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Posts com a tag "trabalho no exterior"

Lições de um intercambista

15 de abril de 2013 0


Giorgio Augusto Souza participou de dois intercâmbios nos Estados Unidos, quando conciliou trabalho e estudo


Se passar alguns dias em uma cidade diferente já nos enche de cultura e aprendizado, imagine morar por algum tempo longe de tudo o que você conhece. O gestor Giorgio Augusto Souza fez dois intercâmbios para os Estados Unidos do tipo Work and Travel, no qual você trabalha e consegue se manter com o salário por lá. Os dois ocorreram no inverno norte-americano, quando ele estava em férias na universidade.

— Em ambas as oportunidades, fui para uma cidadezinha chamada Sun Valley, no Estado de Idaho, para trabalhar em uma estação de esqui, chamada Sun Valley, Ski Company — conta.

— Apesar de não ser muito conhecida pelos brasileiros, é uma estação frequentada por turistas do mundo todo, inclusive muito procurada por artistas de Hollywood. Tive a possibilidade de atender o Arnold Schwarzenegger e o Tom Hanks.

Teoria e prática

Durante o período do intercâmbio, que durou quatro meses, eu era acadêmico de Turismo e Hotelaria. Como estudante da área, foi muito válido fazer esse intercâmbio. Tanto para vivenciar novos hábitos e comportamentos, quanto para conhecer novos destinos e melhorar o idioma. Por trabalhar com atendimento ao público em um restaurante da estação, o uso do inglês era diário.

Diversão também

Era comum os colegas de trabalho alugarem um carro para viajar para cidades próximas, para conhecer novos lugares e comprar nos outlets. Fui para Nova York, Seattle, Salt Lake City, Los Angeles, Hollywood, Beverly Hills e outras cidades menos conhecidas.

Várias culturas

Entre os colegas de trabalho, havia pessoas de países como Eslováquia, Indonésia, Colômbia, Chile, França, Itália e Rússia. O contato com gente de várias partes do mundo permitia uma troca de experiências muito enriquecedora para a vida profissional e pessoal.

Lembrança

Todo mundo deveria ter a oportunidade de fazer um intercâmbio. É algo que fica para sempre na lembrança de quem se arrisca a provar desta experiência. Além de tudo, no meu caso, como trabalhava, tive a satisfação de realizar este sonho e ainda ser remunerado por isso.

por Marina Andrademarina.andrade@an.com.br

Dicas para começar a planejar o intercâmbio em 2013

02 de janeiro de 2013 4

Se  fazer um intercâmbio é um dos itens que está na sua lista de projetos para realizar em 2013, o início do ano é um ótimo período para começar a planejar. Muitos dos cursos mais longos começam só em setembro ou outubro, o que facilita o planejamento para embarcar sem maiores percalços.

Mesmo que seu objetivo seja viajar antes e por pouco tempo, também é interessante aproveitar a temporada de férias para botar no papel o passo a passo e ver o que ainda falta para realizar o sonho. Por isso, ficam aqui umas perguntinhas básicas para ajudar a planejar a vida de quem quer estudar fora em 2013 e não sabe sequer por onde começar.

Qual o objetivodo intercâmbio?
Esta é a primeira pergunta que quem busca um programa de intercâmbio deve se fazer. Hoje, as opções de cursos são as mais variadas. As agências especializadas oferecem cursos de idioma, técnico, de pós-graduação, arte, culinária, maquiagem e cinema. Também é possível passar um ano em um programa de High School  (o equivalente ao Ensino Médio no Brasil) ou cursar um semestre em uma universidade estrangeira.
Se a ideia é ganhar experiência profissional, há programas de trabalho remunerado ou voluntário nos países mais diversos. Converse com agentes de viagem e com pessoas que já passaram pela experiência e veja o que é mais adequado a sua proposta. No blog, há uma lista com as principais agências do Estado, além de depoimentos de gente que fez todo tipo de intercâmbio em diferentes cantos do mundo.

Qual o nível do meu conhecimento do idioma?

