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Posts na categoria "Sem categoria"

Espanha e muita cultura

11 de junho de 2013 0



A estudante de jornalismo morou em Madri no primeiro semestre de 2012


Em janeiro de 2012 a estudante de Jornalismo Milena Lumini deixou sua rotina na Universidade Federal de Santa Catarina para fazer intercâmbio de um semestre na Universidad Autónoma de Madrid (UAM), na Espanha. Ela diz que sonhava com essa experiência desde o ensino médio, quando procurou algumas empresas que ofereciam o programa highschool para o Estados Unidos.

Milena acabou adiando a viagem para a faculdade, e acredita que assim tenha sido melhor. Além de estar mais madura, ela pôde escolher o país e a cidade onde queria estudar. Madri foi o destino, opção motivada pela vontade de aprender o idioma espanhol e de viver onde o clima fosse agradável (quase não chove na cidade e o frio não é tão rigoroso, conta Milena), e pelo fato de a cidade estar localizada na Europa, o que permitiria viajar bastante. Leia um pouco sobre as lembranças da estudante daquele semestre na Espanha.

Amigos e viagens

Nesse mesmo mês, há exatamente um ano, eu e outros amigos brasileiros, chilenos, mexicanos e argentinos nos reunimos na Casa de Campo, parque de Madri, para fazer um piquenique de despedida. Em breve, cada um de nós faria uma viagem diferente pela Europa e os momentos que passamos juntos, estudando ou fazendo festa pelas ruas da cidade, ficariam para trás. Fazia cinco meses que eu havia deixado a minha rotina universitária na UFSC para fazer intercâmbio na Espanha.

Já sabia andar por toda a cidade sem me perder (pegava metrô e trem todos os dias para ir da estação Marqués de Vadillo à Universidad Autónoma de Madrid), os vendedores nas lojas entendiam o meu espanhol recém aprendido e eu tinha me acostumado à indelicadeza sutil dos espanhóis, entre outros pequenos choques culturais. Ainda sorria cada vez que escutava alguns turistas brasileiros conversando no metrô, mas já começava a sentir saudade, por antecipação, da minha rotina madrileña.

Estudos

Cada uma das disciplinas que fiz eram de cursos diferentes, pois a UAM não oferece graduação em jornalismo. Às terças feiras, tinha aulas de espanhol junto com outros intercambistas e, três vezes por semana, comia um delicioso bocadillo salmão defumado antes das aulas de vôlei. Tinha aulas ótimas de Comunicación Intercultural e Historia Contemporánea e outras nem tanto, de Retórica y Agumentación e Música en los medios audiovisuales. No caminho de volta pra casa, fazia questão de descer na estação Sol e caminhar até a La Latina pra evitar uma baldeação e ver um pouco da vida no centro de Madri. Artistas de rua de todos os tipos em busca de atenção na Plaza Mayor, turistas alvoroçados pelas ruas e lojas, espanhóis impacientes saindo do trabalho, promoters de festas.

Experiências culturais valiosas

Viver em outro país é encontrar a todo momento algo novo e encantador, seja um prédio com arquitetura charmosa, um novo prato típico ou pessoas especiais. Era pra isso que eu queria fazer intercâmbio! Madri não me decepcionou em nada, é super animada e rica em vida noturna e cultural. As viagens, muito menos.

Estive em um total de 10 países e 20 cidades diferentes, onde tive experiências inesquecíveis. Passei uma noite de carnaval em Cádiz e outra sem dormir em Valencia, durante a festa das Fallas. Fiquei perdida à noite em Bruxelas sem saber uma palavra de francês. Tomei chuva e passei a noite mais fria da minha vida em um chalé de madeira em Veneza. Visitei um campo de concentração em Berlim. Vi o castelo de Praga e tomei a melhor cerveja da Europa. Conheci o hospital subterrâneo e os bares ruínas de Budapeste. Dormi na cama mais desconfortável que já vi em um albergue sujinho de Londres...

