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Posts de março 2010

O GAÚCHO MILIONÁRIO

31 de março de 2010 0

   De novo…sei…quase um mês fora daqui! Fazer o quê. Tempo de menos, por vezes, falta de inspiração pra escrever. Voltei…Hoje pra falar do novo milionário do país, o gaúcho Marcelo Dourado!

   Sempre acompanhei o Big Brother. Não com tanta atenção como nesse ano! Não sei. Tinha algo diferente. Os personagens escolhidos pra fazerem parte da décima edição. O “elenco” traçado e definido a dedo, detonou uma onda de discussões e variedades na casa mais vigiada do país.

   Marcelo Dourado se tornou um cara de sorte, desde o princípio. Bem como disse Pedro Bial, na sua ode pra anunciar o vencedor. O cara tinha só 20 por cento de chances de entrar na casa, nessa onda “revival” que o diretor Boninho idealizou. Dois ex-participantes teriam o direito de lutar pelo milhão e meio. Pois Dourado acabou beneficiado pela escolha de Josiane, detonada opelos outros confinados na primeira semana. Arrumou inimizades, foi sendo excluído. Reprovação geral a ele.

   O gaúcho mostrou grande percepção daquilo que poderia ser o seu maior trunfo, quando virou o jogo. Chorou, se disse pronto pra interagir mais com os outros. Coração mole, cabeça dura! Dourado foi centrando-se na sua estratégia, colecionou desafetos, por vezes, tornou-se desrespeitoso, assim como foram com ele. Dourado mostrou-se extremamente inteligente. Polêmico, sim, jogador, também. Foi, pra mim, o mais autêntico entre todos os que disputaram a bolada. Cresceu assim durante o período em que não lidou com o mundo real. Prendeu a atenção do país.

   Tomara que saiba desfrutar da fama repetina, outra vez. Agora ele é milionário, mais visado. Que invista bem o dinheiro!

 

 

Postado por Jader Rocha, POA

À ELAS...

08 de março de 2010 3

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   Achei este texto na internet. É de autoria do pensador francês VITOR HUGO, autor de OS MISERÁVEIS. Nele, sintetizo minha singela homenagem a todas as mulheres neste 8 de março:

 

    O Homem e A Mulher

O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.

Postado por Jader Rocha, POA

O SEM NOÇÃO

04 de março de 2010 2

   Sigo com bastidores da carreira. Situações engraçadas, nem tanto, constrangedoras, consagradoras. Vamos lá.

   Mais uma dos tempos da rádio. Campeonato Brasileiro de 1997. O mesmo ano por sinal da classificação heróica do Juventude. Antes da vaga, da festa e do meu mico no Salgado Filho, o time de Caxias vacilou. E numa das rodadas, caiu de quatro pra Portuguesa em pleno Alfredo Jaconi.

   Gilson Nunes era o treinador. Eu, naquela noite, coordenava a jornada da Gaúcha. No intervalo, aproveitei pra me comunicar, bem rápido, com um dos nossos repórteres no estádio. Pedi que fosse ouvir a torcida, já que não se tinha, ainda, o hábito de manter um profissional nas arquibancadas, durante todo o evento, medindo o sentimento do torcedor.

   Pois bem. Um dos nossos aproximou-se do alambrado que dividia a social do Jaconi com o campo. Próximos mesmo! Tinha muita gente aglomerada atrás do reservado do Juventude, que aquela altura do jogo, intervalo, já levava dois a zero.

   Nosso bravo repórter, encaminhou-se cheio de estilo ao povo e saiu perguntando o que acontecia com o time, a derrota. O primeiro a responder, não teve dúvidas. Encheu a boca e soltou essa:

   “-Esse Gilson Nunes nem treinador é. Devia estar em casa isso sim, cuidando da família. É um baita @#$%¨&*, um !@#@!@#$%. Que baita *&¨$%¨&, que contratam!!”

   Nem preciso dizer o que houve na sequência. Segundos de silêncio total e muitas gargalhadas. Quem disse que a gente conseguia retomar a transmissão??

Postado por Jader Rocha, POA

O BEBUM INCOVENIENTE

02 de março de 2010 4

   Essa é outra dos tempos de Gaúcha. Corria o primeiro semestre de 1998. O mundo esperava por mais uma Copa. A da França. A seleção de Zagallo preparava-se. Os estaduais, a exemplo de 2010, eram rápidos, enforcados no calendário.

   Pois bem. Por aqui, no nosso Gauchão, Inter e Juventude credenciavam-se pra final. O Grêmio, de Lazaroni, lembram dele??, havia ficado no meio do caminho. O Brasil de Pelotas tratou da eliminação histórica nas quartas-de-final.

   Vencido o primeiro jogo, no Alfredo Jaconi, restava ao Juventude o empate, em pleno Beira-Rio, pra garantir a inedita taça. Só pra recuperar o resultado de Caxias, três a um Juventude.

   Eu estava escalado para ser um dos repórteres de torcida. Iria para a superior do Beira-Rio, colar na papada. Durante a transmissão, intervir, relatando a movimentação, festa, ouvindo um e outro. Tudo certo.

