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Economia

28 jun11:14

Mais cruzeiros para Itajaí e Porto Belo

Representantes da MSC Cruzeiros estiveram nesta quarta-feira em Itajaí e Porto Belo para avaliar as estruturas disponíveis para receber navios de turismo na temporada 2013/2014. Seria o retorno da empresa ao Estado, já que na temporada passada houve apenas uma escala. Em Porto Belo, a estrutura foi considerada uma das melhores do país para navios ancorados. Em Itajaí, a plataforma de atracação terá que ser ampliada para receber os enormes navios da MSC.

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22 jun11:05

Reflexos da operação padrão dos auditores fiscais ainda são tímidos em Itajaí

Por Jornal de Santa Catarina

Os reflexos da operação padrão dos auditores fiscais da Receita Federal ainda são tímidos na cidade, porém preocupantes. A movimentação portuária mantém o ritmo, mas o desembaraço das mercadorias está bem mais lento. A operação nacional começou esta semana e a categoria reivindica reajuste salarial de 30,18% e melhores condições de trabalho.

Para o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santa Catarina (Sindaesc), Marcello Petrelli, a demora na liberação dos produtos é situação mais delicada para os importadores. Muitos deles dependem da carga para a geração interna de renda.

– Nós estamos com cerca de 10 dias de atraso nas liberações. Cargas que antes levavam em média cinco dias para serem desembaraçadas, agora chegam a levar até 15 dias – afirma Petrelli.

Presidente das Agências de Navegação Marítima e Comissárias de Despachos do Estado de Santa Catarina (Sindasc), Eclésio da Silva, fala que em Itajaí os armazéns de cargas ainda não estão superlotados, mas se a operação persistir, os prejuízos serão grandes.

São 60 auditores fiscais em Itajaí. A operação padrão implica em checagem de documentação e conferência física de todas as cargas – o que não ocorre normalmente e por isso provoca o atraso no despacho.

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21 jun10:11

Diaristas sem carteira, só uma vez por semana

Por Correio Braziliense

O projeto de lei (PL) que regulamentará a função de diarista poderá acarretar prejuízos para patrões e contratados. A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados alterou o projeto inicial do Senado, que fixava em dois dias por semana o máximo de tempo que uma profissional poderia trabalhar em uma mesma casa sem ser registrada. De acordo com o novo texto, alterado pela relatora Sandra Rosado (PSB-RN), as diaristas só podem agora trabalhar uma vez na semana no mesmo local sem a carteira assinada.

A nova versão do PL, que deve passar ainda pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de voltar ao Senado, também exclui a obrigatoriedade de apresentação do comprovante de contribuição à Previdência Social. Além disso, equipara a contribuição de diarista à de empregadas domésticas, que foi reduzida de 11% para 6%.

Para o presidente do Instituto Doméstica Legal, Mário Avelino, a redução no percentual de contribuição à Previdência é positiva, mas as demais alterações deturpam os objetivos da regulamentação e podem acabar prejudicando a relação entre trabalhador e empregador.

Se aprovada, lei deve reduzir oferta de trabalho

O medo do instituto é que, se aprovado da forma como está, o projeto resulte em uma diminuição da oferta de trabalho para diaristas, à medida que, para não sofrer uma possível ação na Justiça, os patrões podem acabar diminuindo a carga de trabalho de dois para um dia.

– Para não enfrentar uma ação trabalhista, o empregador pode acabar contratando a diarista como empregada doméstica, diminuindo o valor total que atualmente paga no fim do mês, já que, ao assinar a carteira de trabalho, terá custos com férias, 13º salário e vale-transporte – disse Avelino.

Além disso, há o receio de que haja uma inflação de custos com o emprego doméstico.

– Muitas empregadas domésticas, que hoje trabalham a semana inteira, podem achar que estão ganhando pouco e exigirem aumentos de salário, já que muitas diaristas passarão a ter a carteira de trabalho com vários contratos de apenas dois dias na semana, ganhando mais no fim do mês. Com isso, somente as classes A e B poderão ter uma doméstica nos padrões atuais – ressaltou.

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08 jun09:56

Vai dar tainha!

Patrícia Auth – Jornal de Santa Catarina | patricia.auth@santa.com.br

Elas estão praticamente em todas as bancas do Mercado do Peixe de Itajaí, mas não com tanta fartura. A época é de tainha, que hoje assusta pelo preço: R$ 7 sem ova e R$ 12 o quilo da ovada mais difícil de ser encontrada por conta da retirada da ova para exportação. Mesmo com o valor pouco atrativo, o pescado continua sendo o mais procurado do inverno. A boa notícia é que o frio previsto para junho pode aumentar a oferta e, por consequência, provocar a redução nos preços.