Tenho certeza de que, depois dessas experiências, hoje sou uma pessoa muito mais madura e aberta para as diferenças culturais. Fiz amizades ótimas com pessoas completamente diferentes de mim_gente da Itália, França, Alemanha, Holanda, Bélgica... Morei em um país onde o transporte público funciona bem e não se paga caro pela conta do celular. Mas também descobri porque, apesar de não termos os padrões de um país desenvolvido, gosto tanto do Brasil e da nossa gente.

Aprendendo palavras (quase) impronunciáveis

11 de junho de 2013 0

Pietro vai estudar por um semestre em uma cidade no oeste da Alemanha

Pietro Bertuzzi, 21 anos, saiu de Florianópolis para estudar em uma cidade de nome praticamente impronunciável para os brasileiros. O estudante de Engenharia Civil da Universidade Federal de SC vai passar um semestre matriculado em uma universidade em Kaiserslautern. A cidade no oeste da Alemanha tem aproximadamente 100 mil habitantes. Pietro estava na nona fase do curso quando decidiu arrumar as malas e estudar na Technische Universität, pelo programa do governo federal Ciência sem Fronteiras. A experiência, para ele, tem valido a pena. Confira o relato de Pietro.

Paixão em comum

Talvez algo que assemelhe a cidade Kaiserslautern ao Brasil seja o fato de que ela também respire futebol! O time 1.FCK, apresenta números incríveis de torcedores para uma equipe que está hoje na 2ª divisão da Bundesliga, campeonato nacional alemão. Os jogos movimentam a cidade inteira e só se fala sobre isso. Por muitos anos, o time era um dos únicos destaques da cidade no cenário nacional. Porém, nos últimos anos a boa reputação da universidade tem sido a responsável por colocar o nome Kaiserslautern novamente no mapa.

O curso

Pelo fato de eu ser um aluno de intercâmbio, pude escolher livremente as matérias de meu interesse que eu iria cursar. Contudo, todas as disciplinas são lecionadas na língua alemã, uma vez que o curso de Engenharia Civil nessa universidade é oferecido apenas nesse idioma. Outros cursos disponibilizam disciplinas em inglês, além de alemão. Penso no idioma diferente não como uma barreira, e sim como um desafio. Para aprimorar meu alemão, fiz um curso intensivo de dois meses, entre fevereiro e abril, antes de viajar.

Frequento as cadeiras de planejamento e administração da construção, urbanismo, construção de pontes e dinâmica das fundações e ação de terremotos. Além disso, estou elaborando aqui a primeira parte do meu trabalho de conclusão de curso. Também faço parte de um projeto do laboratório de Engenharia Civil da universidade, voltado para projetar e testar construções populares, utilizando-se novos materiais e método inovadores de construção.

Estrutura do campus

A estrutura do campus é incrível! Com moradias estudantis, transporte gratuito. Também há coisas curiosas como bares dentro da própria universidade. Moro em uma das moradias estudantis que fica a apenas três minutos de caminhada das minhas salas de aula. O restaurante universitário (mensa, em alemão) oferece uma variedade incrível de opções, considerando o baixo preço. Já comi desde Schnitzela, Paella a Burritos, pagando apenas 2,15 euros por refeição!

Pé na estrada

O sistema de transporte alemão é bastante desenvolvido e prático, na minha opinião. Uma infinidade de linhas ferroviárias conecta as cidades da Alemanha, com trens regionais e de alta velocidade. Uma dica interessante, para quem pretende viajar pela Alemanha, pagando pouco, é o tíquete de trem chamado schönes Wochenende (tradução ao pé da letra: "bom fim de semana").

Com este, cinco pessoas podem viajar com um único passe por toda a Alemanha com trens que não sejam de alta velocidade. O tíquete tem validade durante algum dia do fim de semana e custa 42 euros. Essa é uma opção acessível, que permite a viagem de Kaiserslautern até Berlim em 11 horas, por apenas 8 euros por pessoa. Por isso, costumo estudar durante a semana e nos fins de semana juntar um grupo de amigos e viajar por aí.

Por que a Alemanha?

