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Posts na categoria "Intercambistas"

Dos ares quentes de Joinville para o clima congelante do Reino Unido

21 de maio de 2013 0


Thiago em frente ao prédio da Faculdade de Engenharia e Computação


Thiago Baratto de Albuquerque é natural de Criciúma e desde 2009 cursa Engenharia Elétrica na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Joinville. Hoje ele estaria no 8º semestre do curso, que tem dez períodos, no total. Em janeiro deste ano, o estudante trocou os ares quentes de Joinville pelo clima congelante de Coventry, no Reino Unido. Thiago conta que sempre acreditou que uma experiência internacional poderia agregar muito, principalmente se fosse acadêmica. Quando descobriu o Ciência sem Fronteiras (CsF), viu no programa uma ótima oportunidade, principalmente por causa das opções de universidades e do auxílio financeiro. Segundo ele, a maioria das universidades, incluindo a Udesc, possuem Editais ou Projetos de intercambio acadêmico, mas oferecem poucas vagas e normalmente os beneficiados são acadêmicos finalizando o curso. Confira o relato de Thiago a respeito do intercâmbio acadêmico de que participa até o início de 2014.

Escolha do país e da universidade

Minhas opções se resumiam a Estados Unidos, Reino Unido e Holanda, devido à necessidade de teste de proficiência em língua inglesa. Escolhi o Reino Unido por causa das ótimas universidades, da minha simpatia pela cultura inglesa e pela possibilidade de visitar outros países da União Europeia. Optei pela Universidade de Coventry (Coventry University), localizada na cidade de Coventry, a cerca de 160 quilômetros de Londres, por estar entre as melhores universidades do Reino Unido, possuir convênio com grandes empresas dos setores automotivo e de aviação, e por causa do currículo e instalações dos cursos de Engenharia. O prédio da Faculdade de Engenharia e Computação (foto) possui inúmeros laboratórios de ponta e foi construído e equipado em 2012.

Brasil x Reino Unido

Apesar de no Brasil eu ser aluno de graduação da Engenharia Elétrica, por causa de algumas diferenças nos currículos estou estudando Mestrado em Engenharia Elétrica e Eletrônica na Faculdade de Engenharia e Computação da Universidade de Coventry. Este semestre estou fazendo disciplinas como Robótica, Motores e Drivers, Processamento Digital de Sinais e Micro controlador avançado. Em breve devo começar um projeto de pesquisa em conjunto com outros brasileiros do CsF, professores da Universidade de Coventry e duas empresas britânicas. O conteúdo das disciplinas é semelhante ao do Brasil. A maior diferença é o enfoque que as disciplinas têm. Os professores priorizam a prática, o uso de ferramentas computacionais. Para mim, isto tem sido uma vantagem, pois estou tendo a oportunidade de colocar em prática alguns conhecimentos que no Brasil tive apenas na teoria. Notei outra grande diferença na elaboração de trabalhos. A questão de referências bibliográficas é muito rígida no Reino Unido. Qualquer texto não referenciado é considerado plágio, e todo trabalho passa por uma ferramenta que analisa o texto e pesquisa na internet e em outras bases de dados o grau de similaridade entre o seu trabalho e outras fontes.

Experiência cultural

Além da experiência acadêmica, também existe a experiência cultural e pessoal. Por estar na Europa, fica muito fácil e barato viajar para outros países, e o mais interessante é que por mais próximo que sejam um do outro, cada país tem um estilo de vida, culturas e muitas vezes idiomas completamente diferentes. Essa experiência é, em minha opinião, também muito importante. Eu espero, e este foi um dos motivos para me inscrever no CsF, que toda essa experiência me proporcione melhorias no meu currículo profissional e em minha vida pessoal, para que eu retorne ao Brasil com conhecimentos que ajudem no contínuo desenvolvimento do nosso país.



Rapariga manezinha em Lisboa

15 de maio de 2013 0


Géssica Silva está há sete meses em Lisboa pelo Ciência sem Fronteiras

A estudante Géssica Silva tem 20 anos e está cursando o quarto ano de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atualmente, ela vive em Lisboa, em Portugal, onde participa de um intercâmbio na Universidade Católica Portuguesa por meio do programa Ciência sem Fronteiras. A participação dela no programa de bolsas do governo federal foi ao acaso. — Eu ainda estava fazendo um intercâmbio em Santa Fé, na Argentina, quando recebi um e-mail de minha ex-chefe avisando que havia vagas para minha área no segundo edital.

— Eu tinha um desejo antigo de conhecer Portugal e, como não conseguiria fazer o exame de proficiência em inglês e já estava vivendo em um país de língua espanhola, resolvi vir pra cá.

