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Posts de janeiro 2011

JONAS FORA!!

24 de janeiro de 2011 7

Em meio as várias e frustradas negociações visando qualificar o grupo, a direção gremista se vê envolvida em mais uma derrota. Jonas, o grande artilheiro, nome maior do ataque e responsável por um sem fim número de gols com a camisa gremista, não joga mais no clube.

Informação da venda de Jonas pro futebol espanhol, vai pro Valência, foi confirmada a pouco por Antônio Vicente Martins, vice de futebol do clube. Jonas sai do Grêmio com uma multa rescisória que beira o ridículo: 2 milhões de reais!! Imaginem!!

É só outro capítulo conturbado nesse começo de temporada no Olímpico. Ronaldinho, Gilberto Silva, Rodolfo, nada deu certo até então. Agora Jonas!! Será que os gremistas terão alguma boa notícia? Começa a bater o desespero. E a Libertadores é ali. Quarta o Liverpool no Centenário, em Montevidéu. A direção terá que ser inteligente, criativa, ágil pra repôr a perda do goleador. É preciso reforçar sim!

Que início é esse hein??

CANDIDATOS DO RENATO

24 de janeiro de 2011 0

   O Grêmio que começa na quarta a disputa da Libertadores, não é o Grêmio definitivo na competição sul-americana. Vai ser reforçado, por mais problemas e contratempos que a direção venha enfrentando pra anunciar nomes. Num primeiro instante, a aposta se dá no grupo que, bem ou mal, foi vitorioso em 2010, especialmente no segundo semestre.

   Renato tem reiterado que a equipe precisa melhorar. Não se pode fazer julgamento por dois jogos apenas. Dois jogos em que os titulares estiveram envolvidos. É uma amostra muito baixa. Nenhum deles está nas melhores condições físicas. Tem muito a recuperar. A velocidade, a marcação sob pressão. A intensidade e o entrosamento, tudo isso vai sendo recuperado aos poucos, com calma e a dinâmica de Renato. O calendário não dá trégua, faz parte. Voltar a ter o rendimento do ano passado é o grande objetivo, facilita demais a vida do técnico e do time, todos sabemos, mas não vai acontecer do dia pra noite. Só a sequência dos jogos, bem planejados, bem pensados, é que poderão dar essa resposta.

   Renato vai liberar a lista dos primeiros vinte e cinco inscritos na competição sul-americana. O time titular é quase confirmado. Não deve fugir muito de Victor, Gabriel, Paulão, Rafael Marques, já que um zagueiro ainda não veio e Lúcio. Sim, Lúcio pode reaparecer na dele. No meio, Rochemback, Adílson, só pro segundo jogo, lá no Uruguai joga Vílson, Vinícius Pacheco, executando função de meia com chegada a frente e Douglas. Jonas e Andé Lima. Alguma variação pode pintar, tudo pode. Lúcio pode ser meia, compondo com Douglas e Gílson o lado esquerdo. É uma possibilidade bastante concreta. No mais, a lista contempla outros catorze nomes. Dos reservas que vão ganhando chances no Gauchão, Viçosa, Diego Clementino, Neuton, Mário Fernandes, Marcelo Grohe, Roberson, Maylson, estão praticamente garantidos. Há, ainda, as incóginitas, Bruno Collaço, Lins, Mateus Magro, Pessali. Todos, de bom desempenho na competição regional.

    O mistério acaba no fim da tarde quando do anúncio. Gauchão, por hora, fica pra trás. A Libertadores começou, definitivamente!

OS CAUSOS DO MAZAROPI!

18 de janeiro de 2011 0

Festa boa, bem organizada e animada a de ontem, abertura oficial do Gauchão. Lugar melhor, mais apropriado pro evento, confesso que seria difícil de escolher. Verão, calor, beira do Guaíba, brisa soprando e o campeonato gaúcho, com toda a pompa e circunstância que merece, teve seus trabalhos abertos. Discursos, apresentação da taça, confirmação do primeiro GreNal do ano em Rivera com cotas garantidas pros dois times, mais vôo fretado pela própria Federação Gaúcha de Futebol. Foram algumas das constatações e afirmações da segunda-feira, 17 de janeiro. Gente animada, boa conversa.

Depois de assistir as formalidades, ao lado de um bem humorado Leonardo Gaciba, dei uma circulada pelo local. Cheguei a uma roda em que imperava o alto astral. Integrantes do Tchê Guri, batiam papo, davam risadas. Me inseri na conversa. Me dou bem com eles a bastante tempo, inclusive. Contamos piadas, lembramos de situações curiosas das carreiras, falamos dos projetos profissionais de cada um de nós. Descontraídos.