Você é daqueles que já se vira no inglês ou só fica no “the book is on the table”? Muitos especialistas acreditam que o ideal é que o intercambista tenha um conhecimento intermediário do idioma antes de viajar, mas não é uma regra. É possível tirar muito proveito da oportunidade mesmo com poucos conhecimentos. De qualquer maneira, é interessante estudar o idioma que você quer aprender por um tempinho. Assim, você chega sabendo pelo menos o inicial. Em intercâmbios de Ensino Médio ou Superior, o conhecimento do idioma facilita (muito) a adaptação e propicia aprendizagem desde o início do curso, mas, muito mais importante do que o conhecimento prévio, é a vontade de aprender quando você estiver lá.
Vale lembrar que conhecimento intermediário de inglês é muito importante especialmente quando se vai para países onde a língua não é o inglês e cujo idioma você ainda não fala. Isso vai dar uma boa ajuda na adaptação, só é preciso cuidado para não cair na preguiça e desistir de aprender o idioma local.

Quanto tempo tenho disponível?

Não importa de quanto tempo você dispõe, se fazer intercâmbio está na suas prioridades para 2013, tem um jeito de ir. Além de programas mais longos, de seis meses em diante, hoje o mercado oferece cursos intensivos que duram a partir de duas semanas, para caber nas férias até dos executivos mais ocupados. Não há regra, no entanto. Por uma questão de adaptação, os cursos curtos são interessantes para quem já tem um certo conhecimento do idioma, já que a imersão se dá muito mais rápido nesses casos.   

Para onde quero ir?
Antes de considerar suas opções é importante ser honesto consigo mesmo e identificar se você quer visitar um país com cultura e clima parecidos com o seu ou se a proposta é justamente estar em um contexto completamente diferente. Isso é fundamental, especialmente se a intenção for permanecer por um período longo. Vale pesquisar na internet, conversar com quem já morou ou estudou lá. O importante é ter bem claro que tipo de experiência você busca. Informe-se sobre a sua instituição de ensino e sobre hábitos e particularidades do país.

Já tenho todos os documentos necessários?
Se você quer viajar, é indispensável dar entrada no passaporte o quanto antes. Ele é o documento oficial de identificação do intercambista. Se você já o possui, confira o prazo de validade para não correr o risco de ele expirar durante a viagem. Quem precisa obter o documento pela primeira vez ou renovar o antigo deve fazer o agendamento no site da Polícia Federal (www.dpf.gov.br), órgão responsável pela emissão, onde se deve preencher um formulário de requerimento. No site, também está a relação de documentos necessários. Outro ponto importante é ver se o seu destino exige visto pelo tempo em que você deseja ficar fora do país. A exigência varia de acordo com o país e com o tempo de viagem. Consulte sites da embaixada ou do consulado no país. Se você vai fazer o curso com uma agência de viagem, a empresa fornece essas informações.

"É uma oportunidade de se descobrir e se refazer", conta jovem sobre intercâmbio na África

19 de dezembro de 2012 7

No verão de 2012, a estudante Maíne Guerra trocou as férias com os amigos de Santa Maria por uma oportunidade de trabalhar com crianças em uma escola de periferia. Seria um voluntariado normal se a tal periferia não fosse em Nairóbi, capital do Quênia, na África. De janeiro a março, a jovem de 25 anos deu aulas de inglês para crianças em um dos bairros mais pobres da cidade. A escolha não foi por acaso. Maíne queria algo que a tirasse da zona de conforto:

– A África sempre me provocou curiosidade e até medo. Deu uma vontadezinha de viver algo que mexesse comigo, que doesse de verdade. Aprendi um novo jeito de viver, de ser. É uma oportunidade de se descobrir e se refazer. Pesquisei oportunidades de trabalho voluntário em países africanos, cujo idioma fosse o inglês, e o Quênia tinha boas oportunidades.

Além da adaptação em um continente diferente, ela teve de se enquadrar no estilo de vida da nova família. No Quênia, a estudante brincava com uma irmãzinha, lavava sua roupa à mão, ajudava a "mãe" na cozinha e discutia política e as últimas notícias com o novo pai.