Géssica conta também que escolheu a Universidade Católica porque queria estudar na Capital do país e por indicação de uma portuguesa que fez em intercâmbio em Florianópolis, em 2010. Confira o relato da intercambista:

Último semestre

Já estou há sete meses em Portugal e me encaminhando para o fim do meu último semestre aqui. Ao longo dos dez meses que estão previstos de vigência da bolsa vou fazer, ao total, nove disciplinas. Procurei construir um plano de estudos que fosse voltado para temas que, de preferência, eu não tivesse contato no Brasil, pois acredito que este é o propósito do intercâmbio em outra instituição de ensino: o incremento na sua formação com novas perspectivas práticas e teóricas. Entre as disciplinas escolhidas estão gêneros jornalísticos, jornalismo econômico e comunicação política.

Diferenças entre universidades

Há uma grande diferença entre as universidades brasileiras e portuguesas, principalmente no que diz respeito à relação professor-aluno. A partir do que pude vivenciar, vejo que os professores brasileiros são muito mais exigentes e acessíveis ao aluno. Mas o aprendizado vai além da sala de aula. Vir para Portugal me fez conhecer melhor o Brasil e estabelecer um espírito mais crítico acerca do mesmo.

Amizades e estereótipos

Aqui criei círculos de amizades com outros alunos do programa Ciência sem Fronteiras de todas as regiões do Brasil e trocamos informações sobre os nossos Estados. Isso me ajudou a quebrar alguns estereótipos que eu tinha. Vou sair daqui valorizando mais nossa simpatia com o outro, característica pouco comum na Europa, e com o sentimento de que por vezes valorizamos demais o que vem de fora sem olhar para as capacidades e atitudes de nosso próprio país.



Lições de um intercambista

15 de abril de 2013 0


Giorgio Augusto Souza participou de dois intercâmbios nos Estados Unidos, quando conciliou trabalho e estudo


Se passar alguns dias em uma cidade diferente já nos enche de cultura e aprendizado, imagine morar por algum tempo longe de tudo o que você conhece. O gestor Giorgio Augusto Souza fez dois intercâmbios para os Estados Unidos do tipo Work and Travel, no qual você trabalha e consegue se manter com o salário por lá. Os dois ocorreram no inverno norte-americano, quando ele estava em férias na universidade.

— Em ambas as oportunidades, fui para uma cidadezinha chamada Sun Valley, no Estado de Idaho, para trabalhar em uma estação de esqui, chamada Sun Valley, Ski Company — conta.

— Apesar de não ser muito conhecida pelos brasileiros, é uma estação frequentada por turistas do mundo todo, inclusive muito procurada por artistas de Hollywood. Tive a possibilidade de atender o Arnold Schwarzenegger e o Tom Hanks.

Teoria e prática

Durante o período do intercâmbio, que durou quatro meses, eu era acadêmico de Turismo e Hotelaria. Como estudante da área, foi muito válido fazer esse intercâmbio. Tanto para vivenciar novos hábitos e comportamentos, quanto para conhecer novos destinos e melhorar o idioma. Por trabalhar com atendimento ao público em um restaurante da estação, o uso do inglês era diário.

Diversão também

Era comum os colegas de trabalho alugarem um carro para viajar para cidades próximas, para conhecer novos lugares e comprar nos outlets. Fui para Nova York, Seattle, Salt Lake City, Los Angeles, Hollywood, Beverly Hills e outras cidades menos conhecidas.

Várias culturas

Entre os colegas de trabalho, havia pessoas de países como Eslováquia, Indonésia, Colômbia, Chile, França, Itália e Rússia. O contato com gente de várias partes do mundo permitia uma troca de experiências muito enriquecedora para a vida profissional e pessoal.

Lembrança

Todo mundo deveria ter a oportunidade de fazer um intercâmbio. É algo que fica para sempre na lembrança de quem se arrisca a provar desta experiência. Além de tudo, no meu caso, como trabalhava, tive a satisfação de realizar este sonho e ainda ser remunerado por isso.

por Marina Andrademarina.andrade@an.com.br

O desafio de estudar em húngaro

30 de janeiro de 2013 0

Imagine a cena estudar geografia, história e literatura em uma língua sem gênero gramatical e com nada menos do que 22 casos de declinação? É o que a Alana Pontel, 17 anos, está fazendo há quatro meses. Natural de Paim Filho, a adolescente ganhou uma bolsa de estudos e cursa, na Hungria, um ano do Ensino Médio. A pequena cidade de Atkar com seus 1,6 mil habitantes é,  pelo menos até julho, a casa de Alana.

Apesar da barreira linguística – ela não sabia nada do idioma antes de ir –,  a estudante conseguiu se adaptar bem.

– Fiz muitos amigos, mas, no primeiro dia de aula, foi tudo estranho. Eu não conhecia ninguém, não sabia falar a língua e todo mundo queria  saber quem eu era. Eu e a intercambista tailandesa éramos as atrações – conta.

Alana, que passou seu aniversário no país com direito a bolo decorado com a bandeira do Brasil pela família hospedeira, conta que se admirou com um diferente costume no Natal:

– Assim como no Brasil, toda a família se reúne, mas só enfeita a árvore no dia e com todos juntos. Achei isso bem peculiar.