– Nessa época é difícil um peixe que concorra com a tainha, mas a gente percebe que a procura ainda está baixa. Quando existe muita tainha para a venda, a notícia se espalha e as pessoas procuram mais. Por enquanto, as vendas estão tímidas – diz Auri Manoel Noaves, 63, que há mais de 45 anos trabalha em uma das bancas do Mercado do Peixe.

Há quem fale em escassez da tainha, assunto sem fundamento, de acordo com o mestre em Oceanografia Biológica, doutor em Ciências Naturais e membro do Grupo de Estudos Pesqueiros da Univali (GEP), Paulo Ricardo Schwingel.

– Até o momento, não há nenhum dado que indique a escassez da espécie. O que existe é uma flutuação natural na quantidade capturada. Em Santa Catarina, nos últimos quatros anos, a média anual da pesca industrial vem se mantendo entre três e quatro mil toneladas – afirma.

Schwingel explica que os fatores climáticos são os principais impulsionadores da safra. A tainha não é nativa, vem do Uruguai e Argentina (veja mapa). Quando as temperaturas caem e o vento sul bate por lá, as espécies procuram as águas brasileiras – mais quentes – para se abrigar. É durante o período de migração que os pescadores aproveitam para capturá-las.

– A duração e intensidade da frente fria são fatores muito importantes para uma boa safra. Não tivemos muito frio em maio e capturamos mais tainha este ano do que em maio do ano passado aqui em Santa Catarina – conclui o especialista.

Segundo os dados do GEP, entre 2008 e 2011, junho sempre foi o mês recorde de captura de tainha no Estado. No ano passado, a quantidade chegou a 2,7 mil toneladas. Em 2012, a expectativa é superar, ou pelo menos atingir, os números anteriores. A safra da tainha começou em maio e segue até o final de julho.

Armadores reclamam das licenças para pesca

Nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, desde 2008, quando passou a valer a Instrução Normativa 171 do Ibama, o número de licenças para a pesca em traineira, embarcação que captura tainha, não mudou. Somente 60 barcos possuem a permissão para a atuação durante a safra. Deste total, 22 são da região de Itajaí. Os outros são das demais localidades do Estado, do Rio Grande do Sul e São Paulo.

– O setor pesqueiro de Itajaí e região, que é o maior polo do Brasil, está em crise. A mão de obra está cada vez menor. Muitos pescadores estão trocando a pesca por outras profissões – diz o Secretário da Pesca de Itajaí, Agnaldo Hilton dos Santos.

Além disso, os armadores reclamam que nos últimos quatros anos, nenhum novo estudo foi feito para que os limites de pesca sejam revistos. Conforme a instrução normativa, em Santa Catarina, as embarcações só podem pescar se estiverem cinco milhas náuticas distantes da Costa. No Rio Grande do Sul, a distância estipulada é de 10 milhas náuticas.

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07 jun14:31

Grupo paranaense aumenta aposta em Itajaí

Felipe Pereira – Diário Catarinense | felipe.pereira@diario.com.br

A possível migração de empresas de comércio exterior instaladas em Santa Catarina com o fim da guerra fiscal não assusta o grupo Capital Realty. A empresa, líder na Região Sul em infraestrutura logística, acaba de ampliar o seu condomínio Mega Itajaí, no entroncamento da SC-470 com a BR-101.

Foram investidos R$ 25 milhões em dois armazéns, que têm a largura de um Boeing (67,5 metros), o comprimento de uma locomotiva mais oito vagões (137 metros).

A expansão de 140% é a segunda do Mega Itajaí, que, agora, recebe 68 caminhões ao mesmo tempo. A Capital Realty aposta que até o fim do ano todo o espaço esteja negociado. Um dos armazéns já foi alugado pela Proimport, empresa de comércio exterior que atua no atacado.

O serviço consiste em construir imensos galpões que servem de centro de distribuição para grandes empresas. Um dos parceiros é o Magazine Luiza, que usa o espaço para atender aos pedidos das lojas do Estado. O uso é definido por um contrato de locação com duração entre quatro e 15 anos. O preço inicial é de R$ 18 por metro quadrado.

O diretor-presidente do Mega Itajaí, Ricardo Demeterco, conta que o grupo paranaense desembarcou em SC atraído pela exportação de carne. Em 2003, ergueu um armazém frigorífico e depois veio um seco de 9,5 mil m2. Ambos estão alugados. No final do ano passado, começou o projeto dos dois armazéns inaugurados agora.

