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11 mar09:17

Vídeo mostra movimentação logo após acidente no mar

O Grupo RBS teve acesso às imagens feitas por um cinegrafista amador logo após o acidente entre a lancha e um banana boat em Balneário Camboriú.

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REPRODUÇÃO

A investigação se divide

Enquanto Tamara Dallafavera, 11 anos, ganha novo ânimo com a notícia de que pode deixar o hospital em uma semana, as investigações sobre o acidente no mar seguem divididas. A menina foi atropelada sábado por uma lancha na Praia Central de Balneário Camboriú, enquanto passeava em um banana boat. Até o momento, o que se tem são os pilotos das embarcações envolvidas culpando um ao outro pelo atropelamento. Hoje, com o depoimento dos bombeiros que prestaram socorro à vítima e na próxima semana, com a declaração dos peritos, é que o caso poderá ser esclarecido.

Ontem, o piloto da embarcação que rebocava o banana boat, Carlos Barcellos, 34, e o mergulhador que tirou a criança da água, Arlem José Francisco, 39, prestaram depoimento durante a manhã. À tarde, a mãe e os dois irmãos da vítima, que também estavam no brinquedo, foram ouvidos. Até então, só havia prestado depoimento o juiz aposentado Disney Sivieri, 64, que conduzia a lancha de passeio.

Barcellos e Francisco chegaram à Capitania dos Portos por volta das 8h30min. O primeiro a ser ouvido foi Barcellos. O depoimento durou cerca de uma hora e meia. Ainda abalado com a situação, ele fala que não consegue mais trabalhar e teme levar a culpa pelo acidente:

– Eu estou indignado com a atitude do condutor da lancha que atropelou o banana boat. Ele vai ter de provar o que está dizendo. Ele não prestou socorro e eu vi a Capitania dos Portos pedindo o teste de bafômetro.

Francisco que é mergulhador e trabalha ajudando no embarque de passageiros do banana boat, foi quem retirou Tamara da água após o acidente. Ele conta que a menina gritava pedindo ajuda. Somente quando a criança foi retirada do mar e colocada na lancha-reboque é que todos perceberam a gravidade dos ferimentos. Francisco relembra o momento da batida.

– Nós estávamos voltando da ilha e quase na metade do trajeto vimos a lancha se aproximando. Daí o Carlos (Barcellos) parou para que a lancha passasse. Para a nossa surpresa, ela veio para cima de nós, desviando do trajeto que deveria fazer.

O mergulhador garante que houve omissão de socorro:

– Quem resgatou a menina fui eu. Ninguém desceu da lancha para ajudar. Inclusive, se a banana (a boia inflável) não tivesse enrolado na hélice, eles teriam fugido. Estavam tentando fazer isso.

A mãe de uma das crianças que também estava no brinquedo conversou com o Santa por telefone ontem. A mulher, que não quis ter o nome publicado, mora em Porto Alegre e estava de férias em Balneário Camboriú durante o fim de semana. Ela observava a diversão do filho acompanhando o piloto na lancha-reboque do banana boat.

– Foi tudo muito rápido. Quando ele (o condutor da lancha de passeio) viu que estava com o barco em cima da gente, já era tarde. E se o banana boat não tivesse parado, o choque poderia ter sido muito pior.

O dono da empresa que oferece os passeios de banana boat, Vilmar Schackow, conta que se aproximou da lancha de passeio a bordo de um barco, depois da batida, enquanto ela ainda permanecia parada no mar.

– Eles estavam na parte de trás da embarcação bebendo cerveja, aquelas de 500 ml.

Marcus Vinícius Sivieri, filho do juiz aposentado que conduzia a lancha de passeio, afirmou ontem por telefone que havia bebida alcoólica na embarcação. Mas garantiu que o pai não bebeu.

– Eu e meus amigos estávamos bebendo. Meu pai nem pode beber devido a problemas de saúde. E quanto ao socorro, nós prestamos sim. Eu pulei na água para ajudar.

A Capitania dos Portos segue colhendo os depoimentos. Hoje, serão ouvidos os bombeiros que auxiliaram no resgate. Na semana que vem, de acordo com o capitão Alexandre Malízia Alves, serão interrogados os peritos.

– A gente espera encerrar o caso antes do prazo, que é de 90 dias. Não descartamos a possibilidade de fazer uma reconstituição do acidente depois da conclusão do inquérito.

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>>> MENINA ATROPELADA POR LANCHA PODE TER ALTA EM UMA SEMANA

Por Patrícia Auth, Jornal de Santa Catarina

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