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Posts com a tag "marrocos"

Alguns bons motivos para visitar feiras de intercâmbio!

12 de setembro de 2012 0

ACapital recebe feiras de intercâmbio pelo menos duas vezes por ano. Quem ainda tem dúvidas de qual modalidade
ou país escolher pode aproveitar uma dessas oportunidades para ficar por dentro de tudo em um dia só.A estudante de Estância Velha Débora Stein foi na sua primeira exposição em março deste ano e passou uma tarde inteira na Expo Estude no Exterior, que agora virou Eduexpo.

A jovem, que sonha em ser comissária de bordo, aproveitou a oportunidade para conversar com agentes de escolas de diferentes países e guardou o nome de várias agências da Capital.

– Passei o dia inteiro lá. Peguei todos os panfletos e revistas que pude e li tudo em casa. Olhando os sites das agências que mais gostei, descobri uma promoção. Participei e ganhei! – comemora.


A estudante de 16 anos, que nunca viajou de avião, está dando entrada no seu primeiro passaporte para realizar o sonho de fazer intercâmbio nos Estados Unidos. No início de 2013, ela embarca com tudo pago para a Califórnia
para fazer um curso de um mês.

Já o estudante de arquitetura Rogério Cézar Filho, de 25 anos, usou uma dessas feiras para bater o martelo sobre o destino de seu intercâmbio. Em dúvida entre Austrália, Canadá, Irlanda e Grã-Bretanha, ele acabou indo parar em Dublin para um curso de inglês de seis meses e viajou pela Europa por outros cinco.

– Na feira, descobri que o país oferecia o visto pelo tempo do curso e mais o mesmo tempo para que eu pudesse fazer turismo. Então, não tive dúvidas na hora de escolher – afirma.

Se você se interessou, a próxima oportunidade de se decidir ou até mudar de ideia ocorre das 14h às 19h na Associação Leopoldina Juvenil (Rua Marquês do Herval, 280), no dia 16 de  setembro.A Eduexpo terá instituições de ensino do mundo inteiro que oferecem desde cursos de idioma, graduação, pós, MBA, extensão, Ensino Médio, estágios até cursos de férias e trabalho remunerado.As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site www.edufindme.com/expo/br

Além de Porto Alegre, a mesma feira ainda passa por Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Curitiba e Belo Horizonte. Confira as datas no site.


Como ganhar uma bolsa de estudos?

26 de maio de 2012 17


Não existe pergunta que eu mais escute nessa vida do que "como eu faço para ganhar uma bolsa de estudos?"  
A resposta é sempre a mesma: se inscrevendo para uma. Na verdade, o segredo não é se inscrever para uma, mas sim se inscrever para várias. Então vão aqui umas dicas práticas para quem quer muito uma oportunidade de sair do país com tudo pago e não sabe nem por onde começar.

1) Você tem internet, USE:
Existe um catatau de fundações, universidades, programas e concursos que oferecem bolsas de estudo para todos os cantos do mundo. Da maior parte deles, quase ninguém sabe. Então, é hora de parar de perder tempo só fuçando no Facebook e começa a vasculhar a internet atrás de oportunidades.  Sempre que eu encontro alguma coisa bacana posto aqui no site ou coloco na coluna do jornal. E além do intercambiando, a rede está cheia de outros sites e blogs que alertam para programas dos quais talvez a gente nunca vá ouvir falar se não for atrás deles. Você alguma vez já experimentou perder algumas horas vasculhando os resultados de uma simples busca "nome do país" + bolsa de estudos? Não? Tá esperando o que, então?

2)"Eu já me inscrevi, mas não ganhei"
Não, eu não tenho amigos importantes e muito menos sou o ser mais sortudo ou inteligente do planeta. Se eu ganhei algumas bolsas de estudo na vida foi, mais que qualquer coisa, porque eu me inscrevi  para uma quantidade enorme de oportunidades. Se você realmente quer estudar de graça em algum lugar, não pode ter preguiça ou desistir no primeiro não. Preencher formulários, escrever cartas de motivação e juntar documentos é uma chatice, mas sem isso você não vai a lugar algum. E outra, quanto mais a gente vai tentando, mais experiência vai conseguindo e mais fácil vai ficando o processo todo.