   Quarenta do segundo tempo. O zero a zero teimava no placar. Bom pro Juventude, campeão gaúcho com o resultado. A torcida colorada já ensaiava as vaias pro time de Lori Sandri. Do lado verde, festa era pouco. Um barulho muito grande, pra quem tinha a minoria no estádio. E eu lá a postos.

   Numa dessas, o Pedro(Ernesto Denardin) que narrava a partida, pede pra que todos fechem seus microfones, pois ele queria me ouvir. Queria que eu descrevesse como andava a comemoração da torcida do Juventude com a taça que pintava. Me concentrei e fui à luta.

   Abri dizendo que festa era realmente muito grande, inesquecível, que já tinha torcedor chorando, outros abraçados rezavam. Um fanatismo e uma euforia condizente com o tamanho da façanha que se aproximava. Emendei o boletim, anunciando que iria entrevistar um desses torcedores. Lá fui eu. Microfone em punho, me viro pro primeiro que vejo a minha esquerda e tasco a pergunta:

   “-E aí amigo. E essa festa, essa conquista histórica do Juventude. O que dizer?”

   Fiz a pergunta e percebi que o sujeito escolhido estava completamente bêbado. Azar o meu. Já era tarde pra voltar atrás. Deixei o cara falar:

   “-Muito bonita a festa, coisa linda. Dá-lhe papada e !@#$%¨&-se a Gaúcha…”

   Silêncio constrangedor no ar. Dois, três segundos que pareceram mais, sem dúvida. O Pedro seguiu narrando. O Juventude foi campeão…e o bebum teve seu momento de glória, graças a minha imprudência!! Acontece…

  

Postado por Jader Rocha, POA

RETOMANDO E COM HISTÓRIAS!

01 de março de 2010 0

   Salve gente! Período longo. Andei afastado daqui. Motivos dos mais variados. Correria é sempre a primeira desculpa pra explicar a ausência. Mantenho, embora pouco convença. Mas vamos lá!

   Essa aconteceu comigo ainda nos primórdios de RBS. Era meu primeiro ano na Rádio Gaúcha, estagiário do esporte, lá por outubro de 97. Fui escalado pra cobrir o desembarque do Juventude no Salgado Filho. O time de Caxias vinha de um a zero a zero em Salvador, contra o Bahia. O resultado classificou a equipe da serra a um dos quadrangulares semifinais do Brasileirão, algo inedito até então.

   Com toda a disposição e um pouco de ansiedade, me dirigi pro aeroporto. Iria entrar ao vivo no Pré Jornada, a época ainda sob o comando do Macedão. Antônio Carlos Macedo, hoje a voz do Gaúcha Hoje e do Chamada 1ª edição. Já havia feito algumas entradas ao vivo naquela temporada. Nada novo. Mas sabe como é né. Qualquer coisa que se vá fazer, no início de uma carreira, é motivo pra deixar a gente com essa ansiedade.

   Lembro bem. O Salgado Filho, o velho Salgado Filho, pequeno, acanhado, recebia uma multidão de torcedores. Vindos da serra, aguardavam com muita festa o desembarque daquela delegação vitoriosa e na história do clube. Era muita gente de verde e branco. E eu lá. Com um telefone celular jurássico em mãos, um do tamanho de uma garrafa de 600 ml de refrigerante, aguardei o momento de fazer o registro.

   A produção me ligou e fiquei na linha, esperando. Macedo, então, me chama e eu começo a descrever o ambiente. Citei o local, o que havia, a festa da torcida e parti pras entrevistas. De costas pra mim, um senhor de camisa social, bem alinhado, parecia alheio a muvuca instaurada. Sereno, apenas observava. Não tive dúvidas. Encostei e com uma das mãos, enquanto relatava ao vivo, o chamei pra entrevista. Acreditei, olha só quanta ingenuidade de principiante, que o tal senhor, era o presidente do Juventude. Nem imaginava que o mandatário principal do clube viajava junto com os demais. Não imaginava e por inexperiência, não me informei.

   Pois bem. Saí conversando com o “dirigente”. Dei-lhe os parabéns pela vaga, pela campanha, falei da festa, algo parecido com isto:

   “-Presidente Carlito Chies, que festa bonita e inesquecível, parabéns!”, disse-lhe.

   Ao que prontamente, ele me respondeu:

   “-Muito obrigado, realmente uma festa bonita, histórica…mas quero dizer que não sou o presidente do Juventude, gostaria muito, mas não sou. Sou o deputado Kalil Sehbe e blá, blá, blá…” 

   Fiquei sem ação. Não sabia o que dizer. Pensei rápido e saí pela tangente. Segui a conversa, despistando sobre meu erro. No fim da entrevista, pedi desculpas, fora do ar claro, e fui embora. Desconsolado, por sinal.

   Por sorte, o episódio do aeroporto não teve grandes consequências. Aprendi bastante, isso sim.

   Amanhã, mais bastidores e outras pérolas!!  

Postado por Jader Rocha, POA