Aqui no Brasil só veremos a visão de Tim Burton para o clássico de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas, no dia 23 de abril, mas nos Estados Unidos, onde a versão 3D do longa já estreou, os executivos dos estúdios Disney estão rindo sozinhos. O filme já faturou 208 milhões de dólares desde a estreia, na sexta-feira (12). Somente no primeiro dia de exibição, 17 milhões dólares entraram para os cofres do estúdio, o que garantiu o topo das bilheterias no fim-de-semana.
Alice, que tem Johnny Depp, Anne Hathaway e Helena Boham-Carter no elenco, é uma espécie de sequência da história original, onde a heroína, agora com 19 anos, foge seguindo um coelho branco, e vai parar no País das Maravilhas, lugar que tinha visitado há 10 anos.
Conforme a revista norte-americana Variety, o segundo lugar nas bilheterias norte-americano ficou com Zona Verde, drama de guerra com Matt Damon no elenco, que arrecadou cinco milhões.
Ok, eu continuo sem entender o motivo do fascínio de Martin Scorcese, um dos maiores cineastas norte-americanos pelo insonso do Leonardo DiCaprio, mas eis que a quarta parceira entre o diretor e o ator entra em cartaz nos cinemas de Porto Alegre (só para recordar, as anteriores foram Gangues de Nova Iorque, O Aviador e Os Infiltrados). Ilha do Medo é uma adaptação da obra de Dennis Lehane (autor de Sobre Meninos e Lobos, que também virou filme). O longa acompanha a investigação conduzido pelo detetive federal e seu parceiro. A dupla é convocada para uma missão na sombria Shutter Island, ilha onde está o Hospital Psiquiátrico que recebe criminosos que sofrem de distúrbios mentais. Eles precisam descobrir o paradeiro de Rachel Solando, paciente que desapareceu.
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A trama se passa em 1954, no auge da Guerra Fria. Com tons de suspense psicológico, Ilha do Medo arrecadou 40 milhões de dólares em apenas três dias de exibição nos Estados Unidos. Além de DiCaprio, o filme conta com Mark Ruffalo, Michelle Williams e Ben Kingsley no elenco.
O grande vencedor da noite foi o cinema tradicional, ou o cinema as we know it. Guerra ao Terror derrotou a nova tecnologia de Avatar num placar de 6 a 3, e de quebra ficou com o principal prêmio da noite: melhor filme. Inexplicavalmente esse thriller psicológico passado na guerra do Iraque saiu no Brasil direto em DVD e somente agora está sendo exibido numa sala de cinema de Porto Alegre. Enquanto isso Avatar arrecada bilhões por onde passa. Para mim é a vitória do cinema e não da tecnologia. Ainda bem.
A cineasta Kathryn Bigelow entrou esta noite para a história como a primeira mulher a receber o Oscar de melhor direção por Guerra ao Terror. O prêmio foi entregue pelas mãos de Barbra Streisand.
Como diria o presidente Lula “nunca antes na história do Oscar”, uma atriz recebeu o prêmio Framboesa de Ouro num dia e o Oscar no outro. Pois foi o que aconteceu com Sandra Bullock. Ela acaba de receber o Oscar de melhor atriz pelo elogiado desempenho em Um Sonho Possível. Muito emocionada, agradeceu principalmente a todos que apoiaram esse projeto baseado num drama pessoal. Ontem no entanto, Sandra recebeu o prêmio de pior atriz, a Framboesa de Ouro pela comédia romântica Uma Maluca Paixão. Meu conselho, Sandra: abandone as comédias românticas….
Fazia tempo que a Academia devia um Oscar a Jeff Bridges, um dos maiores atores do cinema norte-americano. E esta noite, após a sua quinta indicação, a justiça foi feita. Jeff Bridges levou a estatueta de melhor ator pelo seu tocante desempenho em Coração Louco, onde vive um cantor country que tem a vida e a carreira resgatadas após conhecer uma jovem jornalista, interpretada por Maggie Gyllenhaall. Aos 60 anos, Jeff já havia disputado o Oscar de melhor ator por Starman - O Homem das Estrelas (1984), e melhor ator coadjuvante por A Última Sessão de Cinema (1971), O Ùltimo Golpe (1974) e A Conspiração (2000). Emocionado, agradeceu ao falecido pai Lloyd Bridges, também ator, e à família.
O argentino O Segredo dos Seus Olhos, recebeu o Oscar de melhor filme estrangeiro. Com direção de Juan José Campanella (mesmo de O Filho da Noiva), o filme conta a história de um detetive que após se aposentar resolve escrever um livro sobre um conturbado caso que acompanhou e cujas consequencias o perseguem há 25 anos. Além disso, vemos o nascimento da ditadura na Argentina. O filme, em cartaz nos cinemas de Porto Alegre, é muito bem dirigido, além de ter uma trabalho de atores fantástico. Recomendo.
Casal que monta unido, permanece unido: os montadores Bob Murawski e Chris Innis receberam o Oscar de melhor montagem por Guerra ao Terror. O filme já havia recebido o prêmio do sindicato nesta mesma categoria. É o quarto Oscar da noite para Bigelow contra 3 de Avatar.
A simpática animação recebeu o prêmio de melhor trilha musical. A trilha é composta por Michael Giachinno, que também assina as trilhas de séries de tv como Alias e Lost.
Já Avatar, acaba de empatar com Guerra ao Terror na batalha: recebeu o terceiro Oscar, na categoria Efeitos Visuais. Alguém duvidava que esse prêmio não iria para Pandora????
O placar está 3 a 2 para Guerra ao Terror na batalha travada contra Avatar. O longa dirigido pela ex-esposa de James Cameron, Kathryn Bigelow já venceu 3 estatuetas de um total de 9 que disputa: roteiro original, edição de som e mixagem de som. Já Avatar emplacou 2: direção de arte e fotografia. Vai ser uma disputa acirrada até o fim.
A comentarista de cinema da Rádio Gaúcha, Roberta Pinto, atualiza notícias, lançamentos, bastidores, perfis de atores e cineastas consagrados, além de resenhas de filmes e dicas de DVD. Janela Indiscreta - porque todo o espectador é um voyeur.