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Posts na categoria "Intercambista da redação"

Uma palavra para resumir o Canadá: surpreendente

07 de junho de 2011 7

Como já falei outras vezes, aqui na redação tá cheio de gente que curte usar as férias para fazer intercâmbio. A Mariana Moraes, colega ali da central do interior é uma dessas. Em 2006, ela usou os dias de descanso para estudar inglês no Canadá e a experiência marcou para sempre. Dá uma olhadinha:

 

Mariana passando frio nas cataratas do Niágara


"Quando fui para o Canadá, em fevereiro de 2006, não tinha ideia das maravilhas que eu iria conhecer naquele país. Decidi fazer um curso de inglês nas férias, estudando na Hansa Language, em Toronto. Morei em uma casa de família, formada por uma senhora e duas gatas. Duas gaúchas também moravam comigo.

Aquele inverno foi o mais quente dos últimos anos, então a temperatura média era de mais ou menos -17 graus. Lá o frio é seco e todos os lugares tem calefação, o que torna tudo mais agradável.

Morava a uns 20 minutos do centro, onde ficava minha escola. As aulas eram muito boas e fiz amigos de todo mundo, especialmente da Coreia e do Japão.

A escola organizava passeios para cidades próximas. Conheci Niágara On the Lake - onde passei o maior frio da vida ao visitar as Cataratas do Niágara - , a capital Ottawa, Montreal e Quebec - onde pude me arriscar um pouco no francês.

Uma paixão dos canadenses é o hockey, que eu acompanhava toda a semana indo aos jogos do time da universidade local: St Michael Majors.

Se eu for resumir o Canadá em uma palavra seria surpreendente. Amei ter minha primeira experiência internacional em um país que eu não sabia o que iria encontrar e onde tudo me encantou. Quem tiver a oportunidade, vá e, como eu, se apaixone pelo lugar!"

Dicas para estudar em Santiago e passear pelo Chile

10 de maio de 2011 8
Ainda em abril, a Maria Rita Horn, editora do + Canoas aqui do jornal, contou um pouquinho da experiência de passar as férias no Chile passeando e fazendo um curso de espanhol em Santiago.  O primeiro post foi só um aperitivo do que foi a viagem dela.


Como prometido, neste post vocês encontram mais detalhes do planejamento e do que ela encontrou por lá. São dicas bem legais para quem quer viajar nas férias de julho, mas não sabe ainda o que fazer ou para onde ir. A América do Sul é aqui do lado, é fácil conseguir passagens bem em conta e tem um monte de coisas legais para ver.


Nesse post aqui, tem umas dicas de programas nos Andes, mas como as férias já estão perto, vou atrás de umas outras opções atualizadas aqui perto. Aguardem!


"Sou uma pessoa que gosta de idiomas. Além da minha vontade de estudar espanhol, também gosto de praticar o inglês nas minhas andanças por aí e, pelo potencial turístico que o Chile apresenta, minha viagem férias, composta de dois terços de passeios e de um terço de estudos, também foi uma boa oportunidade para falar o mínimo de português.


Minha primeira aventura no Chile começou no Parque Nacional Torres del Paine, parte da patagônia chilena onde fiz um circuito de trekking de quatro dias conhecendo os pontos principais do local, como as próprias torres e o Vale Francês. A impressão que tive é de que essa parte do país ainda não é muito explorada por brasileiros, pois, em cinco dias de estadia no parque, não encontrei nenhum. Mas tive a oportunidade de caminhar junto a um cara de Londres e um guia da Patagônia. Falei inglês boa parte do tempo e ainda aproveitei para, volta e meia, tirar dúvidas sobre espanhol com Tadeo, o guia.

Depois de passar bastante frio e me apaixonar pela Patagônia, fui para a capital, Santiago. Onde estudei uma semana da língua. Por lá, não foi difícil encontrar pessoas a dizer que aprender o espanhol falado pelos chilenos não é tarefa fácil. Os mais jovens, principalmente, falam muito rápido e têm suas gírias, isso é indiscutível. Mas, em geral, as dificuldades são com quem precisa passar mais tempo no Chile ou se propõe a morar por lá. No meu caso, como foi um curso intensivo de uma semana, minha convivência era 80% do dia com professores do curso _ que, obviamente, falavam claro e devagar _ e com colegas na mesma situação de aprendizado. Nos outros 20% do tempo, pegava jornais para ler, ia em lojas e supermercados, prestava bastante atenção nas falas do metrô, TV e rádio, ou mesmo na fala das pessoas nas ruas. E me sentia o máximo cada vez que eu entendia o que eles diziam, por mais rápido que fosse.

