Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de outubro 2008

O SOBRENOME JACKSON RENDE

31 de outubro de 2008 0

Eles estão voltando...

   Em quase duas semanas de blog escrevo pela terceira vez sobre a família mais musical e complicada que conheço: Os Jacksons. Não tem como não falar ou não citá-los. Estão em evidência quase que diariamente. É só fazer uma busca por sites diversos, no mundo inteiro, que se acha, uma, uma notíciazinha que seja sobre eles, ou pelo menos, de um integrante deste clã, formado pelo pai, o complicado e obcecado Joseph Jackson.

   Desta vez quero saudar aqui neste espaço uma possível volta dos cinco irmãos juntos. Jermaine Jackson, conforme entrevista a um jornal inglês, afirmou que é bem posível que o Jackson 5 se reúna em 2009 pra sair em turnê. E não tem nada de composições novas, não. O reencontro se daria justamente pra mandar ver na nostalgia, aquela com cheiro de naftalina mesmo. Michael, inclusive, estaria na estrada, assumindo a condição de principal vocal. Será?

   Confirmando a volta dos Jacksons, vou ficar no aguardo como admirador da sonoridade deles, de um disco, um registro deste projeto. Marlon, Tito, Michael, Jackie e Jermaine, além de Randy, o sexto dos irmãos e que entrou no lugar de Jermaine em determinado tempo nos anos 70. Golaço, sem dúvida nenhuma!

    

Postado por Jader Rocha, POA

FEIRA DO LIVRO

31 de outubro de 2008 0

muito bom!

   Ando relapso com relação a um dos hábitos que mais gosto: a leitura. Deixei pelo meio do caminho as biografias da Madonna e do Roberto Carlos. Não consegui terminá-las em função do corre-corre diário e de outras tarefas a que me submeto como pai de família e tudo o mais.

   Pretendo chegar ao fim deste dois livros, espero que ainda em 2008. Biografia é um dos meus temas favoritos. Na minha prateleira tenho várias. Sílvio Santos, Ayrton Senna, Mohamed Ali, John Lennon – uma das centenas do beatle – Titãs e por aí vai. Mesmo não encontrando tempo pra me dedicar, no último dia dos pais ganhei da minha esposa o livro O Inocente, de John Grisham, um dos autores que gosto bastante quando o tema é ficção. Grisham escreveu grandes obras que depois viraram sucesso de bilheteria em Hollywood. Entre elas, Dossiê Pelicano, estrelado por Julia Roberts e A Firma, com Tom Cruise como protagonista. De Grisham tenho três títulos. Além de O Inocente, fazem parte da minha coleção, O Advogado e O Testamento. Todos tratam de temas ligados ao Direito.

   Nesta obra, O Inocente, John Grisham, deixa pra trás a criação sempre bem fundamentada e se atira de cabeça pra mostrar a realidade crua e injusta do sistema juduciário norte-americano. É sobre um ex-jogador de beisebol que vê a carreira ruir. Frustrado, entra pro mundo das drogas e bebidas a fio e, é acusado de assassinato sem nunca ter conhecido ou passado perto da vítima. Uma bela história, que na verdade se trata de uma grande e competente reportagem investigativa.

   Como hoje se inicia mais uma edição da nossa bem sucedida Feira do Livro aqui de Porto Alegre, deixo esta sugestão pra quem vai andar pela Praça da Alfândega pelos próximos dias.

Postado por Jader Rocha, POA

AINDA JACKSON

29 de outubro de 2008 4

de volta à estrada??
   Li a pouco no blog Volume que Michael Jackson pensa em retomar os palcos, ganhar a estrada, o mundo, com uma nova turnê. Já havia escrito noutro post que, por mais que o rei do pop esteja, de fato, querendo recuperar-se diante dos milhares de fãs, nada substituirá em popularidade, criatividade, entrega e qualidade, aquilo que ele produziu na época da parceria com os irmãos nos Jacksons e, já em carreira solo, com Thriller.
  
Michael estaria disposto, até, levar os filhos juntos nesta turnê, mostrando a eles a realidade do mundo do showbusiness, assédio e tudo aquilo que cerca uma estrela deste quilate. Não seria legal, por exemplo, o cantor mascarar a realidade. Pra um bom aprendizado dos filhos, seria muito interessante que tudo fosse feito às claras. Nada de fantasias, bizarrices e egocentrismos.
   Já ouvi e li que ele estaria também a frente de um projeto que visa ressurgir das cinzas uma das boys bands mais populares do final dos anos 80, início dos 90: New Kids on The Block. Tudo estaria bastante adiantado. Pra quem não lembra ou não viu nada a respeito, o New Kids, chegou a tocar no Hollywood Rock em 91, festival de grande repercussão realizado no Rio e em São Paulo.
   Só pode estar de brincadeira!! Com todo o respeito que me merece!!