Nunca é tarde para realizar o sonho do intercâmbio

17 de janeiro de 2013 3

Há muito tempo, intercâmbio não é mais só coisa de adolescente. Em busca de aperfeiçoamento, muita gente com emprego fixo e a vida profissional bem encaminhada opta por usar as férias do trabalho para turbinar o inglês ou dar o pontapé inicial no aprendizado de um novo idioma.

A tradutora Cristine Henderson Severo, de 30 anos, tirou da gaveta o plano de estudar fora em outubro de 2012. Cristine, que não tinha como passar longos períodos fora, optou por um curso de quatro semanas em Edimburgo, na Escócia, onde viveu com uma família hospedeira e conheceu a terra de seus antepassados.

"Sei que já não estou na faixa etária mais comum de quem faz intercâmbio. Mas tinha um motivo: chega um momento em que você precisa incrementar seu currículo. E investir em outra pós-graduação pode não ser a melhor escolha, se você já tiver uma titulação, como eu. Nesse caso, fiz as contas e vi que um certificado de uma escola de inglês no Exterior era o que precisava. Logo, não havia desculpa melhor para realizar um sonho antigo.

Então, pensei: por que não a Escócia? Mais do que o uísque, os kilts, os castelos, o sotaque _ é de lá que vem o nome da minha família: os Hendersons!  Optei por um curso de quatro semanas. A programação era intensa: três horas de aulas de língua inglesa mais uma hora e meia de cultura escocesa. Podia frequentar a escola em outro turno para fazer os deveres, sanar algumas dúvidas ou fazer os exercícios disponíveis no site da escola. Mas Edimburgo oferece tanta coisa (e de graça) que não dá para ficar muito tempo em um lugar só, mesmo no outono, quando chove a cada dois ou três dias. Nos finais de semana, visitei outras partes do país, como o Lago Ness e Stirling.

Os escoceses não são frios, e a comida não é ruim, como insistem em dizer. O problema mesmo era quando não tinha nada planejado para o dia, já que escurecia às 17h e a maioria dos lugares públicos fechava por volta das 17h30min. E, sim, o mau tempo às vezes pode afetar seu humor. Ainda bem que minha família hospedeira era bem-humorada, assim como a maioria dos escoceses.

Tive a coragem de me desfazer de muitas coisas para pagar o curso, mas tive de ter mais coragem ainda de viajar sozinha durante as férias do meu trabalho, sem saber como eu e o meu inglês estariam na volta. Não importa quantos blogs você siga, quantos filmes e livros sobre o país você já viu, quantos amigos seus já tenham viajado: ninguém consegue descrever a sensação de estar lá, depois de anos economizando, de ser a única sul-americana de uma classe, de olhar para o Castelo de Edimburgo de perto, caminhar pela Royal Mile, ir para um pub ver a Cèilidh Dance, ver a expressão de surpresa das pessoas quando ouvem que você é do Brasil.

Assim, quando você se vê explicando que Porto Alegre é uma cidade grande, com diferentes restaurantes e escolas, e que a Guiana não faz parte do Brasil _ aí sim você percebe o quão distante está. E, nesse percurso, de tanto repetir o que você sempre soube, o olhar que você tem sobre seu país e sobre si mesmo muda, inevitavelmente."

"É uma oportunidade de se descobrir e se refazer", conta jovem sobre intercâmbio na África

19 de dezembro de 2012 7

No verão de 2012, a estudante Maíne Guerra trocou as férias com os amigos de Santa Maria por uma oportunidade de trabalhar com crianças em uma escola de periferia. Seria um voluntariado normal se a tal periferia não fosse em Nairóbi, capital do Quênia, na África. De janeiro a março, a jovem de 25 anos deu aulas de inglês para crianças em um dos bairros mais pobres da cidade. A escolha não foi por acaso. Maíne queria algo que a tirasse da zona de conforto:

– A África sempre me provocou curiosidade e até medo. Deu uma vontadezinha de viver algo que mexesse comigo, que doesse de verdade. Aprendi um novo jeito de viver, de ser. É uma oportunidade de se descobrir e se refazer. Pesquisei oportunidades de trabalho voluntário em países africanos, cujo idioma fosse o inglês, e o Quênia tinha boas oportunidades.

Além da adaptação em um continente diferente, ela teve de se enquadrar no estilo de vida da nova família. No Quênia, a estudante brincava com uma irmãzinha, lavava sua roupa à mão, ajudava a "mãe" na cozinha e discutia política e as últimas notícias com o novo pai.

– Passei alguns sábados em turno integral na igreja deles, mesmo sendo diferente da minha religião. E tudo isso foi uma opção. Essa convivência me impactou muito. Sei que também causei um impacto naquela família. Mais tarde, meu irmão queniano me contou que a família não conversava durante as refeições e passou a fazer isso por minha causa _ relata.

Maíne teve de aprender a comer com a mão, tomar banho de caneca e a fazer xixi no chão. A casa onde ela morava não tinha eletricidade na maior parte do tempo. O maior desafio foi dar aulas, não só por ser em outro idioma, mas porque a pobreza gritante aos olhos doía, do despertar ao adormecer. Mas a maior
dificuldade e, por consequência, o maior aprendizado, foi ter uma boa convivência familiar.

