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26 jun09:38

Relatório da CPI do Hospital Ruth Cardoso será entregue ao MP

Por Jornal de Santa Catarina

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades na administração do Hospital Ruth Cardoso protocolou nesta segunda-feira, na Câmara de Vereadores, o relatório final dos trabalhos. A investigação começou em maio deste ano e foi concluída no fim de semana.

– Foram denunciados a doutora Deisi Kusztra, da Organização Mundial da Família (WFO), que não cumpriu o contrato da obra de construção do Ruth Cardoso, e o presidente da Cruz Vermelha Brasileira, Nício Brasil Lacorte, pela má administração do dinheiro público – informou o relator da CPI, vereador Marcos Augusto Kurtz (PMDB).


Desde que a Cruz Vermelha passou a administrar o Ruth Cardoso – em outubro do ano passado – mais de R$ 2 milhões teriam deixado de ser investidos no hospital, afirma Kurtz. Com base em notas fiscais e depoimentos de testemunhas, o vereador alega ter comprovado o desvio de dinheiro de Balneário Camboriú para outras unidades da organização pelo país, como Maranhão e Rio de Janeiro.

Tais denúncias integram o relatório que, depois de aprovado na Câmara de Vereadores, será encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que terá a missão de definir quais as medidas cabíveis. A votação no Legislativo deve ocorrer esta semana.

Em abril deste ano, a Cruz Vermelha foi afastada da administração do Ruth Cardoso, por intervenção da prefeitura de Balneário Camboriú. Desde então, funcionários municipais ocupam as salas do setor administrativo do hospital. Na época, o município alegou que a medida foi motivada pelas denúncias de irregularidades.

Município pede rescisão de contrato com a Cruz Vermelha

A intervenção – que duraria 30 dias – na semana passada foi renovada pela prefeitura de Balneário Camboriú por mais um mês. Porém, há uma semana, usando como argumento a suposta má administração, o município entrou com um processo de rescisão contratual contra a Cruz Vermelha. A ONG foi notificada e tem até o dia 2 de julho para apresentar defesa quanto ao pedido.

O procurador do município, Marcelo Freitas explica que se a rescisão ocorrer, a prefeitura pretende abrir novo processo para escolher outro administrador para o Ruth Cardoso.

CONTRAPONTOS

O que diz a Cruz Vermelha:

O presidente da filial do Rio Grande do Sul, que também atende Santa Catarina, Nício Brasil Lacorte, disse que as denúncias de desvio de dinheiro não procedem. Ele garantiu que em momento algum foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e pela prefeitura de Balneário Camboriú. Informou ainda que a Cruz Vermelha está movendo uma ação contra abalos morais, de crédito e de imagem contra o município, na qual pede uma indenização de R$ 17 milhões. Lacorte disse também que, desde outubro do ano passado, a prefeitura deixou de repassar cerca de R$ 5 milhões à organização. Quanto ao pedido de rescisão contratual, a ONG apresentará defesa.

O que diz a Organização Mundial da Família (WFO):

A presidente da instituição, Deisi Kusztra, nega a falta de comprometimento com o contrato de construção do Ruth Cardoso. Disse que não há provas que comprovem o que foi dito pelos membros da CPI. Disse ainda, que a inclusão dela no processo tem o objetivo de tirar o foco da investigação.

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