Eleições 2010

28 jan08:47

Mesário que não compareceu para trabalhar é punido em Balneário Camboriú

A juíza substituta Dayse Herget de Oliveira Marinho, da 56ª Zona Eleitoral, condenou um servidor público à suspensão de cinco dias de trabalho na prefeitura de Balneário Camboriú, com a consequente perda do salário no período, por não ter exercido a função de mesário no 2º turno das eleições de 2010. O eleitor alegou que não sabia que a convocação para os trabalhos eleitorais abrangia os dois turnos.

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18 jan12:11

Justiça Eleitoral aceita mais de 28 mil justificativas em Santa Catarina

Número refere-se aos eleitores que deixaram de votar nas eleições de 2010

Pouco mais de 28 mil eleitores que não votaram no pleito de 2010 tiveram suas justificativas aceitas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em Santa Catarina. O número refere-se àqueles que apresentaram sua justificativa dentro do prazo legal, ou seja, até 2 de dezembro para o primeiro turno e até 7 de janeiro para o segundo.

Os eleitores que não justificaram suas ausências na urna dentro do prazo devem pagar uma multa de aproximadamente R$ 3,50 para ficar em dia com a Justiça Eleitoral. As sanções no caso de a situação não ser regularizada vão do impedimento de tirar passaporte ou carteira de identidade, receber salário de função ou emprego público, participar em concorrência pública ou administrativa a obter alguns tipos de empréstimos e inscrições, entre outros.

A falta em três votações seguidas sem justificativa e sem o pagamento da multa acarreta na exclusão, após seis anos, do cadastro de eleitores. A exceção vale para quem tem voto facultativo, ou seja, analfabetos, adolescentes com idades entre 16 e 18 anos e maiores de 70 anos. Também não se aplica aos portadores de certos tipos de deficiência física ou mental que requererem sua justificação.

Por Diário Catarinense

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29 dez13:01

Prazo para justificar voto se encerra nesta quinta-feira

Depois, eleitor pagará multa de R$ 3 para regularizar situação

Quem não justificou o voto, pela ausência nas eleições 2010, tem até a quinta-feira para regularizar a situação com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Depois do prazo, o eleitor deverá pagar multa de R$ 3.

Para justificar, basta procurar um dos cartórios eleitorais ou postos de atendimento ao eleitor munido do título e preencher o requerimento da justificativa. O formulário pode ser impresso por meio dos sites do TSE ou nos tribunais regionais de cada Estado.

No preenchimento, devem ser informados o nome completo do eleitor, data de nascimento, filiação, número do título eleitoral, endereço atual e o motivo da ausência à votação.

Junto ao formulário, deve ser anexada cópia de documento oficial que comprove a identidade. Se o requerimento for entregue com dados incorretos, não será considerado válido para justificar a ausência às urnas. Quem estava no exterior e não se apresentou para escolher o presidente tem 30 dias, após o retorno ao Brasil, para justificar a ausência.

Até a segunda-feira, o TSE registrou 10.179.201 justificativas de eleitores que não compareceram no segundo turno das eleições 2010.

Por Diário Catarinense

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05 nov11:52

Mesário que faltou no 2º turno deve justificar ausência até dia 30

Os mesários que faltaram no segundo turno devem apresentar justificativa ao juiz de sua zona eleitoral até o dia 30 de novembro.

De acordo com levantamento parcial da Justiça Eleitoral de Santa Catarina, 631 dos 64.074 mesários convocados para o segundo turno não compareceram, o que corresponde a 0,98% do total.

No primeiro turno, foi registrada a ausência de 913 mesários convocados. Estes eleitores tiveram até esta terça, dia 02, para justificar a falta.

Aqueles que não justificarem a ausência estarão sujeitos a multa. Para servidores públicos, a pena é de quinze dias de suspensão sem direito a remuneração. Se a mesa receptora de votos ou de justificativas deixou de funcionar devido à ausência dos mesários, as multas serão aplicadas em dobro.

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01 nov11:31

O que é correto: presidenta ou presidente?

Eleição de Dilma Rousseff suscita controvérsia sobre como chamá-la

Maicon Bock, Zero Hora  | maicon.bock@zerohora.com.br

Eleita para a Presidência da República, Dilma Rousseff suscita uma dúvida. A partir de 1° de janeiro, ela será chamada de presidente ou presidenta do Brasil? Embora as duas formas sejam aceitas pelos dicionários de língua portuguesa para definir a mulher que ocupa o cargo máximo de um país, há controvérsia entre gramáticos.

Dilma Roussef ainda no primeiro turno das eleições (Foto: Adriana Fraçoise)Durante a campanha, o PT usou a palavra presidenta como estratégia para reforçar Dilma como a primeira mulher na Presidência. O termo feminino foi uma forma de apresentar um diferencial à candidata, que no primeiro turno teve uma mulher como oponente, Marina Silva (PV).