Postado por Jader Rocha, POA

QUE PAÍS É ESTE?

28 de outubro de 2008 0

   Estava na Zero Hora de sábado uma notícia que me fez refletir sobre a desigualdade de tratamento no que diz respeito as leis de trânsito no nosso país. Nós, cidadãos comuns, fomos enquadrados pela chamada Lei Seca que, desde sua concepção, buscou diminuir os números alarmantes de acidentes, a maioria com vítimas fatais. Em um pouco mais de quatro meses, os índices mostram que, realmente houve uma diminuição. Foram várias as prisões, inúmeros flagrantes de irresponsabilidades ao volante. Nada de álcool, todo mundo, ou grande parte da população brasileira respeitando, pelo menos acredito nisso.
   Mas a reportagem trazia uma abordagem, no Distrito Federal, sobre um jovem de 19 anos, estudante de Medicina, completamente bêbado e dirigindo!! O bafômetro apontou quantidade suficiente pra levá-lo à cadeia. Só não foi porque se tratava do filho do embaixador do Paraguai. Santa lei! Como é possível isso? Porque diferenciar tratamento se a questão envolve as mesmas condições irregulares que estariam valendo pra qualquer um dito “normal”!
   O rapaz, ou melhor, o irresponsável, pagou multa de um pouco mais de 900 reais, foi solto, não teve a carteira apreendida, muito menos viu seus pontos aumentarem e continua por aí, livre, impune e pronto pra beber todas mais uma vez, até que cause algo bem pior. Deu-se uma arma na mão de quem não sabe manusear.
   Que lei é essa? Pra uns serve, pra outros, não?
  

Postado por Jader Rocha, POA

NO AR!!!

27 de outubro de 2008 0

Eu no RBS COP: estréia!/Daniel Musa

   Na cobertura das eleições municipais deste domingo, vivenciei mais uma das inúmeras experiências que a profissão de jornalista me proporciona. Estava escalado pra acompanhar dos céus, literalmente, a movimentação em Porto Alegre e Canoas do pleito e suas conseqüências.

   Em 99 andei pela primeira vez de avião na vida. Fui até o Rio de Janeiro e depois segui a Uberlândia, Minas Gerais, com a delegação de basquete da Ulbra. Na época, estava na Rádio Gaúcha, e nestas duas cidades narrei os jogos do time gaúcho, então participante da Liga Nacional. O time hoje, nem mais está aqui. Eu…bem, eu já ganhei algumas milhas cobrindo de tudo um pouco no esporte da rádio e da tv. De basquete ao futsal, do vôlei ao futebol e também os Jogos Pan-Americanos do ano passado.

   Pois neste domingo fiz minha estréia no RBS COP. Confesso que andei apreensivo. Sabia que não seria ruim, embora algum receio. Nunca havia estado num helicóptero antes. Mas foi só subir pra que a apreensão se transformasse em satisfação. Ao lado do piloto conhecido como Zapa e do cinegrafista, o Sika, pude ter uma visão bastante diferenciada não só da nossa capital, mas também dos municípios que compõem a região metropolitana. Foram aproximadamente três horas sobrevoando diversos pontos. Estivemos em Porto Alegre, contando o desenrolar do trânsito nas imediações da Ipiranga, local tradicionalmente complicado. Voamos, ainda, em cima dos dois comitês dos candidatos Fogaça e Maria do Rosário. Em Canoas, “estacionamos” o helicóptero sobre o Unilasalle, principal ponto de votação da cidade. Antes, pela BR-116 , o trânsito já se tornava pesado no sentido Porto Alegre-Interior, por volta das quatro e meia da tarde.

   Porém, essa estréia me fez presenciar imagens que deixam qualquer um com perplexidade. Nos deslocamos até São Sebastião do Caí. Sobre o Rio Caí, entramos ao vivo na programação da TVCOM, descrevendo a situação extremamente preocupante de dezenas de famílias moradoras das margens do rio. Muitas delas perderam tudo ou quase tudo em função das cheias que atingiram dez metros acima do nível normal. Pelo que pudemos apurar, a Defesa Civil já estava trabalhando na localidade. São cenas tristes, pessoas que com grande sacrifício adquirem um ou outro bem, e numa chuva com a quantidade que caiu nos últimos dias, têm os sonhos, as conquistas perdidas.

   Foi, realmente, um domingo diferente, marcante. Uma experiência profissional bastante válida.

Postado por Jader Rocha, POA

FALTA DE EDUCAÇÃO

24 de outubro de 2008 1

   Moro próximo a um supermercado de uma das grandes redes do país. Pela manhã resolvi ir a pé a esta loja e comprovei o quanto ainda existem pessoas que desrespeitam, ou ignoram as mínimas condições de educação quando estão ao volante.