– Aprendi a aceitar e me esforcei para ser aceita. Quando não consegui, tive uma nova lição: a de compreender. Sofri, sim, com as diferenças e, muitas vezes, me senti discriminada. Mas aprendi a compreender que é tudo uma questão cultural.

Em Nairóbi, ela dava aulas de inglês e matemática do maternal até a 8ª série. Durante os dois meses na cidade, além de fazer safári e conhecer gente de todo o mundo, ainda conseguiu executar um projeto para trazer melhorias à escola onde trabalhava. Com doações, Maíne e outros voluntários fizeram uma pequena biblioteca, compraram uniformes e material escolar para todos os estudantes. Além disso, eles conseguiram reformar a escola e criar um espaço para os bebês, com colchões e brinquedos. Todo o trabalho e as descobertas feitas por lá serviram para que a jovem se tornasse mais flexível:

– Aprendi a não ter medo, me sinto mais segura. Tomar decisões parece mais simples. A gente cria uma coragem para absolutamente tudo. Acho que amadureci alguns anos nesses dois meses.

Jovem de Esteio está entre os 10 selecionados do Brasil para bolsa de estudos nos EUA

18 de dezembro de 2012 4

É sempre uma felicidade enorme poder postar sobre leitores que se inscreveram em concursos de bolsas e conseguiram. No caso sa Yasmym Magnante, foi tudo culpa da irmã, a Médully. A Médully viu uma oportunidade postada aqui no blog e achou a cara da Yasmym. A instência da mais velha fez com que a caçula não desistisse e em agosto de 2013, Yasmym embarca para passar um ano nos Estados Unidos. Dá uma olhada no relato e fica aqui o convite para ela escrever mais vezes contando de toda a preparação para a experiência!

Em 2009, a estudante Yasmym Magnante começou a se interessar pela língua inglesa. Aluna do Colégio Estadual Augusto Meyer, em Esteio, ela passou a querer saber tudo do idioma para acompanhar a série Supernatural, em que uma dupla de irmãos caça demônios e outros seres de forças sobrenaturais. Para saber mais sobre o seriado e entender o que as músicas da trilha diziam, Yasmym resolveu estudar sozinha, em casa mesmo. Cada vez mais apaixonada pelo aprendizado da língua, há cerca de um ano, decidiu investir em um curso de inglês. A ideia era ganhar fluência e ter com quem tirar dúvidas.

O esforço valeu a pena: Yasmym é um dos 10 estudantes brasileiros que ganhou bolsa de estudos da AFS para cursar um ano do Ensino Médio nos Estados Unidos em 2013. Para chegar lá não foi fácil: ela passou por testes de inglês, matemática, comprovou que tem nota 8 ou mais em todas as matérias na escola, além de ser estudante da rede pública de ensino, e fez uma série de entrevistas. Antes de tudo isso, ela precisou contar com a ajuda da irmã mais velha, Médully, para lutar contra a própria desconfiança.

– Olhei os requisitos, o processo de seleção, o nível dos concorrentes e pensei que talvez isso não fosse para mim. Mas, então, minha irmã insistiu, dizendo que participando eu não perderia nada – conta.

Histórias de quem foi aprender japonês no Japão

10 de dezembro de 2012 2

Com a força dos mangás e animes e todo o fascínio que a cultura japonesa exerce sobre os ocidentais, cresce cada vez mais o número de jovens que procuram o Japão como destino de intercâmbio. Juliana Inchauspe Crancio, de 22 anos, começou a estudar o idioma em 2011 e, depois de conhecer três intercambistas japoneses na PUCRS, resolveu que precisava conhecer o país. Já a tradutora Gabriela Seger de Camargo, de 25 anos, quis aprimorar os conhecimentos e ver o namorado, que fazia doutorado no país, na época .

Juliana em Tóquio

As duas porto-alegrenses passaram três meses em Tóquio e tinham feito apenas um semestre de japonês antes de embarcar. Apesar das dificulades com o idioma - que não é dos mais fáceis de aprender, especialmente pelo alfabeto diferente -, o pouco conhecimento não impediu a experiência de ser única.

- A primeira semana foi um pouco difícil, porque só sabia algumas poucas palavras em japonês. Mas a convivência com os japoneses e a escola de japonês que eu tinha me matriculado me ajudaram a aprender rápido. Em um mês, consegui entender e comecei a me comunicar com o básico do idioma. De segunda a sexta, tinha quatro horas de aula. À noite, encontrava amigos japoneses- relata Juliana.

- Dá, sim, uma sensação de isolamento e analfabetismo por falar muito pouco do idioma. Por isso, eu acabava me comunicando pouco, além de dificilmente conseguir ler placas e outdoors. Mas conheci estudantes japoneses e fui capaz de me comunicar minimamente - explica Gabriela.

Gabriela em um restaurante com o namorado

A hospitalidade e simpatia tímida do povo japonês, no entanto, conquistaram as duas estudantes, que, por terem conhecidos morando no país, tiveram a adaptação um pouco facilitada. Em situações cotidianas e com completos desconhecidos, elas se sentiram acolhidas.