– Passei alguns sábados em turno integral na igreja deles, mesmo sendo diferente da minha religião. E tudo isso foi uma opção. Essa convivência me impactou muito. Sei que também causei um impacto naquela família. Mais tarde, meu irmão queniano me contou que a família não conversava durante as refeições e passou a fazer isso por minha causa _ relata.

Maíne teve de aprender a comer com a mão, tomar banho de caneca e a fazer xixi no chão. A casa onde ela morava não tinha eletricidade na maior parte do tempo. O maior desafio foi dar aulas, não só por ser em outro idioma, mas porque a pobreza gritante aos olhos doía, do despertar ao adormecer. Mas a maior
dificuldade e, por consequência, o maior aprendizado, foi ter uma boa convivência familiar.

– Aprendi a aceitar e me esforcei para ser aceita. Quando não consegui, tive uma nova lição: a de compreender. Sofri, sim, com as diferenças e, muitas vezes, me senti discriminada. Mas aprendi a compreender que é tudo uma questão cultural.

Em Nairóbi, ela dava aulas de inglês e matemática do maternal até a 8ª série. Durante os dois meses na cidade, além de fazer safári e conhecer gente de todo o mundo, ainda conseguiu executar um projeto para trazer melhorias à escola onde trabalhava. Com doações, Maíne e outros voluntários fizeram uma pequena biblioteca, compraram uniformes e material escolar para todos os estudantes. Além disso, eles conseguiram reformar a escola e criar um espaço para os bebês, com colchões e brinquedos. Todo o trabalho e as descobertas feitas por lá serviram para que a jovem se tornasse mais flexível:

– Aprendi a não ter medo, me sinto mais segura. Tomar decisões parece mais simples. A gente cria uma coragem para absolutamente tudo. Acho que amadureci alguns anos nesses dois meses.

Férias com intercâmbio social na África, Ásia ou América do Sul

27 de novembro de 2012 0

Mateus de Brito Nagel, 22 anos, passou uma temporada no Senegal pelo programa

Que tal férias com um intercâmbio social na Europa, nas Américas, na Ásia ou na África? O braço brasileiro da organização mundial de estudantes Aiesec recebe inscrições para o Programa Cidadão Global até o dia 30.

Com duração de seis a 12 semanas, o programa é uma oportunidade de conviver com novas culturas e de interagir por meio do trabalho voluntário. A breve duração é ideal para o período de férias da faculdade, por exemplo. Os interessados devem acessar o site www.aiesec.org.br/inscricao.

Entre os possíveis destinos, estão países como Polônia, Hungria, Ucrânia, Turquia, Colômbia, México, Rússia, Índia, China, Uganda, Gana, Quênia, Nigéria, Moçambique e Indonésia. É possível fazer mais de um intercâmbio.

Palestra gratuita vai informar quem deseja fazer residência médica nos EUA

16 de outubro de 2012 1

No dia 18 de outubro, um evento em Porto Alegre vai ajudar a informar quem busca por uma residência médica nos Estados Unidos. Judson Cooper Epperly, coordenador da Kaplan Medical, realizará palestra informativa e gratuita para estudantes e recém-formados em Medicina que buscam essa oportunidade. O executivo mostrará como a instituição pode auxiliar na preparação dos exames exigidos e qual o processo requerido pelos norte-americanos para residência médica. O evento tem entrada franca.

A Kaplan Medical é líder na preparação para o USMLE (United States Medical Licensing Examination), exame de licenciamento médico dos Estados Unidos, que é requisito para graduados que queiram praticar medicina nesse país. A Kaplan também oferece treinamento para os interessados em atuar como médicos na Nova Zelândia.