3) Invista na carta de motivação
Não precisa ser um gênio da literatura para escrever uma boa carta de motivação, mas tenha em mente que normalmente ela é a única maneira do um avaliador conhecer você. Então, capriche e não tenha medo de deixá-los com a impressão de que não existe ninguém no mundo que quer ou mereça mais aquela vaga do que você. Não precisa exagerar, não precisa mentir, não precisa entrar num tom desesperado. Mas você quer a bolsa e quer muito. Deixe isso bem claro. E né, acho que nem precisa dizer, né: cuide com erros de ortografia, não seja informal demais e passe para algum amigo ler e pergunte: você escolheria essa pessoa? Sempre ajuda.

4)Lembre-se: você não é o examinador
Não se inscrever em uma oportunidade porque você não se considera fluente em inglês (ou seja lá que língua) é um absurdo. Óbvio que se o regulamento pede alguém com conhecimentos sólidos e você não sabe esboçar nem um "the book is on the table", a coisa tá feia mesmo, mas a gente geralmente tende a se achar pior nos idiomas do que realmente é. E outra, ser "fluente" é uma coisa relativa, se você entende tudo, escreve e, ainda assim, tem uma vergonha mortal de falar. Bem, pra mim dá pra dizer que você é fluente, só tem vergonha de falar. E isso a gente só perde quando vai pro exterior, mesmo. Antes de sair com essa desculpa esfarrapada, lembre-se: você não é o examinador. Inscreva-se e veja no que dá. A gente nunca sabe.

5) Inscreva-se e PONTO
Nunca jamais alguém vai bater na sua porta perguntando "oi, quer uma bolsa de estudos?". Se isso já aconteceu com alguém, assim, do nada, me contem. Nenhuma dica no mundo é mais valiosa que simplesmente perder o tempo de juntar uns documentos e de fazer uma redação para se inscrever num programa que oferece bolsa de estudos. Você nunca tem como saber se vai concorrer com mais três ou três mil. É só tentar. Dá trabalho, mas é o jeito. Afinal de contas, além de uns minutos, o que você vai perder mesmo?


e boa sorte, né. Um tantinho dela nunca faz mal :)

E por que não o Marrocos?

19 de março de 2011 3

A procura por destinos menos convencionais na hora de fazer intercâmbio tem ganhado força. Sair da zona de conforto e se deparar com situações bem diferentes são os principais motivos que levam jovens a escolher ir para países fora do circuito tradicional. Essas foram algumas das razões que levaram a porto-alegrense Cassandra Brunetto, de 28 anos, a escolher o Marrocos como destino.

Ela está no país trabalhando na área de relações públicas em um centro de idiomas desde setembro no ano passado. As dificuldades são muitas, mas nada que sequer faça Cassandra pensar em voltar. Acompanhe:




"Desde que cheguei no Marrocos, e mesmo antes da minha viagem, escutei muito das pessoas a seguinte pergunta: por que o Marrocos? A minha resposta imediata é a seguinte: e por que não o Marrocos? Na verdade, acredito que foi este lindo país que me escolheu, e não o contrário. Desde sempre, tinha em mente a ideia de passar um tempo no exterior, seja estudando ou trabalhando. O que faltava, de uma forma ou de outra, era planejamento e determinação para ir adiante com esta ideia.

Em setembro de 2010, resolvi que a hora de fazer o meu tão sonhado intercâmbio havia chegado. Passei a pesquisar programas de trainees em todas as partes possíveis do planeta, sem restrição de qualquer país. Sempre tive em mente que o importante era a experiência, e não o destino. O mundo é grande demais, então, por que não ir atrás, também, de países que estão fora do circuito comum?

A busca pela vaga ideal foi, em muitos momentos, cansativa. Tive entrevistas por telefone, Skype, enviei e-mails e mais e-mails com uma carta motivacional e CV.  O fato é que algo acabou me empurrando para vir ao Marrocos. A vaga da empresa onde trabalho sequer existia, e o presidente de Intercâmbios de Casablanca (cidade onde resido e trabalho), após algumas conversas comigo, conseguiu abrir uma vaga na área de Relações Públicas de um centro de idiomas. Para minha surpresa, consegui o que tanto queria! Vim para o Marrocos em dezembro e estou aqui, desde então.