- Uma vez, em um restaurante, uma moça japonesa sentada na mesa próxima viu que eu estava tendo dificuldades de comer com hashi (os palitinhos) e foi ser solidária à minha situação. Ela chamou a garçonete e pediu para ela trazer uma colher para mim - lembra a tradutora.

- Eles são muito quietos e tímidos. Quando eu andava de trem, muitos tinham curiosidade de saber de que país eu vinha, mas não tinham coragem de me perguntar. Alguns poucos vinham falar comigo e me explicaram sobre isso. Apesar dessa timidez, todos são muito simpáticos e estão sempre sorrindo ao conversar com as pessoas - completa a estudante de Publicidade.

Juliana gostou tanto da experiência que já está com viagem marcada para voltar ao Japão em fevereiro:
- Foram os melhores dias da minha vida! Gostei tanto que vou voltar para lá. Adorei ser "japonesa" por três meses.

"Intercâmbio serve para experimentar o que você não conhece", diz adolescente em Taiwan

24 de outubro de 2012 2


Aos 17 anos, Leandro Müller Feiten foi parar em Tapei, em Taiwan, na Ásia oriental. A ideia inicial, como acontece com a maioria dos jovens, era ir para os Estados Unidos, mas isso acabou não sendo possível. O estudante de Parobé resolveu então, encarar o desafio de aprender mandarim e passar um ano no país oriental. Muito mais que conviver com uma nova cultura e um novo alfabeto, Leandro teve a coragem de aceitar uma proposta não muito comum para jovens que fazem intercâmbio no Ensino Médio: durante sua estada em Taiwan ele não vai frequentar a escola normal, mas sim o primeiro ano de um curso na faculdade.  Há dois meses no país, ele já aprendeu algumas lições importantes, dá uma olhada no relato:

"Aqui a gente tem que aprender a se virar sozinho. Intercâmbio não é sempre mil maravilhas. É muito complicado lidar com as saudades de casa e isso faz com que às vezes a gente pense em voltar. No fim das contas, é passageiro e as experiências que temos e as coisas que aprendemos se sobressaem e tudo fica perfeito. Por isso que o intercâmbio precisa ser uma ideia bem pensada e planejada. Ao contrário do que alguns pensam, não é uma viagem de férias. Vim aqui pra estudar e aprender alguma coisa de bom. Claro que é cheio de festas e partes divertidas, mas não podemos perder o foco principal. No meu caso,  aprender chinês.

Outra coisa que é importante, especialmente pra quem viaja pra países orientais, é ter a cabeça aberta a novos jeitos de comer. No início, não é fácil se acostumar com a comida daqui. Ah e a comida chinesa de restaurantes no Brasil, não tem nada a ver com o que se come na Ásia. Hoje em dia já me acostumei com a comida e pra mim se tornou uma coisa muito boa. É legal que eles adoram comer diferentes tipos de vegetal e, então serve para experimentar. Até porque é para isso que o intercâmbio serve: experimentar o que você não conhece."

O Rotary tem inscrições abertas para intercâmbio em Taiwan, nas Filipinas e em outros países até 8 de novembro. Confira.

Estudante de Gravataí é a única mulher em grupo de brasileiros selecionados para intercâmbio em renomado instituto de Israel

22 de setembro de 2012 0

Uma jovem de Gravataí - que sempre estudou em escolas públicas - foi a única mulher brasileira selecionada para participar do programa International Summer Science Institute, do Weizmann Institute of Science, em Israel neste ano com estudantes do mundo inteiro. Caroline Luís Quiles, de 18 anos, escreveu uma redação em inglês sobre como ajudar o Brasil com da ciência. A estudante de Biomedicina da UFRGS foi selecionada com outros cinco jovens do Brasil para participar do programa que visa incentivar jovens do mundo todo a entrar para o meio da ciência. A seleção dos brasileiros é feita em São Paulo todos os anos (para saber mais da seleção clique aqui)

Para vocês terem uma ideia, o instituto Weizmann é considerado um dos melhores centros de pesquisa do mundo em tecnologia e tem seis ganhadores do prêmio Nobel como seus colaboradores. Caroline partiu com mais cinco estudantes brasileiros (todos do sexo masculino) em julho deste ano para ficar cerca de 20 dias na cidade de Rehovot. Confira no relato como foi a experiência:

"Durante o programa desenvolvemos um projeto científico em pequenos grupos de dois ou três alunos e um mentor que coordena o projeto, no meu caso, trabalhei com uma menina da Inglaterra em um projeto que relacionava a ação das células dendríticas na ovulação, utilizando modelos animais.

Durante os finais de semana viajávamos para regiões turísticas como Jerusalém, Galileia, Mar Vermelho, Cesareia, Tel Aviv. Após esse período, escrevemos um relatório no estilo de um artigo científico com tudo o que fizemos e tivemos a apresentação de um seminário com nossos resultados para os colegas e coordenadores.