Escolhi o país pela qualidade das universidades, pela tecnologia de ponta dos equipamentos fabricados, por eu já possuir algum conhecimento do idioma e ainda pela infinidade de lugares interessantes para se visitar. Posso dizer que me surpreendo positivamente a cada dia com a vida e estudo aqui na Alemanha. E afirmo que o intercâmbio foi uma das melhores invenções da atualidade para se conhecer a si mesmo e mais um pedacinho do mundo.

Nesta terça, tem Intercambiando na Zero Hora

17 de dezembro de 2012 0

Não percam :)

Intercambiando no Blog do Editor

18 de janeiro de 2012 0

Clica aqui e olha só que CHIQUE :)

Hoje é dia de Intercambiando na ZH

18 de janeiro de 2012 0

Não percam :) tem uma novidade bem legal!

Aviso!

17 de novembro de 2011 2

Como talvez vocês tenham notado, a coluna desta semana não saiu. Foi por uma boa causa, o servição dos vestibulares de verão que o caderno Vestibular precisava publicar tomou conta de todo o espaço. Na semana que vem,  o Intercambiando sai normalmente no jornal. Só que agora nossa lógica mudou: a próxima coluna sai em 23 de novembro, 15 dias depois sai a próxima e assim por diante :)

Inscrições abertas para o programa Jovens Embaixadores 2012

14 de maio de 2011 6

Estão abertas a partir de hoje as inscrições para a décima edição do programa Jovens Embaixadores, programa de intercâmbio da Missão dos Estados Unidos no Brasil. O programa levará 35 estudantes brasileiros da rede pública, com excelente desempenho escolar, histórico de trabalho voluntário em suas comunidades, boa fluência no idioma inglês e que possam representar o Brasil como “embaixadores” para um intercâmbio de três semanas nos Estados Unidos.

As inscrições iniciais para o programa desse ano poderão ser efetuadas somente online.

Depois do retorno dos Jovens Embaixadores dos Estados Unidos, a embaixada oferece oportunidades de cursos de inglês de curta duração e de programas de graduação através dos escritórios de Orientação Educacional – EducationUSA.

"Deixei pra trás uma carreira promissora para viver uma nova experiência na Austrália"

26 de abril de 2011 25

Tomar decisão de largar tudo para ir viver um tempo em outro país nem sempre é tão fácil quanto parece. Muitas coisas ficam para trás e, para muita gente, sair do Brasil também significa aceitar trabalhos muitas vezes "desprezados" pela classe média. O que faz com que muita gente diminua a experiência.

É assim que Daniel Borges diz ter se sentido ao deixar Caxias do Sul: "largando uma carreira promissora em engenharia mecânica para viver uma nova experiência na Austrália". O jovem de 25 anos partiu para o país para encarar o que aparecesse. Com insistência e um tanto de sorte, ele acabou conseguindo até oportunidades na sua área de atuação. Mas para ele, nada parece mais importante do que estar satisfeito onde se está. Dá uma olhada na experiência dele:


Daniel Borges pratica surfe e kitesurfe na Austrália

"Estou morando na Gold Coast, infestada por brasileiros, a grande maioria com visto de estudante e subordinados a subempregos.  Pode soar mal, mas mesmo assim é fácil ser feliz por aqui. Os subempregos pagam melhor do que muito emprego decente no Brasil, o custo de vida é altíssimo, mas mesmo assim a conta bancaria segue saudável.

O estilo de vida é o grande diferencial, clima tropical e todos os dias praia. Diversos locais paradisíacos a poucos quilômetros de distância, para quem gosta (eu como surfista e kitesurfista adoro) fica difícil encontrar local melhor.

Um diferencial interessante é que por aqui tudo fecha cedo, lojas, shoppings, tudo às 17h está fechado. As casas noturnas também não vão muito além das 0h. O pessoal acorda cedo para curtir a praia antes do trabalho e fugir do sol, que não perdoa e é extremamente forte!!

Estou adorando tudo isso, não posso reclamar da minha vidinha de escola pela manhã, praia à tarde e trabalho à noite. Tudo corre bem e com tendência a melhorar. Voltar pro Brasil? Somente após ter adquirido uma enorme bagagem cultural e ter viajado por todos os países ao redor daqui.

