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Posts de setembro 2010

GRÊMIO EMPOLGOU

30 de setembro de 2010 5

   O time que Renato mandou a campo, por necessidade, pode ser considerado um “Frankenstein”. Todo remendado. Improvisos que resultariam, dadas as circunstâncias, em desentrosamento, falta de qualidade, apreensão até. Não foi nada disso que aconteceu na noite primaveril do Olímpico.

   Especialmente pelo o que time produziu no lado esquerdo. Renato conseguiu encaixar Gílson, na dele, Lúcio, mais Douglas. O São Paulo passou a se preocupar em não dar espaços ao time gaúcho por aquele setor. E por ali, o Grêmio cresceu. Na direita, não dá pra afirmar que isso se repetiu. Edílson carece de melhor finalização. Erra bastante em alguns fundamentos, alguns essenciais pra função que desempenha. É bom afirmar que por alguns instantes, os passes errados predominaram, baixando um pouco a qulidade técnica da partida.

   O árbitro Ricardo Marques Ribeiro, com o escudo “Fifa” no peito, merece um parágrafo a parte. Percebi certa arrogância em determinados lances, desatenção em outros. Falta de critérios, igualmente. O pênalti pro São Paulo justifica. Só ele viu. Quase interfere no resultado, consertado pela capacidade do Grêmio em sair da desvantagem.

   Renato mexeu, montou seu “Frankenstein” e ele correpondeu. O Grêmio ganhou bem, subiu na tabela. Engrena de vez numa etapa fundamental do Campeonato Brasileiro.

DEU FELIPÃO CONTRA ROTH

29 de setembro de 2010 7

   Foram vários os desfalques, muitas as incertezas quanto ao desemepnho do time, a tal lei da compensação que eu havia escrito no post anterior. O Inter encarou o Palmeiras em Barueri e por alguns instantes, deu mostras de que poderia ter tido melhor sorte.

   Foi muito pouco a amostragem colorada. Edu e Damião se esforçaram lá na frente. O time obrigou o goleiro Deola a fazer defesas difíceis, segurar o empate, assustar a torcida palmeirense. O Inter criou, perdeu e parou. Teve muitas dificuldades em segurar o ataque palmeirense. O que se viu, foi uma clara falta de entrosamento de algumas peças dos setores de defesa e meio-campo. O Palmeiras explorava os contra ataques e o Inter se apequenou.

   Marcos Assunção tratou de mandar pra longe as espenças vermelhas. Duas belas cobranças de falta, dois gols e a certeza de que o Inter, por mais esforço que fizesse, por mais vontade que tivesse, superaria a barreira defensiva armada por Felipão com seus quatro volantes. Estratégia utilizada com plena audácia e perspicácia aqui no Olímpico, quando da vitória sobre o Grêmio.

   E hoje não houve Andrezinho que resolvesse. Não houve Giuliano que pudesse arrancar em velocidade, ou arrumar um lance de técnica apurada pra buscar melhor sorte. Nem Renan, de boas e seguras atuações anteriores. Hoje não. Deu Felipão contra Roth e o caminho colorado pro título ganha novos contornos. Um verde, escuro e pesado, na quarta do interior paulista.

LEI DA COMPENSAÇÃO

29 de setembro de 2010 2

   Celso Roth não tem como lamentar. Nem pode. Campeonato longo assim, dá nisso. Suspensões, lesões, desfalques. Tudo faz parte, é do jogo, da rotina da competição. Por isso, ter grupo numeroso, mas especialmente, qualificado, ajuda e muito. O Inter testa logo mais contra o Palmeiras a força desse grupo. É a tal da lei da compensação.

   Roth não terá D´Alessandro, suspenso. O gringo vem sendo o principal jogador desde a conquista da Libertadores. Em compensação, Andrezinho ganha a chance. O reserva mais do que imediato, renova a possibilidade de brigar por uma titularidade. Respaldado pela confiança e o golaço de falta diante do Corinthians, Andrezinho será um dos articuladores no interior paulista contra o Palmeiras. Não tem a característica de D´Alessandro, cadencia mais. No entanto, tem uma força física interessante e uma bola parada inquestionável.