Em meio a tagarelada toda, se aproxima do grupo um cidadão que é pro Grêmio quase que uma unânimidade. História, títulos, identificação, humildade e liderança. Marcas que permearam sempre a carreira de Geraldo Pereira de Matos Filho, ou simplesmente, Mazaropi. Um mineiro de Além Paraíba, senhor sessentão, mas muito bem conservado, assim como o penteado, que lembra os tempos de camisa um. Hoje esbranquiçado, não menos, volumoso. Mazaropi, pelo que sabia e conhecia, sempre foi um cidadão de uma calma impressionante. Uma simplicidade singular. Convivo profissionalemte com o Mazaropi, ex-atleta, ex-vereador da capital, treinador, treinador de goleiros a pelo menos uns treze, catorze anos. Sempre tive uma relação muito cordial.

Ontem fui apresentado a outra faceta do goleiro campeão do mundo pelo Grêmio. O Mazaropi contador de histórias. Eu sou um, que a parte da vida de jornalista, tenho uma curiosidade oceânica, enquanto admirador de futebol, de saber o que se passa nos bastidores, na vida por trás do jogo por si só. Rotinas, concentrações, emoções, sentimentos. Sempre quero saber algo a respeito. E Mazaropi matou a minha vontade. Inspirado, imagino, pelos cinco títulos gaúchos que ganhou em sequência com o Grêmio, 85 a 90, por ter adotado Porto Alegre como morada, cercado de conhecidos e amigos, o “Lobão” desatou a relembrar causos dos tempos de jogador. Não preciso nem dizer que cada um mais cômico do que o outro. Nem todos publicáveis. Esse, a seguir, divido com vocês.

Corria mil novecentos e oitenta e dois. O Maza, como é chamado pelos amigos, estava no Vasco. Dele, Mazaropi, Roberto Dinamite e Orlando Fumaça. O último, de predicados menores na comparação com os demais. Zagueirão nato. Personagem dessa história. Disse-nos o ex-goleiro, que o Vasco enfrentava o Palmeiras em São Paulo. Jogo decisivo. Estádio lotado. O empate favorecia os cariocas. Time melhor, mas nem por isso, barbada pra segurar um resultado como esse. Pressão palmeirense. Encardido. Quarenta e quatro do segundo tempo. Zero a zero. O Palmeiras ataca. Jorginho, ex-ponta, enfia uma bola na área vascaína. Perto da pequena área, Mazaropi sente que a jogada é dele. Não titubeia, grita pros demais:

” – É MINHA!!!!!”

Sai da meta em direção a bola. Quase a encaixando nos braços, sente a aproximação. Não tem tempo de olhar. Quando percebe, já tinha sido atropelado pelo Orlando Fumaça. A bola, tão segura e firme na mão do goleiro, é chutada pra escanteio. Mazaropi não acredita. No calor do lance, ainda se recompondo do abalroamento, ralha com o zagueiro em ponto de bala:

“-Que que cê fez, tá louco! Essa bola era minha. Eu pego ela e mato tempo! Tá maluco pô!!”

Orlando dá de ouvidos na reclamação. Responde, enlouquecido e convicto:

“Não tem nada de matar tempo, não. Bola pro mato que o jogo é de campeonato!”

O escanteio quase resulta no gol palmeirense. Fim do jogo, Vasco classificado e o Mazaropi doido de vontade de dar uma “enquadrada” no Fumaça.

Rimos e continuamos a relembrar. Mazaropi centralizou as atenções. Bem como fazia quando estava em campo.


FRACO, BEM FRACO!

17 de janeiro de 2011 2

   Voltei com essa impressão pela BR-116 ontem a tarde. Falo do time B do Inter, de quem, confesso, esperava bem mais nesse começo de ano. E não pelo simples fato de observar em campo uma garotada jovem, talentosa, louca pra mostrar serviço à Celso Roth, cavando o tão almejado lugar ao sol. Não, definitivamente, não. Os resultados de campo, títulos da Copa Ênio Costamilan e Copa sub-23, o Brasileirão da categoria, foram vencidos com merecimento e um futebol convincente.