   Saía eu do supermercado, quando flagrei uma mulher, aparentando 30 anos no máximo, sair numa velocidade acima do permitido na garagem. Só pra lembrar, é um local de alta rotatividade de veículos, grande circulação de pessoas, carrinhos de compras, crianças, motocicletas. Pois bem, dirigia ela, não lembro qual o veículo, qual marca, a pelo menos uns 60, 70 quilômetros por hora. Rasgando mesmo. Não percebi nenhuma intensão em procurar o freio, reduzir marcha, respeitar que fosse, um local com essas características. Passou bem longe de mim, mas poderia ter machucado alguém.

   Fiquei pensando em todas as campanhas desenvolvidas pra que se reconscientize a população em geral, dos hábitos e modos ao dirigir. Como é possível ignorar o respeito a si mesmo e ao próximo? Arriscando-se assim. Seria mesmo imprudência ou falta de educação. As duas coisas, neste caso, andam lado a lado.

Postado por Jader Rocha, POA

MICHAEL JACKSON

24 de outubro de 2008 4

Jackson 5: sonoridade única
   A primeira vez que eu ouvi Thriller eu devia ter uns seis anos de idade. Foi num disco invendável que ganhei graças a uma promoção de uma marca de refrigerante. Você juntava um xis número de tampinhas e tinha o direito de trocar pelo álbum mais vendido da história da fonografia mundial. Algo em torno de 104 milhões de cópias.
   Pra uma criança, a minha primeira reação foi a de querer ouvir e ouvir sem parar, o barulho daquela porta abrindo e rangendo e aquela aterrorizante gargalhada ao final da canção. Sentia medo, só isso. Com o tempo, passei a gostar do som, da batida e do ritmo de Michael Jackson em seus trabalhos. Quando a Rede Globo colocou no ar na década de 90, a minissérie contando a trajetória de Michael e os irmãos, fiquei bastante empolgado em adquirir algo daqueles tempos. Virei um “rato” de lojas de cds. Incansável atrás de um registro sonoro do Jackson 5. Confesso que não encontrei rápido não. Mas valeu a pena. Entre os meus discos, Michael Jackson and The Jackson 5, é um dos preferidos. O álbum traz faixas que remontam a afirmação do grupo como sucesso pleno, no auge década de 70 adentro. Michael já não tinha a voz aguda do menino que, aos cinco anos, já era um fenômeno, sendo o frontman da banda com os irmãos. Jackson se tornara um adolescente inquieto, cheio de problemas e algumas esquisitices, muito em função do que o pai, Joseph, o fez passar desde a infância.
   Mas era o mesmo cantor empenhado em ser o melhor, o único. Cheio de problemas, é verdade. Porém, Michael Jackson. Hoje vendo e lendo notícias a seu respeito e tudo aquilo que aconteceu no seu mundo particular, observo e tenho a certeza de que, por mais tentativas que o pop star faça em recuperar imagem e carreira, hoje decadentes, nada vai se comparar com Thriller e, antes mesmo, com o Jackson 5. Nada mesmo!

Postado por Jader Rocha, POA

O RAPPA

23 de outubro de 2008 3

   A blogueira Grasiane de Oliveira aqui de Porto Alegre, no post Estúdio ou ao vivo, colocou no seu comentário que eu deveria conhecer melhor a banda antes de falar, ou melhor, fazer qualquer comentário a respeito.

   Cara Grasiane. Em nenhum momento eu quis discutir no post a qualidade do Rappa. Não quis desmerecer as obras, letras e músicas compostas pela banda desde o início, lá no começo dos anos 90. Eu só mostrei que ainda não consegui assimilar a sonoridade do disco no estúdio, diferentemente daquilo que ouvi no Acústico e no Instinto Coletivo, outro que tenho guardado na minha coleção. Conheço o histórico do Rappa, sei qual a proposta das letras e dos sons que eles executam, misturando tudo numa escala proporcional e aceitável. Agradeço tua participação, assim como a do Gabriel Martendal, de Itajaí, que me pediu pra ouvir mais duas vezes o novo cd, antes de eu emitir um novo comentário. Tô fazendo isso, viu Gabriel. Tô ouvindo, prestando atenção em cada detalhe e, assim que tiver uma impressão melhor de 7 VEZES, escrevo aqui.

   Este espaço é assim, democrático e aberto.

