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Posts de setembro 2011

O CARA É DO RAMO!

05 de setembro de 2011 0

Independente da cor, da preferência, fala a verdade: dá gosto de ver um camisa nove da gema, do ramo, do lugar. Um cara que nasceu talhado pra fazer gol. Sem titubear, sem vacilo. Botar pra dentro mesmo. Um nove de ofício!

A Seleção se ressentia de um centroavante de fato e de direito. Ronaldo Nazário largou. Cansou, engordou e nós, pobres torcedores, ficamos a deriva, sem um cara que chegasse lá e resolvesse. Tentou-se Pato. Fora do seu lugar de origem, não rendeu. Assim como não havia rendido Luis Fabiano, embora de boa participação na Copa passada. Surgiu Damião!

Mano cometeu um erro ao deixá-lo de fora da lista da Copa América. Quis se cercar de jogadores experientes, Fred por exemplo, e deu no que deu! Damião, por aqui, aumentava o repertório. Engrossava a lista de reivindicações por sua convocação novamente. Mano não tinha como não chamá-lo! Convocado, Damião respondeu com o que sabe.

E foi um gol desses que só um nove típico marca. Se deslocando do zagueiro, da marcação, antecipando a jogada com o raciocínio e finalizando sem receio de errar. Afinal, ele está ali, pra isso. Arriscar, mesmo que não dê em nada. Com Damião deu. E, convenhamos, fica bem mais fácil quando se tem jogadores que sabem trabalhar a bola, que sabem municiar o centroavante.

Damião iniciou hoje uma trajetória que se desenha longeva com a camisa verde e amarela. Vamos torcer pra que se concretize. Temos centroavante, o cara é do ramo sim senhor!


O ÚLTIMO QUE APAGUE A LUZ!

02 de setembro de 2011 0

De ontem pra hoje, a estatística dos desempregados treinadores da primeira divisão do futebol brasileiro só aumenta. Foram mais três a perder os cargos. Os motivos, quase sempre os mesmos. Maus resultados, problemas particulares, falta de sintonia com o grupo, etc, etc.

Renato, iria voltar ao Olímpico. Verá Grêmio x Atlético-PR das areias das praias cariocas. Pediu demissão e não reencontrará o ex-clube. Resolverá seus problemas, segundo ele mesmo. Renato, sabemos, estava com saudade do Rio, do calor, da família, do futevôlei, do chope gelado. Ficou um ano transitando entre o frio gaúcho e o paranaense. Um mais rigoroso que o outro. Por certo, cansou.

O “tio Jajão” foi demitido. Joel Santana e sua indefectível prancheta, rendeu muito pouco no Cruzeiro. De empolgante, só mesmo a arrancada quando conseguiu três vitórias em sequência. De lá pra cá, ou perdeu, ou ganhou. E quando ganhou, não convenceu. Joel é unânimidade no quesito folclore. Personagem assíduo nos “youtubes” da vida. Sempre tem um vídeo do Joel satirizado!

Por último, Renê Simões. E ele resistiu bravamente. Aguentou um turno inteiro e mais um jogo. Convenhamos, empatar com o lanterna América Mineiro, em casa, não tinha como durar mais. O time do Bahia é ruim. Elenco de nomes que foram dispensados em outros clube e que foram parar no Pituaçu. Refugos que não deram a chamada liga. Sem contar com o discurso “motivacional” do Renê. Só funcionou pra levar a Jamaica pra Copa de 98 e na Seleção Brasileira de Futebol Feminino.

Fiz um rápido levantamento: Dos 20 times que disputam a primeira divisão, 11 trocaram de técnico.  Tite, no Corinthians, Ricardo Gomes, no Vasco, Caio Júnior, no Botafogo, Luxemburgo, no Flamengo, Felipão, no Palmeiras, Jorginho, no Figueirense, Marcelo Oliveira, no Coritiba, Vágner Mancini, no Ceará e Muricy, no Santos, os heróis da resistência. No mais, são trocas infindáveis, nomes que se sucedem. Um que sai daqui e vai pra lá. Criticado num, salvação no outro. De um dia pro outro, de uma hora pra outra. Banalização total.

Os campeões de trocas: O Atlético Paranaense começou com Adílson Batista, hoje no São Paulo, teve Renato e agora vai de Antônio Lopes. Lopes era do América Mineiro, havia substituído Mauro Fernandes e foi substituído por Givanildo Oliveira.  O Avaí começou com Silas, depois Alexandre Gallo e agora, aposta em Toninho Cecílio. O Cruzeiro foi de Cuca, Joel e hoje confirmou Émerson Ávila. O Grêmio tá nessa lista. Renato, Julinho Camargo e Celso Roth. O Inter também. Falcão, Osmar Loss e Dorival.

Quem vai resistir até o fim? O último que apague a luz!

JANELA FECHA E O FUTEBOL BRASILEIRO RESISTE

01 de setembro de 2011 0

Saudades do espaço. De reencontros como esses. Por mais esporádicos que sejam, são verdadeiros, acima de tudo. Vamos ao tema prosposto.

A janela, famigerada, pra muitos clubes brasileiros, enfim fechou. E com ela, deu-se o fim de especulações e frio nas espinhas dos dirigentes que têm em seus clubes os maiores craques, os melhores jogadores em atividade por aqui. Vejamos: O Inter via, com olhos tortos, a possibilidade de assistir Leandro Damião só pela tv e não mais ao vivo. O maior artilheiro do Brasil se valoriza a cada cabeçada, a cada bicicleta ou bico de chuteira que entra. Não faltaram candidatos. O presidente Luigi não gosta nem de expor publicamente quais ou quantos se esforçaram pra levar o camisa nove. Damião vale muito. Cifras astronômicas. Ninguém conseguiu cobrir o que pede o Inter. Damião fica. Ao menos até dezembro seguirá firme coreografando cada gol em vermelho e branco.

Subindo um pouco. Chegamos ao litoral paulista. Na Vila Belmiro, Neymar e Ganso, são os alvos. A cada semana surgem “propostas” de todos os lados. Nem mesmo com participação fraca na Copa América, somada ao fracasso da Seleção Brasileira, a imagem da dupla de craques do Santos se desvalorizou. Pelo contrário. Neymar e Ganso representam um mina de ouro pros cofres do atual campeão da Libertadores. O Santos agiu rápido. Impulsionou o salário de Neymar a um patamar estilo Europa pra mantê-lo sob a guarda. Deu-lhe plano de carreira. Com Ganso, a ideia da manutenção acabou sendo mais complicada. Nem por isso com um final infeliz. Ganso segue no clube. Joga o Mundial em dezembro. Mas , entre ele e Neymar, o vejo antes fora da Vila Belmiro e será no começo de 2012, acredito.

Na capital paulista, o jogador mais “caro” do futebol brasileiro. Outro precoce. Lucas, que já foi Marcelinho. Voa na meia cancha do time do Adílson Batista. Firma-se como uma realidade bem-vinda na safra de jogadores acima da média do nosso país. Lucas ainda não deslanchou na Seleção. No São Paulo, é ele e mais dez. Vale muito e nenhum europeu, por mais rico e influente que possa ser, teve “bala na agulha” pra retirá-lo do Morumbi. Os são paulinos agradecem.

Fiquei só no exemplo destes quatro, que pra mim, compõem o time de primeira linha. Os tops. Que bom, resistimos bravamente a janela e suas investidas. Que venha a próxima!