Serviço: Palestra Kaplan Medical
Data: 18 de outubro
Horário: das 19h às 21h
Local: Espaço STB Brasas ( Rua Anita Garibaldi, 1515 – Porto Alegre)
Confirmar presença pelo telefone (51) 4001-3010

Caxias do Sul recebe evento para tirar dúvidas sobre intercâmbio

24 de setembro de 2012 0

Para apresentar e tirar dúvidas sobre os diversos tipos de intercâmbio disponibilizados pela Central do Intercâmbio, a empresa promove, dia 29 de setembro, no Blue Tree Towers, sua 1ª Mostra de Intercâmbio, em Caxias do Sul. Durante o evento, consultores estarão prontos para conversar e esclarecer dúvidas sobre cursos no exterior, estágios, programas como Mochilão, Intercâmbio Teen, High School, Universidade, Au Pair e trabalhos no exterior.

Além disso, representantes de renomadas instituições internacionais estarão disponíveis para esclarecer dúvidas sobre os programas e mostrar como viajar, seja a trabalho, estudo ou lazer, pode ser viável para todos os bolsos.  A entrada é gratuita.

Confira a programação:

11h: Carreira internacional em hotelaria e gastronomia _ Tatiana Maru Hellwig (Swiss Education Group);
11h30: Curso de Idiomas na Inglaterra _ Myla McPhail (St Giles);
12h: Conheça os programas de graduação e pós para negócios na Espanha, Suíça e Alemanha _ Simone Moura (European University);
12h30: Saiba mais sobre Trabalho Voluntário na África do Sul _ Earl Smith (Volunteer Southern Africa);
13h: Sua Experiência na África - Jorge Baron (Good Hope Studies);
14h: Potter mistura viagem, estudo e internet - Luciano Potter (Rádio Atlântida - programa Pretinho Básico);
15h30: Conheça os principais vistos de estudos e turismo _ Monika Adans Sperotto (TOP VISTOS);
16h: Trabalho Voluntário na Cidade do Cabo - África do Sul - Toby Dixon (You2Africa);
16h30: Aprenda outro idioma em destinos exóticos _ Barbara Lopes (Sprachcaffe Languages Plus);
17h: High School nos Estados Unidos - Andrea Spickermann (Educatius);
17h30: Que tal estudar inglês num campus universitário americano? Eddy Leite (ELS);
18h: Cursos de Espanhol e Estágios na Argentina e no Chile _ Jesica Pereyra (COINED);
18h30: Saiba as oportunidades que a CI tem para você - André Simonetti (Gerente de Produto High School).

1ª Mostra CI Caxias
Data: sábado, 29 de setembro
Local: Blue Tree Towers. Rua Pinheiro Machado, 2.867
Horário: das 10h às 19h
Informações: (54) 3039-3622, 3228-1283 www.ci.com.br


Alguns bons motivos para visitar feiras de intercâmbio!

12 de setembro de 2012 0

ACapital recebe feiras de intercâmbio pelo menos duas vezes por ano. Quem ainda tem dúvidas de qual modalidade
ou país escolher pode aproveitar uma dessas oportunidades para ficar por dentro de tudo em um dia só.A estudante de Estância Velha Débora Stein foi na sua primeira exposição em março deste ano e passou uma tarde inteira na Expo Estude no Exterior, que agora virou Eduexpo.

A jovem, que sonha em ser comissária de bordo, aproveitou a oportunidade para conversar com agentes de escolas de diferentes países e guardou o nome de várias agências da Capital.

– Passei o dia inteiro lá. Peguei todos os panfletos e revistas que pude e li tudo em casa. Olhando os sites das agências que mais gostei, descobri uma promoção. Participei e ganhei! – comemora.


A estudante de 16 anos, que nunca viajou de avião, está dando entrada no seu primeiro passaporte para realizar o sonho de fazer intercâmbio nos Estados Unidos. No início de 2013, ela embarca com tudo pago para a Califórnia
para fazer um curso de um mês.

Já o estudante de arquitetura Rogério Cézar Filho, de 25 anos, usou uma dessas feiras para bater o martelo sobre o destino de seu intercâmbio. Em dúvida entre Austrália, Canadá, Irlanda e Grã-Bretanha, ele acabou indo parar em Dublin para um curso de inglês de seis meses e viajou pela Europa por outros cinco.

– Na feira, descobri que o país oferecia o visto pelo tempo do curso e mais o mesmo tempo para que eu pudesse fazer turismo. Então, não tive dúvidas na hora de escolher – afirma.

