Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de novembro 2010

IRONIAS DO DESTINO

30 de novembro de 2010 7

   Era dia dezenove de maio. O ano, mil novencentos e noventa e um. Campeonato Brasileiro e o acanhado Caio Martins, Niterói, Rio de Janeiro, o palco da tragédia. Pela primeira vez na história a torcida gremista sentia a dor e a vergonha de um rebaixamento pra segunda divisão nacional. Naquele jogo, um drama pessoal envolvia, o hoje técnico Renato Portaluppi.

   Mesmo ídolo dos cariocas, com tantos e tantos serviços prestados ao Botafogo naquele ano, gols e muitos gols marcados, jogadas inesquecíveis e atuações acima da média, Renato estava triste. Aquele jogo, o último do calendário do campeonato, o colocava em xeque. Vitória do Botafogo, significava o rebaixamento do Grêmio à segundona. Como enfrentar isso, como lidar com um quadro tão triste e coincidente daqueles? Renato não tinha absolutamente nada. Pelo contrário. Estava apto a jogar. Suas condições clínicas e legais estavam perfeitamente em ordem. O sentimento, no entanto, falou mais alto. Renato não quis jogar. Não presenciou o rebaixamento. Não fez parte daquele capítulo negativo do clube que o lançou pro mundo da bola.

   Lá se vão quase 20 anos dessa história. E o destino, sempre ele, coloca Grêmio e Botafogo em outro cruzamento. Numa outra circunstância. Renato hoje desfruta do mesmo prestígio dos tempos de jogador. Talvez, o tenha aumentado em razão da maneira como conduziu o Grêmio no Brasileirão desse ano. O melhor time do segundo turno, o time que vem jogando o futebol mais convincente. Renato, um dos candidatos a melhor técnico do Brasileirão, está em paz. No domingo vai poder retribuir o Grêmio. Uma missão bem mais nobre do que aquela de 91.

   O Grêmio de hoje é melhor do que o Botafogo. Favorito pra vencer o jogo, diante de 45 mil gremistas, imagina-se. Não vale queda nenhuma. Vale Libertadores. Campeonato que Renato conhece como poucos. Não tenho dúvidas de que o treinador fará de tudo pra manter o time no padrão máximo nesse último e decisivo jogo da temporada. Depois, resta secar o Goiás, pra que não se tenha nenhuma peça pregada por ele, o destino! 

A LISTA DO MUNDIAL

29 de novembro de 2010 2

   Não tem grandes surpresas a lista que Celso Roth acaba de divulgar com os nomes dos 23 que vão disputar o Mundial. Foi uma lista, digamos, previsível. Discutível, sim. Vai levantar debate, questionamentos. Colorados que vão entender as escolhas do treinador. Outros, não concordando, buscando explicações, cobrando. Vamos ver!

   Entre os goleiros, Muriel está fora. Roth se vale da experiência do trio escolhido. Renan é o titular. Pato, multi campeão, Lauro, pela estrada, pela cancha, ganhou a disputa com Muriel, mesmo que esse último tenha feito um grande semestre. Mesmo que esse tenha conquistado a Copa brasileira sub-23 e a Copa Ênio Costamilan. Muriel, em termos técnicos, supera Lauro. Com o disse, não foi levado em conta pelo treinador esse quesito. Era de se imaginar o trio de goleiros, definido por Roth. Muriel só embarcaria e desbancaria Lauro, com uma atuação de extrema exceção. Ela, não houve!

   Dos laterais, Daniel ganhou a confiança pela participação no time B. É um lateral de bom apoio, avançou bastante no quesito marcação. Juventude e disposição a serviço do grupo. O garoto Juan, misto de zagueiro e lateral, já era quase que certo. Confirmou-se por essa virtude de jogar em uma ou mais posições. Ronaldo Alves é outra surpresa defensiva. Como Sorondo está se recuperando de lesão e, ao que tudo indica, não vai ficar no Beira-Rio em 2011, foi preterido.

