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Posts com a tag "pré-embarque"

Mala ou mochila: a eterna dúvida

07 de novembro de 2011 1

Se fazer as malas para ficar uma semana fora tira o sono de muita gente,imagine,então, quando é hora de arrumar tudo para ficar uma longa temporada por aí. Sempre me perguntam: melhor ir de mala ou de mochila? A resposta é sempre a mesma: depende. Mas uma regra básica que sigo e acho que vale para todo mundo em qualquer tipo de empreitada que envolva viajar é: só leve aquilo que você consegue carregar sozinho.Parece exagero,mas é a  melhor dica para não passar por apertos na ida e não ter problemas com o excesso de peso na volta.

Independentemente da quantidade de coisas que você levar,você vai voltar com, pelo menos, o dobro. Costumo brincar que o ideal é levar uma mala com o que você precisa e outra vazia só para trazer objetos pessoais,presentes e outras coisas que você vai comprar.Além disso,nem todo intercambista vai morar em casa de família – que provavelmente tem carro e vai com ele buscar você no aeroporto.Então, levar um monte de bagagem pesada pode ser a pior ideia se você tiver de pegar transporte público depois de horas de viagem e sem ninguém para ajudar.

Não importa se você vai passar dois meses ou um ano,vale a pena investir em uma mala/mochila de qualidade ,ela provavelmente será usada em diversas ocasiões durante o período em que estiver fora.Na hora de comprar
uma mochila, pense que ela deve ser confortável e ter sistemas que a prendam ao corpo de maneira que o peso fique bem distribuído. Outra opção interessante são as que têm as alças revestidas e acolchoadas para não machucar os ombros.As mochilas são ideias para as viagens mais curtas e para quem,de fato,consegue levar pouca coisa.
Afinal,não tem nada pior que parecer estar carregando o mundo inteiro nas costas.

Se optar por uma mala,invista um pouco mais e leve aquelas de materiais mais leves e com rodas que giram para todos os lados. Numa primeira avaliação,pode parecer bobagem,mas essas rodinhas facilitam a mobilidade de maneira muito significativa e são interessantes porque podem ser puxadas de quase qualquer maneira. Elas são mais caras,é verdade,mas o conforto na hora de carregar compensa.

E vocês? preferem viajar com mala ou com mochila? Já passaram por algum aperto por excesso de bagagem por aí? Contem aí nos comentários :)

E seja qual for a sua opção vale lembrar: não esqueça de levar uma mochila pequena, afinal não importa se você for ao supermercado ou às Pirâmides do Egito, intercambista que se preze tem que ter sempre uma câmera fotográfica à mão.

Já pensou viver numa cidade com mil habitantes?

25 de agosto de 2011 15

A estudante Julia Landgraf Piccolo Ferneda trocou o que boa parte das meninas quer, uma festa de 15 anos, por um ano na Alemanha. A guria de Porto Alegre embarca em setembro para Thulba, uma cidadezinha com (pasmem!) 1,1 mil habitantes. Da diferença nas aulas em na escola ao período de adaptação na sociedade e na língua alemã, vocês vão acompanhar aqui no blog. Por enquanto, conheçam um pouco mais da corajosa mocinha:

"Sempre sonhei em fazer intercâmbio. Como meus pais sempre tiveram conhecimento desse desejo, me concederam deram permissão e ficou combinado que esse seria meu presente (e que presente!) de 15 anos. Comecei a buscar pelas agências que mais se enquadrassem em meu perfil.

Eu já estava estudando a língua alemã há alguns meses, então meu primeiro pensamento em relação à escolha de destino foi direcionado a Alemanha. Além disso, minha família tem descendência alemã, o que sempre me deu uma vontade muito grande de conhecer o país. Após algumas reviravoltas por causa da idade mínima de embarque, consegui garantir minha vaga para o país que desejava.

