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Posts com a tag "coreia"

Como ganhar uma bolsa de estudos?

26 de maio de 2012 17


Não existe pergunta que eu mais escute nessa vida do que "como eu faço para ganhar uma bolsa de estudos?"  
A resposta é sempre a mesma: se inscrevendo para uma. Na verdade, o segredo não é se inscrever para uma, mas sim se inscrever para várias. Então vão aqui umas dicas práticas para quem quer muito uma oportunidade de sair do país com tudo pago e não sabe nem por onde começar.

1) Você tem internet, USE:
Existe um catatau de fundações, universidades, programas e concursos que oferecem bolsas de estudo para todos os cantos do mundo. Da maior parte deles, quase ninguém sabe. Então, é hora de parar de perder tempo só fuçando no Facebook e começa a vasculhar a internet atrás de oportunidades.  Sempre que eu encontro alguma coisa bacana posto aqui no site ou coloco na coluna do jornal. E além do intercambiando, a rede está cheia de outros sites e blogs que alertam para programas dos quais talvez a gente nunca vá ouvir falar se não for atrás deles. Você alguma vez já experimentou perder algumas horas vasculhando os resultados de uma simples busca "nome do país" + bolsa de estudos? Não? Tá esperando o que, então?

2)"Eu já me inscrevi, mas não ganhei"
Não, eu não tenho amigos importantes e muito menos sou o ser mais sortudo ou inteligente do planeta. Se eu ganhei algumas bolsas de estudo na vida foi, mais que qualquer coisa, porque eu me inscrevi  para uma quantidade enorme de oportunidades. Se você realmente quer estudar de graça em algum lugar, não pode ter preguiça ou desistir no primeiro não. Preencher formulários, escrever cartas de motivação e juntar documentos é uma chatice, mas sem isso você não vai a lugar algum. E outra, quanto mais a gente vai tentando, mais experiência vai conseguindo e mais fácil vai ficando o processo todo.

3) Invista na carta de motivação
Não precisa ser um gênio da literatura para escrever uma boa carta de motivação, mas tenha em mente que normalmente ela é a única maneira do um avaliador conhecer você. Então, capriche e não tenha medo de deixá-los com a impressão de que não existe ninguém no mundo que quer ou mereça mais aquela vaga do que você. Não precisa exagerar, não precisa mentir, não precisa entrar num tom desesperado. Mas você quer a bolsa e quer muito. Deixe isso bem claro. E né, acho que nem precisa dizer, né: cuide com erros de ortografia, não seja informal demais e passe para algum amigo ler e pergunte: você escolheria essa pessoa? Sempre ajuda.

4)Lembre-se: você não é o examinador
Não se inscrever em uma oportunidade porque você não se considera fluente em inglês (ou seja lá que língua) é um absurdo. Óbvio que se o regulamento pede alguém com conhecimentos sólidos e você não sabe esboçar nem um "the book is on the table", a coisa tá feia mesmo, mas a gente geralmente tende a se achar pior nos idiomas do que realmente é. E outra, ser "fluente" é uma coisa relativa, se você entende tudo, escreve e, ainda assim, tem uma vergonha mortal de falar. Bem, pra mim dá pra dizer que você é fluente, só tem vergonha de falar. E isso a gente só perde quando vai pro exterior, mesmo. Antes de sair com essa desculpa esfarrapada, lembre-se: você não é o examinador. Inscreva-se e veja no que dá. A gente nunca sabe.