Se a meta de ocupação for cumprida até dezembro, novos investimentos serão anunciados. Demeterco explica que o mercado para o setor está aquecido porque o crescimento econômico do país forçou os grandes varejistas a terem operações fora do eixo Rio-São Paulo. Além disso, SC atraiu empresas com uma política agressiva de benefícios fiscais.

Mesmo considerando difícil avaliar o impacto da alíquota unificada do ICMS para importados em 4%, Demeterco afirma que o setor seguirá forte no Estado, porque os portos catarinenses operam hoje com mais eficiência do que os terminais de Santos e Paranaguá (PR), concorrentes diretos.

Prova da confiança em SC é que a Capital Realty estuda outras oportunidades em cidades do Litoral catarinenses para atender ao mercado local.

Demeterco não releva o faturamento do grupo paranaense, mas afirma que 25% da receita vem da operação em Itajaí. O percentual é considerável porque existe apenas uma unidade no Estado, contra duas no RS e no PR.

O diretor-presidente fala que o setor está em expansão. A empresa projeta crescer 30% em 2012 e manter este patamar no próximo ano.

RAIO X

- Fundação: 1999

- Sede: Curitiba

- Condomínios: Curitiba, Campina Grande do Sul (PR), Canoas (RS), Esteio (RS) e Itajaí

- Armazém de SC: 52 mil m2

- Investimento 2012: R$ 60 milhões

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05 jun08:51

Univali firma parceria para facilitar contratações de alunos formados em Itajaí

Foi firmada oficialmente nesta segunda-feira uma parceria entre o curso de Administração da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Campus Itajaí, e a empresa Brasil Foods. Juntas, as organizações vão desenvolver o programa “Compartilhando Conhecimentos”, que tem como proposta aproximar academia e mercado de trabalho.

A parceria viabilizará aos acadêmicos o conhecimento em novas tecnologias de gestão e oportunidades profissionais. Uma das primeiras ações será ampliar as possibilidades de alunos e egressos serem contratados pela empresa, ofertando a eles disciplina com conhecimentos específicos no modelo de gestão adotado pela multinacional.

Dez disciplinas ofertadas pelo curso de Administração serão consideradas diferenciais no recrutamento e na seleção de candidatos que querem atuar na Brasil Foods. Três delas: gestão de serviço compartilhado; gestão dos escopos de serviços; e gestão de processos compartilhados, são novas e serão incluídas na grade curricular a partir do próximo semestre.

- A parceria prevê também a realização conjunta de eventos e cursos voltados em ideais da Univali e da Brasil Foods – adianta Marcos Aurélio Rosembrock, coordenador do curso de Administração.


Com informações da Assessoria de Imprensa da Univali

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01 jun09:00

Associação de Itajaí homenageia trabalho dos empresários

Por Patrícia Auth, Jornal de Santa Catarina

A Associação Empresarial de Itajaí (Acii) presta nesta sexta-feira à noite uma homenagem aos empresários e empresas que colaboraram para o crescimento econômico da cidade no ano de 2011. Serão distribuídos oito troféus, entre eles, o mérito de empresário do ano, que desta vez será concedido a Sérgio Ribeiro Werner, diretor do Grupo Promenac/Camvel, concessionário de veículos da marca Volkswagen. O evento marca também os 83 anos da Acii, completados em 28 de maio.

–A Acii foi uma das primeiras entidades criadas em Itajaí e serviu de inspiração para o surgimento de outras. Ao longo de toda esta jornada de 83 anos, os benefícios não foram só para os associados, mas também para toda a comunidade. A reconstrução do Porto de Itajaí e a luta pelas melhorias da BR-101 e BR-470 são os nossos temas de envolvimento em destaque– fala a presidente da Acii, Maria Izabel Pinheiro Sandri.

A escolha do empresário do ano é feita por votação entre os associados. Sérgio Ribeiro Werner, que já ocupou a cadeira de vice-presidente da Associação Empresarial de Itajaí, foi eleito com mais de 60% dos votos. Ao todo, 11 nomes foram indicados para a concorrência do troféu.

O jantar de comemoração aos 83 anos da Acii e 23ª edição do Troféu Empresário do Ano será às 20h, no Maison Raymond, na Ressacada.