Se você se interessou, a próxima oportunidade de se decidir ou até mudar de ideia ocorre das 14h às 19h na Associação Leopoldina Juvenil (Rua Marquês do Herval, 280), no dia 16 de  setembro.A Eduexpo terá instituições de ensino do mundo inteiro que oferecem desde cursos de idioma, graduação, pós, MBA, extensão, Ensino Médio, estágios até cursos de férias e trabalho remunerado.As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site www.edufindme.com/expo/br

Além de Porto Alegre, a mesma feira ainda passa por Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Curitiba e Belo Horizonte. Confira as datas no site.


Curso na Austrália para quem quer ser barista

07 de setembro de 2012 0


Quem quer uma oportunidade de trabalhar no exterior para ajudar nas despesas do intercâmbio agora tem mais um aliado. A escola Impact English College, localizada em Melbourne, na Austrália, está com inscrições abertas para curso de barista. As aulas são voltadas a pessoas que desejam se especializar em cafés de alta qualidade, para trabalhar no seu país ou no exterior. O curso mescla atividades práticas, em restaurantes e cafeterias, com aulas teóricas, que ensinam desde vocabulário até hospitalidade com os clientes.

O curso tem duração de cinco semanas, com datas para início do programa em 15 e 29 de outubro ou 19 de novembro. Para se inscrever, é necessário comprovar por teste um nível de inglês intermediário. As inscrições podem ser feitas na agência Austrália Brasil. Mais informações no site www.australiabrasil.com.br


Au Pair: um intercâmbio mais barato, mas cheio de responsabilidades

06 de setembro de 2012 2

Aos 20 anos, Júlia Visnievski Zacouteguy queria fazer intercâmbio, mas faltava dinheiro para conseguir realizar o sonho. Ela participou de um concurso nacional e ganhou uma bolsa para ser Au Pair nos Estados Unidos. Em New Jersey, fez curso de inglês e recebeu um salário para cuidar de duas crianças. A estudante de Relações Internacionais precisou se adaptar à rotina da família com costumes bem diferentes dos seus. Por isso, ela faz um alerta a quem pensa em escolher a modalidade de Au Pair para um intercâmbio:

– Tem que ter bem claro que não é um intercâmbio em que se faz festa e se viaja todo final de semana. Está muitomais relacionado com responsabilidade, maturidade e aprendizado constante. Isso não significa que ela não tenha conseguido passear e se divertir, já que o programa prevê folgas que cada um pode usar como preferir.

Júlia aproveitou para conhecer as cataratas do Niágara e a Costa Leste. Durante o ano em que esteve com a família, ela viveu uma experiência intensa. Confira o relato:

“Esses dias, participei de um processo eletivo para estágio e, em uma das fases, os candidatos tinham de escrever um parágrafo sobre o maior desafio já enfrentado. Eu escrevi sobre ser au pair. Para mim, o início do processo foi praticamente uma cruzada. A demora em achar uma família que fizesse eu me sentir bem, pelo menos via Skype, e que compartilhasse dos meus ideais resultou em muita frustração.

Depois de um ano de ligações e troca de e-mails quase que diários com o pessoal da agência, finalmente achei uma família numa cidadezinha em New Jersey. Parecia perfeito, pertinho de Nova York, duas crianças, uma mãe enfermeira e um pai que trabalhava com mídia. Eu sempre me julguei superadaptável e, afinal, quão difícil pode ser cuidar só de duas crianças?

Foi difícil. Bem difícil. Minha experiência em cuidar de crianças se restringia a creches e escolas, com estruturas voltadas única e exclusivamente para a segurança e o cuidado com os pequenos. E, então, eu estava em uma casa,
com uma família que não era a minha, com regras e costumes completamente diferentes daqueles com que fui criada
e com uma responsabilidade gigantesca em mãos: tomar conta de duas vidas. É claro que eu tinha horários, e as minhas atividades incluíam levar para escola, dar mamadeira, almoço, janta, banho, eventualmente colocar para dormir e brincar.

