longo e muito quente. O país, um dos preferidos pelos jovens europeus para estudar inglês, ainda não é tão conhecido pelos intercambistas brasileiros.

A vantagem é que, por ficar no continente europeu, é mais indicado para os cursos curtos _ ideais para o período das férias escolares _ por ficar mais perto do que destinos na Oceania. O arquipélago, que tem mais de 300 dias de sol durante o ano, tem entre as influências estrangeiras do passado fenícios, gregos, romanos, árabes, sicilianos, espanhóis, franceses e britânicos. A capital Valeta, por exemplo, é uma boa mostra arquitetônica do mix de civilizações. Outras pequenas cidades e vilas antigas compõem o arquipélago maltês, que é formado por cinco ilhotas no total. As principais são a que leva o próprio nome do país, Gozo e Comino.

As empresas que trabalham com este destino oferecem cursos variados: do inglês preparatório para provas de proficiência como TOEFL e Cambridge a modalidades mais alternativas _ e com um pouco mais cara de férias _, como aulas da língua inglesa combinadas com lições de arte e ioga. Além disso, há também opções de cursos de inglês para negócios e sênior (para pessoas com mais de 50 anos). Custo de vida e inglês são atrativos.

Ao optar por Malta, o intercambista pode escolher qual o tipo de acomodação é mais adequada para o seu perfil e bolso. Alojamento em casa de família e em moradias estudantis estão disponíveis. Além disso, o destino é uma ótima opção para quem deseja ver como duas línguas convivem em um mesmo país: o arquipélago tem o maltês como o idioma nacional e o inglês como secundário. Afinal, Malta só ganhou independência do Reino Unido em 1964. Outro detalhe interessante é que lá também se usa o euro, mas o custo de vida é um pouco mais baixo do que nos outros países europeus.

Ali no canto direito em "agências/organizações" vocês encontram links pras agências que levam para Malta :)

Uma aventura intelectual do Panamá ao Tibete

16 de setembro de 2011 4

O relato desta semana veio direto dos picos do Himalaia. A Lenora Barcellos, formada em administração, traçou dois caminhos distintos antes de chegar nas montanhas que cortam cinco diferentes países: depois de um ano de faculdade nos Estados Unidos, aprendendo na prática e na teoria a eterna busca por "ser melhor que a concorrência", partiu para um intercâmbio de 15 meses no Panamá, país da América Central do qual a maioria das pessoas não têm nem sequer uma imagem pré-concebida. Não sei se dá para dizer que a viagem terminou numa aventura espiritual na Ásia, porque, ao ler um pequeno resumo da aventura intelectual e espiritual da Lenora pelo mundo, você talvez termine achando que encontrou a prova viva de que viajar e aprender vicia.



"Decidi fazer dois intercâmbios com diferentes objetivos. O primeiro foi para cursar um ano da faculdade nos Estados Unidos. Foi uma profunda imersão na minha futura área de atuação. Dediquei-me às aulas College of Charleston, na Carolina do Sul e, na prática do dia a dia, no país que não apenas inventou a Administração e o Marketing, como os tem intrínsecos em sua cultura.

Lenora com os colegas de trabalho no Panamá

O segundo foi um intercambio profissional. Atuei como trainee de Marketing no Panamá, onde tive a oportunidade de conhecer mais do país, da América Central e Latina, da indústria farmacêutica, de gerenciamento de produtos  e de mim mesma. Para mim até então, América Central era uma incógnita. Assim que me interessei e me candidatei pela vaga que era oferecida no país dei conta quão pouco eu sabia sobre ele e seus vizinhos. Confesso, nem sequer sabia quais eram seus países vizinhos. Mais um motivo para ir.

Chegando, a minha ignorância confrontada pela surpresa ao me deparar com a vista do apartamento que seria minha casa pelos próximos 15 meses, no último andar de um edifício baixo, para os padrões locais, de 18 andares. Da minha sala, contava-se mais de 10 guindastes levantando verdadeiras torres.  Uma coisa é ler que o Panamá é um país em pleno crescimento econômico. Outra é observar reflexo disso na vida das pessoas e sentir os efeitos dos entraves que o impedem de crescer ainda mais. Neste lugar, se investe pesado em infraestrutura, mas a educação e o desenvolvimento do povo local não são bem o foco do governo.