Autor dos livros Português Prático e Guia Prático da Nova Ortografia, o professor Paulo Flávio Ledur avalia que seria importante ouvir a opinião de Dilma sobre a questão. Para ele, a forma presidenta é a mais adequada:

— A mulher está assumindo posições novas na sociedade. Embora se aceite a forma feminina em professora, doutora, juíza, e em outras não, eu defendo uma forma única. É claro que num primeiro momento, nós estranhamos porque é novo, mas é uma questão de hábito. A língua se faz pelo uso. Na medida em que o uso se consagra, a estranheza desaparece.

Na Argentina, houve discussão semelhante quando Cristina Kirchner se apresentou como candidata. Com a resistência ao uso da palavra presidenta pelos meios de comunicação, ela bradou em um discurso como queria ser chamada se eleita.

— Presidenta! Comecem a se acostumar. Presidentaaa… e não presidente! — disse, esticando a letra a.

Após a posse, Cristina rejeitou documentos da Casa Rosada que continham a palavra presidente ao invés de presidenta, exigindo correção e nova impressão. Atualmente, jornais como La Nación e Clarín usam a versão pedida pela presidenta. No Chile, a primeira mulher a chegar ao cargo máximo do país, Michelle Bachelet, era chamada de presidenta nos jornais El Mercurio e La Tercera, entre os mais importantes.

O professor Adalberto J. Kaspary, autor de Português Para Profissionais, defende o uso da forma comum aos dois gêneros: presidente. Para ele, respaldado pela Academia das Ciências de Lisboa, a palavra presidenta tem uma carga pejorativa. Kaspary, inclusive, aconselhou Ellen Gracie Northfleet, primeira mulher a presidir o Supremo Tribunal Federal, a adotar a forma “agenérica” presidente, isto é, adequada para os dois gêneros e mais formal.

Famoso pelos programas de TV sobre língua portuguesa, o professor Pasquale Cipro Neto explica que normalmente as palavras que terminam ‘nte’ não tem variação. O que identifica o gênero, destaca ele, é o artigo que o precede, como por exemplo, o gerente, a gerente, o pedinte, a pedinte. O sufixo é originário do latim, do particípio presente, e segue a mesma regra atualmente no português, italiano e espanhol.

— Algumas, pelo uso, acabam se impondo também na forma feminina, como presidenta, que está em todos os dicionários e que pode perfeitamente ser usada. Se Dilma fizer questão de ser presidenta, ninguém vai poder contrariá-la. Se ela quiser ser chamada assim, terá todo o direito.

Coordenador executivo da campanha de Dilma no Estado, Ary Vanazzi diz que o debate tende a ficar mais forte agora, a partir da eleição da petista:

— Em alguns discursos, ela usou a palavra presidenta, mas depois voltou a falar presidente. Mas a campanha é uma coisa diferente. Pode haver outra definição depois da eleição, já que existirá a função de presidenta.

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01 nov11:19

Festa da vitória deixa rastro de sujeira na Avenida Ministro Victor Konder

A festa da vitória realizada pelos simpatizantes de Dilma Roussef neste domingo à noite em Itajaí deixou a Avenida Ministro Victor Konder bastante suja.

Avenida ficou coberta de santinhos (Foto: Patrízia Krieser)

Isso porque, após a comemoração, que reuniu algumas dezenas de pessoas, som alto e trancou a via por pouco mais de uma hora, alguns carros passaram jogando pelas janelas o restante do material de campanha da petista.

Assista ao vídeo


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01 nov10:58

Itajaí e região elegeriam Serra para presidente

Candidatura de Serra não era uma unanimidade no PSDB (Foto: Sérgio Neves/Agência Estado)

Se dependesse de Itajaí, Balneário Camboriú, Navegantes e Camboriú o novo presidente do Brasil seria José Serra(PSDB). O tucano obteve uma média de 57,11% dos votos válidos na região, contra 42,89% de Dilma Roussef.

Confira o índice por cidade

Itajaí

Serra – 59,23%

Dilma – 40,77%

Balneário Camboriú

Serra – 64,02%

Dilma – 35,98%

Camboriú

Serra – 51,29%

Dilma – 48,71%

Navegantes

Serra – 53,73%

Dilma – 46,27%

Leia mais: Seis fatores podem explicar derrota de José Serra nas urnas

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01 nov10:50

Abstenção de 21% deste domingo supera primeiro turno

Em Itajaí, Navegantes, Camboriú e Balneário Camboriú houve uma média de 19,9% de eleitores ausentes

Neste domingo, 29 milhões de eleitores não compareceram às urnas. A abstenção foi de 21,36% no segundo turno – 3% a mais do que foi registrado em 3 de outubro. O percentual de votos nulos também aumentou.

Em 3 de outubro, 4,4% dos eleitores votaram nulo. Hoje, 6 milhões de eleitores anularam o voto – 5,5% do total. Já o percentual de votos em branco caiu de 3,13% para 2,31%. A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) obteve 55 milhões de votos contra 43 milhões de José Serra (PSDB).