Sempre soube que os intercambistas geralmente ficam em cidades menores, mas meu grande espanto foi quando descobri que ia para uma cidade de, veja só, apenas 1,1 mil habitantes. Meu destino é Thulba, na região da Baviera. Um belo contraste quando comparado ao 1,5 milhão habitantes de Porto Alegre. Minha hostfamily também é, no mínimo, inusitada: terei cinco irmãos, sendo quatro deles quadrigêmeos nascidos no mesmo ano que eu.

Meu intercâmbio ainda não começou, mas já pude aprender algumas coisas e repasso a dica para futuros intercambistas: você pode imaginar o que quiser, mas quando a realidade chegar, certamente vai te surpreender"

É hoje!

14 de janeiro de 2011 3

Na coluna impressa e no post do dia 31, eu já tinha adiantado que teremos dois rapazes colaborando direto da Coreia do Sul nos próximos dias: o Bernardo Benites e o Marcelo Abadie. Ambos fazem parte do grupo de 21 alunos do curso de jogos digitais da Feevale que vai passar três semanas do outro lado do mundo aprendendo mais sobre games. Eles embarcam hoje, no final da tarde, e prometem boas histórias pra dividir com a gente.  O Marcelo, que tem 25 anos e parte para sua primeira experiência como intercambista, conta um pouco do frio na barriga antes de pegar o avião:

Marcelo no Guitar Hero para aliviar a tensão dos últimos dias

"Malas prontas, dólares trocados, cartões internacionais devidamente desbloqueados. Tudo pronto. Agora é só esperar pelo dia do embarque, que parece nunca chegar. A ansiedade é tanta, que tenho sonhado com a Coreia do Sul quase a semana toda. Literalmente! Não vejo a hora de conhecer a Universidade Dongseo, saber como é o alojamento, até agora, uma surpresa para todos nós, e de ter de fazer um mini-curso para saber como se usa o vaso sanitário de lá. Sim, lá na Coreia do Sul, o vaso sanitário tem botões e é tudo automático, quando eu digo "tudo", é tudo mesmo! Mas essa história eu conto melhor depois que chegarmos lá.

Grupo de jogos digitais que embarca hoje à tarde para a Coreia do Sul

Até a próxima viajantes!"

O que dar de presente para quem está indo viajar?

21 de dezembro de 2010 0

Junto com as festas de fim de ano chega também a hora do embarque de muitos intercambistas. A proximidade do Natal trouxe algumas dúvidas para minha caixa de e-mails. Então, para ajudar pais, tios, amigos e namorados de viajantes preparei uma listinha de presentes legais e úteis (para diferentes tipos de bolsos)  para quem está prestes a viajar.


Fones de ouvido:

Passar horas e mais horas em aviões, trens e ônibus é bem mais divertido quando se está acompanhado de música. Além disso,  alguns dos fones modernos, que são super estilosos com diversas opções de cor, não servem apenas para ouvir bom som: eles isolam do barulho exterior. Só não esqueça que eles devem ser resistentes e, de preferência, dobráveis. Afinal, quando eles não estiverem sendo usados, passarão muito tempo na bolsa/mochila.


Guias de viagem:


Parece óbvio, mas não é! Por mais que a internet esteja cheia de dicas ótimas e atualizadas, os guias impressos são muito úteis. Afinal de contas, nem sempre você vai ter um computador ou internet no meio de uma viagem. Dê preferência aos leves e com mapas, que podem ser carregados facilmente. Para quem vai para e Europa, no entanto, é quase obrigatório comprar um completo, daqueles grandões mesmo, que inclua todos os países. O preço das passagens aéreas por lá vai fazer você querer conhecer o continente inteiro, acredite!


Cadernos e blocos de nota:

Quando se está sozinho e longe de casa, muitas vezes, o papel e a caneta viram melhores amigos. Tê-los sempre por perto é interessante seja para anotar o nome de um restaurante legal, ou para rabiscar enquanto se pensa na vida. Escolha os menores e mais leves.  Eu, particularmente, prefiro os com folhas sem pauta. Eles são mais bacanas pra soltar a imaginação.