Postado por Jader Rocha, POA

LÍNGUA SOLTA

23 de outubro de 2008 0

Dia desses fiquei prestando a atenção num sujeito que conheci numa destas tantas andanças que a profissão me proporciona. Era um sujeito de estatura mediana, cabelos escuros, rosto magro. Inquieto, ligeiro. Na profissão dele, recepcionista de hotel, ágil e dedicado naquilo que lhe é o ganha-pão. Só que nada superava o verbo. Nada segurava a mandíbula do cara. Em outras palavras, ele falava pra caramba! Um língua solta de dar inveja ao mais especialista dos especialistas em palestras, oratórias. Meu Deus como o magrela falava!! Uma metralhadora. Em menos de cinco minutos, já havia contado como conheceu a mulher, como se deu a construção da família, os bens materiais adquiridos ao longo da vida a dois, os problemas dos quatro filhos. É… falando pelos cotovelos, ele teve quatro filhos com sua digníssima. Que lábia!
   Entre um causo e outro, entre uma frase curta, outra mais alongada, ele corria no balcão, atendia quem chegasse ao hotel, ajudava no carregamento das bagagens. Sorria, e é claro, falava.
   Numa das mais de cinqüenta coisas que ele me disse, uma me chamou a atenção. O cara é ligado em esporte. Transmissão, programas esportivos. É daqueles que se você pergunta qual era a escalação do Dínamo de Kiev de 1953, ele era bem capaz de ter a resposta. A dedicação dele em torno desse mundo, o fez cometer algo que eu nem imaginava, e não imaginava mesmo que pudesse existir. O cara tinha uma tv velha, daquelas de caixa de madeira, parecida com uma caixa de abelha, pra você que é mais antigo e me lê, a lembrança vai vir, certamente. A televisão era tão velha que conseguia, a pau e corda, reproduzir imagens de emissoras ímpares, inimagináveis!
   Com as economias guardadas, ele tomou posse de uma destas modernas, de plasma, sei lá quantas polegadas. A colocou no quarto. Um troféu. Imagem límpida, som de cinema. A velha? Essa ficou lá também, é, do lado da outra. A de plasma, brilhante, com um ponto de tv a cabo. Trocentos canais. A caixa de abelha, só pras emissoras de canal aberto. E o que é pior!! As duas ligadas simultâneamente. E jogo e jogo. Jogo e jogo. Imagina a mulher do cara! Jogo e jogo. Ele vibrando, pulando com a novidades! Falando então…
   Acredito que numa situação assim, a esposa, dedicada, mãe dos quatro filhos e escanteada pelas duas televisões, deve ter tido vontade de dizer a mesma frase proferida pelo rei espanhol Juan Carlos ao fanfarrão e, não menos falastrão, presidente venezuelano Hugo Chávez:
Por qué nó te calas!!!!!!!

Postado por Jader Rocha, POA

ESTÚDIO OU AO VIVO?

22 de outubro de 2008 4

   Ouvi, ainda não todo, o novo CD do Rappa, 7 VEZES. Confesso que os meus ouvidos não assimilaram bem a sonoridade proposta pela banda. Acho que acostumei eles com o Acústico MTV, trabalho anterior. Lá sim consegui definir bem os detalhes, os timbres e os instrumentos que fazem parte dos arranjos. Aliás, esse é um ponto que me chama a atenção desde que passei a ouvir música, muita por sinal. Prefiro e, a maioria dos meus discos são assim, os ao vivo. Gosto da energia e a empatia entre cantor, banda e público. O peso dos instrumentos refletindo a garra e a disposição de um show se sobrepõe as gravações em estúdio. Acredito que falta química. Fica muito artificial.

   Sou bastante eclético nos meus gostos musicais. No início, quando ainda pedia pro pai ou pra mãe comprar meus vinis, escolhia a maioria de estúdio. Nem sabia ainda diferenciar o gravado em um sala fechada, de um ao vivo. Com nove, dez anos larguei de mão os discos infantis e passei a buscar, ou melhor, pedir os vinis que estavam “estourando” nas rádios à época e nos progamas de tv. Fazem parte desta minha pequena coleção, álbuns históricos como CABEÇA DINOSSAURO, do Titãs, de 1986, NÓS VAMOS INVADIR SUA PRAIA, do Ultraje a Rigor, de 85, VIDA BANDIDA, Lobão, de 1987. Quando comecei a entender a diferença, passei a procurar, garimpar nas lojas, os sons ao vivo.

   Já na era dos cd´s, os clássicos, pra mim clássicos sim, que hoje estão na minha estante, são A COR DO SOM, no Festival de Montreaux, senão me engano em 78, QUEEN, num show antológico em Wembley em 86 e METALLICA com a Orquestra de San Francisco, num registro sensacional e único. Nestes trabalhos todos, ouço e presto bem a atenção nos detalhes que cercam cada canção. É bonito demais perceber a mescla e a junção de instrumentos dos mais variados gêneros. Ecletismo total.

   Agora deixo uma questão em aberto pra que vocês respondam. O que vale mais, estúdio ou ao vivo? 

Postado por Jader Rocha, POA