Para inaugurar nossas participações de intercambistas espalhados pelo mundo, hoje, temos o relato da Bibiana Nilsson, estudante de jornalismo da UFRGS, de 29 anos. A Bibiana está em Hamburgo, na Alemanha, estagiando em um portal que auxilia no aprendizado de línguas estrangeiras. Não é a primeira aventura dela em terras germânicas, mas a gente torce para que essa experiência seja um pouquinho menos conturbada que a primeira!
Bibiana (no meio) e sua equipe multicultural após a decoração do escritório para o Natal
"Eu já tinha vindo à Alemanha duas vezes. Na primeira delas, quebrei a coluna e passei dois meses entre hospitais e clínicas de reabilitação. Foi minha primeira viagem ao exterior, minha primeira "quebra de alguma parte do corpo" e minha primeira jornada por hospitais. Na segunda vez, fiz meu primeiro mochilão em grupo por um país. E agora é a primeiríssima vez que faço um estágio em terras não-tupiniquins. Não é uma estreia 100%, mas ainda é uma estreia.
Há seis semanas estou trabalhando no portal bab.la, um site multilíngüe, com dicionários, testes, fóruns e outras ferramentas para auxiliar no aprendizado de idiomas – do Alemão ao Sueco. Evidentemente eu sou a responsável pela parte referente ao Português (Port.-Inglês, Port.- Alemão e Port.- Espanhol), o que é um grande desafio. Além de cuidar do conteúdo também trabalho com marketing online – outra novidade – o que faz com que minhas oito horas de trabalho diário terminem com a mesma velocidade com que a luz do dia desaparece por aqui no inverno.
Tem sido uma experiência muito enriquecedora, ainda que bastante difícil de vez em quando. Apesar de a empresa ser nova e repleta de estrangeiros (cada um responsável por um idioma), o sistema alemão de trabalhar é um pouco mais rígido e sisudo do que nosso jeitinho brasileiro. Junte isso à saudade do sol e de casa, ao cansaço pela troca de língua, continente e clima e... tem-se o humor de um intercambista: cheio de altos e baixos. Por outro lado, a parte ótima: tenho aprendido muito, inclusive sobre mim mesma, e convivido com pessoas de todos os continentes, o que amplia ainda mais meus horizontes - para a minha imensa felicidade.
Ainda pretendo aproveitar um pouco mais essa experiência de “trabalhar fora”; depois desse período na Alemanha, quero partir para algum outro destino, provavelmente algum país africano ou asiático. Sinto que preciso de uma aventura ainda maior, que vire de cabeça para baixo minha maneira de enxergar o mundo. Sei que o desafio vai ser grande, mas... e a gente vive pra quê, afinal de contas?"
E se você está estudando fora do Brasil e também quer enviar o seu relato, deixe um recado nos comentários ou entre em contato pelo e-mail: bruna.amaral@zerohora.com.br
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