Eu amei a experiência, morro de saudade das minhas crianças. Além disso, tem toda a parte de absorver a cultura, as festas no porão, escolher abóboras no Halloween, pedir comida para máquina nos drive-thrus, essas coisas pequenas
do dia a dia”.

Concurso dá bolsas de estudos para intercâmbio de Au Pair nos Estados Unidos

17 de agosto de 2012 1


Estão abertas, até 22 de agosto, as inscrições para participar do concurso Au Pair 2012. Serão 32 bolsas integrais para meninas com idade entre 18 e 26 anos de todo o Brasil.  O programa Au Pair USA é uma oportunidade de trabalhar com crianças e aprimorar o inglês.

O concurso é promovido pela World Study e faz parte do Projeto Brasil Futuro. A bolsa inclui passagem aérea internacional, seguro-viagem, bolsa-auxílio semanal durante o programa, ajuda de custo para estudos e orientação com psicólogos. O programa terá duração de um ano. A ganhadora só precisa se preocupar com documentação, despesas com o visto e despesas pessoais.

Para participar é necessário preencher o formulário de inscrição no site http://www.concursoaupair.com.br.  Após isto, a candidata deverá entregar ao escritório da World Study mais próximo uma cópia do certificado/diploma de conclusão do Ensino Médio, a comprovação da sua experiência com crianças (300h) e uma cópia da carteira de habilitação e do passaporte.

Uma vez entregues os documentos no escritório da World Study, a candidata irá receber um comprovante de inscrição com local, hora e data do concurso. Este comprovante terá que ser apresentado no dia da prova com um documento de identidade.

Para ler o regulamento e ter mais detalhes do concurso acesse o site http://www.concursoaupair.com.br

Defina um objetivo e faça as malas para a Austrália é a dica de intercambista

16 de agosto de 2012 1


Liliane Rigotti é formada em Direito, mas hoje trabalha com vendas graças à experiência que teve na Austrália. Em 2008, passou três meses em Sydney para estudar inglês e trabalhar. O jeito extrovertido e sem medo de perguntar rendeu um emprego em uma grande loja de um
shopping da cidade. A oportunidade ajudou a destrancar o inglês, que hoje é fluente:
- Lá as vendedoras têm todo um script. O cliente chega, a gente se apresenta, fala quais são as ofertas do dia, onde ficam as coisas. Então tem que falar mesmo - conta.

O único problema é que, logo na chegada, seu domínio de inglês não era assim tão bom. Na entrevista para o emprego, ouviu um ultimato: só seria contratada se conseguisse melhorar em uma semana. Com dedicação e aquele famoso jeitinho, ela se aplicou nos estudos e conseguiu a vaga.
_ Eu já tinha inglês intermediário, mas só consegui fluência lá. Meu maior problema no começo eram os horários, sempre pedia para minha chefe escrever minha escala para não correr risco.

A escolha do país foi feita por um motivo simples: o clima. Liliane queria viver em um lugar em que a adaptação fosse facilitada por temperaturas parecidas com as nossas. Sydney costuma ter as quatro estações bem definidas, mas a porto-alegrense afirma que a Austrália oferece opções para todos os gostos:
- Em uma mesma temporada, dá para esquiar ou surfar. Só depende da região para onde você vai.

Mas a oferta de diferentes climas e formas de diversão pode ser um problema para quem viaja sem um foco definido.

-  A Austrália é um lugar cheio de oportunidades, mas tem que ir com um objetivo definido. Levar as aulas a sério e ter boas notas ajuda a conseguir um trabalho melhor e outras oportunidades.


Não esqueçam:  dia 18 de agosto tem feira de intercâmbio focada somente na Austrália em Porto Alegre. Entre outras coisas, o evento vai sortear uma viagem para o país com tudo pago.

Bolsa para dar aula de português nos Estados Unidos

07 de agosto de 2012 8

Áurea dos Santos (de blusa preta) deu aulas de português na University of Nebraska durante o programa

Brasileiros com licenciatura ou bacharelado em língua portuguesa ou inglesa podem concorrer a uma vaga para professor assistente de língua portuguesa nos Estados Unidos. O programa é realizado pela Capes em conjunto com a Comissão Fulbright.

