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Posts de outubro 2010

PERGUNTAS E RESPOSTAS

29 de outubro de 2010 8

   Complicou a vida do Grêmio rumo à vaga na Libertadores?

Sim, complicou. Está mais difícil, até pela sequência do campeonato, a tabela. Não impossível. Tem que ganhar o máximo de pontos possíveis fora e todos os jogos em casa.

   Renato errou na escalação inicial?

Sim, errou. Sem Rochemback e Adílson, o correto seria começar o jogo com Ferdinando, único volante que estava disponível. Ao deixar o meio com jogadores de criação e Vílson como o da contenção, vulnerabilizou o setor. Souza estava fora de ritmo, não teria como acompanhar os demais até o fim. A exemplo do GreNal o time deu espaços pra que o adversário trabalhasse a bola. Foi assim que saiu o primeiro gol do Fluminense.

   Héber Roberto Lopes errou ao não dar o pênalti em Jonas?

Errou feio. Houve o contato único do jogador do Fluminense no corpo de Jonas. Pênalti de carteirinha, de concurso. Prejudicou o Grêmio.

   Souza errou ao bater boca com o torcedor via twitter?

Errou, claro. Pessoa pública, jogador, exemplo. Não tem como passar por isso. Entendo, no entanto, que houve exagero em quem o ofendeu, o incomodou. Não é correto usar esse espaço pra tal fim.

   Mano Menezes acertou na convocação da seleção brasileira?

Sim, mais uma vez. Traz de volta  Ronaldo Moreira depois de ouvir do próprio jogador que ele quer se empenhar com a camisa do Brasil. Tanto que um esquema será montado pra dar a Ronaldo toda a condição de mostrar suas virtudes. Um time com Neymar, Ronaldo, Robinho, pode ser muito criativo e rápido. Os argentinos que esperem. Me agradou bastante, inclusive, a convocação de Neymar. É diferenciado. Tem que estar na lista sempre!

   Foi justa a convocação de Douglas?

Sim, justa. Reabilitado por Renato, deu a volta  por cima e a fase atual, condiz com aquela que o consagrou no Corinthians, com o próprio Mano. Articulador de pé esquerdo, é artigo raro no futebol brasileiro. Não sei se será titular. Mas vejo como bela alternativa no confronto diante dos hermanos.

DECISÃO NO RIO

28 de outubro de 2010 6

   O Grêmio joga pelo futuro logo mais. Encara o Fluminense, o Engenhão, o líder. Vale proximidade com a Libertadores, porque não, vale a briga pelo título. O retrospecto favorece o Grêmio. Não só os números do confronto, mas as atuações e a subida e melhora da equipe, amplamente discutida.

   Renato não terá Fábio Rochemback. Sem o líder do time, uma das referências, apela pra Ferdinando. Sombra daquele Grêmio de Silas que ficou pra trás, pra alívio da torcida. Aquele Grêmio já não mais existe. Por sorte e mérito de Renato. Nunca é demais lembrar que, aquele Grêmio, com Silas e tudo, com Ferdinando e tudo, tem no currículo uma vitória contra esse mesmo Fluminense, impondo autoridade, respeito, na Copa do Brasil.

   Foi no distante 29 de abril, Macaranã. Esse mesmo, fechado pra reformas visando a copa brasileira. Naquela noite o Grêmio jogou muito. Provou que era possível jogar bem, construir o resultado. Marcou forte, saiu rápido nos contra ataques. Convenceu. Douglas atuou como nunca. Dois gols, assistências. Foi o dono da bola naquele dia. Falei em Douglas e cito o outro camisa dez. Conca. No Fluminense é a referência. Capitão do time, mas que passa por instabilidade. Anda chateado por não ter sido procurado pelo clube pra renovar o contrato. Douglas está em estado de graça. Reabilitado por Renato, passa melhor fase desde que desembarcou por aqui

   Gremistas de olho a noite, ligados! Passar pelo Engenhão significa manter esperanças. É decisão no Rio!!

O FUTURO DO GRÊMIO

26 de outubro de 2010 11

   Paulo Odone é um homem ambicioso. No sentido bom da palavra. Na volta ao Grêmio, em dezembro irá começar o quinto mandato a frente do clube, espera ser mais uma vez vencedor. Mas vencedor com grife e não medirá esforços pra que isso aconteça. A primeira providência já está sendo tomada. Passa pela renovação de contrato de Renato Portaluppi, o projeto ambicioso do recém eleito presidente gremista.