Pijamas:

Não, eu não estou maluca. Por mais que seu filho/amigo/namorado adore dormir vestido com a roupa mais velha do armário (ou sem roupa nenhuma), é interessante levar um traje apresentável para dormir. Uma camiseta e calça/short de algodão resolvem. Você nunca sabe com que tipo de família ou companheiros de de quarto vai morar. Então,  não arrisque, escute a sua mãe (a minha também disse isso um milhão de vezes)  e leve uma roupa decente para dormir.


Se você tem dúvida sobre qualquer assunto relacionado a intercâmbio, escreva para mim no bruna.amaral@zerohora.com.br!

"Mundo aqui vou eu"

16 de dezembro de 2010 1

Para realizar os sonhos dos filhos, os pais fazem de tudo. Até ficar um ano sem eles. Foi isso que a Silvia Guimarães, de Pelotas, fez em agosto deste ano. Apesar da choradeira e do medo, ela mandou a filha única de 15 anos, Paula Guimarães Marques, para os Estados Unidos. Hoje, a Silvia vai contar do turbilhão de sentimentos que toma conta de uma mãe antes do filho ir embora. Nas próximas semanas, ela vai seguir com a gente contando das descobertas da estudante em Austin, no Texas. Confere aí:


Paula (no centro, de casaco preto, atrás da menina de amarelo) em São Paulo com os outros brasileiros antes do embarque

"Minha filha saiu de casa há quatro meses, mais exatamente há 117 dias. Sim, mãe de intercambista conta os dias e não meses. A Paula pegou um avião para realizar o seu sonho mais ousado até então: ser uma brasileira fazendo high school nos EUA, morando em casa de família.

Na verdade este processo já vinha se desenrolando no mínimo  há dois anos, quando ela percebeu que iria se formar no inglês e desejava dar o seu primeiro vôo para o mundo. Não sei onde é que eu estava com a cabeça quando concordei, foi exatamente assim que eu pensei na primeira semana que ela se foi.

Todo processo é demorado, tivemos todos os tramites facilitados pela agência que contratamos para organizar a saída dela, e durante um ano, tivemos contagens regressivas, reuniões com psicólogos, viagem para conseguir o visto. Enfim, tudo passou voando, mas a maior expectativa dava-se com relação a família. Quem iria aceitar o aplication da Paula? (aplication é uma espécie de formulário com várias perguntas pessoais, como se fosse um currículo sintetizado, que é enviado pela agência e  fica à disposição das família que desejam receber intercambistas). Ela teve sorte, pois quatro meses antes da data prevista para seu embarque, uma família se habilitou para recebê-la, ou seja, alguém queria a minha Paula com eles. Mas isto não é muito comum, alguns intercambistas só sabem das suas famílias às vésperas da viagem.

Outra coisa que consideramos positiva neste processo foi que ela foi designada para uma cidade grande, que também não costuma ser comum, ela foi morar em Austin, no Texas, uma cidade três vezes maior que a nossa. Era tudo o que ela queria. Minhas angustias de certa forma se amainaram quando soube que a Paula seria a quarta intercambista recebida por esta mesma família, ou seja, eles já tinham experiência com a coisa, mas eu não. Nenhuma e isto pesa muito quando sua filha tem somente 15 anos.

Nas reuniões de preparo, encontrei outros pais, e outros filhos, descobri que eram muitos, e que eu não era a única mãe que chorava por antecipação.  Sim, eu chorei muito mesmo ainda antes de ela ir e ela me consolava, acreditem. Eis que o dia 20 de agosto chegou, invariavelmente o dia sempre chega.  E aí foi pra matar. Na véspera, eu dormi no quarto com ela, estávamos as duas muito ansiosas. Parecia algo surreal, eu ainda choro quando lembro disto.