Logo ao lado, está a Costa Rica, país que vim a admirar muito pela qualidade dos serviços, transportes e que não é uma potencia econômica, mas mantém um terço de seu território como reserva florestal. Além de ter um povo alegre que tem por hábito comer arroz e feijão de café da manhã. Pude também visitar a Guatemala, El Salvador, Cuba, Colômbia, Venezuela, além de conhecer bastante bem o Panamá.  O interior, fora da capital não é tão desenvolvido e, por consequência, tem sua vegetação tropical e paraísos caribenhos bem preservados.

Lenora deu aulas de inglês no Tibete


No fim da experiência, voltei ao Brasil. Após regressar, parti novamente. No roteiro: Alemanha, Tailândia, Inglaterra e um mês de viagem pela Índia. Foquei a aventura no norte do país, bastante espiritualizado, onde está hoje o Tibete, exilado. Por enquanto sigo no aqui, bem ao norte, e posso afirmar que a vida é valorizada acima de tudo. As pessoas, talvez motivadas por sua busca espiritual, tentam ser sempre o melhor possível. O que afeta inclusive o comércio: aqui tudo vale o máximo que cada pessoa estiver disposta a pagar por ele."

O final da jornada de Raquel no Alasca

20 de julho de 2011 3

Em fevereiro de 2010 publiquei aqui um post de uma menina que sonhava em estudar no Alasca. A Raquel de Carli, de Caxias, embarcou para Anchorage em janeiro de 2011 e voltou de lá faz menos de um mês. Aqui no blog, vocês acompanharam o desenrolar da aventura dela por lá, cursando o um semestre do ensino médio.

Este é o último relato dela sobre o intercâmbio no Alasca, mas eu tenho certeza que não vai demorar muito para que a Raquel escreva novamente para contar das suas andanças por aí. Como eu já disse um dia, ex-intercambista é uma categoria que não existe :)

(para ver os posts antigos da Raquel é só clicar aqui)

Raquel no meio da família hospedeira na difícil hora do adeus

"Os últimos meses foram muito corridos, e eu comecei a perceber que eu logo eu estaria voltando para o Brasil. Tudo que eu sempre sonhei, o que eu aguardava ansiosamente estava chegando ao fim. Então decidi aproveitar cada dia, cada segundo. Por volta de maio, o colégio terminou, e as férias de verão começaram. A temperatura do verão no Alasca fica em torno de 17ºC.

Banho de lama no Alasca

Me encantei com o "verde" do Alasca. As árvores, antes cobertas por neve, estavam cheia de folhas. As significantes mudanças de estação foi algo que me encantou também. No começo de Julho, o sol se punha por volta de 1 h e por volta de 3h ou 4h ele nascia de novo.


Minha mãe hospedeira disse que queria me dar um presente, Então ela decidiu que queria me pagar um voo, naqueles "mini aviões" para que eu pudesse ver a montanha mais alta dos Estados Unidos de perto, a Mt Mckinley. O avio sai de Talkeetna, uma cidade que fica a 2 horas de Anchorage. O passeio durou por volta de 1h e 45min. Foi umas das melhores experiências da minha vida. O avião passa entre varias montanhas e as paisagens são maravilhosas.

Apesar de assustador, também foi muito legal ter visto um urso. Minhas amigas e eu, estávamos fazendo uma trilha e todas nós carregávamos "sinos" para assustar os ursos. Com o barulho, não encontraríamos um de surpresa, mas mesmo assim vimos um urso preto. Foi emocionante, não parecia real, mas ele logo foi embora.

Em Anchorage tem um parque chamado, Kincaid Park, onde tem uma praia. Nessa praia quando o nível do mar está baixo, podemos brincar na lama. Isso acontece todos os dias de 5 em 5 horas mais ou menos. Minhas amigas e eu fomos fazer uma guerra de lama, o que para mim foi muito diferente e divertido. No último dia, meu pai hospedeiro me levou para pescar, coisa que eu nunca tinha feito na minha vida. Caminhar em trilhas, ter esse imenso contato com a natureza é algo do que eu vou sentir falta.


A AFS, a organização do intercâmbio, levou eu e todos os outros intercambistas para fazer um rafting. Chovia e a temperatura estava por volta volta dos 0ºC. Foi lindo, a água cristalina e várias águias sobrevoando o céu. Estava muito frio.