5) Inscreva-se e PONTO
Nunca jamais alguém vai bater na sua porta perguntando "oi, quer uma bolsa de estudos?". Se isso já aconteceu com alguém, assim, do nada, me contem. Nenhuma dica no mundo é mais valiosa que simplesmente perder o tempo de juntar uns documentos e de fazer uma redação para se inscrever num programa que oferece bolsa de estudos. Você nunca tem como saber se vai concorrer com mais três ou três mil. É só tentar. Dá trabalho, mas é o jeito. Afinal de contas, além de uns minutos, o que você vai perder mesmo?


e boa sorte, né. Um tantinho dela nunca faz mal :)

De volta da Coreia

09 de fevereiro de 2011 0

Foi difícil se despedir da Coreia do Sul para os 21 universitários gaúchos. Eles passaram quase três semanas no país asiático fazendo pequenos estágios na área de jogos digitais e tendo cursos na Universidade de Dongseo. Nesse meio tempo, o Marcelo Abadie - com ajuda de alguns dos seus colegas - nos contou como foi tudo por lá. Os jovens enfrentaram muito frio e bastante dificuldade na hora da comunicação. A convivência diária com os estudantes de lá, entretanto, acabou tornando complicada mesmo foi a hora de dizer adeus, como conta o Marcelo:


Almoço com os colegas de treinamento em um restaurante coreano que servia comida chinesa

"Ficamos 15 dias na Coreia do Sul e conseguimos sobreviver ao frio e a comida de lá. Agora, já estamos de volta ao nosso país de origem. Alguns tristes por não estarem mais em um país de cultura tão diferente da nossa e outros contestes, pois agora a saudade da família não machuca mais.

Nesse período, passamos muito frio andando de noite pelas ruas de Busan, brincamos na neve em Seul, visitando templos budistas, comemos comidas pra lá de estranhas e interagimos com o povo de lá. Com certeza, essa última, é a vamos sentir mais saudade.

Antes de irmos para a Coreia do Sul, achávamos que o povo de lá era muito fechado e que não iria nos receber muito bem. Toda essa idéia foi por água abaixo quando começamos o nosso treinamento junto com outros estudantes coreanos. Tivemos o prazer de conviver com alguns estudantes de animação da Dongseo University e desde que nos conhecemos, não nos desgrudamos mais.


Os amigos coreanos

Com a ajuda deles, conseguimos entender melhor não só o processo de animação, mas também de como o país funciona e pensa. Eles nos levaram para restaurantes típicos, nos mostraram os melhores bares de lá e até tentaram nos ensinar um pouco de coreano também. Eles foram para nós, muito mais do que simples tradutores, eles foram e serão pra sempre nossos amigos (com direito a muito choro na despedida). Com certeza, a viagem valeu muito mais a pena, depois que conhecemos esse povo tão acolhedor e afetuoso."

Para ver todos os posts sobre a Coreia do Sul, clique aqui

Única preocupação? o frio!

31 de janeiro de 2011 0

Hoje inicia a última semana dos universitários gaúchos na Coreia do Sul.  Nesse tempo já deu para ficar amigo dos colegas coreanos que estão trabalhando com eles e para conhecer bastante da área onde os 21 estudantes. Guilherme Theisen Schneider, um dos professores que acompanha a a turma, conta que todos já estão super bem adaptados, mas só uma coisa tem preocupado até agora: o frio.

Veja o depoimento dele:

O professor Guilherme na praia de Gwangan

"Aqui nos últimos dias o Job Trainning está mais corrido. Apesar de alguns professores falarem inglês isso não é a regra, a comunicação nem sempre é fácil. Depois de alguns dias os professores já começam a "se soltar" da formalidade e passam a conversar sobre outros assuntos também interessantes. Começam a dar dicas do que os alunos devem conhecer e das características da Coreia do Sul. Alguns professores e alunos coreanos já adicionam os brasileiros no Facebook e todos estão fazendo muitas fotos do que estão vivenciando.


A comida tem sido um problema para alguns estudantes, aqui consome-se pouca carne e pouco carbohidratos em comparação ao Brasil. Todos aqui já entendem porque o povo aqui é magro, pois, vemos poucas pessoas praticando esportes e se exercitanto em comparação com o Brasil. A comida além de sempre apimentada, no caso de comida coreana, ela é sempre em quantidades menores as que estamos habituados.