   É visível no semblante de Odone a motivação que o move pra mais dois anos de presidência. Confidenciou-nos no TVCOM ESPORTES desta segunda, que manteve os primeiros contatos com Renato e seu procurador. Todos discutindo o futuro do Grêmio. Odone quer Renato e Renato quer o Grêmio. As discussões se dão num momento de afirmação do treinador e do clube. O presidente entende que Renato merece valorização. Sabe que terá que reajustar o salário do grande ídolo da história do Grêmio a ponto de convencê-lo a ficar aqui. Mais. Odone quer renovar com Portaluppi até o mês de dezembro de 2012. Dar, além da estabilidade no emprego, chance de ser o técnico do time na inauguração da Arena, a realidade imediata no futuro tricolor.  

   Facilita o acerto com Renato, justamente essa vontade que ele tem em se tornar importante no projeto que passa pela conquista de grandes títulos. Pelo que pudemos apurar, Odone, Renato e o homens do novo departamento de futebol do Grêmio, almejam estar numa Libertadores em, no máximo, 2012. É possível que o caminho se encurte em pelo menos uma temporada. A campanha atual faz com que isso seja ainda viável.

   O presidente vai atrás de recursos pra dar ao treinador, condições de formar um grupo com qualidade a ponto de buscar grandes conquistas. Parcerias com investidores não estão descartadas. Aliás, são uma realidade que também se apresentará nessa gestão que se inicia em dezembro próximo.

   Não vai faltar empenho, criatividade. Se vai dar certo? Só com o tempo pra sabermos!

BRA-PEL: A RIVALIDADE NO SUL DO RIO GRANDE

25 de outubro de 2010 3


Esse é o título do mais novo livro que trata de uma das grandes rivalidades da história do futebol gaúcho. A pedido do autor, um dos grandes jornalistas e radialistas do nosso Rio Grande, divulgo pros apreciadores de plantão. O lançamento será no dia 30 de outubro, sábado, na Feira do Livro de Pelotas, às 18h, na Praça Coronel Pedro Osório.

A obra, de autoria do jornalista e radialista J. Éder, foi produzida a partir das fichas técnicas dos 347 clássicos e recheada de histórias dos confrontos entre Grêmio Esportivo Brasil e Esporte Clube Pelotas. Como define o autor, “uma grande reportagem, que utilizou como fonte antigos jornais, livros e revistas arquivados na Biblioteca Pública Pelotense, além de consultas a testemunhas e personagens de Brapeis de diferentes épocas.”

O primeiro Bra-Pel transmitido por rádio, o clássico em dia de final de Copa do Mundo, goleadas, viradas espetaculares, surpresas, emoções e curiosidades. “BRAPEL – A rivalidade no sul do Rio Grande” consome mais de duzentas páginas com dezenas de histórias como estas, amplamente ilustradas com fotos ao longo do texto. Cada capítulo conta as histórias dos clássicos de cada década, em relato que começa antes mesmo da fundação dos clubes. Na parte final da obra, mais de sessenta páginas com as fichas técnicas de todos os Brapeis disputados até outubro de 2006, data do último confronto.

“BRAPEL – A rivalidade no sul do Rio Grande” é uma publicação da Editora Livraria Mundial, de Pelotas. Contatos pelos telefones (53) 3225-2699 (editora) e 9112-4410 (autor). Após o lançamento o livro estará à venda também pelo site da editora: www.livrariamundial.com.br .


Perfil do autor:

J. ÉDER – José Éder Amaral Santos, nascido em Cruz Alta (RS) em 04.06.1960. Jornalista e radialista há 32 anos. Por 19 anos trabalhou como repórter, apresentador e chefe de telejornalismo da RBS TV em Cruz Alta, Santa Rosa, Pelotas e Rio Grande; e dois anos como chefe de jornalismo da TV Pampa Pelotas. Atualmente é narrador de futebol da Rádio Universidade de Pelotas.