   Na direita, Nei dá lugar a Glaydson. Embora não seja da função, o volante que atua improvisado, quer mostrar a Roth que pode ser uma alternativa no lado do campo. Já jogou assim ao longo da temporada. A marcação, um dos pontos positivos entre as peculiaridades de Glaydson, somada a maior experiência na comparação com Daniel, outro que andava de olho na vaga, ajudará, se bem executada, pra conter os avanços do Palmeiras de Felipão.

   Alecsandro estará de novo no banco. Damião, que no domingo passou trabalho pra superar a barreira defensiva do Corinthians, continua com a nove, mas a simples presença do goleador colorado no banco, aumenta a responsabilidade do garoto em ter uma atuação satisfatória.

   São alguns dos exemplos que os colorados assistirão a partir das sete e meia da noite em Barueri. A força do grupo do Inter colocada a prova. Essa é a hora!

O JOGO DO OLÍMPICO

28 de setembro de 2010 1

Gustavo Manhago me trouxe um dado interessante a respeito de Grêmio e São Paulo e os últimos confrontos entre os dois. Dos três jogos recentes, duas vitórias do São Paulo, 2 x 1 em 2009 e 3 x 1 este ano, antes da parada pra Copa, e um empate, 1 x 1, também em 2009. Notem. O São Paulo marcou seis gols. Sabe quem fez todos eles? Dagoberto.

O atacante que vem sendo uma grande dor de cabeça pros gremistas, amanhã não começa o confronto. Sorte? Talvez. Será um a menos no meio das dificuldades que vão se impôr ao time de Renato. Não dá pra contar como um confronto fácil, por se tratar de um adversário que não engrena. Esse São Paulo, oscilante na mão do iniciante Sérgio Baresi, é perigoso e com alguma qualidade. Menor, claro, na comparação com os anos anteriores. Sem Dagoberto, sem Fernandão e Jorge Wagner. O que, convenhamos, ajuda, contribui, mas não aumenta a vantagem gremista pra um patamar incomparável. Grêmio e São Paulo se equivalem. As grandezas se comparam. Os resultados que citei na abertura do post, são mais do que exemplo. Servem de alerta.

Pra ganhar e embalar de vez, resta ao Grêmio se posicionar em campo da maneira como vem fazendo longe do Olímpico. Marcando sob pressão, encurtando os espaços e tendo a posse de bola a maior parte do tempo. Importante, igualmente, é o poder de definição. Tendo a chance, não exitar pra fazer os gols que podem render uma tranquilidade pra sequência do jogo.

É preciso usar a inteligência a saber explorar os pontos vulneráveis dos paulistas. De lá, Richarlyson afirma que o time em campo tem que se ajudar. Não cita nomes, mais deixa explícito que não há uma sintonia tão evidente. O Grêmio terá, mais uma vez, o apoio do torcedor. Será uma grande quarta, apostem.

MUDAR É PRECISO

28 de setembro de 2010 2

Amigos blogueiros, seguidores do twitter, telespectadores! Precisamos estar sempre em movimento. Caminhar rumando na busca por algo que nos satisfaça, nos orgulhe. Quem me acompanha sabe que, de um tempo pra cá, passei a priorizar este espaço aqui pra deixar minhas impressões a respeito do mundo dos esportes, somando a tudo quilo que sempre escrevi.

Pois bem, pensando na valorização cada vez maior deste espaço, graças a vocês que me lêem, resolvi personalizar mais o blog. Se bem observaram, o topo está de cara nova. A minha “cara”. Mudou o padrão da letra que dá nome ao espaço. Uma inovada legal, deixando ele com atratividade suficiente pra quem acompanha.

De cara nova. Mudar é preciso, sempre!

OS TREINADORES

27 de setembro de 2010 0

   Mais do que comemorar as vitórias importantes do final de semana, as torcidas de Grêmio e Inter podem se orgulhar do desempenho dos técnicos. As contribuições de Renato Poartaluppi e Celso Roth foram determinantes, na busca pelos resultados.