   A decepção se deu, justamente, por esse futebol que rendeu títulos e nomes lembrados pra integrarem o grupo principal, ter ficado em Porto Alegre. O Inter não levou pro Complexo Esportivo da Ulbra, o bom desempenho de 2010. Ficou devendo, bastante. A começar pelo erro no critério de avaliação da escalação colocada por Enderson Moreira pra estreia. Sem ter como repetir o esquema vitorioso do ano passado, sem ter um Oscar a cumprir uma função de meia, quase atacante, abastecendo o ataque, o treinador colorado, inventou e se deu mal. Um time com três volantes, dois deles com características bem defensivas, Juliano e Augusto, um outro com certa liberdade pra se somar a Marquinhos e Talles Cunha, o camisa oito Elton, não renderia por certo, na comparação com o tradicional quadrado do meio. Este com dois volantes e dois meias de velocidade e chegada a frente. O Inter ficou retido, escondido, quase imperceptível na sua essência, o toque de bola. Mérito do Cruzeiro, bem estruturado e que se propôs a não deixar o Inter jogar.

   Isso sem contar no fraco desempenho do setor ofensivo do time. Em vários instantes do jogo, citei na transmissão do PFC, o fato de Guto, centroavante, estar de costas pros marcadores, buscando bola quase que no grande círculo central do gramado. Não é ali que ele sabe ou vai jogar, fazer gols, que é o que realmente interessa. Marquinhos, sentiu a marcação pesada, mas leal do brioso Cruzeiro do Armando Dessessards.

   A primeira amostra foi fraca. Se já era possível apontar algo pra suprir necessidades do grupo principal, essa oportunidade ficou adiada pra quarta-feira. Talvez contra o Porto Alegre, no Beira-Rio, se perceba um Inter mais solto, ousado e muito próximo do ideal. Bola tem, é só não esconder.

(RE)COMEÇAR BEM É SEMPRE IMPORTANTE!

15 de janeiro de 2011 0

Salve gente! Um grande ano a todos. Saudade de trocar ideias, interagir, curtir esse espaço pra lá de democrático. Volto com ânimo renovado, energias revigoradas. Afinal, começou mais um ano, mais uma temporada. Muito esporte, muita bola rolando, muita coisa pra ser debatida. Começo pela estreia do Grêmio no Gauchão 2011.

Nem dá pra considerar o fator físico. Esse, sinceramente, desconsidero. Não falo do Lajeadense. O time do Vale do Taquari, com ritmo, treinos específicos e amistosos desde o final de novembro, conseguiu o que se propôs. Deixou a tarde quente e abafada em Porto Alegre sem perder. O Grêmio ajudou e bastante.

O desgaste ficou evidente. Um certo desentrosamento também. Não é fácil voltar, realizar treinos pra recolocar a musculatura em dia, dois turnos, nem um amistoso sequer e ter de encarar um começo de campeonato tendo a responsabilidade de vencer e mais, defender um título. No Grêmio, embora a questão técnica prevalecesse, o que se viu, foi uma queda acentuada de capacidade física, justificável por todos os fatores que já enumerei.

Renato ainda não teve a disposição todos os titulares. Mexeu na estrutura que deu tão certo em 2010. No lado esquerdo, por exemplo, a falta da jogada com os dois laterais que revigoraram o time no Brasileirão. O treinador optou por mandar Vílson no meio, cumprindo funções defensivas e ofensivas. Sim, o zagueiro, hoje foi quase um meia em certas oportunidades do jogo. Faltava o parceiro pra Gílson e o time sentiu. Percebi, igualmente, um Jonas mais fominha do que o convencional. Algo que se observou no confronto com o Vitória, lá em Salvador, naquele três a zero surpreendente, com o Grêmio desfalcado ao extremo. Jonas abriu o ano fazendo gol, mas abusando do individualismo. Na defesa, erros de posicionamento, normais, pra um começo. E não tem jeito. Renato não terá o tempo que espera pra treinar, corrigir defeitos. O calendário, infelizmente, não permite. O negócio é jogar, treinar, vencer. Logo ali sim, o maior objetivo de 2011. Contra o Liverpool uruguaio, todas as falhas, anseios, dificuldades físicas vão ter que ser superadas. Recomeçar bem é sempre importante.

Amanhã, a garotada do Inter. Marquinhos, Massari, João Paulo, Guto, Muriel. Alguns dos jovens que buscam uma vaga no concorrido grupo principal. No Gauchão, uma chance dourada pra quem espera ser integrante da Libertadores com Celso Roth. Bom ver também o retorno do Cruzeiro à primeira divisão. Devolve um certo charme pra competição. Bom ver o retorno de Armando Dessessards, técnico cruzeirense, ao futebol. Superou um grave drama, aquele acidente com a delegação do Brasil de Pelotas e hoje cumpre com aquilo que gosta. Acompanho de perto. Narro o jogo, pelo PFC, pra todo o Brasil e também PFC Internacional.

Vou matar a saudade, vai ser legal, tenho certeza!