A LISTA DE ROTH

25 de outubro de 2010 3

   Acabo de ver a lista que o Inter divulgou pro Mundial de Clubes. Sempre, reiterando, que trata-se de uma lista inicial e que sete desses jogadores serão cortados. Abaixo, a reproduzo e a seguir aponto quem deve ficar de fora do maior campe0nato de clubes do planeta. Eis os 30 de Roth:

Goleiros: Renan, Pato Abbondanzieri, Muriel e Lauro.
Zagueiros: Índio, Bolívar, Sorondo, Juan, Ronaldo Alves e Rodrigo.
Laterais: Nei, Kleber, Bruno Silva e Daniel.
Volantes: Guiñazu, Wilson Matias, Glaydson, Tinga e Derley.
Meias: D’Alessandro, Giuliano, Andrezinho, Oscar e Eduardo Sasha.
Atacantes: Alecsandro, Rafael Sobis, Ilan, Leandro Damião, Edu e Marquinhos.

   Vamos lá. Dos goleiros, acredito que Muriel não vá ao Mundial. Dos zagueiros, é bem possível que Ronaldo Alves e Sorondo fiquem de fora. Dos laterais, Bruno Silva é o que menos vem sendo aproveitado. Logo, é viável imaginar que não figure entre os 23 definitivos.Entre os volantes o menos cotado é Derley. Dos meias, Oscar, imagino, fica de fora. Sasha será a surpresa. E entre os atacantes, Marquinhos seria a ausência.

   Só reforçando que se trata de uma opinião pessoal, baseada naquilo que observo no dia a dia. Claro que uma ou outra mudança poderá ocorrer. Quem decide é Celso Roth. Mas a lista final com esses nomes que ficam, seria a mais perto do ideal da realidade colorada. Concordam?

UM GRANDE E JUSTO GRENAL!

24 de outubro de 2010 37

Foi como nos velhos tempos. Um GreNal valendo muito, pros dois lados sim. Um GreNal com cara de GreNal. Times com determinação e vontade. Um tempo pra cada lado. Certo, o clássico 383, ter terminado empatado.

Celso Roth deu ao Grêmio o primeiro tempo. Com a escalação defensiva, três volantes e só Alecsandro no ataque, fez com que o Grêmio ocupasse o campo colorado e dele se aproveitasse. Com méritos. Foram poucos os momentos em que o Inter teve a chance de buscar algo na etapa inicial. A marcação individual e pesada do Grêmio, neutralizou as principais individualidades coloradas. Leia-se D´Alessandro e Giuliano. Isso sem falar no centroavante, completamente isolado lá na frente. O Grêmio foi crescendo no jogo. Citar dois, três, quatro nomes, seria injusto no primeiro tempo tricolor. Paulão esteve irrepreensível. Douglas, André Lima, Lúcio. O conjunto da obra fez o Grêmio ser superior e sair com a vantagem.

O intervalo e a circunstância negativa no placar obrigaram Roth a mexer. Corrigiu o defeito da etapa inicial. Com Sóbis, ganhou fôlego no ataque, embora a modificação correta seria a saída de Wilson Mathias e não Glaydson, de bom GreNal. A resposta, no entanto, só seria positiva a partir dos vários erros ofensivos do Grêmio. O ímpeto do time de Renato foi o mesmo nos primeiros minutos da segunda etapa. Abafando o Inter, ocupando o campo de frente, criando e desperdiçando oportunidades. A “blitz” colorada, de pelo menos, cinco minutos, rendeu. Erro de Rochemback ao defender com a mão a cabeçada de Índio. Será que ele pensou que Simon não veria o toque? Comprometeu a boa atuação individual e a estrutura coletiva. Mesmo assim, Fábio Santos tirou da cartola um lance de grande habilidade e participação fundamental do centroavante André Lima. Depois, já sem os atacantes titulares e com o time todo recuado, o Grêmio atrapalhou-se e, esgotado fisicamente, deu brecha pra D´Alessandro.

Foi um grande GreNal. Justo, acima de tudo. Que bom!

PENSAMENTO DE TORCEDOR

22 de outubro de 2010 1

   Faltam dois dias pro clássico e nesta semana especial, com o maior jogo do Rio Grande do Sul se aproximando, é que vem à tona os mais variados sentimentos dos torcedores. Pude comprovar isso em diversas ocasiões.