PREMIADOS
Conheça os outros homenageados do 23º Troféu Empresário do Ano
- Mulher Empresária: Cátia Suanir Cóta (Raymann Móveis sob Medida)
- Gestor Empresarial do Ano: Omar Bernardino Rebello (Celesc)
- Jovem Empresário: Leonardo Ferreira Santos e Orlando Henrique Ferreira Santos (Ferplan Construtora e Incorporadora)
- Destaque na Indústria: Brasil Foods (BRF)
- Destaque no Comércio: Irmãos Rodi e Cia Ltda
- Destaque na Prestação de Serviços: Dinâmica Recursos Humanos
- Destaque em Responsabilidade Social: Dalquim Indústria e Comércio
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01 jun08:59

Conheça Sérgio Werner, Empresário do Ano da Associação Empresarial de Itajaí

Sérgio Ribeiro Werner, 55 anos, é o mais velho dos cinco filhos de Moacyr Werner, fundador do Grupo Promenac/Camvel, que atende as cidades de Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema e Porto Belo. Foi ainda na adolescência, que ele começou a ajudar nos negócios do pai. Era office-boy. Em 1981 passou a integrar efetivamente o quadro de funcionários da empresa, que hoje possui duas concessionárias e três pontos de venda da Volkswagen, além de uma concessionária e outros sete pontos de venda de motocicletas Honda. Na entrevista concedida ao Santa, o empresário do ano fala sobre reconhecimento, o sucesso do negócio familiar e os planos de expansão da empresa.

Jornal de Santa Catarina – A Promenac/Camvel é um exemplo de empresa familiar que deu certo. Qual o segredo?

Sérgio Werner – O segredo é muito trabalho e seguir o conhecimento passado pelas gerações. A vontade de desenvolver a região, trabalhando com a comunidade, fazendo com que todos cresçam juntos, também é fator importante. Essa é a filosofia.

Santa – Quais as principais mudanças econômicas percebidas na cidade?

Werner – Na década de 1980, tínhamos muita dificuldade pois Itajaí ainda não tinha muita estrutura. Tanto que nós começamos com aulas de formação para os nossos colaboradores. Até 1995 houve um crescimento pequeno. A partir de 2004/2005 começamos a ter um crescimento significativo na venda de veículos. Isso fortaleceu a empresa. Hoje a realidade é outra. A nossa mão de obra é formada. A maioria dos colaboradores, inclusive, está na universidade.

Santa – Um dos destaques do grupo é a Camvel, que foi a primeira do Brasil a seguir os padrões da Alemanha. Como foi este projeto?

Werner – Na época do investimento na revenda de Balneário Camboriú, em 2010, a Volkswagen estava trazendo um novo modelo de construção e de showroom, seguindo os quesitos europeus. Nós fomos os primeiros a seguir esses itens e hoje somos padrão para o Brasil em como montar uma revenda autorizada da marca Volkswagen. Foi uma grande conquista.

Santa – Quanto aos futuros projetos do grupo, o que se pode falar?

Werner – Fizemos recentemente o investimento na compra de um hotel ao lado da Camvel, onde temos a terceirização do serviço pelo Grupo Slaviero, do Paraná. O nosso foco é crescimento, seguindo a expectativa de expansão da economia. Sabemos que os grupos que quiserem acompanhar, terão de investir.

Santa – O que representa esta homenagem da Acii?

Werner – É todo um contexto de participação na sociedade itajaiense, que faz com que as pessoas nos agraciem com o reconhecimento.

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31 mai09:59

Venda compartilhada de helicópteros chega a Itajaí e Balneário Camboriú

Os empresários de SC agora podem se unir para comprar um helicóptero e assim dividir as despesas de manutenção. O serviço, que será lançado nesta quinta, coloca Florianópolis, Criciúma, o Vale do Itajaí e Joinville no mesmo patamar das grandes capitais do Brasil, onde o trânsito caótico e a difícil mobilidade tornaram este tipo de aeronave a melhor forma de transporte urbano.


Natanael Santos de Souza, presidente da First Group, prevê boa receptividade entre os executivos

A empresa First Group, hoje entre as 10 maiores importadoras do Estado, apresenta o novo serviço nesta quinta, às 11h30min, no P12, em Jurerê Internacional. O presidente da companhia, Natanael Santos de Souza, aposta no mercado para a venda compartilhada de helicópteros.

A aeronave que está disponível, um helicóptero SW4, com capacidade para quatro passageiros e um piloto, custa US$ 2 milhões. Os gastos com manutenção são de R$ 7,3 mil por mês para um grupo de seis cotistas. Ou seja, totalizam R$ 43,8 mil por mês. A estimativa de Souza é de que Florianópolis tenha dois helicópteros, e Criciúma e Joinville, uma aeronave cada. Balneário Camboriú e Itajaí devem dividir outra.


Confira as imagens do helicóptero

— Estamos tendo uma boa receptividade entre os executivos, principalmente nos polos comerciais do Estado. Os empresários do interior precisam estar toda hora na Capital e, em Florianópolis, os congestionamentos atrapalham a locomoção.