Minha filhinha amada não ia mais estar ali na noite seguinte, eu não ia dar o beijo nosso de boa noite, não ia cheirar o pescocinho dela no outro dia de manhã, como eu sempre fazia quando era eu que a acordava. Ela simplesmente não estaria mais ali. E isso dói, ai como dói, e sei que com mães de mais filhos (que não é meu caso) dói igual, porque cada filho é único e deixa um vazio quando se vai.

Na hora que estava estipulada para ela adentrar pelo portão de embarque ela se foi, neste momento ninguém conseguiu falar, nem ela. Nos abraçamos forte, sem dizer nada, nadinha, e ela pegou o rumo do mundo, bem como dizia na camiseta que ela recebeu da agência: "Mundo aqui vou eu!!!!"

E ela foi, simplesmente ela foi e eu fiquei, meu marido ficou, todo mundo ficou, só ela foi... pro mundo."

Gap year na Irlanda

15 de dezembro de 2010 2

Ao terminar o Ensino Médio, todo jovem se depara com inúmeras dúvidas e inseguranças desconhecidas até então. A separação dos colegas, que muitas vezes acompanham desde a infância, a angústia de escolher uma profissão e a pressão de passar no vestibular são momentos que assombram quase todos os jovens de 16, 17 anos. Mas não é em todo lugar que há essa necessidade imediata do ingresso na faculdade. Em muitos países da Europa e nos Estados Unidos, é muito comum que estudantes recém  saídos da escola tirem um "gap year" (ano sabático, em tradução livre), um período para pensar e experimentar outras coisas antes de entrar na universidade.

Durante esse 'ano sabático', jovens viajam o mundo, fazem voluntariado, trabalham, fazem intercâmbio ou tudo isso junto.  Anna Caroline Pontel, de Vacaria, resolveu fazer isso também. Aos 17 anos, a menina está prestes a tirar um ano para morar em Dublin, na Irlanda. No seu depoimento, ela conta como tomou essa decisão:

 

Anna Caroline Pontel, de 17 anos, em Vacaria, sua cidade natal

"Desde que me conheço por gente quero fazer um intercâmbio, e a oportunidade surgiu nesse ano. Terminei o colégio e não tenho a mínima ideia qual profissão seguir, e também não me sinto preparada para ingressar em uma universidade.  Afinal, tenho apenas 17 anos.

Minha primeira opção sempre foi a Inglaterra, mais especificamente Londres. O problema é a burocracia do país. Se alguém aí já tentou fazer um intercâmbio para a terra da Rainha, então sabe do que estou falando. Eis que surgiu a Irlanda.  Meus pais e eu decidimos que Dublin seria o melhor lugar para ir, considerando que um primo do meu pai mora lá há algum tempo.  Ele nos ajudou a escolher a escola e tudo mais.

De lá para cá foram fortes emoções. Imaginem a minha euforia quando abri meu e-mail e a Joan, minha hostmother, tinha entrado em contato comigo; ou quando a carta da escola chegou!  Não consigo descrever ao certo o que senti, foram tantos sentimentos de uma só vez que achei que iria sofrer um AVC. S em exageros. Frequentarei uma escola de inglês chamada Eddie Collins Hughes College. Vou ter seis meses de aula e seis meses de férias.  Ainda passarei um mês em uma casa de família e, depois, posso alugar um apartamento ou continuar na família mesmo.

Estou contando os dias para ir, um mês e 15 dias, e a ansiedade está cada vez maior! Depois de tanto tempo convencendo meus pais, planejando e realizando, descobri que vale a pena acreditar e correr atrás do que se quer, porque a sensação de ver seus sonhos se tornando reais é indescritível."

O que os pais não fazem pelos filhos?