   Do lado gremista, chovem elogios ao trabalho de Renato. Pra grande maioria que conversei, o treinador é, sem sombra de dúvida, o grande responsável por levar o Grêmio à real chance de conquistar vaga na próxima Libertadores. Pra esses gremistas, Renato devolveu a alma, o espírito de brio, garra e determinação, que sempre marcaram o Grêmio e que se perderam numa curva qualquer no trabalho insuficiente de Silas, a partir do momento mais crítico, a volta da Copa do mundo. Não esquecem, no entanto, da capacidade funcional de Jonas e o desempenho acima da média de Douglas. Não preciso nem dizer quanto a questão do favoritismo.

   Pelo lado colorado, o sentimento dos torcedores é de que o GreNal vai devolver a estabilidade perdida nos últimos jogos fora. Entendem esses torcedores do Inter, que por se tratar de GreNal, a capacidade de superação da equipe vai ser gigantesca. Uma mobilização digna do tamanho do jogo e que supera, inclusive, a vontade, a disposição que o time está pro Mundial de Clubes.

   D´Alessandro é o jogador que mais leva a esperança pros vermelhos no que diz respeito a chance de resolver o clássico. O retrospecto do gringo anima. Gols e assistências que cercam a trajetória recente do camisa dez. Se tiver a parceria correta, leia-se, Giuliano, é possível que o Inter ganhe e atue bem. É o que pensam esses colorados com os quais me deparei. Lembram outros, que pra ter sucesso no GreNal, o técnico Celso Roth precisará resgatar uma formação condizente com a conquista da Libertadores. Resgatar a fórmula, ao menos parecida, das atuações contra São Paulo e Chivas na conquista do bi da América.

   Enfim, o torcedor se manifesta. Com autoridade e com conhecimento. As apostas estão no mercado. Que venha o GreNal!! 

SELEÇÃO DO CLÁSSICO

20 de outubro de 2010 5

   Meu amigo e colega Léo Oliveira, da editoria de esportes de Zero Hora, me convidou pra participar da enquete sobre a seleção GreNal. Aquela seleção que o jornal publicou ontem. Vou divulgá-la aqui. Levei em conta as prováveis escalações e a produção de cada jogador neste momento da competição. As escalações colocadas pra selecionar o time. Grêmio: Victor, Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos. Vílson, Rochemback, Lúcio e Douglas. Jonas e Júnior Viçosa. O Inter: Renan, Nei, Bolívar, Índio e Kléber. Guiñazu, Wilson Mathias, Tinga e D´Alessandro. Giuliano e Alecsandro

Victor – está na seleção e não vê concorrência com Renan de fase instável e titularidade contestada.

Gabriel – tomou conta da lateral gremista que era um problema crônico a bastante tempo

Bolívar – grande líder e referência colorada não só na defesa.

Rafael Marques – diante da fase ruim de Índio, ganha pontos importantes na recuperação gremista.

Kléber – ninguém anda jogando mais que o lateral do Inter nesta posição por aqui.

Vílson – mesmo improvisado, tem mais efetividade que Mathias ou Glaydson.

Guiñazu – é o pulmão do meio campo colorado e Rochemback recém volta de lesão.

Lúcio – mesmo critério de Guiñazu. Tinga retorna aos poucos. Vntagem de Lúcio que encaixou nesta função.

Douglas – anda rendendo mais que D´Alessandro individualmente.

Jonas – uma obviedade e tanto.

Alecsandro – é mais centroavante que Viçosa ou André Lima. Tem mais “poder de fogo”


OS JOELHOS DO GRENAL - capítulo 2

19 de outubro de 2010 0

   Doze de outubro, dia das crianças. Elas, as inocentes crianças, sejam gremistas e coloradas tinham o que comemorar naquele dia, um domingo, em 2003. Afinal, era um dia das crianças especial. Tinha GreNal. E mais um daqueles com cara de decisão de campeonato, embora não fosse. O Brasileirão se encaminhava pra reta decisiva, afunilava. O Inter lá em cima, o Grêmio, agonizando no rebaixamento. E era GreNal, não tinha como fugir.

   Do lado vermelho havia uma confiança bem grande. A produção do time favorecia esse sentimento. O momento pavoroso do rival, igualmente. Qualquer colorado, perguntado sobre o favoritismo naquele GreNal, cravaria coluna um sem exitar. Por isso, o Beira-Rio lotou. Foram 45.442 pessoas no total. A maioria vermelha, por óbvio.