   No meio, Oscar se notabiliza. Disputou a vaga com Edu. O garoto sobra. Cresceu demais nestes dois últimos meses. Com Edu, se deu justamente o contrário. Desceu a lomba. Se desescalou e a ausência no Mundial implicará na sua saída. Roth vai levar três atacantes. Sóbis, Damião e Alecsandro. Acredito em Alecsandro no banco. Giuliano deve entrar no time.

   Foi uma lista sem grandes situações. Colorados confiem. Os eleitos estão aí! Que venha a missão Abu Dhabi.

.

OS GRUPOS DA LIBERTADORES

26 de novembro de 2010 4

   Oito grupos, trinta e dois times, onze países. Tradição, rivalidade, catimba. Libertadores é assim. Com cinqüenta e dois anos de disputas a se completarem no próximo ano, a principal competição do futebol sul-americano inchou, mas nem por isso deixou de ter o charme e a imponência de tempos anteriores. Ano após ano, ganhar uma Libertadores significa muito. O fato de disputá-la, por si só, representa bastante. Obstinação, objeto de desejo de todos entre todos os postulantes.

   No sorteio realizado ontem na sede da Conmebol, lá em Assunção, mostrou que outra vez, a Libertadores terá desafios interessantes. Que o diga o campeão brasileiro de 2010. Pra quem não viu as composições das chaves, Fluminense, Corinthians e Cruzeiro, seja quem for o melhor do país, vai jogar uma primeira fase no grupo mais difícil. Rivalidade pura entre Brasil, Argentina e Uruguai. Contra um desses brasileiros estão, Argentinos Juniors e Nacional. Há ainda o América mexicano. Barbada zero!!

   Diferente do Inter. Considero o grupo seis, que tem o atual campeão como cabeça de chave, um grupo de fácil pra médio. Não conto aqui os deslocamentos. Falo dos confrontos em si, os adversários.  Vamos a eles. O Jorge Wilstermann, da Bolívia. Tudo indica que vai disputar a segundona boliviana no ano que vem. Garantiu-se pelo Clausura. Convenhamos, o saco de pancadas da chave. A altitude pode ser um trunfo. Pode. Porque bola, tradição, esqueçam!! O representante do Equador desenha-se entre Emelec e LDU. Do Emelec não se espera grande coisa. Da LDU, tudo. Fora o Inter, é a equipe que mais venceu torneios continentais nessas últimas temporadas e encontra-se numa estabilidade impressionante a cada ano. Fechando o grupo, Jaguares, do México!!??, ou Alianza Lima, do Peru. Sinceramente, um deles pode e deverá ser a terceira força. Não mais do que isso.

   Haverá o desgaste pelos deslocamentos longos. Mas o Inter já viveu experiências parecidas e tirou de letra. Experiências, inclusive, em 2006 e 2010, anos de conquistas da América. Não creio em problemas maiores. O Inter preparou-se pra jogar esse tipo de competição. Aprendeu com o tempo e os títulos. Pra próxima, não será diferente não!

AS INFLUÊNCIAS DE CADA UM DE NÓS!

24 de novembro de 2010 8

O motivo que me leva a escrever sobre o tema referido vem de dias de observação que faço na escola onde meus filhos estudam. Fiquei pensando a respeito das influências que essa geração sofre. Sinais evidentes de ídolos, tendências, filmes, moda. Estilos variados, gostos ecléticos, diversificados. Ditam as regras de determinados grupos. Não importando o quão isso possa ser chocante, visualmente falando. Minha geração passou por isso também.

Lembro de, em meio ao fervor e descobertas dos anos 80, a década dourada, quantos e quantos dias eu perdia negociando com pai e mãe pra ganhar aquele tênis da moda. Ih, quantas vezes pedi pra que mãe ou pai, ou até mesmo os dois, comprassem o tal gel new wave, aquele com brilho, que deixava o cabelo modelado e colorido, arrepiado e chamativo. Tudo ao mesmo tempo, por que assim era legal. Sim, acreditem mesmo sem acreditar tanto. Eu já tive cabelo, muito por sinal. Eu usei o tal gel sim, durante o tempo em que ele era O e não mais um gel qualquer.

