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Saúde

11 jul10:59

Exercício é a atividade mais adiada

Por Diário Catarinense

Você adiou a prática de exercício físico recentemente? Deixou de lado aquele livro recém-comprado? Protelou o início da dieta? Pensou em planejar as finanças, mas ainda não botou em prática? De acordo com uma pesquisa recente, é muito provável que você tenha respondido sim a pelo menos uma dessas questões.

Exercício físico, leitura, saúde e planejamento financeiro foram as alternativas mais escolhidas quando a empresa Triad Productivity Solutions, realizadora da pesquisa, perguntou pela internet a 4.102 pessoas de 22 estados brasileiros o que elas tinham adiado nos últimos meses. Protelar a ida à academia ou qualquer outra prática de exercício físico foi o item campeão, com 68% das indicações do grupo, enquanto os outros receberam, respectivamente, 64%, 53% e 47% dos votos.

Outra pergunta incluída na pesquisa foi: você procrastina atividades ao longo de sua rotina? Quase todos (97,4%) disseram que sim. “É da nossa natureza, ninguém é robô, programado para fazer tudo na hora certa”, afirma o especialista em produtividade Christian Barbosa.

De maneira geral, as tarefas pessoais acabam sendo as mais adiadas, com 26% dos consultados afirmando que procrastinam na vida pessoal contra 13% assumindo o mesmo em relação a atividades profissionais. “Talvez porque na vida pessoal, em alguns casos, ninguém fique cobrando que você leia determinado livro, ou que organize seu armário, etc. No trabalho, você tem chefe, colegas e clientes que esperam o resultado de sua produção e ficam no seu pé”, afirma Barbosa.

São muitos os motivos que levam as pessoas a procrastinar. Entre os itens apontados pelos entrevistados, a distração com a internet (e-mails, redes sociais, blogs) é o maior deles, com 62,3% das indicações. Em segundo lugar, está a falta de energia para fazer as atividades, com 60,4%.

“Não há nada de errado em procrastinar de vez em quando, o problema é quando isso começa a ficar crônico e passamos a adiar frequentemente coisas que não poderiam ser adiadas. Há pessoas que adiam viver com qualidade, adiam sua saúde, seus relacionamentos, seus sonhos e ideias. O importante é entender que nem sempre esse é um comportamento negativo”, destaca o especialista.

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29 jun14:12

Começa a demolição do Pronto Socorro do Hospital Marieta Konder Bornhausen

Começou na manhã desta sexta-feira, dia 29, a demolição do prédio do Pronto Socorro e da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí. A demolição está sendo realizada para viabilizar o início das obras do Complexo Madre Teresa.

A partir de agora, a entrada da Unidade de Urgência e Emergência será realizada por onde funcionava o setor de Internação, com acesso pela Avenida Sete de Setembro. Neste local também será realizada a entrada de pacientes da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, Ambulatório de Especialidades, Endoscopia, PHD e Centro de Diagnóstico por Imagem.

O setor de internação de pacientes eletivos foi transferido para a entrada principal do Hospital, na Avenida Marcos Konder.

As mudanças acontecem em função da construção do Complexo Madre Teresa, que terá 15 pavimentos e contará com 200 novos leitos. O Centro Cirúrgico terá sete novas salas de cirurgia e setores como o Centro de Diagnóstico Por Imagem, Centro Obstétrico, Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, Ambulatório de Especialidades e Pronto Socorro também serão ampliados para aumentar a oferta e a qualidade dos serviços prestados.

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28 jun10:58

Navegantes: Unidade de Saúde do Gravatá passa por ampliação

A Secretaria da Saúde de Navegantes iniciou nesta semana a obra de ampliação da Unidade de Saúde do bairro Gravatá. O posto foi reformado recentemente, mas agora, além de um espaço maior, a comunidade contará com novos serviços na saúde básica.

No local será construído um novo consultório e uma área para reunião e atividades da Estratégia Saúde da Família (ESF) e comunidade.

A Unidade Básica de Saúde do Gravatá atende atualmente com clínico geral, ginecologista, odontológico, serviço de enfermagem e ESF.