Minhas despesas com curso, que incluía uma hora e meia de aulas particulares por dia, mais três horas de aula em nível intermediário (já estudo há um ano e meio em Porto Alegre) e atividades no turno da tarde, foram de 350 dólares. Era possível ficar em um albergue, mas a escola que escolhi ainda oferecia estadia em casa de família ou de um professor por mais 140 dólares. Embora fosse bem mais barato ficar em um hostel, achei que valia a pena a máxima tentativa de imersão e fiquei na casa de uma professora muito legal, que me explicou vários costumes dos chilenos e falava muito da cultura e da história do povo. Foi na casa dela, inclusive, onde comi pela primeira vez pão com abacate puro (sim, eles adoram e acham muito estranho que a gente coma com açúcar).

Tirando as desvantagens das gírias e do falar rápido, pelo menos os gaúchos têm uma vantagem ao aprender espanhol em terras chilenas. Enquanto na Argentina e no Uruguai é muito disseminado o uso do "vos" para conversas informais, no Chile o "tu" é o mais usado no papo informal.

Turisticamente, Santiago é uma cidade que pode ser vista em uma semana, aproveitando o intervalo das aulas. É bastante cosmopolita, mas também bastante povoada, com muito trânsito e poluição. Mas tem um sistema de transporte público que funciona bem e é relativamente segura.


Meu problema maior era com a conversão de moeda. Um real estava por volta de 270 pesos chilenos em abril deste ano. Eram muitas casas decimais para pensar e calcular a cada despesa. E, por oferecer tanto para se ver, nem tudo é muito barato no Chile, especialmente em pontos como a Patagônia e São Pedro de Atacama, meu destino final depois do curso. Já os preços em Santiago são equivalentes aos de Porto Alegre.

O "formato" do Chile, extenso como é, ainda proporciona paisagens bem diversas, de sul a norte, devido a sua extensão. Um cenário mais fantástico do que o outro. Dá, tranquilamente, para juntar o útil (no caso, estudar) ao agradável (passear muito).

Todos os chilenos que conheci foram muito amáveis e se esforçavam em me fazer compreendê-los quando precisei. Não sei se tive sorte, mas não me arrependo de ter escolhido Santiago para aprender um pouco mais de espanhol."



Curso de espanhol no Chile nas férias

18 de abril de 2011 6

Eu não sou a única nessa redação que que gosta de andar por aí, óbvio. É só ter uma folguinha que o pessoal se joga no mundo. A editora do + Canoas, Maria Rita Horn, aproveitou as férias para conhecer a Patagônia e fazer um curso de espanhol em Santiago do Chile. Na verdade, ela já está de volta até, mas vale a pena ler sobre a preparação para o intercâmbio e logo ela vai contar direitinho como foi a experiência.

Confere aí:


"Muito ouvi ou li de que o espanhol falado no Chile não é o melhor de aprender, que eles falam rápido, muito diferente dos outro hispano-hablantes etcetera e tal. Com um plano inicial de estudar uma semana da língua em modo intensivo no Uruguai e depois seguir rumo a um período de férias no Chile, comecei a mudar de ideia quando vi que, assim, não estava "otimizando" o período de folga. Como eu já conhecia o Uruguai, achei que valeria mais a pena aproveitar o período em que estaria em Santiago, capital chilena, para os tais estudos.

Pela internet mesmo, fui atrás de alguns relatos sobre diferentes experiências em algumas escolas e descobri que havia opções que oferecem modo "combo" de atividades. Por um determinado valor, tem-se seis horas-aula por dia, durante cinco dias, mais transfer do aeroporto até a acomodação escolhida, por conta da escola, que ainda pode oferecer opção de ficar em uma casa de família ou na casa de um professor. Depois de perguntar para alguns amigos que já moraram no Chile sobre suas experiências com o espanhol, sem ninguém me dizer algo do tipo "não, não faça isso", resolvi arriscar."

Pros que se interessaram pelo programa: nesse post mais antigo tem uma sugestão de programa na América Latina e logo a Rita vai contar mais da viagem dela!