Na segunda etapa do programa passamos quatro dias no Deserto de Israel, acampando, fazendo caminhadas e conhecendo mais sobre as características da fauna e da flora da região (e do calor). Andamos de camelo, comemos comidas típicas, aprendemos sobre as estrelas, nadamos no Mar Morto (ou melhor, boiamos lá), com certeza foi uma grande aventura.

No final de tudo só tenho a dizer que esse programa foi maravilhoso, tive a oportunidade de conhecer a cultura de Israel, de aperfeiçoar meu inglês, de passar um mês com 77 jovens de 15 países diferentes, alguns nos quais certamente manterei contato, pois se tornaram grandes amigos. Certamente voltei de lá com muita vontade de crescer na carreira científica e de colaborar com o desenvolvimento da geração de conhecimento e de melhorias na saúde da população."

Alguns bons motivos para visitar feiras de intercâmbio!

12 de setembro de 2012 0

ACapital recebe feiras de intercâmbio pelo menos duas vezes por ano. Quem ainda tem dúvidas de qual modalidade
ou país escolher pode aproveitar uma dessas oportunidades para ficar por dentro de tudo em um dia só.A estudante de Estância Velha Débora Stein foi na sua primeira exposição em março deste ano e passou uma tarde inteira na Expo Estude no Exterior, que agora virou Eduexpo.

A jovem, que sonha em ser comissária de bordo, aproveitou a oportunidade para conversar com agentes de escolas de diferentes países e guardou o nome de várias agências da Capital.

– Passei o dia inteiro lá. Peguei todos os panfletos e revistas que pude e li tudo em casa. Olhando os sites das agências que mais gostei, descobri uma promoção. Participei e ganhei! – comemora.


A estudante de 16 anos, que nunca viajou de avião, está dando entrada no seu primeiro passaporte para realizar o sonho de fazer intercâmbio nos Estados Unidos. No início de 2013, ela embarca com tudo pago para a Califórnia
para fazer um curso de um mês.

Já o estudante de arquitetura Rogério Cézar Filho, de 25 anos, usou uma dessas feiras para bater o martelo sobre o destino de seu intercâmbio. Em dúvida entre Austrália, Canadá, Irlanda e Grã-Bretanha, ele acabou indo parar em Dublin para um curso de inglês de seis meses e viajou pela Europa por outros cinco.

– Na feira, descobri que o país oferecia o visto pelo tempo do curso e mais o mesmo tempo para que eu pudesse fazer turismo. Então, não tive dúvidas na hora de escolher – afirma.

Se você se interessou, a próxima oportunidade de se decidir ou até mudar de ideia ocorre das 14h às 19h na Associação Leopoldina Juvenil (Rua Marquês do Herval, 280), no dia 16 de  setembro.A Eduexpo terá instituições de ensino do mundo inteiro que oferecem desde cursos de idioma, graduação, pós, MBA, extensão, Ensino Médio, estágios até cursos de férias e trabalho remunerado.As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site www.edufindme.com/expo/br

Além de Porto Alegre, a mesma feira ainda passa por Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Curitiba e Belo Horizonte. Confira as datas no site.


Au Pair: um intercâmbio mais barato, mas cheio de responsabilidades

06 de setembro de 2012 2

Aos 20 anos, Júlia Visnievski Zacouteguy queria fazer intercâmbio, mas faltava dinheiro para conseguir realizar o sonho. Ela participou de um concurso nacional e ganhou uma bolsa para ser Au Pair nos Estados Unidos. Em New Jersey, fez curso de inglês e recebeu um salário para cuidar de duas crianças. A estudante de Relações Internacionais precisou se adaptar à rotina da família com costumes bem diferentes dos seus. Por isso, ela faz um alerta a quem pensa em escolher a modalidade de Au Pair para um intercâmbio:

– Tem que ter bem claro que não é um intercâmbio em que se faz festa e se viaja todo final de semana. Está muitomais relacionado com responsabilidade, maturidade e aprendizado constante. Isso não significa que ela não tenha conseguido passear e se divertir, já que o programa prevê folgas que cada um pode usar como preferir.

Júlia aproveitou para conhecer as cataratas do Niágara e a Costa Leste. Durante o ano em que esteve com a família, ela viveu uma experiência intensa. Confira o relato:

“Esses dias, participei de um processo eletivo para estágio e, em uma das fases, os candidatos tinham de escrever um parágrafo sobre o maior desafio já enfrentado. Eu escrevi sobre ser au pair. Para mim, o início do processo foi praticamente uma cruzada. A demora em achar uma família que fizesse eu me sentir bem, pelo menos via Skype, e que compartilhasse dos meus ideais resultou em muita frustração.

Depois de um ano de ligações e troca de e-mails quase que diários com o pessoal da agência, finalmente achei uma família numa cidadezinha em New Jersey. Parecia perfeito, pertinho de Nova York, duas crianças, uma mãe enfermeira e um pai que trabalhava com mídia. Eu sempre me julguei superadaptável e, afinal, quão difícil pode ser cuidar só de duas crianças?