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26 jun09:38

Relatório da CPI do Hospital Ruth Cardoso será entregue ao MP

Por Jornal de Santa Catarina

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades na administração do Hospital Ruth Cardoso protocolou nesta segunda-feira, na Câmara de Vereadores, o relatório final dos trabalhos. A investigação começou em maio deste ano e foi concluída no fim de semana.

– Foram denunciados a doutora Deisi Kusztra, da Organização Mundial da Família (WFO), que não cumpriu o contrato da obra de construção do Ruth Cardoso, e o presidente da Cruz Vermelha Brasileira, Nício Brasil Lacorte, pela má administração do dinheiro público – informou o relator da CPI, vereador Marcos Augusto Kurtz (PMDB).


Desde que a Cruz Vermelha passou a administrar o Ruth Cardoso – em outubro do ano passado – mais de R$ 2 milhões teriam deixado de ser investidos no hospital, afirma Kurtz. Com base em notas fiscais e depoimentos de testemunhas, o vereador alega ter comprovado o desvio de dinheiro de Balneário Camboriú para outras unidades da organização pelo país, como Maranhão e Rio de Janeiro.

Tais denúncias integram o relatório que, depois de aprovado na Câmara de Vereadores, será encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que terá a missão de definir quais as medidas cabíveis. A votação no Legislativo deve ocorrer esta semana.

Em abril deste ano, a Cruz Vermelha foi afastada da administração do Ruth Cardoso, por intervenção da prefeitura de Balneário Camboriú. Desde então, funcionários municipais ocupam as salas do setor administrativo do hospital. Na época, o município alegou que a medida foi motivada pelas denúncias de irregularidades.

Município pede rescisão de contrato com a Cruz Vermelha

A intervenção – que duraria 30 dias – na semana passada foi renovada pela prefeitura de Balneário Camboriú por mais um mês. Porém, há uma semana, usando como argumento a suposta má administração, o município entrou com um processo de rescisão contratual contra a Cruz Vermelha. A ONG foi notificada e tem até o dia 2 de julho para apresentar defesa quanto ao pedido.

O procurador do município, Marcelo Freitas explica que se a rescisão ocorrer, a prefeitura pretende abrir novo processo para escolher outro administrador para o Ruth Cardoso.

CONTRAPONTOS

O que diz a Cruz Vermelha:

O presidente da filial do Rio Grande do Sul, que também atende Santa Catarina, Nício Brasil Lacorte, disse que as denúncias de desvio de dinheiro não procedem. Ele garantiu que em momento algum foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e pela prefeitura de Balneário Camboriú. Informou ainda que a Cruz Vermelha está movendo uma ação contra abalos morais, de crédito e de imagem contra o município, na qual pede uma indenização de R$ 17 milhões. Lacorte disse também que, desde outubro do ano passado, a prefeitura deixou de repassar cerca de R$ 5 milhões à organização. Quanto ao pedido de rescisão contratual, a ONG apresentará defesa.

O que diz a Organização Mundial da Família (WFO):

A presidente da instituição, Deisi Kusztra, nega a falta de comprometimento com o contrato de construção do Ruth Cardoso. Disse que não há provas que comprovem o que foi dito pelos membros da CPI. Disse ainda, que a inclusão dela no processo tem o objetivo de tirar o foco da investigação.

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25 jun10:58

Fique longe do atchim! Saiba como se proteger das doenças de inverno

Por Hora de Santa Catarina

Com a chegada do inverno e do frio, o drama começa: as vias aérea ficam congestionadas e a tosse e o espirro fogem do nariz sem pedir licença. E não apenas as doenças respiratórias são típicas da estação: otite, gastroenterite e amigdalite também aparecem com frequência. 

A regra número 1 para evitar esses males é simples e deve ser levada à risca principalmente em escolas e creches, tanto pelos funcionários quanto pelos alunos: lavar as mãos sempre que possível. 

— É interessante ensinar para as próprias crianças que coloquem a mão em frente à boca se forem espirrar ou tossir, que lavem as mãos sempre e que utilizem também o álcool gel — sugere o pediatra Marcelo Pavese Porto. 

Além disso, manter uma alimentação saudável é fundamental para prevenir quadros virais e doenças respiratórias, destaca o pediatra Erico José Faustini. 