Assim como diversos conterrâneos, estou me virando com três empregos: desenvolvendo peças para transmissão de carros, para uma empresa canadense que está se instalando por aqui (oportunidade da vida, trabalho em casa, tudo on-line), sou assistente de vendas (vendo, penduro e carrego tapetes) e como entregador de pizza (sim, até isso por aqui da dinheiro)

Meu visto de estudante vence em poucos meses, estou com a documentação encaminhada para me registrar como engenheiro profissional por aqui. Inglês fluente, diploma traduzido e experiência profissional fizeram a diferença neste momento.

Na Austrália, oportunidades de emprego sobram para todas as áreas!! Basta ir até o local com um currículo e mostrar vontade que tudo se resolve. A carência por profissionais e enorme, o visto de engenheiro vai me abrir muitas possibilidades. Possibilidades estas que, no Brasil, não são tão BEM remuneradas.

No mais, para quem estava acostumado a trancar a porta do carro ao parar em sinaleiras e a olhar para todos os lados antes de entrar em casa, a Austrália pode ser um choque! É difícil de explicar, mas você pode sair caminhando na rua com total segurança qualquer hora!

Daniel fez questão de que os pais conhecessem a Austrália

Muito do que eu estou vivendo eu já esperava vivenciar. Contudo, nada como viver para aprender e foi, por isso, que meus pais vieram passar uns dias de férias por aqui. Já que eles sabem que "perderam o filho" para as praias de águas cristalinas da Gold Coast, pelo menos agora eles entendem!"

Comunicado sobre brasileiros em Christchurch

24 de fevereiro de 2011 0

O terremoto em Christchurch, na Nova Zelândia, foi na terça-feira, mas ainda vale divulgar essa notinha da STB. Nunca é demais - especialmente para quem está longe -  saber que, na medida do possível, está tudo bem:

"Student Travel Bureau informa que, por meio de sua unidade na Nova Zelândia, está em contato direto com todos os estudantes brasileiros que estão em Christchurch, cidade afetada por um terremoto nesta terça-feira. A empresa afirma que não há registros de incidentes entre seus intercambistas e os orienta a contatar as respectivas famílias no Brasil para informar que estão em segurança. A empresa está à disposição de todos os seus clientes para orientá-los da melhor forma possível."

E se você lendo este post está na Nova Zelândia e quer contar sobre como está a situação ou só mandar um recado para quem ficou por aqui pra dizer que está tudo bem, entre em contato: bruna.amaral@zerohora.com.br

Intercambista da redação

26 de dezembro de 2010 0

Ainda no clima natalino, hoje, temos o post de uma intercambista da redação da Zero Hora. A Marcela Duarte, editora de produção do site aproveitou o espírito das festas de fim de ano pra remexer nas fotos antigas e contar da experiência dela nos Estados Unidos em 1995.  Coincidência ou não, ela morou numa fazenda de árvores de Natal.


"Como é Natal, resolvi dividir com os leitores do Intercambiando um pouco da minha experiência (e algumas fotos) de quando fiz um intercâmbio para uma fazenda de árvores de Natal. Era a Pagac's Christmas Tree Farm, que ficava em Pitsboro, no interior de Indiana, nos Estados Unidos.

Os pinheirinhos da fazenda em Indiana, nos Estados Unidos


Isso foi nos idos de 1995, quando eu tinha 16 anos. Outros 16 anos se passaram desde então, ou seja, muitas lembranças já se apagaram.

Marcela na neve

Como diz o ditado que rege todos os intercambistas que conheço (inclusive eu), "tudo vale a pena se a alma não é pequena". Aproveitei a oportunidade para pesquisar um pouco sobre a Pagac's Christmas Tree Farm. Encontrei dois posts nos blogs dos meus "irmãos" norte-americanos, ambos contando a experiência de escolher o pinheirinho com suas famílias.

Marcela (no canto esquerdo de branco) com amigas nos Estados Unidos em 1995

Clique aqui e veja o post que Brook Rieman escreveu no seu Babbles by Brook, com fotos dela, da pequena Lily e de Corey (marido).

Aqui, voce lê o post de Zack Pagac no The Pagac Report. Estrelando Lexi, Hunter (bebê) e Monica (esposa). "