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03 ago11:02

Pesca da sardinha está paralisada na região

Pescadores pedem reajuste no preço do quilo, fixado em R$ 1 há cinco anos

Fernando Arruda, Jornal de Santa Catarina

Barcos de sardinha estão paralisados em Itajaí e região (Foto: Marcos Porto)Até a manhã desta terça-feira, nenhum barco de sardinha da região saiu para o alto-mar. Os pescadores decidiram nesta segunda-feira que irão permanecer paralisados e reivindicam garantia de um preço mínimo para o quilo da sardinha. O defeso da espécie terminou domingo, mas nenhum dos 1,2 mil pescadores vinculados ao Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Pesca de Santa Catarina (Sitrapesca) deve exercer a função até que haja reajuste no valor do quilo da sardinha.

- Enviamos comunicado ao sindicato das indústrias e aguardaremos uma posição. O valor está defasado e precisa ser reajustado. Toda a classe tem certeza de que não há mais como pescar sardinha enquanto essa questão não for revista – explica o presidente do Sitrapesca, Manoel Xavier de Maria.

O quilo da sardinha está fixado em R$ 1 há cinco anos. A categoria reivindica que o quilo do pescado seja vendido a R$ 1,50.

- Tudo aumenta: as despesas com óleo, com o barco e também as despesas domésticas de cada um. Isso sem falar que todo ano tem gente vendendo a menos que R$ 1 o quilo – conta o pescador Sérgio Luiz de Souza.

Agnaldo Hilton dos Santos, coordenador setorial do Sindicato das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), considera sem fundamento a greve dos pescadores. Para ele, o preço segue uma variável de mercado:

- É lei de oferta e procura. Quando há oferta de pescado, o preço tende a cair. Os pescadores podem se organizar entre eles para se manter, pescar menos toneladas de uma vez só, algo nesse sentido.

Assista a reportagem da RBS TV

OUTRAS REIVINDICAÇÕES SERÃO ANALISADAS EM BRASÍLIA

- Há duas semanas, centenas de pescadores organizaram uma passeata pelas ruas de Itajaí reivindicando aos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente mudanças no setor pesqueiro

- Os principais problemas apontados foram a existência de um segundo defeso da sardinha, a grande quantidade de pontos de proibição de pesca da tainha e a demora na emissão de licenças
- Na última sexta-feira, representantes dos ministérios e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) estiveram em Itajaí para se reunir com o Sindipi e o Sitrapesca
- Para o presidente do Sitrapesca, Manoel Xavier de Maria, o encontro foi produtivo e as reivindicações seriam analisadas em Brasília
- Os pescadores também reivindicam o pagamento de um seguro na época do defeso, quando as embarcações não podem capturar determinadas espécies, e também a inclusão do tempo parado na contagem para a aposentadoria dos trabalhadores

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