As principais doenças da estação:   

Respiratórias 

— São as mais comuns, como gripe, asma, sinusite, bronquiolite e pneumonia. As crianças menores são as que mais sofrem, já que o sistema imunológico ainda não está totalmente ativo. 

— Nas crianças com menos de um ano, um quadro respiratório prevalente é o de bronquiolite. A infecção dos bronquíolos é transmitida via oral e requer atenção especial dos pais. Chiado no peito, tosse e respirações rápidas são os sintomas mais comuns.

Otite
 

— Com o aparelho respiratório e o auditivo em formação e ainda interligados, os bebês têm grande propensão a ter otite. Os germes localizados nas fossas nasais se propagam com facilidade até o ouvido e podem causar um quadro de infecção. A criança com dor e diminuição da audição costuma ficar mais irritada e inquieta, recusa alimentação e apresenta febre. Para o tratamento, é receitado antibiótico. 

Gastroenterite 

— Causada por vírus ou bactérias, a gastroenterite tem como sintomas mais comuns diarreia, náusea e vômito. Pode ocorrer em sequência a um quadro de resfriado. Como perde-se bastante líquido, é importante a hidratação com chás, sucos ou água. Os pais devem redobrar a atenção caso as crianças urinem menos e apresentem olhos fundos, saliva grossa e pele enrugada. 

Amigdalite 

— O processo de inflamação das amígdalas ocorre em complicação bacteriana ou viral de um resfriado. Começa com tosse e coriza nasal. Caso a criança apresente febre elevada, é importante usar um antitérmico. Outros sintomas são dor na garganta e dificuldade para engolir. 

— A transmissão se dá no contato humano. Logo, é importante que os pais evitem que a criança esteja no mesmo ambiente de outras pessoas com quadros virais. O tratamento é feito com antibiótico prescrito por um médico.

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24 jun14:15

Leite materno humano bloqueia transmissão do HIV, segundo cientistas

Por Diário Catarinense

Um experimento realizado na Universidade da Carolina do Norte mostrou que, em ratos “humanizados”, o leite materno humano impede a transmissão oral do vírus HIV, informa a revista “Public Library of Science Pathogens”.

— Primeiro, entre os ratos reconstituídos para se tornassem suscetíveis a doenças humanas como a Aids e que foram expostos ao vírus HIV, 100% foram infectados — disse à Agência Efe o autor principal do estudo, J. Víctor García, graduado em 1979 pelo Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey (México).

Já quando os cientistas administraram HIV misturado com leite materno humano saudável, 100% ficaram livres da infecção, destacou o pesquisador.

As estatísticas indicam que mais de 15% das novas infecções com o vírus HIV ocorrem em bebês e, sem tratamento, apenas 65% deles sobrevive mais de um ano, enquanto menos da metade chega aos dois anos de vida. O artigo indica que, embora se atribua ao aleitamento um número significativo dessas infecções, a maioria dos bebês amamentados pelas mães soropositivas não tem a infecção, apesar da exposição prolongada e repetida.

Para resolver a questão sobre se o aleitamento transmite o vírus ou protege contra ele, os cientistas da Escola de Medicina da UNC recorreram a um modelo de rato “humanizado” em laboratório.

— Os ratos são, por essência, resistentes à maioria das doenças que afetam os humanos. Para usá-los neste tipo de estudos, é preciso torná-los parcialmente humanos — ressaltou García.

— Estes ratos são trabalhados um por um, introduzindo-lhes células-tronco da medula óssea humana às seis semanas de idade. As células humanas vão a todos os órgãos e áreas similares dos humanos como boca, esôfago, pulmões, intestino, fígado e sistemas reprodutivos que se enchem de células humanas — acrescentou o pesquisador.

O HIV infecta somente os chimpanzés e os humanos, mas só deixa os humanos doentes. Com a reconfiguração de células humanas, os ratos tornam-se suscetíveis à infecção com o HIV.

Em seguida, a equipe de García, que trabalhou com mais de 50 ratos “humanizados”, administrou em alguns deles o leite de mães saudáveis misturado com HIV, e a outros apenas o HIV, em ambos os casos por via oral.

— Os ratos sensíveis à infecção e que receberam só o vírus adoeceram. Já os que receberam o vírus com leite materno não adoeceram. A próxima etapa do estudo é determinar se o leite de mães infectadas tem o mesmo efeito — anunciou o cientista.