Comida semelhante a nossa é muito cara aqui. Para comer carne de gado ou massa com molho de tomate, paga-se mais que três vezes o preço no Brasil. Mas sushi, comida chinesa e peixes em geral é menos de um terço do preço brasileiro.



Outro ponto que chamou muito a atenção é o atendimento do comércio por aqui. Sempre fomos bem atendidos, inclusive quando não consumíamos nada e precisávamos de informação.

Nos últimos dias, a temperatura está caindo e vimos na televisão que em Seul está nevando... Alguns estão contentes, mas o Ed e eu estamos preocupados, pois as temperaturas em Seul estão na casa de de -14C."

A segunda semana de Coreia

28 de janeiro de 2011 0

A segunda semana de Coreia do Sul para os 21 universitários gaúchos já está no fim. Depois de diversos workshops, palestras e muitos passeios, eles já começaram seus "pequenos estágios" em áreas pertinentes ao curso de Jogos Digitais. Agora eles têm até amigos coreanos, como conta o Marcelo Abadie:


Marcelo (à direita) e Gabriel fazendo motion capture

"Começamos o nosso job training, uma espécie de estágio. Grupos de interesse foram divididos, como programação, desenho e animação. Eu escolhi animação e com outros colegas, coreanos e brasileiros, comecei a produzir uma pequena animação usando Motion Capture, tecnologia em que a pessoa veste uma roupa especial e as câmeras detectam o movimento, facilitando muito o trabalho.


A turma de animação com brasileiros e coreanos

Eu fui um dos atores e acredito ter encontrado o "o que eu quero ser quando crescer". É realmente muito divertido usar a roupa e atuar tendo um diretor nos dirigindo. Outra coisa muito legal que aconteceu é que agora temos amigos coreanos (que falam inglês). É impressionante como eles são atenciosos com a gente e como nos tratam com carinho. Estamos almoçando juntos todos os dias, conhecendo novos sabores da culinária daqui!"


Veja todos os posts da Coreia do Sul!

O bairro de Haeundae

21 de janeiro de 2011 0

Haeundae é um distrito de Busan, na Coreia do Sul. Este pedaço da cidade atrai muitos turistas por ter a praia que é considerada uma das melhores do país.  A área ficava um pouco isolada da cidade e só começou a ser revitalizada na época dos jogos olímpicos de Seul, em 1988, quando hotéis de luxo foram construídos na orla. Nos anos 90, mais hotéis, shoppings e cinemas tomaram conta do bairro tranformando a área entre a estação de trem e a praia em um pequeno centro.  Foi por aí que o Marcelo Abadie passeou com os outros colegas do curso de jogos digitais que estão no país. Dá uma olhadinha nas fotos:


Marcelo no centro de Haeundae


Uma parte do grupo de 21 universitários gaúchos que está na Coreia


Marcelo na orla de Haeundae

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Um passeio em Busan

20 de janeiro de 2011 3

Desde domingo na Coreia do Sul, os 21 universitários gaúchos não pararam um segundo. Passeios na praia da segunda maior cidade do país (Busan, onde eles estão ficando), palestras variadas na universidade de Dongseo e muitas novidades para contar. Quem escreve hoje é o Daniel Arend, de Novo Hamburgo. Depois dá uma olhadinha no vídeo do passeio que ele fez pela cidade!

Daniel Arend, de Novo Hamburgo, é um dos 21 alunos da Feevale em Busan, na Coreia do Sul

"Chegamos em Busan há três dias e já estamos participando dos primeiros workshops com os professores da Universidade de Dongseo. Ontem, tivemos uma aula com o professor Lee, um excelente profissional que modelou a personagem principal do filme Avatar e outras produções hollywoodianas de grande porte.  No tour pela universidade, conhecemos também os dispositivos holográficos e os componentes de interação entre hardware e software. Infelizmente o pessoal não possui documentação em inglês sobre a construção desses dispositivos. Aliás, quase ninguém aqui sabe falar inglês, exceto os professores e alguns poucos alunos.