   Era Muricy Ramalho de um lado, Adílson Batista, engatinhando na profissão de técnico do outro. No Inter, Daniel Carvalho, Diego, Nilmar. Juventude colocada a prova pelo treinador. No Grêmio, Caio, esse mesmo hoje comentarista da Rede Globo, Gilberto, Tinga, Christian. Peso pesados do futebol brasileiro, mas que não conseguiam fazer o Grêmio deslanchar. Citei o Christian, viram?

   Pois um dos joelhos já era um problemão pro centroavante nessa época. Treinava menos em determinado período. Poupado não seria nem se o presidente do clube baixasse um decreto. Christian era o atacante da referência, a voz da experiência num time cambaleante, ainda com perspectivas de escapar do inferno de mais um rebaixamento. Mas Christian não estava em cem por cento da sua forma não. O joelho incomodava.

   Christian. Cria do Inter. Carrasco do Grêmio em tantas e tantas opotunidades anteriores. Agora estava lá. Do lado tricolor. Encarando um Beira-Rio vermelho e pronto pra vaiá-lo. Sem dó nem piedade. Pra Christian, uma prova de fogo àquela altura da carreira. Mas foi a campo sim. Encarou o Beira-Rio sim. E fez mais.

   A limitação do joelho doente não impediu que o centroavante desse uma arrancada em direção à área colorada aos 34 minutos do primeiro tempo. Bola metida por Cláudio Pitbull e Christian, mais rápido que a zaga do Inter bate com força, perna direita. A bola vai no ângulo, passa zunindo por Clemer. Festa da minoria azul, preta e branca na casa do Inter. E o camisa nove não se furtou de comemorar. Saiu correndo, dedos em riste. O banco o abraçou e o Grêmio, desacreditado, ganhou o clássico.

   Gol fundamental. Christian afirmou depois que arrumou um problemão em casa. O pai, colorado, não quis atendê-lo ao telefone. Estava chateado com a “traição” do filho. Não durou muito. Assim como a presença de Christian em campo. Já com muitas dores, submeteu-se a uma artroscopia algumas rodadas a frente, mas voltou a tempo de ajudar o Grêmio a escapar da segundona.

   O joelho estava recuperado. O Grêmio também. E Christian escreveu mais um capítulo nessa magnífica história chamada GreNal.

OS JOELHOS DO GRENAL - capítulo 1

18 de outubro de 2010 6

   Em semana de clássico tudo muda. O ambiente, as relações. Por vezes se tornam perigosas. Há um fanatismo exagerado por parte de alguns que sobrepõem a emoção sobre a razão. GreNal. O maior clássico de todos. O melhor jogo que poderia haver realmente. A rivalidade no sentido amplo. Título, Libertadores, ultrapassagem na tabela. Quantos objetivos!

   GreNal sempre reserva suas histórias, mandingas, personagens, curiosidades. GreNal não é GreNal se não houver, ao menos, um desses quesitos. Os joelhos integram essa lista. Sim, eles, joelhos responsáveis por correria, informação, desinformação, especulações. Tá na história. Três são os casos envolvendo os joelhos que me lembro.

   Mil novecentos e oitenta e nove. Fevereiro. O GreNal, chamado do Século, definiria a vida dos dois clubes na Copa União. Valia vaga na final. Na semana anterior, depois do empate em zero a zero no Olímpico, quem vencesse, estaria na decisão contra Bahia ou Fluminense. Era, portanto, uma semana diferente, só pra variar!

   No Beira-Rio, dias antes do jogo, o centroavante Nílson, centralizava as atenções. O joelho do atacante era meticulosamente cuidado pelos médicos. A notícia de que um possível problema poderia afastá-lo do clássico apavorava os colorados e empolgava os gremistas. Nilson e os médicos do Inter eram cautelosos nas entrevistas. Nenhuma pista, nada. Joga, não joga. joga, não joga.

   No domingo, Nílson vai a campo. O joelho está protegido por um curativo. Pequeno, mas o suficiente pra causar preocupação e euforia. Os vermelhos assistem a vitória tricolor com gol de Marcus Vinícius. Nílson não vai bem. Será o joelho?

   Fica tudo pro segundo tempo. O joelho não incomoda assim tanto. Nílson corre, joga, se esforça. Pra deleite colorado, marca dois gols. Os da virada, os da classificação. Nílson se transforma em herói naquela tarde. E o joelho? Esse continuou firme e forte. Virou mais uma lenda do GreNal.

   Amanhã, um joelho que salvou o Grêmio do rebaixamento!