Mas, segundo ele, o que já foi estabelecido pela primeira parte do estudo dá novas pistas sobre o isolamento de produtos naturais que poderiam ser usados para combater o vírus.

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22 jun10:58

Univali assina convênio com o Hospital Ruth Cardoso

A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) assina nesta sexta-feira, às 16h, um convênio com a prefeitura de Balneário Camboriú para um programa de cooperação que permitirá a atuação de estudantes da universidade no Hospital Municipal Ruth Cardoso. A parceria prevê, também, a elaboração de projetos de pesquisa e desenvolvimento, programas de treinamentos e desenvolvimento de cursos.

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13 jun09:31

Vacina injetável será introduzida na Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite deste ano

Começa neste sábado a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite. Até o dia 6 de julho, crianças com até cinco anos incompletos devem tomar a primeira dose da vacina. 

A novidade no combate à pólio introduzida neste ano é a vacina injetável com vírus inativado. Já usada em outros países que erradicaram a doença, a nova vacina será aplicada a partir do segundo semestre nas crianças que estiverem começando o calendário básico de vacinação. As doses devem ser aplicadas aos dois e aos quatro meses de idade.

De acordo com a recomendação da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), os países das Américas devem continuar aplicando a vacina oral com o vírus atenuado, até que ocorra a eliminação mundial da poliomielite.

Também conhecida como paralisia infantil, a doença é considerada erradicada no país desde o início dos anos 1990. O último caso registrado no Brasil foi em 1989 e no continente americano em 1991, no Peru. Em 1994, a Opas certificou a erradicação da pólio na região.

De acordo com o Ministério da Saúde, o vírus da doença ainda circula em 25 países da África e do Sudeste asiático, com os últimos surtos registrados, até 2009, na Nigéria, no Congo, em Myanmar, no Niger, Camboja e na Indonésia. A poliomielite é considerada endêmica na Nigéria, Índia, no Paquistão e Afeganistão.

Outra novidade na campanha de 2012 será na segunda fase, quando ocorre a Campanha Nacional de Multivacinação: em agosto, todas as crianças nessa faixa etária devem voltar aos postos levando o cartão de vacinação, para que a criança receba as doses de qualquer vacina que esteja em atraso.

A campanha de vacinação será lançada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, em coletiva de imprensa às 11h desta quarta-feira.

AGÊNCIA BRASIL / DIÁRIO CATARINENSE

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13 jun08:59

Sobe para 18 o número de mortes por Gripe A em Santa Catarina desde janeiro

A Secretaria Estadual de Saúde registrou três mortes nesta terça-feira. Os casos foram confirmados em Itajaí, Mafra e Pomerode. Com isto, os dados oficiais são de que 18 pessoas morreram desde o início do ano e 262 casos.

A informação é da Diretoria Estadual de Vigilância Epidemiológica (Dive) de SC. A nova morte registrada na Gerência de Saúde de Itajaí foi de uma mulher moradora de Navegantes, que não teve a idade informada. Ela estava internada no Hospital Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, e morreu nesta terça-feira à tarde.

A vítima fatal de Pomerode foi uma mulher de 43 anos, que morreu no dia 10 quando estava sendo transferida de Pomerode para Blumenau.

No Norte do Estado, uma mulher de 51 anos morreu com o diagnóstico de Gripe A. Ela era de Itaiópolis e foi internada no Hospital São Vicente de Paulo, em Mafra, no dia 7. Em estágio avançado, ela morreu na madrugada do dia 8.

Segundo a enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica em Mafra, Denise Dallagnol, este foi o único caso confirmado na região. Outros três estavando sendo monitorados, mas foram descartados.

— Estamos alertas a casos de pessoas com sintomas de gripe comum. É importante que quem estiver com os sintomas procurem atendimento médico para evitar chegar ao estágio avançado — orienta Denise.


Os números mostram que há um novo crescimento no total de mortes assim como a quantidade de casos notificados no Estado. No ano passado, foram confirmadas cinco contaminações, mas não houve nenhuma morte.

O maior número foi em 2009, quando ocorreu a pandemia mundial da infecção. Naquele ano, SC registrou 3.029 contaminações, sendo 144 mortes.