O objetivo é incrementar o ensino de português em universidades dos EUA e estreitar as relações bilaterais entre os dois países. As inscrições vão até 28 de setembro. Os selecionados receberão alimentação, transporte local, seguro-saúde, passagem aérea de ida e volta e bolsa-auxílio.

O programa prevê a concessão de até 45 bolsas, com duração de nove meses. O formulário de inscrição está
disponível em  www.fulbright.org.br. Dúvidas podem ser enviadas para o email: rejania@fulbright.org.br

Diferenças culturais: "para o intercâmbio no Senegal tive que levar papel higiênico"

01 de agosto de 2012 28

Senegal, na África, foi o destino nada comum escolhido por Mateus de Brito Nagel, 22 anos, para fazer intercâmbio. Formado em Administração em Santa Maria, ele foi trabalhar com projetos sociais e aprender francês. Em Dacar, deparou com uma realidade bem diferente da nossa e teve até que levar seu próprio papel higiênico para o país.
Todas as diferenças e dificuldades desde as várias vacinas antes do embarque, no entanto, tornaram a experiência única e cheia de boas histórias para contar, como você pode acompanhar no relato:

"As diferenças já começaram antes do embarque: nos e-mails trocados com o responsável pela minha vaga lá em Dacar, solicitaram que levasse daqui papel higiênico, pois lá não havia e eles não tinham o hábito de usar. Depois,soube que se trata de um aspecto cultural,visto que,no Senegal, 95% da população é muçulmana, e eles têm outros métodos de higiene pessoal. Embarquei para Dacar em janeiro de 2010, com três objetivos: morar sozinho fora de casa, aprender
francês e aplicar conhecimento da faculdade podendo impactar positivamente na sociedade local.

A experiência em Dacar foi fantástica. Morei em um bairro de classe média (Parcelles), à beira-mar (na praia de Yoff, e soube depois que era nela que acontecia a chegada do rally Paris-Dacar, anos atrás). Fiquei com uma família, éramos 16 pessoas morando no mesmo local. Fui muito bem recebido, tratado como filho pelos meus pais senegaleses.

Infelizmente, não consegui visitar outras cidades. Quando fui comprar uma passagem para visitar uma ilha ao sul do Senegal (Casamance), estourou uma guerra civil e não foi possível fazer a visitação. Todavia, consegui visitar e conhecer Dacar e seus arredores. Visitei a Ilha de Goré, que funcionava como espécie de mercado de escravos que eram capturados no interior do continente e levados até esse local para viajarem para as américas do Sul e Central.

Segundo informações, cerca de 3,5 a 5 milhões de escravos vieram para nosso continente. Infelizmente, não
havia muita infraestrutura para fazer turismo por lá. Gostaria de ter conhecido Marrocos e outros países à volta,no entanto,a passagem aérea dentro da África não era barata, iria gastar mais dinheiro para ir de Dacar ao Marrocos do que gastei para ir de São Paulo a Dacar.

Uma característica da cultura local, e bastante diferente da nossa, é a poligamia. Era diferente, e uma das minhas irmãs (hospedeiras) comentava que não se sentia confortável com essa situação, pois não havia muito o que fazer caso algum homem com mais outras mulheres quisesse casar com ela. Em um domingo pela manhã, fui até a cozinha da minha casa
e falei para minha mãe que queria aprender a cozinhar. Ela se surpreendeu, falou que homem não deve cozinhar. Aí disse que gostaria de ajudar para aprender a cozinhar. Ela me deixou descascar umas batatas e ficou surpresa que eu sabia descascá-las.

Foi emocionante na data da minha despedida. Após inúmeras fotos com todos os familiares, meu pai me falou, com olhos lacrimejados, que iria ficar um vazio na casa, pois, para ele, tratava-se de um filho que estava indo embora. Por respeito à cultura deles, não pude abraçar minha mãe na despedida.Mas ela também,com os olhos molhados, me deu suas mãos e me desejou paz e saúde. Foi emocionante e uma experiência que mudou minha vida."

