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Caso Rafael

27 ago08:55

Juíza distribuirá senhas para julgamento de PM acusado de matar estudante em Itajaí

julgamento do policial Hermelino Noé Caetano, acusado de matar Rafael Rodrigues Mendonça, será fechado para 220 pessoas, entre familiares e amigos, policiais militares e acadêmicos de Direito. O júri popular está marcado para quarta-feira, às 9h, no Salão do Júri do Fórum.

As senhas para o público, já reservadas, serão distribuídas segunda-feira pela juíza da 1ª Vara Criminal, Sônia Moroso. Rafael foi morto no dia 28 de novembro de 2003, quando passava em frente ao Porto de Itajaí, ao ser confundido com um dos assaltantes que invadiram uma agência do Banco do Brasil, às 12h30min.

O estudante de Logística da Univali levou um tiro na axila e morreu na hora. A prioridade para acompanhar o julgamento de dentro do Fórum será dos familiares. Depois poderão entrar policiais militares e acadêmicos de Direito. Não haverá possibilidade de pessoas da comunidade acompanharem o julgamento.

— Quero que os jurados tenham boas condições de trabalho, por isso dividi as senhas desta forma — informou a juíza.

Irmão de Rafael colocou convite para julgamento em rede social

júri começa às 9h e não tem hora para terminar. Serão ouvidas quatro testemunhas de acusação e cinco de defesa, além do acusado. A família de Rafael está convocando amigos e familiares para comparecerem ao Fórum quarta-feira. Porém, desta vez, diferente dos outros manifestos organizados pela família, será sem as camisetas com a foto do Rafael.

A ideia é que todos vistam roupa branca no dia do julgamento, simbolizando o pedido de paz. O pai do jovem morto em 2003, Edson Braz Mendonça, diz que desta vez a manifestação será silenciosa:

— Não queremos mais violência, nem gritos ou protestos. Só queremos justiça.

>>> “Essa dor nunca vai passar”, diz pai de Rafael

O irmão de Rafael, Leandro Mendonça, colocou na rede social Facebook o convite para a manifestação, que já tem mais de 50 comentários e seguidores confirmando presença. A segurança ao redor do Fórum será feita pela Polícia Militar, mas não foram definidos ainda os detalhes da operação.

Por Jornal de Santa Catarina

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25 ago08:57

"Essa dor nunca vai passar", diz pai de Rafael

Por Raquel Vieira  |  raquel.vieira@santa.com.br

O policial militar Ermelino Noé Caetano, acusado de matar o jovem Rafael Mendonça, em Itajaí, vai a júri popular na próxima quarta-feira. Rafael foi morto no dia 28 de novembro de 2003 durante uma ocorrência policial no Centro da cidade.

Caetano que hoje atua no administrativo da Polícia Militar em Itajaí, não quis falar sobre o caso. O advogado do soldado, Manoel Roberto da Silva, não estava no escritório nesta quarta-feira e a secretária não forneceu o telefone celular dele.

Pai do estudante, Edson Braz Mendonça aguarda ansioso o julgamento. Quase oito anos depois de perder o filho, a família ainda vive em luto e se apega às fotografias para relembrar os momentos vividos ao lado do jovem.

Jornal de Santa Catarina – O que o senhor espera deste julgamento?
Edson Braz Mendonça – Desde que aconteceu o crime, queríamos que ele fosse levado a júri popular, o que é meio complicado por se tratar de um policial. Conseguimos. Agora queremos justiça, depois que ficamos oito anos nesta expectativa. Queremos a condenação e a expulsão do soldado da PM, porque ele não tem condições de garantir a segurança de outra pessoa. Seria um pouquinho de alívio a condenação. Este policial estragou a vida do Rafael e própria vida também, eu acho.

Santa – Nestes quase oito anos de espera, a sua esperança diminuiu?
Mendonça –
Não. Jamais. Apenas se fortaleceu. Sempre tivemos o objetivo de ir até o final. Não temos grandes poderes, não somos de família tradicional, o que uniu as pessoas foi a justiça. Hoje sabemos que temos muito apoio.

Santa – O que mudou na vida da família desde 28 de novembro de 2003?
Mendonça -
Mudou 360 graus. Hoje eu tenho cinco pontes de safena no coração, tenho diabetes e muitos momentos de choro e tristeza. A minha dor até hoje se reflete na minha saúde. Hoje vivo de lembranças. Até a semana passada, a cama e o roupeiro do Rafael ainda estavam no quarto. Voltar ele não volta, mas nós queremos que a justiça seja feita para continuarmos a nossa vida com os outros dois filhos e nossos dois netos. Minha família ficou com uma dor que nunca vai passar. Nunca vou ao cemitério, prefiro ficar com fotos e lembranças boas.

Santa – A mãe do Rafael, dona Rose, ainda não fala sobre o crime?
Mendonça –
Não. Ela falou muito, hoje não quer mais falar. Não superou ainda. A gente nota no rosto dela o sofrimento. Essa dor nunca vai passar.

Santa – O que ele estaria fazendo hoje se estivesse vivo?
Mendonça –
Ele seria um menino formado, com 28 anos. Já teria uma família, talvez, porque era muito calado, sério, não bebia, não fumava. Estaria formado em Logística e seguiria a profissão que sempre quis. Ele tinha uma bolsa de estudos na Univali e tinha pago o semestre antecipado. Era a meta dele. Conversava muito com nós. Foi uma pena acabar a vida dele tão jovem.



Rafael foi morto, no dia 28 de novembro de 2003, durante uma ocorrência policial no Centro da cidade (Foto: Artur Moser / Agencia RBS)



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24 ago17:00

PM acusado de matar estudante em Itajaí vai a júri popular na próxima quarta-feira

O policial militar acusado de matar o jovem Rafael Mendonça, em Itajaí, vai a júri popular na próxima quarta-feira. Rafael foi morto no dia 28 de novembro de 2003 durante uma ocorrência policial no centro da cidade. A audiência será no salão do júri, no Fórum de Itajaí, a partir das 9h30min.

estudante, que na época tinha 20 anos, seguia para o trabalho por volta das 12h quando dois homens armadosassaltaram uma agência do Banco do Brasil ao lado do Porto de Itajaí e trocaram tiros com a Polícia Militar (PM). O jovem viu toda a ação e se escondeu atrás de um carro para se proteger.

De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), o suspeito, que fazia parte do antigo Grupo de Resposta Tática (GRT), atirou no rapaz com uma submetralhadora. Ainda de acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público à Justiça, o jovem estava desarmado e teria levantado os braços pedindo para que os policiais não atirassem pois não era bandido.

Na foto, Edson Braz Mendonça, pai do estudante, segura a imagem do filho (Marcos Porto / Agencia RBS)

Na foto, Edson Braz Mendonça, pai do estudante, segura a imagem do filho (Marcos Porto / Agencia RBS)

Por Jornal de Santa Catarina

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