Foi difícil. Bem difícil. Minha experiência em cuidar de crianças se restringia a creches e escolas, com estruturas voltadas única e exclusivamente para a segurança e o cuidado com os pequenos. E, então, eu estava em uma casa,
com uma família que não era a minha, com regras e costumes completamente diferentes daqueles com que fui criada
e com uma responsabilidade gigantesca em mãos: tomar conta de duas vidas. É claro que eu tinha horários, e as minhas atividades incluíam levar para escola, dar mamadeira, almoço, janta, banho, eventualmente colocar para dormir e brincar.

Eu amei a experiência, morro de saudade das minhas crianças. Além disso, tem toda a parte de absorver a cultura, as festas no porão, escolher abóboras no Halloween, pedir comida para máquina nos drive-thrus, essas coisas pequenas
do dia a dia”.

Defina um objetivo e faça as malas para a Austrália é a dica de intercambista

16 de agosto de 2012 1


Liliane Rigotti é formada em Direito, mas hoje trabalha com vendas graças à experiência que teve na Austrália. Em 2008, passou três meses em Sydney para estudar inglês e trabalhar. O jeito extrovertido e sem medo de perguntar rendeu um emprego em uma grande loja de um
shopping da cidade. A oportunidade ajudou a destrancar o inglês, que hoje é fluente:
- Lá as vendedoras têm todo um script. O cliente chega, a gente se apresenta, fala quais são as ofertas do dia, onde ficam as coisas. Então tem que falar mesmo - conta.

O único problema é que, logo na chegada, seu domínio de inglês não era assim tão bom. Na entrevista para o emprego, ouviu um ultimato: só seria contratada se conseguisse melhorar em uma semana. Com dedicação e aquele famoso jeitinho, ela se aplicou nos estudos e conseguiu a vaga.
_ Eu já tinha inglês intermediário, mas só consegui fluência lá. Meu maior problema no começo eram os horários, sempre pedia para minha chefe escrever minha escala para não correr risco.

A escolha do país foi feita por um motivo simples: o clima. Liliane queria viver em um lugar em que a adaptação fosse facilitada por temperaturas parecidas com as nossas. Sydney costuma ter as quatro estações bem definidas, mas a porto-alegrense afirma que a Austrália oferece opções para todos os gostos:
- Em uma mesma temporada, dá para esquiar ou surfar. Só depende da região para onde você vai.

Mas a oferta de diferentes climas e formas de diversão pode ser um problema para quem viaja sem um foco definido.

-  A Austrália é um lugar cheio de oportunidades, mas tem que ir com um objetivo definido. Levar as aulas a sério e ter boas notas ajuda a conseguir um trabalho melhor e outras oportunidades.


Não esqueçam:  dia 18 de agosto tem feira de intercâmbio focada somente na Austrália em Porto Alegre. Entre outras coisas, o evento vai sortear uma viagem para o país com tudo pago.

Diferenças culturais: "para o intercâmbio no Senegal tive que levar papel higiênico"

01 de agosto de 2012 28

Senegal, na África, foi o destino nada comum escolhido por Mateus de Brito Nagel, 22 anos, para fazer intercâmbio. Formado em Administração em Santa Maria, ele foi trabalhar com projetos sociais e aprender francês. Em Dacar, deparou com uma realidade bem diferente da nossa e teve até que levar seu próprio papel higiênico para o país.
Todas as diferenças e dificuldades desde as várias vacinas antes do embarque, no entanto, tornaram a experiência única e cheia de boas histórias para contar, como você pode acompanhar no relato:

"As diferenças já começaram antes do embarque: nos e-mails trocados com o responsável pela minha vaga lá em Dacar, solicitaram que levasse daqui papel higiênico, pois lá não havia e eles não tinham o hábito de usar. Depois,soube que se trata de um aspecto cultural,visto que,no Senegal, 95% da população é muçulmana, e eles têm outros métodos de higiene pessoal. Embarquei para Dacar em janeiro de 2010, com três objetivos: morar sozinho fora de casa, aprender
francês e aplicar conhecimento da faculdade podendo impactar positivamente na sociedade local.

A experiência em Dacar foi fantástica. Morei em um bairro de classe média (Parcelles), à beira-mar (na praia de Yoff, e soube depois que era nela que acontecia a chegada do rally Paris-Dacar, anos atrás). Fiquei com uma família, éramos 16 pessoas morando no mesmo local. Fui muito bem recebido, tratado como filho pelos meus pais senegaleses.

Infelizmente, não consegui visitar outras cidades. Quando fui comprar uma passagem para visitar uma ilha ao sul do Senegal (Casamance), estourou uma guerra civil e não foi possível fazer a visitação. Todavia, consegui visitar e conhecer Dacar e seus arredores. Visitei a Ilha de Goré, que funcionava como espécie de mercado de escravos que eram capturados no interior do continente e levados até esse local para viajarem para as américas do Sul e Central.