   Roth soube explorar com maestria e estrela o potencial que dispunha pro jogo decisivo com o Corinthians. Vendo as dificuldades iminentes, recorreu a Andrezinho e Alecsandro pra tentar garantir os três pontos. Andrezinho sempre foi uma espécie de décimo segundo titular. Falta-lhe ritmo, não falta empenho e dedicação. O gol de ontem, o do desafogo, saiu da melhor característica do meia. Uma cobrança com habilidade e precisão. Mérito dele, claro. Mérito de Celso Roth, por entender que era o momento de lançá-lo no jogo. Alecsandro é um caso diferente. Com a importância de ser o artilheiro do time na temporada, entrou pra resolver o problema ofensivo. Leandro Damião não conseguia superar a marcação de William e Paulo André. Um ou outro lance, mas muito pouco, abaixo do que ele mesmo vinha desempenhando. Alecsandro entrou e como tem estrela, respaldada pela estrela do treinador, fez o seu.

   No Grêmio, Renato reconstruiu o time. Recriou a equipe a partir da consolidação de uma dupla de goleadores. Borges e Jonas tinham a missão de garantir lá na frente, na medida em que o técnico observava o restante do grupo, remontando a equipe do meio pra trás. Mérito de Renato, o de resgatar o futebol de bastante virilidade e qualidade na saída do jogo, de Fábio Rochemback. Não só o redescobriu, como também lhe deu a braçadeira de capitão. Rochemback simboliza, por que não, a guinada do Grêmio neste Campeonato Brasileiro. Há ainda Adílson. O mais regular do time, tirando Jonas. Tá jogando uma enormidade. Na zaga, os acréscimos de Vílson e Gabriel, deram o suporte que Renato precisava pra estabilizar o setor. Jogadores de confiança do treinador. Contratados por indicação e que chegaram e assumiram a titularidade. Ponto pra Renato.

   A dupla GreNal está bem servida. Cada um com seus conceitos, suas ideias e muiota competência.

DOMINGO LUXUOSO

26 de setembro de 2010 2

   Foi daqueles domingos pra encher de orgulho gremistas e colorados. Resultados significativos que elevam a moral das torcidas, dos times do Rio Grande do Sul, rumo aos seus objetivos neste Campeonato Brasileiro.

   Começo pelo Beira-Rio. Lá, narrei pelo PFC, a grandiosa vitória colorada sobre o até então líder Corinthians. E não é a toa que os paulistas se mantém nas duas primeiras posições na tabela desde o começo da competição. É um time muito bem estruturado. Tem volantes que se sobressaem na comparação com os demais. Dois atacantes que compensam a baixa estatura com muita mobilidade e um sensível faro pro gol. Esse Corinthians, bem armado por Adílson Batista, parou no Inter.

   Foi uma tarde de D´Alessandro. De novo, o principal jogador da equipe colorada. Por ele passaram as principais jogadas. Com ele, o Inter procurou ditar o ritmo, impôr sua força. Na marcação, me surpreendeu Glaydson. Foi bastante eficiente. Muito seguro, no desarme, especialmente. A vitória marcada pela estrela de Andrezinho na última bola, passou igualmemte pelas estrelas de Celso Roth e Alecsandro. O treinador, por dar ao centroavante a chance de voltar a atuar depois de 45 dias. Bastou um lance pra que o goleador colorado marcasse. Mérito do técnico. O Inter avança, segue firme na briga pelo título. Uma tarde vermelha em Porto Alegre.

   No interior mineiro, o Grêmio começou apequenando o Atlético. Começo fulminante e até surpreendente. Marcação no campo advrsário. Laterais passando o tempo todo, firmeza dos volantes ao segurar as raras investidas atleticanas. Nem mesmo a estreia de Dorival Júnior garantiu ao Atlético um começo diferente. Só depois que o Grêmio abriu dois a zero, os espaços foram aparecendo. O Grêmio, de forma até inexplicável, recuou. Cedeu campo aos mineiros. O Atlético, descontou.

   A etapa final fluiu assim. Atlético em cima, Grêmio nos contra ataques. Com a bola nos pés, Douglas sobrou. Levou o Grêmio pra frente. Está plenamente recuperado por Renato Portaluppi. Jonas esbanja oportunismo. Adílson e Rochemback crescem a cada rodada. Se firmam a frente da defesa. Hoje, o garoto Fernando destoou. Sentiu o jogo, esteve abaixo dos demais. Grande vitória. A terceira em sequência, longe do Olímpico. Uma campanha de segundo turno irreparável. Falta engrenar em casa. Quarta, mais uma oportunidade diante de um instável São Paulo.