Posso dizer que a minha adaptação foi muito fácil. De forma geral, as pessoas sempre foram muito educadas, receptivas e hospitaleiras comigo. A comida aqui é muito boa, e as frutas, legumes e pães são simplesmente excelentes. O chá, então, nem se fala. Já viajei bastante por aqui, e posso dizer que o país é realmente lindo. Moro perto da maior mesquita da África, e, ainda assim, não considero grande o choque cultural que tive. O chamado acontece cinco vezes ao dia e vai para a mesquita rezar quem quer.

Há mulheres usando véu e burca, mas o número de mulheres sem nada envolvendo os cabelos é infinitamente superior. Por todos os lugares onde estive, noto que as pessoas tem muita admiração pelo Brasil. Há alguns dias atrás eu estava em Es-Smara, no Sahara, e o assédio das pessoas – no bom sentido – foi incrível. Todos queriam tirar foto comigo e com os demais brasileiros da comitiva, perguntavam sobre política, Carnaval, futebol. O povo daqui é muito agradável.

Ainda acho que estou longe de ter a performance que gostaria, mas cada dia aprendo mais a meu respeito, sobre o que quero ou não para a minha vida. O futuro é incerto: fico aqui até julho, quando devo voltar para o Brasil ou partir para outro intercâmbio. Não descarto a possibilidade de permanecer aqui, pois em apenas alguns meses já conheci pessoas que gosto muito e quero ter perto de mim, mas isso é algo que ainda preciso pesar na balança.

Acima de tudo, o que eu estou tendo aqui, é um momento meu, e somente meu. Mas e o que isso quer dizer?! Que cada momento tem feito com que eu me enxergasse de uma forma completamente diferente. Seja na hora de pegar o taxi com o pouco francês que falo, seja na hora de tentar adivinhar o que as pessoas à minha volta estão falando em árabe, seja quando experimento novos sabores, cores ou cheiros.

Há momentos em que a solidão aperta, em que os sentimentos ficam confusos, mas acredito que tudo faz parte do processo. Aprender e crescer é fundamental e, se eu não quisesse sair da minha zona de conforto, teria permanecido no mesmo lugar que estava antes de viajar."

A vida no Marrocos

14 de fevereiro de 2011 5

Lembram da Júlia Mello Schnorr que estava embarcando para o Marrocos no início de janeiro? A experiência da jovem de 24 anos  por lá já está quase no fim.  O receio de choque cultural se transformou em uma aventura rica e cheia de histórias para contar.  No país, ela está trabalhando na associação Ennour, para deficientes físicos e mentais e descobriu um lado que a gente pouco vê do país africano. Acompanhe o depoimento dela:


"Estou no Marrocos há quase cinco semanas, então meu intercâmbio na África está chegando ao fim. Enfrentei bastante choque cultural, especialmente relacionado à religião. Aqui, o Estado e a religião caminham de mãos dadas e as decisões do Rei são bem atreladas ao islamismo. Um homem pode casar com até quatro esposas e muitas mulheres usam a burca, em especial no interior do país.
Na cidade de Casablanca, é muito fácil ouvir a língua francesa e ver um restaurante de fastfood internacional. Já no interior do país é diferente, pois muitos não falam francês e se comunicam no dialeto marroquino. Passei por uma cidade perto de Merzouga e só encontrei mulher usando burca. Na cidade onde vivo e trabalho, Salé, a maioria das mulheres usam lenço, algumas não utilizam nada para esconder o cabelo e uma pequena minoria utiliza burca. Não há problema ou cobrança para utilizar véu, pois sou estrangeira.
Semana passada, as presidentes da associação em que trabalho nos levaram para fazer tatuagem henna. Era sexta-feira, dia tradicional de comer couscous, e muitas pessoas estavam perto do cemitério para visitar os entes que faleceram. Algumas famílias levaram o prato típico para comer no parque que tem em frente. Ele é servido numa tigela grande onde a família come com as mãos. Pode parecer não higiênico e estranho, mas é muito bom. Destrói com nossa noção de individualidade.
É muito comum alguém que gosta de você preparar a comida no prato, como amassar as cenouras ou batatinhas, para você comer. A moça que nos fez a tatuagem cobrou para cada uma 30 Dihams, cerca de R$5,50. A vida no Marrocos é relativamente barata, ainda mais para quem vive nos bairros populares, como é meu caso. O bairro em que vivo se chama Sidi Moussa e é um dos lugares mais perigosos da região de Rabat. Sinceramente, o parâmetro de violência e perigo dos marroquinos é bastante distante do nosso, mas costumo tomar precauções, como não andar sozinha à noite e não portar objetos de valor.
Estou aprendendo o dialeto árabe do Marrocos e é muito prazeroso conseguir manter uma conversação mínima em árabe com as pessoas. Não sei dizer por que escolhi vir para o Marrocos, mas não tenho dúvidas que vai doer para ir embora. Um abraço e viajem,  sempre."