O centro de Busan na Coreia do Sul





O que consegui perceber aqui na Coreia é o quanto o governo e as instituições privadas apostam nos jovens universitários. A tecnologia disponível aqui não é desconhecida por nós e a maior parte dos equipamentos de hardware que eles utilizam não foi concebida na universidade. O material foi comprado para que os estudantes tivessem contato e pudessem desenvolver seu potencial criativo.




A respeito da cidade e da cultura, estou me sentindo em casa. A cidade de Busan é um vale entre montanhas, me senti bastante familiarizado. O trânsito aqui é um pouco caótico, mais até do que no Brasil. As pessoas, apesar do pouco entendimento do inglês fazem questão de serem prestativas. O povo é um pouco fechado, mas depois de um breve contato são extremamente receptivos, felizes e amigáveis.

Os cortes de carne aqui não são tão bons quanto no Brasil, mas a preocupação com a higiene é constante. Gostaríamos de fazer um churrasco pro pessoal daqui, mas seria no mínimo estranho assar miúdos e gordura de porco. O pessoal aqui adora molhos apimentados e tudo o que comemos por aqui tem "kimchi", um molho com pimenta e outros vegetais. Estou me esforçando para comer somente a comida local e assimilar a cultura, mas tive de ligar meu instinto de sobrevivência para isso, pois é muito diferente do Brasil e não quero faltar com respeito com as pessoas daqui.

Estamos sendo muito bem tratados e espero que um dia possamos retribuir tal cordialidade."


Acompanhe o passeio de Daniel pelas ruas de Busan:





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Ainda sobre a comida na Coreia

19 de janeiro de 2011 0

Parece que além da língua, o que mais está provocando curiosidade nos 21  universitários gaúchos que estão na Coreia do Sul é a comida.  Todos os relatos enfatizam algum aspecto diferente ou interessante da culinária local. Daniel Arend e Leonardo de Oliveira nos mandaram imagens das suas experiências com as delícias locais. Confere aí:



Fica a pergunta: qual o nome da "delícia" que o Leonardo provou? :)


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Típico jantar coreano

19 de janeiro de 2011 0

Onze horas separam o Brasil e a Coreia nesta época do ano. Enquanto nós pensávamos no que comer no almoço de terça-feira (18 de janeiro), lá na Ásia nossos viajantes já jantavam. Gulherme Theisen Schneider, um dos professores que acompanha o grupo de 21 alunos de jogos digitais da Feevale na Universidade de Dongseo, achou um pouco desconfortável ter de sentar no chão para comer, mas aprovou a culinária típica. Confira o depoimento dele:


Todo mundo sentado no chão para jantar na Coreia do Sul


"Nós não vemos muito da parte mais tradicional da cultura. Mas nos restaurantes a coisa mud,a e muito. Tanto jovens quanto idosos consomem a culinária tradicional, com muita pimenta, legumes e frutos do mar. A comida coreana é bem mais leve que a comida chinesa.


Organização no metrô da cidade


Eles possuem muitos fast food. A apresentação da comida e o atendimento são melhores do que no Brasil. Os choques de cultura ocorrem a todo momento. Os coreanos são muito tímidos, mas no metrô os idosos e as crianças sempre interagem conosco. A organização urbana e do metrô são impressionantes.



As praias são muito bonitas e é proibido fumar na praia o que é bem impressionantes, por se tratar de um local público a céu aberto.



O trânsito aqui é bagunçado e os coreanos não parecem ser bons motoristas. Eles estacionam em qualquer lugar e obstruem a passagem de pedestres."


Para ver todos post sobre a viagem,  é só clicar aqui!