Uma das coisas mais difíceis que eu já fiz em toda a minha vida, com certeza, foi partir. Vários amigos foram no aeroporto me dar tchau, assim como a minha família hospedeira. Todos nós choramos, mas fiquei feliz por ter todos eles ao meu lado. É incrível a quantidade de amigos que fazemos em seis meses. Sei que não vou conseguir manter contato com todos eles, mas estou certa que alguns vêm me visitar no Brasil. E quanto a minha família hospedeira, fiquei maravilhada com a maneira que eles me acolheram. Imagino que não é fácil morar com alguém que você nunca viu na vida, e mesmo assim acolhe-la como uma filha. Com certeza, a minha família hospedeira foi uma das melhores partes do meu intercâmbio. Faz duas semanas que eu voltei. A saudade de lá já é grande.

Em 2012, meus pais hospedeiros vêm me visitar. Já estou ansiosa por isso. A todos que têm a oportunidade de fazer um intercâmbio: não percam. É um grande crescimento pessoal, nenhum dinheiro compra tudo o que eu aprendi , conheci e passei na minha experiência. Foi algo único. O meu intercâmbio foi uma das melhores coisas que já aconteceram na minha vida. Vou levar essa experiência comigo para sempre. Afinal quem iria morar no Alasca?"

Universidades russas abrem 100 vagas para brasileiros interessados em cursar graduação

18 de julho de 2011 7

Universidade Médica Estatal de Kursk oferece 50 vagas em medicina para brasileiros

Estudantes interessados em cursar graduação na Rússia tem até 22 de julho para inscreverem para o processo seletivo da Aliança Russa. São 50 vagas para graduação na Universidade Médica Estatal de Kursk e outras 50 para candidatos a Relações Internacionais, Direito Internacional, Turismo, Educação Física e Nanotecnologia, na Universidade Estatal de Belgorod e na Universidade Amizade dos Povos (RUDN) em Moscou.

Para o curso de medicina, as vagas estão divididas em duas opções: 25 para a Faculdade Preparatória, na qual os alunos têm, inicialmente, três meses de adaptação ao idioma e método de ensino, e 25 para a inserção direta ao primeiro ano do curso de medicina. As vagas são destinadas a estudantes que concluíram ou estão para concluir o 3º ano do ensino médio.  As aulas são ministradas em inglês.

os demais cursos são ministrados em russo. As universidades oferecem curso báscio e preparatório para os interessados que não falem russo. As aulas são em Moscou ou na cidade de Belgorod, que fica a 700 quilômetros da capital.

A viagem é acompanhada por um orientador da Aliança Russa e toda a turma selecionada. Atualmente, mais de 120 brasileiros residem no país europeu.  Para informações mais detalhadas sobre os programas, acesse o site da Aliança Russa

Novas descobertas no Alasca

19 de maio de 2011 25


Já pensou largar uma menina de 15 anos no Alasca por seis meses? Pois foi isso que aconteceu com a Raquel de Carli, de 15 anos. Ela embarcou em janeiro para a cidade de Anchorage,  já enfrentou o inverno e agora aproveita os longos dias de primavera.


A caxiense foi fazer um semestre do ensino médio por lá e deve voltar dentro de dois meses. Aquele aperto que dá quando a hora de voltar chega perto já bateu. Mas ela ainda tem bastante coisa para fazer e aproveitar. Dá uma olhada em tudo que a guria já fez até agora:


"Faz quase quatro meses que no Alasca e posso afirmar, com certeza, que muita coisa mudou. Agora é  primavera, e os dias estão começando a ficar mais claros . Quando cheguei, o sol nascia por volta das 10h e  se punha às 17h. Agora, ele não se põe antes das 22h. Logo poderei ver o sol da meia noite.

Confesso que sinto falta do inverno, pois vivenciei os melhores momentos da minha vida. Pude ver a aurora boreal, que foi inesquecível . Também tive a oportunidade, de andar de trenó com os cães, como vemos nos filmes. Foi maravilhoso! Pude andar com os meus pais hospedeiros de snow machine, como se fosse uma moto na neve, que foi demais.