Do tênis que falei. O tal Marathon, da Adidas. Azul com amarelo clássico. Amarelo limão!! Todo mundo tinha!! No colégio era uma febre. As calças Komanethi, as camisetas de marcas famosas. Camisetas coloridas, da OP, Lightning Bolt, Sundek, Speed Line, uma infinidade! Bons tempos!!

Bons tempos dos vinis. Titãs e o histórico CABEÇA DINOSSAURO, Ultraje com o NÓS VAMOS INVADIR SUA PRAIA, Paralamas, com SELVAGEM, Barão, dos primórdios com Cazuza e do CARNAVAL, de 88, com Frejat nos vocais arrebentando. Conexão Japeri, de Ed Motta, “Manuel, Manueeelll…”

Influências sim. Como condenar? Não há como reprimir a gurizada de hoje. Coloridos como o RESTART, camisas xadrez, franjas a lá Justin Bieber, Iphones, Ipod´s, Ipad´s e um sem fim e MP´S. Reprimir não, controlar sim.

CARPEGIANI FALOU!

23 de novembro de 2010 4

   Há um esforço coletivo que enfrentamos no esporte da tv nesta reta final de temporada. Nos deparamos com desafios muito interessantes no que diz respeito a produção e execução de pautas que acompanhem os momentos definitivos do ano pra Grêmio e Inter. Do lado gremista, a iminente vaga no G-4 e a clara possibilidade de estar na Libertadores. Do lado vermelho, a preparação detalhada pro Mundial. A cada dia, a constante busca pela notícia com criatividade e credibilidade.

   Um dos nossos repórteres, Felipe Bueno, tratou de, literalmente, correr atrás dos campeões mundiais pelo Inter em 2006. Do total daquele grupo, muitos estão fora do país, outros, espalhados por esse nosso Brasil de dimensões continentais. Não faltaram recursos pra que essas entrevistas fossem realizadas. Seja pessoalmente, seja por internet, o sistema skype. O Bueno bateu pé e conseguiu muitas entrevistas. Personagens significativos daquele título. Personagens da história centenária do Inter, com alguma ligação afetiva e curricular com o clube. Entre eles, Paulo César Carpegiani.

   O Felipe foi até São Paulo. Debaixo de chuva, gravou com o hoje treinador do time paulista. E Carpegiani, mesmo vestindo outras cores, não se furtou em falar sobre o clube que o lançou pro mundo da bola. Carpegiani mostrou-se, sim, muito a vontade. Um dos pontos que destaco dessa entrevista. Pro treinador do São Paulo, o Inter tem totais possibilidades de ser campeão do mundo mais uma vez. Basta que faça o correto, sem nada que interfira no trabalho.

   Trabalho, aliás, que ganha um porém na análise de Carpegiani. Pra ele, o planejamento, de certa forma, poderia ter sido conduzido de outra maneira. Em dado momento, por já estar garantido na Libertadores do ano que vem, o Inter deveria jogar de forma natural, solta, leve, sem pressão. Algo que vimos, não aconteceu. Carpegiani demonstra alguma incerteza com relação ao que o time possa produzir no Mundial. Muito pela instabilidade e oscilação da equipe em determinados jogos. A sequência de sete partidas sem vitórias, por exemplo. Os resultados não vem, a desconfiança, a inquietação, termo que o próprio Carpegiani utilizou, ficam mais evidentes no grupo de jogadores e por consequência, atingem o torcedor.

   O técnico do São Paulo destacou que no jogo que vai confirmar o adversário colorado na final, Pachuca, do México e Mazembe, do Congo, prefere ver um enfrentamento com o time africano. Carpegiani entende que a escola africana de futebol, apesar da velocidade, não se mostra tão competente e madura, na comparação com a mexicana.

   Apostem. Carpegiani estará torcendo para o Inter. Mesmo de longe!