Primeiras notícias da Ásia

19 de janeiro de 2011 0

Lembram dos 21 alunos do curso de jogos digitais da Feevale que iriam para a Coreia do Sul? (posts do Marcelo Abadie e do Bernardo Benites sobre o assunto aqui e aqui). Pois eles e os dois professores, que estão acompanhando os alunos, desembarcaram no país no último domingo, dia 16 de janeiro. O grupo chegou a Seul no dia mais frio dos últimos 96 anos no país. Do calorão de Porto Alegre, eles desceram do avião para os -20°C da capital sul-coreana. Na cidade de Busan, onde eles ficarão hospedados, as temperaturas chegaram a -12°C.

Para chegar na cidade onde fica a Universidade de Dongseo, o grupo teve sua primeira aventura: andar de trem bala. Nem o frio ou o cansaço da viagem tiraram deles a empolgação por estar do outro lado mundo. Na segunda e na terça-feira, eles participaram de diversas atividades acadêmicas como workshops e palestras. Além disso, houve é claro um tempinho para passeios turísticos. No meio da programação agitada, Marcelo Abadie, arrumou um tempinho para contar para nós o que eles já viram por lá:

Passeio na praia: Leonardo Souza de Oliveira alimentando gaivotas na praia de Haendae

"Depois de quase 36h de voo, espera em aeroporto, trem bala e um ônibus, chegamos na Universidade Dongseo. Estamos todos muito impressionados com a Coreia. Ao chegarmos em Seul, alguns de nós nos deparamos com a neve pela a primeira vez e muitos estavam só de camiseta e um casaquinho.

Entender o idioma: a tarefa mais complicada até o momento

A comida é completamente diferente, assim como o idioma, o que nos faz pensar que somos analfabetos, pois não conseguimos ler absolutamente nada e nem nos comunicar com os coreanos já que, até agora, encontramos poucos que falam inglês. Esse é, na verdade, o único problema enfrentado por todos até agora.

Cada momento "perdido" no longo voo está sendo recompensado. Já passeamos na praia e é realmente muito bonito por lá, com muitas gaivotas comendo salgadinho (dado pelas crianças), além da areia ser bem limpa. Tudo isso contrasta com os muitos anúncios publicitários nos imensos prédios na beira do mar. Cada dia está sendo uma aventura diferente, acompanhada de muito frio.


Alunos se divertem fotografando na Universidade de Dongseo

Ir a algum restaurante, por exemplo, é sempre complicado. Nunca sabemos o que pedir e quando finalmente entendemos o menu do restaurante, é a vez deles ficarem boiando. Nem mesmo a mímica funciona muito bem por aqui, mas de uma forma ou de outra, estamos conseguindo no virar muito bem. Estamos na Ásia nos sentindo dentro de um dos filmes do Jackie Chan!"

Para acompanhar o intercâmbio dos alunos do curso de jogos digitais da Feevale, é só seguir ligado aqui no blog. Ainda hoje teremos mais novidades da Ásia.

É hoje!

14 de janeiro de 2011 3

Na coluna impressa e no post do dia 31, eu já tinha adiantado que teremos dois rapazes colaborando direto da Coreia do Sul nos próximos dias: o Bernardo Benites e o Marcelo Abadie. Ambos fazem parte do grupo de 21 alunos do curso de jogos digitais da Feevale que vai passar três semanas do outro lado do mundo aprendendo mais sobre games. Eles embarcam hoje, no final da tarde, e prometem boas histórias pra dividir com a gente.  O Marcelo, que tem 25 anos e parte para sua primeira experiência como intercambista, conta um pouco do frio na barriga antes de pegar o avião:

Marcelo no Guitar Hero para aliviar a tensão dos últimos dias

"Malas prontas, dólares trocados, cartões internacionais devidamente desbloqueados. Tudo pronto. Agora é só esperar pelo dia do embarque, que parece nunca chegar. A ansiedade é tanta, que tenho sonhado com a Coreia do Sul quase a semana toda. Literalmente! Não vejo a hora de conhecer a Universidade Dongseo, saber como é o alojamento, até agora, uma surpresa para todos nós, e de ter de fazer um mini-curso para saber como se usa o vaso sanitário de lá. Sim, lá na Coreia do Sul, o vaso sanitário tem botões e é tudo automático, quando eu digo "tudo", é tudo mesmo! Mas essa história eu conto melhor depois que chegarmos lá.