Há, alguns dias tive a festa de formatura do high school, mais conhecido como "prom", o baile de formatura, foi muito legal, me senti nos filmes americanos. Agora estou ansiosa para ver um urso. No inverno, eles estavam hibernando. Ver alces, já se tornou algo super comum, quase todos os dias consigo ver um na rua ou até no quintal.
A saudade de casa é  grande, mas fazer um intercâmbio é  uma coisa inesquecível, me fez amadurecer e ganhar conhecimento. Foi difícil me despedir dos amigos e familiares no Brasil, mas muito pior vai ser com a minha familia hospedeira, que eu amo muito, e com os amigos que fiz aqui no Alasca. Infelizmente, tenho só mais 2 meses aqui no Alasca, mas vou aproveitar muito. Ainda tenho muita coisa para vivenciar."


Inspirado pela Islândia

09 de maio de 2011 0


Você provavelmente não conhece a Islândia (nem eu!), mas deveria. Então, passeando pela internet no fim de semana, procurando um lugar diferente paras as férias, acabei achando o site Inpired by Iceland (ou Inspirado pela Islândia, em português) e fiquei boquiaberta.

A página é cheia de conteúdos interessantes para quem se interessa em ir para lá. É uma boa fonte pros curiosos que querem saber mais sobre a Islândia, um país que pouca gente conhece, mas que tem uma paisagem deslumbrante (olhem o vídeo a seguir pra constatar). O site ainda tem uma lista bem legal de bandas islandesas que você pode conhecer (além da Björk) e um guia prático com informações políticas, geográficas e culturais do país.

Além disso, tem uma seção de vídeos com histórias de gente "inspirada pela Islândia". São vários, mas o que eu achei mais legal é esse aqui que dá uma "visão geral":


Inspired by Iceland Video from Inspired By Iceland on Vimeo.


AH! e pra ver mais da Islândia, tem esse post aqui da Ana Luísa Goettert Dieterich. Ela fez intercâmbio e voluntariado por lá. Vale a pena ler!

A adaptação à vida na Índia

29 de abril de 2011 0

A estudante de jornalismo Bibiana Nilsson ainda está se acotumando com a Índia. Depois de trocar a Alemanha pela terra de Gandhi, ela se surpreende todos os dias com as novidades que encontra. Há pouco mais de um mês no país para um estágio, a porto-alegrense mandou um oi pra todo mundo que lê o intercambiando e contou da difícil adaptação:

 

Bibiana e uma amiga com "nativos" no parque na Índia

 

"Namastê! Cheguei na Índia há quase um mês, o que é quase inacreditável. Tantas coisas aconteceram e as sensações e impressões que tenho tido até agora são tão conflitantes como a realidade do país de Gandhi.

Ainda estou boquiaberta com a quantidade de pessoas nas ruas, o barulho, a desorganização, a sujeira, o caos, a comida apimentada (sempre) ... e o sorriso aberto dos indianos.

Eu sabia que não seria fácil trocar a Alemanha pela Índia, mas não tinha idéia de quão difícil seria. E aqui estou. Tento viver um dia de cada vez, o que já é desafiador o bastante.

Nesta uma semana de Chandigarh, aprendi a tomar banho frio, andar de riksha negociando o preço em inglês-punjabi macarrônico – dentre outras “capacidades” antes inimagináveis pra mim. Acho que um dos maiores desafios que enfrento (e enfrentarei)é a adaptação ao tempo indiano: aqui tudo segue um ritmo próprio, que eu ainda não conheço."

Dá uma olhadinha do recado que a Bibiana mandou direto da Índia:

Estônia: o país mais gremista do mundo

27 de abril de 2011 30

O que você sabe sobre a Estônia? Como a maior parte das pessoas, muito pouco ou nada, até.  No leque de possibilidades do administrador de empresas Bruno Bruel, o país entrou por conta de uma intercambista vinda de lá.  O país, entretanto, está entrando no roteiro (pelo menos turístico) de muitos viajantes.

Eles recentemente adotaram o euro e recebem os famosos vôos de baixíssimo custo da Ryanair. Tallinn, a capital da Estônia, é a Capital Cultural da Europa 2011, com muitos eventos acontecendo. Mas se nem esses fatos tornam este pequeno país báltico situado entre a Suécia, a Finlândia, a Letônia e a Rússia, polo de TI e berço do Skype, conhecido no mundo, vale a pena das uma lida na experiência que o porto-alegrense teve por lá.  Nessa temporada, ele descobriu algumas curiosidades e "semelhanças" bem peculiares, eu diria...