   Um domingo maiúsculo pras duas torcidas. Todo mundo de bem, dormindo com a cabeça aliviada!

GRÊMIO: REAPRENDER A GANHAR EM CASA

24 de setembro de 2010 3

O Gauchão desse ano transcorria com a naturalidade que lhe é peculiar. Abril era o mês. Engrenava o segundo turno, jogos eliminatórios. No Olímpico, outra vez repleto de gremistas, Beto Almeida e seu Pelotas, trataram de iniciar uma rotina da qual esses torcedores do Grêmio andavam desacostumados. O Pelotas, fez dois a um. Além de ganhar, quebrou uma série que havia se iniciado a bastante tempo. Dois mil e oito pra ser mais preciso. O Grêmio, de quebra, era eliminado da Taça Fábio Koff.

Logo na casa tricolor. Alvo de grandes e inúmeras preocupações pra qualquer adversário. Aquela derrota iniciou um novo período. Embora a supremacia do Grêmio em jogos no Olímpico na temporada, os números que hoje vou ilustrar no TVCOM ESPORTES, se mostram bem diferentes desses três últimos anos. Adianto aqui:

GRÊMIO EM CASA 2010:

31 JOGOS

19 VITÓRIAS

5 EMPATES

7 DERROTAS

Destes, duas derrotas se deram no Gauchão. Além do Pelotas, o Grêmio também acabou derrotado pro Inter, na última partida do campeonato. A que rendeu o título, um a zero, gol de Giuliano. Pela Copa Sul-Americana, uma única partida. Derrota de dois a zero pro Goiás. Aliás, essa a maior diferença de gols que o Grêmio sofreu em seu estádio no ano. As quatro outras derrotas aconteceram no Brasileirão. Curiosidade: todas elas por 2 x 1. Os vitoriosos: Fluminense, Corinthians, Santos e Palmeiras.

De todos os empates, dois foram no Gauchão. São Luiz e Veranópolis seguraram o um a um. Outros três estão contabilizados na campanha do campeonato brasileiro. Vitória, Vasco e por último, o Flamengo. No  dois a dois da quarta passada, o Grêmio sofreu o maior número de gols quando empatou aqui. Diante do Vitória e do Vasco, havia sofrido um gol só. Mais: pra quem andava acostumado a ganhar praticamente de todo mundo entre 2008 e 2010, ficar quatro partidas sem vencer em casa, pode ser considerado anormal. O Grêmio tem isso no currículo atual. Aconteceu entre 14.07 e 12.08. Quase um mês! Quatro jogos, com dois empates e duas derrotas.

Os números comprovam. A perda de pontos no Olímpico, implica nesta campanha de altos e baixos que o Grêmio realiza. Se tivesse, por exemplo, vencido Palmeiras e Flamengo, os últimos jogos aqui, somaria cinco pontos, nos atuais 30. Não estaria em décimo primeiro lugar. Com 35 pontos, o Grêmio, hoje, brigaria por vaga na Libertadores. Estaria empatado com o Santos.

Uma realidade que pode ser mudada. Mas é preciso reaprender! Assim como tudo na vida!

A ONDA XAVANTE

23 de setembro de 2010 35

Recebi, por email, um texto que demonstra fielmente o sentimento que os torcedores do Brasil de Pelotas nutrem pelo clube, pelo time, mesmo sem ter assim, grandes conquistas no currículo. Especialmente nestes últimos anos em que o Brasil mergulhou em alguns episódios de profunda repercussão e sofrimento. O texto, foi-me enviado pela repórter Alice Bastos Neves, pelotense e xavante de carteirinha e faz parte do movimento Onda Xavante que mobiliza torcedores do Brasil pela internet. Segue o texto, desabafo:

“Saudações Xavantes.

Ser XAVANTE é uma grande benção. Querer ser XAVANTE e ainda ser campeão, é pedir demais.
Ninguém merece tanto.

Ouvi isto neste final de semana. Achei sensacional.
É o que penso. Não estou nem aí se somos campeões ou não. Sou XAVANTE, ponto.