BOM PRA TODO MUNDO!

18 de novembro de 2010 8

   O desfecho está sendo o mais positivo possível. Um final feliz, literalmente, como manda a cartilha. Boas histórias, personagens singulares, admirações mútuas, sempre merecem terminar com toda a felicidade do mundo. Assim está sendo concretizada a permanência de Renato no comando do Grêmio.

   O treinador, no entanto, mostra-se um tanto quanto contrariado quando o aassunto é a sua renovação. Prova disso, a saída da reunião com a nova direção do Grêmio, quando se, praticamente, firmou o novo acordo. Não condeno Renato. Entendo. O fato de ainda estar sob contrato e vivendo um encerramento de temporada com decisão e possibilidade concreta de chegar a uma Libertadores com o clube do coração, são prioridades pro treinador. Do alto da sua capacidade e entedimento de comando, Renato não quer que nada, absolutamente nada, estrague o ambiente favorável que ele mesmo construiu no Olímpico. Manter o discurso e a mobilização dos jogadores em busca do objetivo Libertadores, estão nas regras e na prioridade do técnico. Renovação, que seja resolvida, mas sem vazar nada.

   A isso, o fato de quanto Renato pediu, ou deixou de pedir. Quanto o Grêmio ofereceu, ou vai pagar ao treinador pra que ele fique. É um assunto chato. Ninguém gosta de ter revelado valores que envolvam sua vida pessoal. Corretíssimo. Ainda mais quando são valores gigantescos, quase estratosféricos, pra uma realidade de Brasil. Ninguém tem nada que ver com o assunto. É entre Renato e a direção. O que torcedor deseja, agora, é que haja o tão esperado sim de Renato, oficialmente claro, pra que 2011 se inicie, definitivamente. Pode ser que com a Libertadores materializada. Pro presidente Paulo Odone, que assume em mênos de um mês, um adiantamento de um ano, do projeto que ele estipulou pro clube. Um ganho, lógico, em todos os sentidos.

   A resposta já foi dada. Renato ficará. Daqui a pouco, dirigentes e treinador, virão aos microfones pra confirmar. É questão de dias, sem atrapalhar o processo atual. Calma gremistas. Tenham certeza, vai ficar bem pra todo mundo que veste tricolor! 

LEVEZA NA SELEÇÃO

16 de novembro de 2010 4

   A recepção a Ronaldo Moreira sintetiza o que se espera dele nesse retorno à Seleção. Jogadores o cumprimentando com entusiasmo, alegria. Frente a frente com um ídolo, um símbolo de uma época vitoriosa do futebol brasileiro.

   Coube a Neymar a maior “tietagem”. Ambos concederam entrevista ao site da Cbf, exaltando a parceria que começa se firmar no amistoso de amanhã diante dos argentinos. Neymar valorizou bastante a presença do jogador do Milan. Entende que a simples figura de Ronaldinho determina algo a mais na Seleção, tão desencantadora em tempos de Copa da África, graças a Deus, já no passado.

   Ronaldo mostrou estar atento. Elogiou a garotada do Santos, a alegria de jogar dos meninos da Vila. Se mostrou empolgado e empenhado pra transformar a Seleção, mais uma vez, em referência. Ronaldinho não abre mão em voltar e se firmar. Quer jogar a Copa de 2014. Como eles mesmo afirmaram, a alegria está de volta ao ambiente do futebol brasileiro.

   Mano é o responsável direto por essa retomada. Mandará a campo, no jogo mais complicado da sua gestão até aqui, um Brasil leve, com os melhores e num esquema que privilegia os craques do time. Não será muito diferente disso não. Victor, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e André Santos. Lucas, Ramíres, Elias e Ronaldinho. Robinho e Neymar. Ninguém tem em mãos uma qualidade como dessa Seleção. Do meio pra frente, inquestionável.

   Vale conferir nesta quarta. Um Brasil leve e diferenciado. Que venha a Argentina!