Segundo Souza, a aviação comercial e executiva estão em plena ascensão, bem como o mercado de luxo de aeronaves. A venda compartilhada já é praticada nas principais cidades do mundo.

— Acreditamos que o mercado daqui tem demanda e faltam empresas capacitadas para gerenciar a aquisição e a administração desses produtos — argumenta Souza.

A grande vantagem do serviço é que a nova empresa do First Group, a Select, vai ficar responsável por toda a administração. O cliente não se envolve com questões logísticas, de manutenção, tripulação, burocracias aeronáuticas. Basta ligar com seis horas ou mais de antecedência.

A nova operação do grupo deve render quase R$ 20 milhões em faturamento ainda em 2012. A previsão de crescimento da companhia está na faixa de 30% este ano e de 20% em 2013, graças à valorização do dólar e a conjuntura internacional.
Em 2011, as importações se aproximaram de R$ 1 bilhão, o que levou a um faturamento de R$ 500 milhões, e deve manter a mesma faixa nesse ano. Hoje, a empresa tem em torno de 70 clientes no Brasil e ações em mais de 50 países. Ano passado, terminou em quarto lugar no ranking do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior na importação geral em Santa Catarina. Conforme o presidente do grupo, a meta é chegar na segunda posição até o final deste ano.

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30 mai09:07

MP recomenda nova licitação no transporte público em Itajaí

Patrícia Auth, Jornal de Santa Catarina

O transporte coletivo urbano de Itajaí poderá sofrer uma reviravolta nos próximos dias. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da promotora da Moralidade, Darci Blatt, recomendou ao prefeito Jandir Bellini, que anule a licitação do serviço prestado pela Coletivo Itajaí, que desde a década de 1980 é a única empresa concessionária do transporte público no município. O último processo licitatório vencido pela Coletivo foi em 2006, quando ganhou o direito de permanecer por mais 15 anos na execução do serviço. O MP alega que há irregularidades na licitação e falta de fiscalização do poder público quanto às reclamações da qualidade do transporte na cidade.

– Nós temos acompanhado uma série de denúncias relacionadas ao transporte público, especialmente no quesito horários. Fizemos uma enquete, onde entrevistamos cerca de 500 usuários e nesse processo descobrimos, por exemplo, que há bairros de Itajaí onde ônibus nem passa. Tudo isso foi encaminhado ao Ministério Público e prefeitura – conta o vereador Marcelo Werner, presidente da Comissão Parlamentar de Estudos do Transporte Público de Itajaí (CPE), formada em 2011.

Foi o relatório da CPE que motivou o Ministério Público a pedir as anulações da licitação e concessão. O MP alegou que faz sentido as irregularidades apontadas no documento vindo da Câmara de Vereadores. Um suposto favorecimento à empresa Coletivo no processo licitatório, inclusão de cláusulas restritivas e falta de cobrança municipal de melhorias no serviço de transporte público são as principais falhas.

De acordo com a recomendação do Ministério, a administração municipal deverá abrir uma nova licitação, onde todos os requisitos previstos em lei sejam cumpridos. Para que os usuários do transporte público não saiam no prejuízo, os serviços atuais serão mantidos até o fim do ano, período suficiente para a finalização do processo licitatório.

Prefeito pedirá mais prazo para adequação

As recomendações foram recebidas por Bellini na última segunda-feira. O MP dá prazo de cinco dias para o prefeito acatar da decisão ou apresentar novas medidas.

Nesta terça-feira, Bellini estava em Brasília para uma reunião com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Por telefone, ele comentou o parecer da promotora:

– Se é uma determinação do Ministério Público, eu vou acatar. Só o que vou pedir é um prazo de 15 ao invés de cinco dias para eu me pronunciar. Junto com a procuradoria quero analisar todos os documentos da licitação que ocorreu no mandato anterior, até mesmo para não prejudicar os usuários.

CONTRAPONTO
O que diz a Coletivo Itajaí Transportes Urbanos:

Por meio de nota oficial, a Coletivo Transportes Urbanos afirma que não foi comunicada oficialmente sobre a recomendação do Ministério Público Estadual. A empresa alega que ao longo do período em que presta serviço de transporte público em Itajaí, jamais recebeu qualquer processo administrativo por apuração de faltas ao descumprimento de cláusulas contratuais. Finalizou dizendo que, assim que tomar conhecimento do conteúdo emitido pelo MP, prestará todos os esclarecimentos necessários.


NÚMEROS
O transporte coletivo de Itajaí:
- Frota atual: 64 ônibus
- Número de linhas regulares: 41
- Preço do transporte por passageiro: R$ 2,80
- Concessão atual: até 2022
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