Confira os números de abstenção da região

Itajaí – 17,93%

Navegantes – 18,99%

Camboriú – 19,28%

Balneário Camboriú – 23,40%

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31 out20:02

Dilma Rousseff é eleita presidente do Brasil

Candidata do PT superou José Serra no segundo turno e tornou-se a primeira mulher eleita para o cargo

Marcelo Gonzatto, Zero Hora  |  marcelo.gonzatto@zerohora.com.br

Às 19h55min de 31 de outubro de 2010, após 121 anos de tradição republicana, o Brasil elegeu a primeira mulher presidente de sua história.

Dilma Roussef a nova presidente do Brasil (Foto: Diego Vara)

Com quase 90% dos votos apurados, segundo a contagem oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dilma Vana Rousseff, 62 anos, somou mais de 49 milhões de votos, abriu uma diferença impossível de ser revertida em favor de seu adversário, o tucano José Serra, e garantiu sua entrada no Palácio do Planalto para um mandato de quatro anos.

Especial: Dilma Rousseff, uma mulher na Presidência

Além de marcar uma histórica vitória feminina nas disputas pelo comando do país, o resultado do pleito deste domingo representa a eleição da primeira líder política com fortes laços com o Rio Grande do Sul desde que o general Ernesto Geisel, nascido em Bento Gonçalves, deixou o poder em março de 1979.

Por ironia, foi justamente por combater o governo militar sustentado por Geisel que a ex-guerrilheira convertida em sucessora de Luiz Inácio Lula da Silva, nascida em Belo Horizonte (MG), teve o rumo de sua vida direcionado para Porto Alegre. Radicada em solo gaúcho após ser presa como subversiva, na nova cidade construiria sua família, a carreira política, e daria início à ascensão ao mais alto cargo público do Brasil.

Foi na Capital que Dilma votou pouco depois das 9h deste domingo, em companhia do governador eleito Tarso Genro (PT) e sob o foco de dezenas de câmeras, e onde, ainda nos anos 70, a nova presidente formou-se em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Nas duas décadas seguintes, assumiria secretarias da Fazenda e de Minas, Energia e Comunicações, postos em que se consagraria pelo estilo rígido e pela capacidade técnica.

No café da manhã realizado antes da votação, no Hotel Plaza São Rafael, a candidata eleita já dava mostras de que pretende somar a estes um outro predicado como mandatária da nação - a pluralidade:

— Eu governarei para todos, conversarei com todos os brasileiros — prometeu, referindo-se à possibilidade de que os votos viessem a confirmar o que as pesquisas já indicavam.

No discurso direcionado a correligionários e apoiadores, Dilma lembrou ainda que na véspera havia visitado Minas Gerais, onde nasceu, e no dia de sua vitória se encontrava no Estado onde construiu os alicerces de sua vida pública.

Galeria: a trajetória política de Dilma

— É como se eu fizesse a trajetória política da minha vida. Aqui fui recebida quando saí das prisões da ditadura — declarou a então candidata, que depois de votar passou na casa de sua filha e, à tarde, embarcou para Brasília onde acompanhou a apuração.

Não foram poucos os obstáculos até o anúncio virtual de sua eleição à presidência do Brasil. Ainda jovem, vinculada a grupos de guerrilha contra a ditadura, como o Comando de Libertação Nacional, foi presa entre 1970 e 1972 e acabou vítima de torturas. Depois de liberta graças a um recurso apresentado ao Superior Tribunal Militar, morou em São Paulo e no Rio de Janeiro até se estabelecer em Porto Alegre – onde também se casaria com o futuro deputado estadual Carlos Araújo e teria sua única filha, Paula.

Filiada ao PDT até 2001, quando migrou para o PT, dois anos depois assumiria o cargo de ministra de Minas e Energia do governo Lula. O bom desempenho na condução do setor energético e o gerenciamento de programas prioritários como o Luz para Todos encaminharam Dilma à chefia da Casa Civil, em 2005, em substituição a José Dirceu. Às vésperas da formalização de sua candidatura à presidência, ainda enfrentaria um câncer no sistema linfático – do qual revelou ter se curado em setembro do ano passado.

A partir de 1º de janeiro de 2011, quando a primeira mulher eleita presidente do Brasil subir a rampa do Palácio do Planalto para dar início ao 29º período de governo republicano, a mineira de nascimento e gaúcha por adoção Dilma Rousseff terá um novo e grandioso desafio a superar: atender aos sonhos e anseios de mais de 190 milhões de brasileiros.

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31 out19:37

José Serra lidera apuração na maioria das cidades de Santa Catarina

Com 90,43% dos votos apurados, candidato do PSDB é o mais votado em quase todas as cidades

Se dependesse da votação em Santa Catarina, José Serra (PSDB) receberia o maior número de votos; 56,66% contra 43,44% de Dilma Rousseff (PT). Com 90,43% dos votos apurados, o candidato só não ganha da petista na cidade de São Miguel D’Oeste.

Serra lidera a votação em 116 das 117 cidades onde a contagem já atingiu os 100%. Nos municípios em que a apuração está em andamento, o candidato do PSDB é unanimidade. Em 30 cidades do Estado as urnas ainda não começaram a ser contabilizadas.

Acompanhe a apuração dos votos em tempo real

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