Para a gerente de Vigilância e Imunização Luciana Amorim, uma das possibilidades para a nova alta nos registros seja o relaxamento no comportamento das pessoas.

— A etiqueta da Gripe A está sendo esquecida pelas pessoas. Além disso, nem todos se imunizaram durante o prazo — lembra ela.

Neste ano, foram distribuídas 876 doses que imunizaram 92,56% da população, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

Em que Gerência Regional de Saúde foram registradas as mortes*

Videira – 1
Rio do Sul – 2
Itajaí – 2
Blumenau – 6
Mafra – 1
Tubarão – 3
Lages – 1
Canoinhas – 1
Florianópolis – 1

* Fonte: Secretaria Estadual de Saúde

Evite a gripe
- Ao tossir ou espirrar, cubra o nariz e a boca com lenço descartável 
- Mantenha os ambientes ventilados 
- Não compartilhe alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal
- Lave as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar 
- Evite aglomerações, ambientes fechados e contato com pessoas doentes
- Adote hábitos saudáveis com uma alimentação balanceada e líquidos
- Não use medicamentos sem orientação médica

DIÁRIO CATARINENSE

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06 jun10:47

De cada três pessoas vítimas de queimaduras, duas são crianças

No Brasil, um milhão de pessoas são vítimas de queimaduras a cada ano. De cada três pessoas queimadas, duas são crianças, que passam a conviver com as sequelas destes traumas pelo resto da vida.

— Na maioria dos casos, elas se queimam em casa, em especial na cozinha e no pátio, e quase sempre na presença de um adulto, que apesar de estar responsável por aquele menor não está atento aos riscos daquela situação — explica o cirurgião pediátrico Maurício Pereima, diretor científico da SBQ (Sociedade Brasileira de Queimaduras).

Outro agravante nestes acidentes, segundo o especialista, é a facilidade com que o álcool líquido é adquirido no Brasil. Vendido livremente em qualquer mercado, este inflamável responde por 20% das causas de queimaduras, ocupando assim uma posição ímpar no mundo. Nos demais países, a literatura científica nem ao menos o menciona como causa de lesões térmicas.

— As queimaduras motivadas pelo manuseio indevido do álcool líquido diminuíram 60% no período em que a Anvisa proibiu a sua livre comercialização, mas nem mesmo este dado tão promissor parece ter sido suficiente para demover nossos legisladores da intenção de manter o livre comércio do álcool líquido no Brasil — lamenta Dr. Maurício.

São consideradas queimaduras graves aquelas que atingem mais de 30% da superfície corporal, são motivadas por choques elétricos e lesões inalatórias, por exemplo. No Brasil, das vítimas de queimaduras graves internadas em hospitais, vão a óbito em média 5% das crianças e 10% dos adultos. As queimaduras estão entre as principais causas externas de morte, perdendo apenas para outras causas violentas, que incluem acidentes no trânsito e homicídios.

Orientações da ONG Criança Segura para evitar queimaduras

• Mantenha a criança longe da cozinha e do fogão, principalmente durante o preparo das refeições;

• Cozinhe nas bocas de trás do fogão e sempre com os cabos das panelas virados para trás, para evitar que as crianças entornem os conteúdos sobre elas. O uso de protetores de fogão é um cuidado a mais para evitar que a criança tenha acesso às panelas;

• Evite carregar as crianças no colo enquanto mexe em panelas no fogão ou manipula líquidos quentes. Até um simples cafezinho pode provocar graves queimaduras na pele de um bebê;

• Quando estiver tomando ou segurando líquidos quentes, fique longe das crianças;

• Não utilize toalhas de mesa compridas ou jogos americanos. As mãozinhas curiosas podem puxar estes tecidos, causando escaldadura ou queimadura de contato;

• Durante o banho do bebê: coloque primeiro a água fria e verifique a temperatura da banheira com o cotovelo ou dorso da mão;

• Não deixe as crianças brincarem por perto quando você estiver passando roupa nem largue o ferro elétrico ligado sem vigilância. Cuidado com os fios dos outros eletrodomésticos. Se possível, mantenha-os no alto;

• Fogos de artifício devem ser manipulados por profissionais e nunca por crianças.

Nas festas juninas não permita brincadeiras com balões ou de saltar fogueira.

Por Diário Catarinense

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