Bruno com esculturas de gelo em Vabaduse Valjak, a praça da independência


"Em 2009, a Estônia trouxe a Porto Alegre um dos pouco mais de um milhão de seres humanos originados neste remoto país do nordeste europeu. Seu nome era Maris e ela veio realizar um intercâmbio pela Aiesec Porto Alegre, escritório do qual era e ainda sou membro. Ficamos amigos e ouvi muitas coisas interessantes sobre a Estônia, dentre as quais eu destacaria o hábito estoniano de se entrar em saunas sem roupa. Mas não sozinho, como entramos no banho: com parentes ou amigos, como uma forma de socialização. Seria mais ou menos o equivalente à nossa roda de chimarrão, mas com todo mundo pelado. Foi meio difícil de acreditar e todo mundo aqui fez piadas com este fato, mas alguns meses mais tarde eu teria a oportunidade de comprovar sua veracidade.

Já tinha feito dois intercâmbios de Work and Travel nos EUA, mas agora queria trabalhar na minha área e, de preferência, em algum lugar bem diferente e que me proporcionasse muito mais descobertas do que obviedades. Me candidatei para vagas em vários lugares do mundo, até que apareceu uma vaga somente para brasileiros em Tallinn.

Blocos de gelo no mar báltico, que banha a Estônia

Chegando lá, me deparei com um país que ainda guarda muitos resquícios da forçada ocupação soviética que sofreu no passado recente, mas que por outro lado possui uma história que remete à Idade Média e tem na sua capital um dos centros históricos medievais mais bonitos e bem conservados da Europa, o que é o principal atrativo turístico do país.

O povo estoniano, até por sua homogeneidade (quase todos os habitantes são de origem estoniana ou russa, de forma que quase não há imigrantes no país) é extremamente receptivo a estrangeiros e muito, muito fãs do Brasil. Acho que o sonho de todo estoniano é vir para o Brasil, nem que seja só para fugir do inverno longo, extremamente frio (pode chegar a -30ºC) e, principalmente, escuro: no inverno, poucas são as horas de luz solar. Mas eu cheguei lá às vésperas do verão, quando ocorre o fenômeno oposto, e, apesar de já estar avisado disso, me surpreendi com o número diário de horas de luz natural: em torno de 20, 21h.

celebrando o Jaanipäev, feriado nacional em homenagem ao dia mais longo do ano

Na realidade, no auge do verão, o sol não chega a se pôr totalmente: ele apenas se esconde no horizonte, de forma que o céu permanece cinza e nunca preto. E em questão de 3 ou 4 horas, lá está o sol brilhando novamente. Quanto à temperatura, ficou acima de 20ºC na maior parte do verão, chegando aos 30º às vezes, o que tornou meu verão lá muito agradável e ativo.

A Estônia tem outras vantagens em relação a certos países europeus, além da receptividade a estrangeiros e do verão de dias eternos: o custo de vida é baixo e o inglês é dominado sem dificuldades pela população de meia idade para baixo, até por uma questão de sobrevivência: se eles não falassem inglês, estariam fadados ao isolamento, pois quem no mundo iria fazer esforço para aprender estoniano? Por fim, destacaria o uso inteligente de tecnologia para fins públicos, quesito no qual a Estônia é case mundial (pesquise, por exemplo, sobre o ID estoniano no google, ou o número de pontos Wifi gratuitos no país).

Após seis meses pude aprender bastante sobre comércio internacional e sobre mim mesmo nesse intercâmbio.  Ao final do trabalho, decidi que não era hora de voltar para o Brasil ainda e resolvi me jogar pelo mundo. Da Estônia fui para a Dinamarca, onde trabalhei em um projeto em escolas, e depois para Maurício, na África, onde participei de um projeto sobre sustentabilidade. Mas essas são histórias pra outro dia.

Mas e por que este título?  a bandeira da Estônia consiste em três listras horizontais nas cores azul, preta e branca, e foi adotada oficialmente como símbolo nacional em 1918, quando o país obteve sua independência pela primeira vez. Após, portanto, a fundação do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, que ocorreu em 1903.

Resultado: quando eu presenciava manifestações patrióticas, especialmente no Dia Nacional da Bandeira, me sentia como se estivesse na Geral do Grêmio, e, portanto, não tão longe assim de casa.