A PREPARAÇÃO DO INTER

15 de novembro de 2010 21

   Ninguém quer chegar a um Campeonato Mundial de Clubes, objetivo maior de todos os times que dele participam, com dificuldades que deixem o torcedor preocupado, a ponto de não saber ao certo o que vai acontecer. Esse, ao menos, é um dos sentimentos que os colorados demonstram nesta reta de chegada.

   Em menos de trinta dias, o time se apresenta em Abu Dhabi. Vai estrear na competição em busca do bi Mundial, a consagração definitiva. Mas até lá, trabalho, superação e ajustes serão fundamentais, pra que o sonho não se transforme em pesadelo, vexame, até. Celso Roth vai ter que repensar muita coisa. Corrigir vários defeitos, aprimorar algumas virtudes.

   Defensivamente, o ponto crucial que se apresenta pros colorados é a definição do goleiro. Estabelecer, definitivamente, quem é o camisa um titular é prioridade. Roth deu indícios de que Renan será mantido. Mas que deixe claro e o ponha pra jogar. Goleiro, especialmente, goleiro, só consegue atuações seguras, se mantiver a atividade plena. O treinador, após a derrota preocupante de ontem pro Avaí, sinalizou, ainda, que Muriel poderá ser escalado em um desses jogos que restam na competição nacional. Justiça pra quem vem jogando muito com o time B. Roth terá que corrigir o posicionamento do miolo de zaga que continua comprometendo. O ponto de lentidão precisa ser estancado.

   No meio, quem será o volante, parceiro de Guiñazu. Mathias, de novo, foi mal. O torcedor não gostou, vaiou bastante o jogador que deixou o campo lesionado e preocupando o treinador. Pelo que se vê e entende, Wilson Mathias, cuja “espetacularidade” ficou no México, está em vantagem sobre Glaydson.

   Na frente, Damião pede passagem. A sorte e a competência o perseguem. Alecsandro vive uma fase de estagnação. Contra si, o fato de o reserva imediato entrar e fazer gols. Tem sido rotina. Roth ventila a condição de Leandro Damião ganhar a vaga ao lado de Sóbis. São pontos em aberto em pouco tempo pra se trabalhar.

   O Inter precisa reencontrar o rumo.

OS ADVERSÁRIOS DA DUPLA

12 de novembro de 2010 1

   Dando aquela observada básica nas principais manchetes esportivas do país, me deparo com algumas situações a respeito dos adversários que Grêmio e Inter terão pela frente, na rodada 35 do Campeonato Brasileiro. Começo, pela ordem cronológica.

   Santos x Grêmio na Vila Belmiro. Não há como negar que o Santos já está em clima de fim de feira. Ganhou o que dava nesse ano. Deu espetáculo durante um primeiro semestre em que sobrou na comparação aos demais por aqui. Plantel qualificado, garantiu-se na Libertadores de 2011 e agora já projeta essa participação. Sem mais nada pra fazer nestes jogos que ainda restam na competição nacional, percebe-se um certo ar de desinteresse. Neymar não joga contra o Grêmio. Um grande problema pra um time que depende da genialidade do camisa 11. Ponto pro Grêmio. Um a menos pra se preocupar. O Santos, que arrasta-se pro fim da temporada, vive sob o clima de começo de trabalho de Adílson Batista, telespectador de luxo do confronto de amanhã. Nem os treinos, comandados pelo interino Marcelo Martelotti, tem a mesma intensidade. Eram em dois turnos, passaram a ser em um só. O torcedor se mostra desmobilizado. Haverá promoção de ingresso. A situação que se desenha pro Grêmio é favorável. Não que tenha facilidades, é diferente! Numa circunstância normal, passar pela Vila é sempre terrível. Desse jeito, pode ficar bem menos complicado. E como ganhar é o que importa na vida gremista…