Já cruzei o Cabo da Boa Esperança (e da ruim também) e nunca gritei “É Campeão!”. Pelo menos, não um título importante.
E não estou nem aí. Continuo Xavante igual. Feliz por sê-lo.
E depois de mim, muitos outros vieram. Inclusive meu filho, nascido e residente em Porto Alegre durante toda a sua vida.
Sabe o que ele me disse domingo depois do jogo? Não estou nem aí, o bom é ser XAVANTE!

Não é verdade que diminuímos. A cada ano que passa somos mais e melhores.
No meu tempo de guri era difícil se encontrar quem fosse só Xavante. No meu bairro todos eram Xavantes (uma minoria era …, deixa para lá) e gre-nal.
Sempre foi assim. Isto sem falar nos Flamenguistas, Fluminenses, Vascaínos, Santistas, etc …
Acho até que hoje em dia existem muito mais só Xavante que antigamente.

E é até bom que não aconteça de sermos campeões. Ficaríamos insuportáveis.
Pelotense já é soberbo por natureza. Mais cheio que intestino de velho com prisão de ventre.
Se for XAVANTE, então, se acha o cara.
Imagina ser pelotense, XAVANTE e ainda campeão!
O mundo nunca mais seria o mesmo. Haveria uma nova era. AX e DX. Antes do XAVANTE campeão e Depois do XAVANTE campeão.
É melhor não. Deixa assim. A humanidade não está preparada.

Se a minha preocupação fosse ser campeão, eu torceria para o São Paulo, Barcelona, Inter de Milão, …
O que eu gosto é de sentir a alegria na arquibancada, é o “tem que olhar, para aprender …”, ouvir os treme-terras fazendo a chamada, é ver a cara de inveja dos adversários, o cheiro da maconha, a cachaça, a excursão, a chegada no estádio, o acreditar que dá, a expectativa, a ansiedade, a angústia, os jantares da Onda Xavante, enfim, os pequenos detalhes que nos fazem únicos, que geram emoção.

Dos outros, não tenho inveja de seus títulos, tenho pena por terem uma alma tão desnutrida de paixão, por terem sentimentos tão pobres.
Eu sou XAVANTE, sou feliz!”

Abs.

Ivan Holsbach Schuster
Ser XAVANTE não é para qualquer um!

NEYMAR FORA DA LISTA, PONTO PRO MANO!

23 de setembro de 2010 0

A ausência do atacante santista é, sem dúvida, o maior fato da lista divulgada há pouco por Mano Menezes. Neymar não estará com a seleção no mês de outubro, quando o Brasil se reunirá mais uma vez, agora espera-se pra atuar ao invés de treinar. Mano agiu de forma correta, coerente.

Como sempre, Mano Menezes, do alto de uma calma e sobriedade marcantes, apenas justificou a não convocação, por entender que o futebol vibrante e vistoso do jogador neste momento está abafado pelos problemas extra campo. Dessa forma, o técnico da seleção brasileira ganha pontos preciosos no processo. Não se deixa influenciar, mostra a todos que a indisciplina caminha longe do seu trabalho, independente do quilate do jogador e a importância dele pro time. Neymar vai voltar a ser convocado, isso é fato. Por enquanto, pensa na vida e fica de fora.

No mais, há um equilíbrio e a clara intenção de Mano em observar os jogadores em idade olímpica. Gostei da chance dada ao lateral Mariano, do Fluminense. Muito bom no apoio e um dos bons nomes desse Fluminense que briga pelo título do Brasileirão. A presença de Victor é mais do que justificada. Mantém o padrão de atuações regulares, inclusive com o acréscimo de defensor de pênaltis e é o titular do Brasil com Mano. Giuliano, do Inter, é premiado especialmente pelo que fez na Libertadores. Goleador do Inter bi campeão, funcionando bem na articulação. Tem enfrentado alguma dificulade pós Libertadores. Posicionamento e desgaste podem até justificar essa pequena queda de rendimento. Mas, certamente, convocado, um Giuliano mais talentoso ainda surgirá com a camisa do Inter, já no confronto com o Corinthians.

Assim caminha Mano Menezes e o novo conceito de seleção. Coerência, calma e uma alta dose de conhecimento do que faz. Estamos no caminho certo!