14 de dezembro de 2010 0

No último post, falei que alguns pais iriam relatar a experiência do intercâmbio pelo lado de quem mais sofre com a saudade. Nossa primeira colaboradora é a Denise Gomes Simanke, mãe da Natália, de 23 anos.  A sua filha única da servidora pública vai cursar um semestre de jornalismo na faculdade de Bamberg, na Alemanha.  No meio de toda a correria antes do embarque da filha, ela escreveu pra gente:

"Minha filha, Natália, sempre manifestou o desejo de fazer intercâmbio desde o ingresso na Faculdade de Comunicação. Há dois semestres estava pretendendo que isso acontecesse, no entanto, alguns compromissos adiaram a experiência.

Dia 18 de dezembro, ela embarcará para um semestre na Alemanha. A proximidade da ida suscita muitos sentimentos. Perceber que a filha cresceu e pode dar conta da sua vida longe da família; que o intercâmbio no exterior pode fazer diferença na trajetória de sua vida acadêmica e profissional; que é uma experiência única de relação com outra cultura. E, por outro lado, receio por ela ir para longe, por um tempo, que para mim, será longo.

Essas reflexões me assaltam a todo o momento na corrida contra o tempo, com tantas coisas para serem resolvidas antes da viagem. Contudo, é um desejo dela que está se realizando, e o que uma mãe não faz para tal?"

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Outros pais interessados em contribuir para contar o intercâmbio pelo lado de quem fica podem entrar em contato pelo bruna.amaral@zerohora.com.br. Faremos o possível para publicar o máximo de relatos.


E como fica a vida de quem fica?

13 de dezembro de 2010 0

O último abraço no Diego, meu irmão mais novo, antes dele embarcar para a Bélgica, em 2004

Não tenho filhos. Não posso falar com propriedade de quais são as preocupações e angústias de ter seus 'pequenos' longe por um bom tempo. Para falar a verdade, sou daquele tipo de filho bem desprendido, sem muito dó nem piedade. As oportunidades aparecem e lá vou eu. Sem pensar duas vezes. Minha mãe já diz até que fica mais preocupada quando estou por aqui, do que quando estou longe. Eu não tenho filhos, mas conheço um pouquinho do aperto deixado no coração de quem fica.

Voltei em julho de 2004 da minha primeira experiência longa no exterior. Um ano na Alemanha. Na verdade, foram dez meses, que, depois da adaptação, passaram rápido como dez dias. Pra mim, óbvio.

No meio de toda a confusão de sentimentos de querer voltar para o Brasil e ficar em Düsseldorf, acompanhei o processo de intercâmbio do meu irmão, o Diego.  Ele estudava francês na escola e queria aperfeiçoar os conhecimentos. É, depois que um dos filhos se vai, os pais estão perdidos. A empolgação contagia. Lembro bem de achar tudo aquilo o máximo: "nossa, meu irmão vai pra Bélgica!".

No calor da hora, não devo ter me dado conta que aquilo significaria seis meses na minha vida longe do meu irmão. Mas como assim, logo eu que tinha passado tanto tempo longe pensando uma coisa dessas? As pessoas podem dizer o que quiserem, mas existe uma diferença abissal entre a saudade de quem fica e a de quem vai. Os que vão têm meses de toda uma vida nova pela frente. São descobertas diárias, pequenos detalhes de uma rotina desconhecida a compartilhar para preencher até os fins de tarde de domingo. Pros que ficam, sobra a vida de sempre, mas com um quarto vazio, com um lugar vago na mesa de jantar.

Parece um grande dramalhão, né? Mas nos primeiros dias é assim, uma pequena tragédia, uma sensação estranha de vazio, que passa, mas faz parte do processo. Digo todas essas coisas, porque mesmo que eu, que recém tinha passado por tudo isso, não me contive no último abraço no meu irmão no aeroporto.  Deu aquele aperto, aquela vontade de dizer "ai, fica". Porque, no fundo, eu tinha a certeza de que aqueles seis meses seriam muito mais longos para mim do que para ele.

Pensando nisso tudo, procurando um jeito de fazer o tempo de quem não vai passar mais rápido, convidei alguns alguns pais para contar como fica a vida de quem fica.

Aguardem.