Grupo de jogos digitais que embarca hoje à tarde para a Coreia do Sul

Até a próxima viajantes!"

Estudar games do outro lado do mundo

31 de dezembro de 2010 2

Se ir para um país cuja língua você pouco sabe é complicado, acho que a complicação pode  ser multiplicada por dois quando o alfabeto também é diferente. Pouco se importando com as barreiras que isso pode impor, 21 alunos do curso de jogos digitais da Universidade Feevale, de Novo Hamburgo, embarcam no próximo dia 14 para um intercâmbio de três semanas na Coreia do Sul. Eles terão aulas na Universidade de Busan e farão estágios em áreas relacionadas ao curso.  Bernardo Benites, de 19 anos, contou pra gente quais as expectativas em relação à viagem:

Bernardo Benites, um descontraído fanático por games desde a infância


"Minha paixão por games sempre foi algo que transparecia em mim! Sempre fui apaixonado por desenhar e jogar video-game! O mais engraçado é que, como todos os viciados, meus pais viviam me falando: "Isso é perda de tempo!", "Vai viver a vida!". Eles chegavam ao ponto de desligar os disjuntores da casa pra me proporcionar um pouco de sol nas tardes de domingo quando eu era guri.

Quando ingressei na Feevale, optei por Jogos Digitais. No início de 2010, surgiram boatos sobre um possível intercâmbio entre universidades, porém não era nada certo. Boatos aqui e ali, acabou se concretizando que haveria uma oportunidade voltada ao curso e seria na Coreia do Sul.

Fiquei dando atualizar na página de internet da universidade e na caixa de entrada de e-mail pra me inscrever primeiro! Todos se perguntavam no msn pelo menos uma vez por dia: "Eaí cara, abriu lá a inscrição?!"

A expectativa de ir estudar na Coreia era além do que eu podia imaginar. Era pura euforia só de pensar eu poderia ir para o outro lado do mundo estudar jogos!!! Depois de um tempo, eu já havia até desistido, afinal, ninguém me ligou e muitos colegas meus já tinham sido contatados sobre interesse na vaga no intercâmbio. Eis que, certo dia, me ligam perguntando se eu ainda estaria interessado. Minha felicidade não cabia em mim!

Porém, como foi meio em cima da hora pra mim, tive que fazer mais do que possível pra conseguir reservar minha passagem. Tinha muita expectativa, mas estava curto de grana. Então, eis que um colega de trabalho me deu a ideia de fazer um "Livro-Ouro", um livro onde eu descrevo uma nota de abertura, com meu objetivo, e, quem quiser, doa uma quantia em dinheiro qualquer. Minha tia me deu a ideia de realizar uma rifa para arrecadar fundos também! E tudo foi dando certo aos poquinhos! As pessoas apostando em mim, me dando credibilidade, isso me apoiou muito na corrida pra ir!

Tinha dias que eu chegava em casa e pensava: "Não vou conseguir... será que devo desistir?!"
Mas a proporção que esse intercâmbio foi tomando dentro de mim foi aumentando a cada dia que passava. E eu não podia desistir de jeito nenhum!

E aqui, hoje, estou com quase tudo pronto pra ir à Coreia do Sul com meus colegas e amigos do curso.

E a expectativa?! É gigantesca! Enorme! Pois não seremos apenas nós lá na Universidade Internacional Dongseo. Outros intercambistas de toda o mundo também estarão lá! Não consigo nem imaginar o quanto de contatos conseguiremos lá. Quanta experiência vamos adquirir! Vou aproveitar o máximo possível! Estudar o máximo possível! Assimilar o máximo de cultura, aprender, conhecer pessoas, lugares e ideias novas.

E isso não tem dinheiro que pague!"