Experiência de trabalho na Disney: " foi uma segunda faculdade no currículo"

05 de julho de 2012 2

No final de 2007, quando ainda estava na faculdade, a coordenadora de Marketing Helene Hermes, 27 anos, embarcou para trabalhar dois meses na Disney. Ela queria muito fazer intercâmbio, mas não podia se ausentar por muito tempo do Brasil por conta do estágio que fazia. A experiência nos parques da Flórida foi a opção ideal.

Ela trabalhou por dois meses no Magic Kingdom e também fez muita hora-extra nas paradas – os típicos desfiles de cada parque.  A experiência no mundo mágico de Mickey e Minie ela leva no currículo e na lembrança até hoje:

“Amei a experiência, foi incrível! Acho que não só amadureci profissionalmente como pessoalmente também. A Disney é uma companhia enorme e que tem valores e princípios muito legais. É admirável tudo o que eles fazem para criar experiências verdadeiras e fazer com que os visitantes se sintam encantados quando estão lá.

Aprendi muito sobre postura de trabalho, convivência em grupo, como lidar com pessoas de diferentes culturas e até hoje muita coisa que aprendi lá me serve no meu dia a dia de trabalho aqui. O treinamento que eles passam para quem trabalha lá é sensacional, com uma disciplina importante.

Atualmente, trabalho com marketing, e a Disney é uma escola das melhores nessa área, posso contar quase como uma segunda faculdade no meu currículo.  A vantagem desse tipo de experiência é que se aprende muito, com a oportunidade de conviver com muitas pessoas legais, de todos os lugares do mundo.

Só que para fazer isso tem que gostar muito de interagir com pessoas diferentes, crianças e ser animado. Tem que ter disposição para passar o dia no parque atendendo e estar sempre com um sorriso no rosto para receber bem as pessoas. Eu, particularmente,  acho isso diversão.”
_________

Dicas para trabalhar em parques temáticos da Flórida nas férias

Dicas para trabalhar em parques temáticos nas férias

04 de julho de 2012 12


Conhecer a Disney é o sonho de boa parte das crianças. Muitas delas crescem sem poder realizar esse sonho, por isso as agências de intercâmbio oferecem uma modalidade de trabalho que une aperfeiçoamento do inglês, possibilidade de poder bancar seus custos no Exterior e a chance de conhecer alguns dos parques famosos da Flórida. Além disso, é uma ótima opção para quem quer fazer intercâmbio, mas não pode passar muito tempo longe do Brasil.

Normalmente, o período de trabalho varia entre dois e quatro meses e quase sempre começa em novembro. As vagas são variadas e em diferentes atrações espalhadas por Orlando: operador das atrações de parque, venda de bilhetes, caixa, serviço de informações ao visitante, restaurantes, vendedor etc.

Em todos os programas oferecidos, os interessados precisam ter no mínimo 18 anos. Inglês intermediário também é uma exigência. Como o trabalho é basicamente para lidar com o público nos parques, é importante ter perfil extrovertido e flexível. O programa prevê dias livres para que os participantes possam, de fato, conhecer a aproveitar os parques, mas a rotina de trabalho é bem puxada, por isso é bom estar preparado para sorrir mesmo depois de boas horas de trabalho em pé.

As agências auxiliam e orientam os participantes para obtenção do visto que permite trabalhar legalmente nos Estados Unidos. Durante o período em que estão no Exterior, os participantes moram com outros colegas de trabalho de diversas nacionalidades e recebem por hora. Muitos dos processos de contratação ocorrem ainda no primeiro semestre do ano.

Até 14 de julho, a IE intercâmbio recebe inscrições para a feira de contratação para o programa desta modalidade, o Work Experience. O evento será em 15 de setembro, em Porto Alegre, e apenas os inscritos previamente no site e selecionados poderão participar das entrevistas na feira. Para mais informações,  acesse o site.

Empresas que também oferecem trabalho remunerado em parques da Flórida

✔ STB
: (051) 4001-3010

✔ Central do Intercâmbio: (51) 3346-4654