Choque cultural no Marrocos

20 de dezembro de 2010 2


Tem gente que tem 'o viajar' no sangue. Esse parece ser o caso da Júlia Mello Schnorr de Cruz Alta. Ela pegou o gosto por viajar desde pequena com as empreitadas do pai. Hoje, ela é formada em história e se prepara para embarcar para o Marrocos, onde vai trabalhar numa ONG. Apesar da jovem de 24 anos nunca ter ido ao país africano, ela já consegue imaginar os choques culturais com que vai se deparar por lá. Vamos esperar pra saber!


Júlia em Barcelona em 2008, quando ficou hospedada na casa de um Mexicano


"Acredito que já nasci na estrada. Sou filha de um pai viajante e me acostumei com as viagens realizadas com pouco orçamento. Quando eu tinha três anos minha família realizou uma longa viagem que durou 40 dias e chegamos ao nordeste brasileiro, sendo que saímos de Santa Catarina. Minha primeira viagem sozinha foi para o Uruguai e embora eu tivesse 17  anos, consegui planejar a viagem de forma independente. Depois dessa viagem, eu hospedei mochileiros em minha casa e utilizei-me do serviço da rede social Hospitality Club para conhecer Barcelona. Atualmente as pessoas me procuram quando vão realizar alguma viagem, seja para escolher locais, saber as furadas ou saber onde se hospedar. E eu gosto bastante disso.


A próxima viagem vai ser um tanto mais ousada: vou ficar 6 semanas vivendo com uma família marroquina na cidade de Rabat, capital do Marrocos. Irei trabalhar numa ONG que ajuda adolescentes a discutir a AIDS. A minha participação será fazer com que grupos de jovens vençam o tabu de falar sobre a doença. O destino africano não foi minha escolha, mas sim do meu amigo Ramon, que adora países exóticos. Ele vai fazer um intercâmbio de três meses no interior da Rússia e Polônia e me indicou o país africano. O pouco que conheço do Marrocos me foi representado pela novela ''O Clone'', mas acredito que a realidade que irei encontrar vai ser um tanto distinta, até porque investiguei na internet e descobri bastante coisa sobre esse país.



Como não sei falar árabe, vou investir no francês, espanhol, inglês, português, ou seja, no que der e precisar. Me avisaram que os comerciantes marroquinos falam muitas línguas e que é imprescindível pechinchar, e sem vergonha alguma. O Marrocos é um país com bastante diversidade. A maioria dos habitantes fala árabe, mas há uma grande ocidentalização, já que o país foi um protetorado francês durante anos'. A geografia é exuberante: praias, deserto do Saara, montanhas e gelo. No inverno deles, a previsão é que faça de 10 a 20ºC, então estou tranquila em relação ao calor, embora tenha que tomar cuidado com outros aspectos, como a água da torneira.

O aconselhável, embora seja o mais caro, é comprar água engarrafada. Há choques culturais que irei enfrentar, como a proibição da homossexualidade. No Marrocos, a diversidade sexual é crime e dá cadeia. Acredito que parte principal das viagens não é o turismo e sim a convivência. Irei me esforçar para conviver com os habitantes e aprender seus costumes e parte da sua cultura."