   Já Inter x Avaí, no domingo. Pros colorados, treino de luxo. Roth tendo a oportunidade de observar, detalhadamente, os jogadores que dispõe. Jogo pra determinar e melhorar, sobretudo, desempenho, atitude do time. Há um capítulo a parte nessa empreitada. O gol. Lauro, o testado da vez, jogará uma espécie de Espanha e Holanda. Sim, final de Copa do Mundo pro titular da hora! Lauro, preterido e alçado a terceiro goleiro, enfrenta o Avaí com a determinação e a vontade que um jogador, finalista de Copa, enfrentaria. Atuar de forma convincente, pode encaminhar uma reviravolta na disputa pela posição com Renan e Pato. O Avaí é desespero puro. Entre os rebaixados e eliminado com todo o merecimento da Copa Sul-Americana pelo Goiás, joga as fichas na sobrevivência. Sabe que se vier aqui e propôr jogo, perde. Como comportar-se numa sinuca como essa? Pobre Avaí. Estarei no Beira-Rio pra conferir!


VOZ DA ARQUIBANCADA

10 de novembro de 2010 5

   Na última segunda, propus, logo na abertura do TVCOM ESPORTES, uma interativa com as torcidas de Grêmio e Inter. Uma pesquisa informal, só pra medir as ponderações de gremistas e colorados a respeito de dois temas. Do lado tricolor, gostaria de saber se os gremistas estavam concordando com a pedida de Renato Poartaluppi, considerada alta pros padrões do futebol brasileiro, a fim de renovar contrato com o clube. A seguir, reproduzo esses e-mails. Vejam se concordam:

 “Renato está certo, faz tempo que o grêmio estava procurando um tecnico que não seja retranqueiro e que faz o time jogar futebol.” 

Geovane , Gravataí

“Tá pedindo alto demais, acho que o gremio deve dar uma oportunidade para o Beto Almeida, é bom e barato.”

abraços Marcelo Rio Grande.

“O RENATO MERECE GANHAR MAIS. TIROU O GRÊMIO DE UMA SITUAÇÃO DELICADA E TEM O AVAL DA TORCIDA, ALIÁS É UM ÍDOLO DO IMORTAL. O LEANDRO GANHA 250 MIL POR MÊS E QUAL O BENEFÍCIO QUE ELE TROUXE PARA O GRÊMIO?”

JULIANDER FERRI

“Sou gremista, mas acredito que a permanência do Renato não seja a melhor opção do mercado, citaria outro nome. Dorival Jr custaria menos e daria um ótimo resultado sem as exigências de alguém que acredita que o clube tenha uma dívida eterna com ele. “

abraços, Leonardo Ribeiro/Porto Alegre 
  
    Do lado colorado, quis saber quem a torcida prefere como camisa um do time. Algumas manifestações têm a ver com o tema, outras são mais abrangentes. Eis algumas:
 
“Acho que todos os colorados como eu, temos que prestar bem atenção na diretoria. Eles não querem ganhar o brasileirão (onde em meu ponto de vista o mais fácil). Vamos tomar uma goleada da Inter, o goleiro tem que ser o Pato. E uma pergunta, não tem como o Inter contratar o Nilmar e mais um só para disputar o mundial? 
Abçs, 

EU SOU SÓCIO E QUERO MUDANÇAS NA POLÍTICA DE FUTEBOL..NÃO QUERO MAIS UM COMANDANTE IGUAL AO CAVALHO
QUE JOGA FORA 4 TÍTULOS POR ANO..E VENCE A LIBERTADORES APESAR DE UM GOLEIRO QUE ELE TROUXE(RENAN) E SOMENTE COM A SORTE DO ALECSSANDRO SE LESIONAR.”

CARLOS – SÓCIO COLORADO

“O INTER não vai levar goleada da Inter/Ita. Com o futebolzinho que vem apresentando, nem vai chegar a final contra a Inter/Ita. Vai perder para o Mazembe.”

Abraços
Arno Herculano

“Deram tempo pro Roth trabalhar e o resultado ta aí….nossa campanha horrível no Brasileirão e com desculpa a  preocupação com mundial.”

Abraços, giovanni barros



 


Roger Vinicius Rosa Esteves