Segundo informações, cerca de 3,5 a 5 milhões de escravos vieram para nosso continente. Infelizmente, não
havia muita infraestrutura para fazer turismo por lá. Gostaria de ter conhecido Marrocos e outros países à volta,no entanto,a passagem aérea dentro da África não era barata, iria gastar mais dinheiro para ir de Dacar ao Marrocos do que gastei para ir de São Paulo a Dacar.

Uma característica da cultura local, e bastante diferente da nossa, é a poligamia. Era diferente, e uma das minhas irmãs (hospedeiras) comentava que não se sentia confortável com essa situação, pois não havia muito o que fazer caso algum homem com mais outras mulheres quisesse casar com ela. Em um domingo pela manhã, fui até a cozinha da minha casa
e falei para minha mãe que queria aprender a cozinhar. Ela se surpreendeu, falou que homem não deve cozinhar. Aí disse que gostaria de ajudar para aprender a cozinhar. Ela me deixou descascar umas batatas e ficou surpresa que eu sabia descascá-las.

Foi emocionante na data da minha despedida. Após inúmeras fotos com todos os familiares, meu pai me falou, com olhos lacrimejados, que iria ficar um vazio na casa, pois, para ele, tratava-se de um filho que estava indo embora. Por respeito à cultura deles, não pude abraçar minha mãe na despedida.Mas ela também,com os olhos molhados, me deu suas mãos e me desejou paz e saúde. Foi emocionante e uma experiência que mudou minha vida."

Thaís, a estudante de escola pública que foi para os EUA com tudo pago

23 de julho de 2012 13

No post anterior, um comentário me chamou a atenção: uma leitora duvidou que existam alunos de escola pública que falem inglês e façam trabalhos voluntários e, assim, estejam aptos para participar do programa Jovens Embaixadores (que recebe inscrições até 5 de agosto). Isso me motivou a querer contar mais da história da Thaís Dias de Quadros, a JE de 2012 aqui de Porto Alegre.

A Thaís tem 17 anos e estuda em uma escola pública da Restinga, um bairro simples de POA. O inglês ela desenvolveu com uma bolsa integral do programa Access do Cultural aqui na Capital (programa que abre inscrições todo início de ano) e hoje Thaís dá aulas de reforço para os novos bolsistas. E pasmem, não são poucas as histórias de adolescentes selecionados que apredem o idioma sozinhos estudando com livros e dicionários em casa.

Além disso e das boas notas no colégio, a menina ainda trabalha fazendo recreação no Instituto do Câncer Infantil desde 2009. Por essas e outras qualidades, ela foi escolhida para ser uma Jovem Embaixadora e viajou para os Estados Unidos em janeiro deste ano. Com outros 44 adolescentes, Thaís conheceu a capital Washington, visitou museus, instituições de voluntariado e até conheceu Hillary Clinton no departamento de Estado.

Os 45 Jovens Embaixadores antes do embarque para os Estados Unidos

Depois dos dias na capital, ela foi com um grupo menor para Cleveland, em Ohio, onde frequentou a escola e morou com uma família por algumas semanas. Lá ela viu os alunos terem diversas atividades e achou o modo como os professores dão aula mais dinâmico. A maior quantidade de horas-aula e os equipamentos mais modernos deixaram a aluna de escola pública com a impressão de que "a educação lá recebe muito mais suporte do que aqui no Brasil".

JEs com Hillary Clinton

Ou seja, bons exemplos de jovens que perseguem seus sonhos e, com muito estudo e empenho, ganham oportunidades como essa existem. Não é por nada que já são 293 Jovens Embaixadores nos 10 anos de programa. E como acontece com quase todo mundo que participa de uma experiência transformadora, a Thaís agora quer mais:

- Tenho muita vontade de estudar no exterior e estou estudando bastante para poder realizar mais este sonho - relata a menina.

Na escola em Cleveland

E a gente está aqui para dar os parabéns e torcer que o sonho se realize :)

Agora vejam um relatinho dela sobre a experiência toda:

"Falar sobre o Programa Jovens Embaixadores é, acima de tudo, um orgulho. Desde o dia 28 de Outubro de 2011, sou Jovem Embaixadora do Rio Grande do Sul e tive a honra de conhecer as pessoas mais incríveis do mundo e junto com elas, viver intensamente cada segundo desta experiência que se tornou inesquecível para todos, com toda certeza.

Aprendemos imensamente com tudo e todos, mudamos completamente nossas perspectivas e nossos horizontes se expandiram de uma maneira que nunca pensamos ser possível antes. Nunca pensei que fosse possível, mas jovens completamente diferentes, de diversas partes do Brasil, foram unidos pelo mesmo desejo de fazer a diferença no seu país. E logo após isso, surgiu tamanha identificação, que nos tornou irmãos.

Tivemos a oportunidade de visitar lugares incríveis, encontrar grandes personalidades e tornar estas, talvez, nossas melhores lembranças.  Voltamos para o Brasil com esperanças de que tudo pode mudar, e que para a mudança aconteça, precisamos agir. "

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O regulamento completo e a ficha de inscrição estão disponíveis no site jovensembaixadores.org/2013

Mais sobre o programa: Jovens Embaixadores: três semanas na sessão da tarde